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6.2.17

Amor e oração

Mas eles se prostraram com o rosto no chão.
Números 16.45


Vivemos tempos em que a raiva, a mágoa, o ressentimento, o ódio estão cada vez mais presentes nas relações sociais, potencializados pelo anonimato e distanciamento propiciado pelas redes sociais.
Recentemente, na morte de uma figura pública, o ódio grassou - inclusive da parte de médicos que, em vez de defenderem a vida, se colocaram pedindo a morte.
Essa espécie de relação já nos alcança pessoal e diretamente. Você não deve ter dificuldade em lembrar de seus relacionamentos que estão sendo alimentados e estão alimentando perdões não concedidos, desejos de vingança, raivas diversas. 
É da natureza humana, da natureza das relações, da natureza da sociedade.
Mas não significa que não possamos nos insurgir contra.
Essa é uma tarefa cotidiana para mim. Uma pessoa de minha família relatou há poucos dias que fora xingada no embarque de um vôo por causa da camiseta que vestia - sua resposta foi mandar a outra pessoa ao inferno. Eu sugeri que dissesse à pessoa que desejava que ela pudesse encontrar amor verdadeiro em sua vida. É algo que tenho tentado fazer: responder com paz e amor toda manifestação de raiva, mágoa ou ódio. Nem sempre consigo e nunca é fácil.
Números 16 começa com a revolta de Corá, Datã e Abirão contra Moisés e Arão. Debaixo de seus pés o chão se abre e os três morrem, em um ação divina para reforçar a autoridade de Moisés e Arão.
Mas no dia seguinte, o povo novamente começa a reclamar de seus líderes e quer depô-los - em reação, Deus quer destruir toda aquela gente e começar de novo com a família de Moisés. Moisés e Arão só fazem uma coisa:

Mas eles se prostraram com o rosto no chão.


A resposta de Moisés e Arão a mais uma tentativa de deposição do povo, com raiva pela morte de Corá, Datã e Abirão, é orar pelo povo que quer sua morte!
Orar pelo povo que quer sua morte!
No Sermão do Monte, Jesus nos desafia a não resistir ao perverso, oferecer a outra face a quem nos agride, dar a capa a quem pedir a túnica, andar a segunda milha a quem quiser nos forçar a andar uma (Mt. 5. 38-41).
O desafio é respondermos de forma pacífica e amorosa.
O desafio é orar por aqueles que querem nos derrubar.
O desafio é amar a quem nos odeia. É Jesus quem chama:

Vocês conhecem a antiga lei: “Amem seus amigos”, e seu complemento não escrito: “Odeiem seus inimigos”. Quero redefinir isso. Digo que vocês devem amar os inimigos. Deixem que tirem o melhor de vocês, não o pior. Se alguém fizer mal a vocês, reajam com a força da oração, pois assim agirão do fundo do seu verdadeiro ser, do ser que Deus criou.
Mateus 5. 43-45


Não imagine que isso seja fácil. Mas é a única forma de que não deixemos ninguém tirar o pior de nós, apenas o melhor.
Não é fácil, mas somente assim estaremos nos aproximando de nosso verdadeiro ser, de nossa essência. Uma essência que não derivará do pecado, de nossas relações adoecidas pela mágoa e pelo ódio, ou da opressão presente na sociedade.
Essa essência deriva de nossa relação com Aquele que descia na Tabernáculo na travessia do deserto e Tabernaculou entre nós na Encarnação de Jesus.
Essa essência deriva de nossa relação com o Amor - que na cruz, tortura, escarnecido e condenado à morte, foi capaz de orar:

