Imersos no mundo de Deus
Os homens em geral se incluem em alguns tipos.
Alguns vivem suas vidas sem nenhum compromisso com o Incondicionado. Possuem um certo nível de desespero inconsciente, um temor absurdo sobre muitas coisas, em especial a morte.
Como vivem somente uma dimensão de vida, sorvendo absolutamente o que pensam poder sugar desta vida, suas limitações ético-morais são praticamente inexistentes e variáveis. Eles são virtualmente capazes de qualquer coisa.
Esse é um estilo de vida sem real esperança. Mesmo porque ele limita a vida a uma experiência presente. A esperança é deslocada para fora de seu centro vital.
Outros homens possuem algum tipo heterônomo de norma moral. São os religiosos. Boas pessoas, seus elevados e inalcançáveis padrões morais os oprimem. E conduzem facilmente ao desespero e à rebelião.
Sua relação religiosa com o Deus vivo se dá firmada em uma perspectiva de obras mortas.
Sua moralidade não se coaduna à essência de seu ser vital. Sua vida é um desespero hipócrita pela percepção de que é uma forma de vida inútil, insatisfatória.
Um último tipo de gente é a que cada vez mais se vê imersa na realidade do mundo de Deus, o Deus vivo no mundo.
Sua relação com o Senhor não é de maneira nenhuma estática, mas profundamente dinâmica.
Nesse dinamismo, a percepção cada vez maior que temos de estarmos diante do Deus vivo também nos leva ao desespero. O desespero de nos percebemos pecadores diante, todo o tempo, de um Deus santo.
Mas a situação é algo diferente. Estamos envoltos na atmosfera da Santidade de Deus. O Deus santo nos envolve, nos toma em sua misericórdia. Assim, de nós mesmos abominamos nosso pecado. Somos pecadores. Estamos diante de Deus. Estamos desesperados.
Então, podemos ainda olhar a cruz de Cristo. Ali, foi vertido um sangue inocente. Ali foi morrida um morte que era a minha morte.
Isso não é qualquer tipo de ficção legal ou verdade teológica longínqua. Jesus se entregou à morte, derramou sangue na cruz para nos garantir o seu gratuito perdão.
Aquele crucifixo revela que o Deus vivo e santo é, também, o Deus de misericórdia e graça, que se importa conosco ao ponto de levar Jesus a morrer em nosso lugar.
Estamos imersos no mundo do Deus santo. Constantemente confrontados com Ele. Somos pecadores e isso nos desespera. Mas da cruz de Cristo emana amor e perdão, a cura real de todo desespero.
Estamos imersos no mundo do Deus misericordioso. Podemos beber sempre da Sua graça salvadora. E jamais, novamente, teremos sede desesperadora desse Deus.
E como diz o velho hino:
Foi na cruz, foi na cruz
Que um dia eu vi
Meu pecado castigado em Jesus
Foi ali pela fé
Que meus olhos abri
E hoje vivo alegremente com Jesus.
Com Jesus, sempre haverá amor e esperança. Pense nisso!
18.3.03
25.2.03
UMA MENSAGEM PARA OS NOSSOS DIAS...
Em determinados momentos a Bíblia fala da loucura que representa o fato de o homem ser Cristão para os que estão de fora. Na realidade o que parece loucura não é o fato de sermos Cristãos, mas os conceitos pelos quais somos norteados. Nós que fomos chamados por Deus para um viver santo, reto, justo.... entendemos os fatos espirituais com extrema facilidade. Mas, pensando bem, imagine que argumentos, ou que fatos estranhos são representados em nosso discurso.
Por vezes vemos nos terminais irmãos nossos gritando (para uma fila que nem sequer olha para saber do que se trata) você precisa se arrepender e pedir perdão a Deus. Mas em meio ao nosso tempo de forma singular existe um fato que pesa contra esse tipo de discurso. Arrepender-se do que ? Pedir perdão a que Deus? Vivemos em um tempo onde os referenciais antigos de tanto que foram questionados já não existem mais. Os conceitos de certo e de errado foram diluídos, levados do âmbito coletivo para o particular, o que vale e o que é certo, é o que o meu coração julga ser certo.