“Pai, perdoa esta gente! Eles não sabem o que estão fazendo”.
Lc. 23. 34






4.2.17

A carta

Senhor Jesus,

Hoje eu senti vontade de escrever uma carta para o Senhor. Não sei bem porque nem sei direito o que direi.
Tu me chamaste, há duas décadas, para uma vida vivida na Tua presença e oferecendo, não somente a Ti, mas ao próximo os dons e os talentos que, sei, Tu me deste.
Há duas décadas eu tenho prazer em ler, meditar e refletir nas Tuas Escrituras - e, é claro, que em 20 anos muitas de minhas crenças fundadas em interpretação da Bíblia se modificaram porque eu mudei, minhas concepções de leitura mudaram, as interpretações mudaram.
Conheci gente - muita gente - que me ajudou a ser quem sou hoje. Não apenas pessoas que cruzaram meu caminho e tocaram a minha vida presencialmente - em salas de aula, em espaços religiosos ou na pura amizade. Houve pessoas que cruzaram a minha vida apenas virtualmente - na forma de um texto, de uma proposta, de um livro.
Todos esses são capazes de nos mudar, Senhor. E eu sei que cada um deles fez o Teu trabalho de transformar um garoto de 17 anos em um servo de 37.
Houve amigos e familiares que chegaram e que se foram. Houve mortes reais e simbólicas que mexeram comigo. Houve lutos e perdas, celebrações e alegrias. Houve aprendizado na dor e na festa. Em todo o tempo, mesmo quando eu não sabia, Tu estavas comigo.
Hoje eu penso no Senhor não como aquele que vai operar um milagre extraordinário para nos livrar da dor e do sofrimento. Para mim, o Senhor é o amigo que segura a minha mão quando dói e quando eu estou com medo, é o companheiro que me beija e abraça quando tudo deu certo e eu festejo.
Por isso, Senhor Jesus, hoje eu quero agradecer pelo Teu cuidado constante comigo. Especialmente nos últimos meses, somente ao Senhor posso tributar o estar vivo. Foi o Senhor que esteve comigo nos piores momentos e me empurrou de volta à vida. Afinal, eu sei que o Senhor é a vida.
É a experiência que temos com o Senhor Ressuscitado que é capaz de mudar para sempre o nosso viver. É saber que o Senhor está vivo que pode nos ajudar a não desistir da vida. É saber que no terceiro dia o Senhor se pôs de pé que nos ajuda a festejar a vida e saber que a dor do momento não é eterna: no terceiro dia ela vai ser substituída pela festa de viver.
Tem sido essa a minha experiência, Senhor. A experiência com o Senhor que está vivendo - um eterno e constante convite à vida.
Lembro que quando estudei o “Celebração da Disciplina” de Richard Foster passei a usar a imaginação na minha relação contigo. Lembro de uma manhã em que estava no púlpito da igreja e o louvor tocava um reggae. Lembro que imaginei o Senhor entrando no templo pela porta da frente e vindo até o púlpito dançando, em festa.
Essa é a imagem que eu quero do Senhor hoje.
Obrigado por tudo. Sempre.

Daniel Dantas Lemos

27.1.17

Lutar com Deus

Jacó ficou sozinho do outro lado, e um homem começou a lutar com ele. A luta durou até o raiar do dia. Quando viu que não conseguia vencê-lo na luta, o homem deslocou de propósito o quadril de Jacó.
O estranho disse: “Deixe-me ir embora, o dia já raiou!”.
Mas Jacó retrucou: “Não deixarei você ir sem que me abençoe”.
O homem perguntou: “Qual é o seu nome?”.
Ele respondeu: “Jacó”.
E o homem disse: “Não mais. Seu nome não será mais Jacó. De agora em diante, será Israel (Aquele que Luta com Deus). Você lutou com Deus e levou vantagem”.
E Jacó perguntou: “Qual é o seu nome?”.
O homem respondeu: “Por que você quer saber o meu nome?”. Dito isso, abençoou Jacó ali mesmo.
Gênesis 32. 24-29


Lutar com Deus é se agarrar com todas as forças ao Senhor diante das situações mais difíceis ou assustadoras pelas quais passamos. É agarrá-lo, dizer-lhe que não pretende ir enquanto não vier uma bênção. É persistir na presença dEle - não para mudá-lo, alterar sua vontade, mas para que Ele nos mude.
Jacó enganou seu irmão duas vezes para roubar seus direitos como primogênito. Depois, foi enganado 20 anos por seu tio Labão até conseguir fugir e voltar para a sua terra.
Nesse momento da narrativa, Jacó está apavorado pela possibilidade de encontrar seu irmão, Esaú, ferido e magoado como deixara.
Jacó luta com o homem. Reconhece nesse homem o próprio Deus. Não pode deixá-lo ir. Quer a benção - a chance de encontrar seu irmão em paz.
Provavelmente, seu desejo era de que Deus mudasse Esaú para que o encontro ocorresse sem luta entre os dois.
E o que Deus faz?

Quando viu que não conseguia vencê-lo na luta, o homem deslocou de propósito o quadril de Jacó.

Jacó, depois de 20 anos, não podia saber nada acerca de seu irmão. Ele não controlava a vida de seu irmão, suas escolhas, seus sentimentos, sua mágoa, seu rancor. Jacó não podia impedí-lo de que viesse com 400 soldados ou com presentes e flores.
A única circunstância sobre a qual Jacó podia interferir era a sua própria vida.
Lutar com Deus não muda Esaú - muda Jacó.
Ao lutar com Deus em oração talvez você não possa mudar um centímetro da circunstância ou da vida do outro - mas ao lutar com Deus, esteja certo, a sua vida será mudada.

"Seu nome não será mais Jacó. De agora em diante, será Israel (Aquele que Luta com Deus). Você lutou com Deus e levou vantagem”

Por isso, não queira controlar as circunstâncias nem os meios de luta. Eles não pertencem a você.
Também não encaixote Deus dentro dos limites e parâmetros que você definiu. Nem suas crenças, seu conhecimento, nem a sua teologia definem (dão fim) a Deus. Ele é maior.
O homem respondeu: “Por que você quer saber o meu nome?”. Dito isso, abençoou Jacó ali mesmo.
Lutar com Deus muda você porque Deus está além do que você imagina e nomeia.
Ao orar, portanto, não espere a mudança das circunstâncias ou do outro. Reconheça a sua própria mudança. Assim, talvez, você seja a resposta à sua própria oração. Como Jacó ao se tornar Israel.

10.1.17

Não imponha seu relacionamento

Cultivem o relacionamento com Deus, mas não o imponham aos outros. 
Romanos 14. 22


Quando eu me tornei evangélico, duas décadas atrás, eu me tornei ainda mais chato do que já era. Não apenas pelo desejo de converter cada amigo e pessoa da família, mas pela forma de atuação que adotei para que isso acontecesse: "encontrei a verdade, logo você está no erro e precisa entender isso de uma vez, se não vai terminar no inferno”.

Agindo assim, eu ofendi amigos e familiares por mais de uma vez, inclusive minha própria mãe. De todos os modos, tentava impor a quem não queria meu modo de ver as coisas e de crer em Deus.

Eu, infelizmente, não era o único. Aliás, todos nós talvez conheçamos pessoas que seguem agindo de tal modo - e não apenas no âmbito evangélico. Conheço gente de diferentes formas de credo que se esforçam ao máximo para impor aos outros suas particulares formas de crença.

É provável que eu mesmo ainda me comporte assim.

Aos Romanos, Paulo diz


Cultivem o relacionamento com Deus, mas não o imponham aos outros.


Se é fundamental cultivar o relacionamento com Deus, também o é não impor a ninguém tal relacionamento. Podemos não agir como nos dias inquisitoriais em que a conversão forçada era condição de sobrevivência, mas fazemos parecido quando impomos a fé: “se não, você vai para o inferno”.

Cultive o relacionamento com Deus. O caminho é simples, ainda que possa não ser fácil: oração diária, meditação na Palavra de Deus, louvor e vida comunitária.

Ore diariamente porque a oração muda seu coração e é a oportunidade de estar mais perto diante do Eterno.