O grande desafio que surge para as nossas vidas é traduzir a loucura da pregação para os nossos dias. Cada vez mais precisamos sair da condição de acomodação a que nos submetemos hoje. Não precisamos sair gritando por ai as coisas, pois se há desvantagens em nossos dias, também há vantagens. Nunca foi tão fácil espalhar uma noticia. Mas para que esse anúncio seja levado em consideração, o que anunciamos precisa ter relevância. O que precisamos é pensar e pedir ajuda (iluminação) a Deus para podermos ter uma mensagem que transcenda os limites de nossa época. Ou será que Deus não é suficientemente capaz, para nos dar uma mensagem que rompa com as estruturas das dificuldades da falta de valores e paradigmas com os quais nos deparamos hoje.
A minha oração e o meu pedido é que reflitamos sobre o tipo de Testemunho que temos dado, que tipo de mensagem temos anunciado. As pessoas que estão ao nosso redor são responsabilidade nossa. Precisamos de uma mensagem Relevante.
Deus nos abençoe.
Em determinados momentos a Bíblia fala da loucura que representa o fato de o homem ser Cristão para os que estão de fora. Na realidade o que parece loucura não é o fato de sermos Cristãos, mas os conceitos pelos quais somos norteados. Nós que fomos chamados por Deus para um viver santo, reto, justo.... entendemos os fatos espirituais com extrema facilidade. Mas, pensando bem, imagine que argumentos, ou que fatos estranhos são representados em nosso discurso.
Por vezes vemos nos terminais irmãos nossos gritando (para uma fila que nem sequer olha para saber do que se trata) você precisa se arrepender e pedir perdão a Deus. Mas em meio ao nosso tempo de forma singular existe um fato que pesa contra esse tipo de discurso. Arrepender-se do que ? Pedir perdão a que Deus? Vivemos em um tempo onde os referenciais antigos de tanto que foram questionados já não existem mais. Os conceitos de certo e de errado foram diluídos, levados do âmbito coletivo para o particular, o que vale e o que é certo, é o que o meu coração julga ser certo.
O grande desafio que surge para as nossas vidas é traduzir a loucura da pregação para os nossos dias. Cada vez mais precisamos sair da condição de acomodação a que nos submetemos hoje. Não precisamos sair gritando por ai as coisas, pois se há desvantagens em nossos dias, também há vantagens. Nunca foi tão fácil espalhar uma noticia. Mas para que esse anúncio seja levado em consideração, o que anunciamos precisa ter relevância. O que precisamos é pensar e pedir ajuda (iluminação) a Deus para podermos ter uma mensagem que transcenda os limites de nossa época. Ou será que Deus não é suficientemente capaz, para nos dar uma mensagem que rompa com as estruturas das dificuldades da falta de valores e paradigmas com os quais nos deparamos hoje.
A minha oração e o meu pedido é que reflitamos sobre o tipo de Testemunho que temos dado, que tipo de mensagem temos anunciado. As pessoas que estão ao nosso redor são responsabilidade nossa. Precisamos de uma mensagem Relevante.
Deus nos abençoe.
ENGOLIDOS, MAS JAMAIS DIGERIDOS.
Qual de nós pode negar que já passou, ou que tem passado por momentos
difíceis. Ou quem seria louco a ponto de negar que após estes períodos
de crise não se surpreendeu com uma sensação de crescimento,
aprendizado, ou coisa parecida.
Ao pensar sobre este assunto do sofrimento algo instantâneo é o fato de
nos lembrarmos de Jô, mas eu gostaria de falar de um outro personagem
que pode nos ensinar muito sofre sofrimento, ou melhor, sobre situações
difíceis.Quem nunca ouviu falar sobre Jonas?