Leia e medite nas Escrituras, crendo que por meio delas o Senhor pode falar com você e instruir seu caminho.

Louve ao Criador, agradeça Suas obras, Seu cuidado, Sua presença, Sua santidade.

Mergulhe na vida com outros irmãos porque um amigo afia outro amigo (Pv. 27. 17)

Nenhum desses passos é fácil de dar, mas ninguém é capaz de cultivar relacionamento ou conhecer alguém sem gastar tempo com essa pessoa, até mesmo quando essa pessoa é o Eterno.

O que as Escrituras apontam é que esse relacionamento se estrutura no amor, vem do amor e conduz a mais amor. Por isso mesmo, não o imponham aos outros.

Aos Coríntios, Paulo deixa claro que o amor não combina com nenhum egoísmo - o que também significa que o amor nos conduz a nos preocuparmos primeiro com os outros.


O amor se preocupa mais com os outros que consigo mesmo.
1 Coríntios 13. 5



Quem se preocupa primeiro com os outros não pode pensar em impor nenhum tipo de padrão de pensamento ou comportamento individual a eles. Respeita-os e deixa-os livres, porque o amor é liberdade. “Ponham o interesse próprio de lado”, diz Paulo aos Filipenses (Fp. 2. 4).

Quando queremos impor nosso padrão de relacionamento com Deus aos demais provamos que fazemos isso por interesse próprio, egoísmo, porque nos consideramos a nós mesmos como superiores aos demais, nosso modo como correto, e convencer os outros é reforçar nossa posição egoísta.

O convite das Escrituras é simples: cultive o relacionamento com o Eterno e ame o próximo como a si mesmo. Quem ama não impõe, mas respeita a liberdade. Quem ama permite que o outro seja livre, tome suas decisões, faça suas escolhas. E quem ama importa-se com o real desejo do outro mais do que com sua própria vontade.

Cultive seu relacionamento com Deus e ame.

Deixe que ele cuida do resto.

21.12.16

Pai Nosso

Nosso Pai do céu,
Revela-nos quem tu és.
Dá um jeito neste mundo.

Mateus 6. 9


Hoje eu acordei pela madrugada impressionado com um pesadelo que tivera. O pesadelo, de verdade, não me assustou porque eu tinha consciência de que estava dormindo, mas me impressionou a riqueza de detalhes da narrativa até o momento em que acordei.

O mal momento trazido por um sonho ruim mexe integralmente com o espírito com o qual a gente encara o dia que nasce. A vida é frágil, nem sempre temos controle e acesso a todos os aspectos que a envolvem e isso tem de nos ensinar a lidar com nossas ansiedades e nossas angústias.

O caminho de saída do fundo dos nossos poços pode refluir por uma ansiedade mal colocada ou mal resolvida, por uma situação angustiante sobre a qual não temos nenhum controle.

Também nos faz mal a percepção de que nos falte amor - porque o amor é o vínculo da perfeição e o melhor suporte possível para a nossa estabilidade na vida.

As vezes, é somente aquela dor que você sabe que ainda não curou que aparece de novo para lembrar sua fragilidade - seu espinho na carne.

Ou por vezes o que nos fragiliza é a consciência dos erros que cometemos, os pecados que fizemos e que ainda sofremos suas consequências.

Nem toda manhã é fácil.

Quando ela não é fácil, o que nos resta fazer?

Eu oro.

A oração pode nos ajudar com as nossas necessidades mais básicas - e nem estou falando sobre pedidos sendo respondidos, clamores alcançando a misericórdia divina.

Quando Jesus ensinou seus discípulos a orar, suas palavras foram simples. E aqui não quero nem destacar o Pai Nosso em sua inteireza:

Nosso Pai do céu,
Revela-nos quem tu és.
Dá um jeito neste mundo.


Amanheci o dia sofrendo por causa do amor? Deus é o nosso Pai! Podemos nos refrigerar no seu Amor Todo-Poderoso, Amor de Pai.

Não sei bem o que está acontecendo na vida porque há coisas que vão além do meu controle? “Revela-nos quem tu és”: podemos, em oração, conhecer em profundidade de intimidade quem é o Deus a quem servimos.

Um Pai que nos ama, um Deus que revela a Si a cada um de nós.

E como a ansiedade pode sobreviver diante de um Deus que pode dar “um jeito neste mundo”?

Quando o dia começa mal, quando a ansiedade dói, quando a incerteza corrói, quando o amor é uma ausência, derramar o coração diante de Deus em oração é o melhor caminho. Não porque Ele possa responder nossa oração e resolver as questões que nos afligem, mas por quem Ele é e porque podemos, em oração, conhecê-lo bem e melhor.

16.12.16

Não te demores

E eu? Eu sou um nada e não tenho nada. 
Peço-te que faças alguma coisa de mim. 
Tu podes e tens o que é necessário para ajudar, 
mas, por favor, não te demores. 

Salmo 40. 17 


É muito difícil para nós vivermos sem o controle de elementos fundamentais de nossa vida. Entregar-se a essa falta de controle, às circunstâncias que nos superam fundamentalmente, às lutas que são maiores que nós, a questões que claramente não podemos resolver, faz com que nos vejamos de um tamanho menor do que gostaríamos de admitir que possuímos.

Gostamos de ter controle, de administrar nossa luta, de usar nossas forças para resolver os nossos problemas - problemas que só nos pertencem e a ninguém mais. Costumamos achar, inclusive, que esse é um claro sinal de maturidade na vida.

Mas todos nós já fomos postos diante de alguma circunstância que era impossível que resolvêssemos por nossas próprias forças. Tal como o rei daquela estória infantil, todos nós já tivemos algum momento em que estávamos nus diante de todos, numa demonstração evidente de nossa fragilidade, de nosso vazio, de nosso pequeno tamanho e de nossa incapacidade de resolver os problemas que nos acometem. Eles são bem maiores e estão muito além de nossa capacidade.

O Salmo 40 se encerra com uma súplica que relembra o modo de seu início - Deus tirando o salmista do fundo de poço fétido e lamacento. É como se toda a oração tivesse sido escrita para lembrar a Deus e ao salmista todo livramento extraordinário que o Senhor já tinha promovido e que, diante de seu problema atual, recorrer novamente a Deus pode ser causa de mais segurança e esperança. Lembrar que o salmista não tem forças e não pode pretender encarar seus problemas em suas próprias forças.

“E eu? Eu sou um nada e não tenho nada”.

O salmista reconhece que diante das circunstâncias que tem diante de si, ele não é nada - é como o rei nu.

Não me parece uma frase de quem tem pouco auto-estima, mas de alguém que reconhece que seus problemas estão além de suas forças.

Porque somente Deus pode e tem a força necessária para ajudar.

"Peço-te que faças alguma coisa de mim.
Tu podes e tens o que é necessário para ajudar,
mas, por favor, não te demores”

A gente passa por lutas e circunstâncias da vida capazes de nos soterrar completamente. Coisas que nos fazem crer que vamos ser definitivamente tragados, que não temos como escapar, que seremos sufocados e mortos, que os problemas vão eventualmente nos matar. Nessas horas, olhamos para nós e para quem está ao nosso lado e temos a convicção que não temos como escapar.

Só nos resta olhar e buscar pelo Eterno.

Se há alguém que pode fazer algo e nos ajudar, é ele.

Podemos, diante dele, rasgar o coração, derramar a alma, clamar. Ele tem o que é necessário para nos ajudar.

E podemos esperar, não apenas por sua ação em nosso socorro, mas que essa ação virá no tempo preciso.

Nus, diante do Senhor, podemos confiar que Ele cuida de nós e fará tudo o que puder para nos resgatar, socorrer, ajudar em nossa dor e sofrimento, no momento exato.