Jonas é o profeta que Caio Fábio chamou sua história de “O Sucesso do
Fracasso”, pois ele foi extremamente desobediente... (Tinha seus
motivos). Ao analisarmos a História de Jonas vamos nos deparar com uma
situação muito interessante... Deus manda que ele se desloque até a
cidade de Nínive para pregar aquela nação o arrependimento, mas Jonas
resolve desobedecer a Deus e seguir rumo a Târsis que ficava exatamente
no sentido oposto a Nínive. Dentro do navio, no meio da viagem ocorre
uma grande tempestade e no desenrolar da viagem fica decidido que Jonas
deve ser lançado ao mar... quando isso ocorre um grande animal marinho
o engole. Jonas passa então três dias dentro da barriga no grande animal
marinho até que por fim é vomitado na praia.
Três dias na barriga de um grande animal marinho. Imagine que
angustia... e é isso exatamente que Jonas pensa então de dentro do
grande animal marinho ele clama a Deus por socorro.
Sê analisarmos a história completa veremos que no final Jonas aparece
pregando na grande cidade de Nínive. Muitos já disseram que devemos
entender que no final à vontade de Deus prevalece. Isso por muito tempo
foi trazido como algo ruim, como se fossemos robôs, ou bonecos
manipulados, mas eu prefiro entender que:
1. Quando Deus cumpre em nós o seu querer, mesmo que permitindo que
passemos três dias na barriga do grande animal marinho. Na verdade, Ele
não nos quer fazer de bonecos, mas quer nos ensinar e fazer em nós o que
é bom.
2. Ao vermos a história de Jonas, não podemos pré-supor que cada vez
que não formos para onde Deus quer vamos quebrar a cara, ou ser
engolidos por animais marinhos, mas devemos lembrar que “o Pai corrige
ao filho que ama”
3. Mesmo que sejamos engolidos pelo grande animal marinho
(circunstâncias difíceis), jamais seremos digeridos. Podemos ter certeza
que as dificuldades podem nos tragar, mas jamais Deus permitira que elas
nos destruam. Nunca as lutas serão maiores do que o que podemos
suportar.
Enfim, engolidos, mas jamais digeridos.
Flávio A. Simões
Qual de nós pode negar que já passou, ou que tem passado por momentos
difíceis. Ou quem seria louco a ponto de negar que após estes períodos
de crise não se surpreendeu com uma sensação de crescimento,
aprendizado, ou coisa parecida.
Ao pensar sobre este assunto do sofrimento algo instantâneo é o fato de
nos lembrarmos de Jô, mas eu gostaria de falar de um outro personagem
que pode nos ensinar muito sofre sofrimento, ou melhor, sobre situações
difíceis.Quem nunca ouviu falar sobre Jonas?
Jonas é o profeta que Caio Fábio chamou sua história de “O Sucesso do
Fracasso”, pois ele foi extremamente desobediente... (Tinha seus
motivos). Ao analisarmos a História de Jonas vamos nos deparar com uma
situação muito interessante... Deus manda que ele se desloque até a
cidade de Nínive para pregar aquela nação o arrependimento, mas Jonas
resolve desobedecer a Deus e seguir rumo a Târsis que ficava exatamente
no sentido oposto a Nínive. Dentro do navio, no meio da viagem ocorre
uma grande tempestade e no desenrolar da viagem fica decidido que Jonas
deve ser lançado ao mar... quando isso ocorre um grande animal marinho
o engole. Jonas passa então três dias dentro da barriga no grande animal
marinho até que por fim é vomitado na praia.
Três dias na barriga de um grande animal marinho. Imagine que
angustia... e é isso exatamente que Jonas pensa então de dentro do
grande animal marinho ele clama a Deus por socorro.
Sê analisarmos a história completa veremos que no final Jonas aparece
pregando na grande cidade de Nínive. Muitos já disseram que devemos
entender que no final à vontade de Deus prevalece. Isso por muito tempo
foi trazido como algo ruim, como se fossemos robôs, ou bonecos
manipulados, mas eu prefiro entender que:
1. Quando Deus cumpre em nós o seu querer, mesmo que permitindo que
passemos três dias na barriga do grande animal marinho. Na verdade, Ele
não nos quer fazer de bonecos, mas quer nos ensinar e fazer em nós o que
é bom.
2. Ao vermos a história de Jonas, não podemos pré-supor que cada vez
que não formos para onde Deus quer vamos quebrar a cara, ou ser
engolidos por animais marinhos, mas devemos lembrar que “o Pai corrige
ao filho que ama”
3. Mesmo que sejamos engolidos pelo grande animal marinho
(circunstâncias difíceis), jamais seremos digeridos. Podemos ter certeza
que as dificuldades podem nos tragar, mas jamais Deus permitira que elas
nos destruam. Nunca as lutas serão maiores do que o que podemos
suportar.
Enfim, engolidos, mas jamais digeridos.
Flávio A. Simões
19.2.03
Essa me foi enviada pelo meu amigo Flávio
QUE TIPO DE ESPERANÇA TEMOS?
Um dos mais intrigantes mistérios da humanidade, que tem transposto séculos, e que não foi respondido de forma lógica, nem mesmo pelos mais competentes estudiosos, está nesta necessidade clara que o ser humano tem de encontrar uma forma de se justificar de seus erros, ou de justificar seus erros por medo de um castigo futuro, ou coisa parecida.
Analisando esta questão podemos definir três tipos básicos de métodos, ou meios de se justificar. Uma estória que ouvi um tempo atrás exemplifica claramente esta esperança.
Determinado pai tinha quatro filhos. Em um determinado dia estes filhos foram nadar em um rio, mas em um momento de descontração os três filhos mais velhos foram levados rio a baixo pela força da correnteza.
Perdidos, com fome, e sem saber como retornar para casa os três irmãos ficaram com muito medo. O tempo foi passando e eles foram cada um fazer a sua vida mesmo longe da casa do pai. O mais velho encontrou uma aldeia que tinha valores extremamente corrompidos. Não perdeu tempo e caiu na gandaia, pensava ele em seu coração, já perdi a esperança de voltar para a casa do pai o jeito é viver a vida a partir da realidade que estou agora.
Os outros irmãos mantinham em seus corações a expectativa de que a qualquer momento o pai os encontraria. No entanto, o tempo foi passando e o segundo irmão disse: - vou tentar subir o rio, vou construir uma escada rio a cima. Dia após dia ele lutava e construía sua escada, mas o caminho era muito longo e ele não conseguia de forma alguma atingir seus objetivos.
O irmão mais novo se angustiava, mas continuava na certeza de que o melhor a fazer era esperar, não adiantava se entregar ao modelo de vida daquele lugar como o mais velho, também não adiantava lutar por suas próprias forças, o jeito era esperar. Um dia quando sua esperança estava quase minguando o filho que havia ficado com o pai apareceu para buscar seus irmãos. Somente pode levar com ele o mais moço, pois foi o único que ficou esperando.
Esta historia nos mostra os tipos básicos de esperança do ser humano. O primeiro irmão é o sujeito que se conforma com o presente século (Rm. 12:01 e 02). O segundo é o que acredita que pode resolver seus problemas por seus próprios meio, ou se justificar por meio de obras, de atos de “justiça”. O terceiro representa aqueles que sabem que não são deste mundo, que não podem se conformar com esta realidade, mas que sabem também que não podem fazer nada por si mesmo que precisam esperar em Deus.
A pergunta que devemos nos fazer é: - Que tipo de esperança temos?
Que Deus nós ajude a entendermos que somente esperando em Cristo algo bom pode acontecer, que nosso coração não nos engane ao ponto de acharmos que podemos viver fora da dependência. E que não percamos a esperança chegando a nos conformar com o presente século.
Flávio A. Simões
QUE TIPO DE ESPERANÇA TEMOS?
Um dos mais intrigantes mistérios da humanidade, que tem transposto séculos, e que não foi respondido de forma lógica, nem mesmo pelos mais competentes estudiosos, está nesta necessidade clara que o ser humano tem de encontrar uma forma de se justificar de seus erros, ou de justificar seus erros por medo de um castigo futuro, ou coisa parecida.
Analisando esta questão podemos definir três tipos básicos de métodos, ou meios de se justificar. Uma estória que ouvi um tempo atrás exemplifica claramente esta esperança.
Determinado pai tinha quatro filhos. Em um determinado dia estes filhos foram nadar em um rio, mas em um momento de descontração os três filhos mais velhos foram levados rio a baixo pela força da correnteza.
Perdidos, com fome, e sem saber como retornar para casa os três irmãos ficaram com muito medo. O tempo foi passando e eles foram cada um fazer a sua vida mesmo longe da casa do pai. O mais velho encontrou uma aldeia que tinha valores extremamente corrompidos. Não perdeu tempo e caiu na gandaia, pensava ele em seu coração, já perdi a esperança de voltar para a casa do pai o jeito é viver a vida a partir da realidade que estou agora.
Os outros irmãos mantinham em seus corações a expectativa de que a qualquer momento o pai os encontraria. No entanto, o tempo foi passando e o segundo irmão disse: - vou tentar subir o rio, vou construir uma escada rio a cima. Dia após dia ele lutava e construía sua escada, mas o caminho era muito longo e ele não conseguia de forma alguma atingir seus objetivos.
O irmão mais novo se angustiava, mas continuava na certeza de que o melhor a fazer era esperar, não adiantava se entregar ao modelo de vida daquele lugar como o mais velho, também não adiantava lutar por suas próprias forças, o jeito era esperar. Um dia quando sua esperança estava quase minguando o filho que havia ficado com o pai apareceu para buscar seus irmãos. Somente pode levar com ele o mais moço, pois foi o único que ficou esperando.
Esta historia nos mostra os tipos básicos de esperança do ser humano. O primeiro irmão é o sujeito que se conforma com o presente século (Rm. 12:01 e 02). O segundo é o que acredita que pode resolver seus problemas por seus próprios meio, ou se justificar por meio de obras, de atos de “justiça”. O terceiro representa aqueles que sabem que não são deste mundo, que não podem se conformar com esta realidade, mas que sabem também que não podem fazer nada por si mesmo que precisam esperar em Deus.
A pergunta que devemos nos fazer é: - Que tipo de esperança temos?
Que Deus nós ajude a entendermos que somente esperando em Cristo algo bom pode acontecer, que nosso coração não nos engane ao ponto de acharmos que podemos viver fora da dependência. E que não percamos a esperança chegando a nos conformar com o presente século.
Flávio A. Simões
Arão, porém, ficou em silêncio. (Lv 10. 3)
Confesso que esse é um texto muito difícil para mim. Chocante e difícil de responder, como aliás são difíceis e chocantes as perdas em nossas vidas.
Como deve ter sido duro para Arão. Os seus filhos mais velhos haviam acabado de serem mortos pelo Deus a quem ele serve, o Deus que o chamou para o sacerdócio. E que prometeu que esses mesmos filhos dariam continuidade à sua obra.
E o pior: seu sofrimento não pode ser externado. Toda a dor deve ser internalizada, calada. Arão deve sofrer calado. E sozinho.
Quantas vezes a dor do servo de Deus, por circunstâncias que lhe fogem ao controle, precisa ser curtida na solidão e no silêncio...
Quantas vezes não há ombro amigo para recostar a cabeça, mão caridosa para enxugar as lágrimas. Aliás, sequer podemos chorar!
Mesmo Deus lhe parece duro e impassível. Nem Ele parece se importar com o seu sofrimento e sua dor. Ele só parece se importar com o fato de que você é líder e exemplo. Não pode desapontá-Lo nem ao povo que se lhe acerca.
O sacerdócio é profissão solitária. Sem amigos. Sem mesmo a possibilidade de prantear seus mortos. Sem compaixão da parte de ninguém.
Exercício de fé. Entender que sua vocação é mais extrema que suas vontades pessoais. Mas esse processo é extremamente solitário.
Qual é a resposta de Deus a tudo isso?
Parece que o único (!) conforto é não sair da presença do Senhor. Não parece, no entanto, uma resposta muito prática. Como qualquer outra que nos empurra à resignação.
Mas é Deus quem transforma as sensações e as situações. Ele é capaz de transformar maldições em bênçãos (Rm 8. 28), sem que as maldições deixem de ser maldições. Ele nos lembra que somos incapazes de julgamento digno devido à incompletude dos dados que dispomos (Jo 13. 7). Ele nos lembra que o resultado de nossa escolha por Ele é plenamente compensador (Mc 10. 29-30). Pela fé.
Mesmo que temporariamente, devemos suportar a dor da solidão:
Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. (Rm 8. 18)
Ainda assim, confesso, para mim são respostas simplórias.
Assim, entendo que a solução desse paradoxo está em dois importantes aspectos.
1. O caráter: o nosso caráter deve ser forte, treinado para o sofrimento. Não um estóico, mas alguém que possa curtir a dor e sobreviver;
2. O amor: estamos tendo o nosso amor experimentado: até que ponto vai esse amor?
E estará a nossa relação com Deus firmada nesse compromisso de amor, ou em algo que não possa resistir ao teste?
Em outras palavras: Deus é visto como nosso Pai, ou como nosso Chefe?
Confesso que esse é um texto muito difícil para mim. Chocante e difícil de responder, como aliás são difíceis e chocantes as perdas em nossas vidas.
Como deve ter sido duro para Arão. Os seus filhos mais velhos haviam acabado de serem mortos pelo Deus a quem ele serve, o Deus que o chamou para o sacerdócio. E que prometeu que esses mesmos filhos dariam continuidade à sua obra.
E o pior: seu sofrimento não pode ser externado. Toda a dor deve ser internalizada, calada. Arão deve sofrer calado. E sozinho.
Quantas vezes a dor do servo de Deus, por circunstâncias que lhe fogem ao controle, precisa ser curtida na solidão e no silêncio...
Quantas vezes não há ombro amigo para recostar a cabeça, mão caridosa para enxugar as lágrimas. Aliás, sequer podemos chorar!
Mesmo Deus lhe parece duro e impassível. Nem Ele parece se importar com o seu sofrimento e sua dor. Ele só parece se importar com o fato de que você é líder e exemplo. Não pode desapontá-Lo nem ao povo que se lhe acerca.
O sacerdócio é profissão solitária. Sem amigos. Sem mesmo a possibilidade de prantear seus mortos. Sem compaixão da parte de ninguém.
Exercício de fé. Entender que sua vocação é mais extrema que suas vontades pessoais. Mas esse processo é extremamente solitário.
Qual é a resposta de Deus a tudo isso?
Parece que o único (!) conforto é não sair da presença do Senhor. Não parece, no entanto, uma resposta muito prática. Como qualquer outra que nos empurra à resignação.
Mas é Deus quem transforma as sensações e as situações. Ele é capaz de transformar maldições em bênçãos (Rm 8. 28), sem que as maldições deixem de ser maldições. Ele nos lembra que somos incapazes de julgamento digno devido à incompletude dos dados que dispomos (Jo 13. 7). Ele nos lembra que o resultado de nossa escolha por Ele é plenamente compensador (Mc 10. 29-30). Pela fé.
Mesmo que temporariamente, devemos suportar a dor da solidão:
Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. (Rm 8. 18)
Ainda assim, confesso, para mim são respostas simplórias.
Assim, entendo que a solução desse paradoxo está em dois importantes aspectos.
1. O caráter: o nosso caráter deve ser forte, treinado para o sofrimento. Não um estóico, mas alguém que possa curtir a dor e sobreviver;
2. O amor: estamos tendo o nosso amor experimentado: até que ponto vai esse amor?
E estará a nossa relação com Deus firmada nesse compromisso de amor, ou em algo que não possa resistir ao teste?
Em outras palavras: Deus é visto como nosso Pai, ou como nosso Chefe?
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