14.3.05

Um nome que ninguém conhece

Havia escrito nele um nome que ninguém conhece, a não ser Ele mesmo.
Apocalipse 19. 12.

A idéia de um nome misterioso para o Senhor é recorrente na Bíblia. E sempre que eu leio esse versículo do Apocalipse, é impossível não lembrar das demais passagens. No Antigo Testamento, em algumas ocasiões, o Senhor aparece como alguém que tem um nome que ninguém conhece.
Uma das passagens da qual eu me lembro é Gênesis 32. 22 – 32. Jacó luta com o Anjo do Senhor até o amanhecer de Peniel. Prevalece na luta até que o Anjo, como que se visse sem saída, toca-lhe a coxa, provoca-lhe a dor, submete-o. Após isso, muda-se o nome de Jacó para Israel. Jacó pergunta pelo Seu nome: Por que você quer saber o meu nome? (Gn. 32. 29).
Outra história aparece no capítulo 13 de Juízes. É a história de Sansão. Quando o Senhor aparece a Manoá e sua esposa, anunciando o nascimento daquele nazireu que viria a libertar o povo, Manoá também pergunta pelo Seu nome: Por que você quer saber o meu nome? – Perguntou o anjo – Meu nome é maravilhoso, é um mistério (Jz. 13. 18).
Paulo nos diz que Deus habita em Luz Inacessível. O nome que ninguém conhece, o nome que é um mistério, que é maravilhoso, nos serve para lembrar que, apesar de estar ao nosso lado, Deus está muito além daquilo que podemos compreender. Em Eclesiastes o autor lembra que Deus está no céu, e o homem na terra. Ou seja, aponta a enorme distância que há entre nós e Ele.
Ele tem um nome um nome que ninguém conhece. É essencialmente um Outro Ser diante de Quem eu me ponho, com Quem eu me deparo nos meus dias, mas a Quem eu não posso compreender. É Alguém que está acima e além de qualquer tentativa de limitação e de compreensão.
Deus está acima de qualquer enquadramento ou formatação que lhe queiramos dar. Tenho visto e me incomodado com uma tal superficialidade do conhecimento de Deus que impera entre os cristãos que limita a sua visão, estreita os seus passos. Os cristãos têm formatado um Deus de acordo com o seu querer. Deus é aquilo que eles pensam e nada mais. Eu conheço um Deus que desafia meu entendimento, que me questiona a todos os momentos, que não me deixa ter certeza de muita coisa, a não ser que Ele é maior e Sabe mais do que eu. Eu me deparo com um Deus que tem um nome que ninguém conhece e sei, por isso, que não me cabe limitar-lhe as ações nem o poder.
Mas eu tenho visto muitos que conhecem muito pouco do Senhor e de Sua Revelação. Dessa maneira, se satisfazem com explicações simplistas de como o mundo funciona, com teologias reducionistas para explicar a ação de Deus. Desenvolvem uma visão de mundo muito estreita e estreitam, assim, o Senhor. Seu Senhor, o Deus que pensam conhecer, é um Deus limitado. Dessa forma, sua vida tem sido procurar por chifres em cabeças de cavalos e não em se aprofundar no conhecimento do amor de Deus. Querem, por exemplo, marcar a data da volta de Cristo nos seus calendários um tanto fúteis, em vez de aprenderem da oração de Paulo: para que vocês possam compreender, junto com todo o povo de Deus, o amor de Cristo em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade. Sim, embora seja impossível conhecê-Lo perfeitamente, peço que vocês venham a conhecê-Lo, para que assim Deus encha completamente o ser de vocês com a Sua natureza (Ef. 3. 18-19). Não podemos limitá-Lo, não podemos conhecê-Lo perfeitamente, mas podemos conhecer o Seu Amor, mais e mais.
Ele tem um nome que ninguém conhece. Ele é o Soberano, Tremendo e Ilimitado, e nós somos homens pequenos e limitados tentando compreender-lhe as ações. Ele está lá, nós aqui. A iniciativa é sempre dEle. É impossível limitá-Lo. É Ele Quem desce para nos livrar, Ele vem até nós. Apesar de toda distância e de estar além de nossa compreensão, Deus vem a nós. Veio na Pessoa de Cristo. E vem sempre para livrar o Seu Povo. Mas não podemos limitá-lo, porque Ele tem um nome que ninguém conhece.

12.3.05

Fiel e Verdadeiro

Em seguida, vi o céu aberto, e apareceu um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e combate com justiça.
Apocalipse 19. 11.

Eu tenho uma visão do Apocalipse diferente da maioria dos cristãos. Enquanto muitos tentam decifrar os mistérios simbólicos do fim dos tempos em sua leitura do livro, eu sempre tento entender o que o texto significa para os seus leitores nos dias em que foi escrito e, daí, tento extrair algum sentido, alguma mensagem para minha vida. Não acho que eu preciso saber nada sobre tempos e dias que o Senhor reservou para Si em Sua autoridade. E acho que a minha perspectiva deve estar correta porque foi isso que Jesus disse aos discípulos (At. 1. 7). Acredito que, dessa maneira, faz sentido o alerta de Jesus para estar sempre vigilante: eu não preciso tentar interpretar sinais e símbolos. Logo, não leio o Apocalipse buscando por isso. Busco por mais.
O texto foi escrito em um momento em que a Igreja estava sendo perseguida no Império Romano. Diz a tradição que Pedro e Paulo já haviam sido martirizados na capital sob ordem de Nero. A situação está tão caótica que João recupera o gênero do Apocalipse: uma linguagem simbólica para fugir da censura dos romanos, mas que fizesse sentido para os cristãos perseguidos.
Nesse particular momento, os cristãos começam a perder suas porque estão sendo cada vez mais mortos. Parece que Deus não está nem aí para eles. Mas, então, João vê o céu aberto! Esse texto me lembra outra passagem:
Então o Senhor disse: Eu tenho visto como o meu povo está sendo maltrado no Egito; tenho ouvido o seu pedido de socorro por causa dos seus feitores. Sei o que estão sofrendo. Por isso desci para libertá-los do poder dos egípcios e para levá-los do Egito para uma terra grande e boa. Ex. 3. 7 – 8.
Como em Apocalipse, o Êxodo trata de um momento em que o povo está sob a opressão de um império tirânico e Deus deixa muito claro que não longe lá no céu, mas que é um Deus que vê a opressão sofrida pelo Seu Povo, ouve as suas orações aflitas, conhece o sofrimento e, por isso, desce a fim de livrar o seu povo.
A visão de João remete a essa verdade: Deus vê a situação em que Seu Povo se encontra, Ele ouve a Sua oração, conhece o Seu sofrimento e não fica impassível, mas desce dos céus para livrar o Seu povo. João está lembrando à Igreja, que sofre por causa da opressão do Império Romano, que o Seu Deus não anda longe, lá no céu, mas se importa até o ponto de descer a fim de livrá-lo.
Jesus está lembrando que a história do povo não se passa longe da Sua direção e do Seu conhecimento, mas que apesar de todo sofrimento chegará o dia em que Ele intervirá a fim de livrá-lo e pôr fim a esta história.
Mas o texto dá alguns nomes ao Senhor Jesus, o cavaleiro que vem montado naquele cavalo branco. O primeiro desses nomes é Fiel e Verdadeiro.
A Palavra de Deus nos diz que Deus é Fiel, e ainda que sejamos infiéis, Ele permanece Fiel. Todas as pessoas podem variar de humor, podem voltar atrás em decisões, mas a Palavra de Deus nos diz que Deus não é homem para que minta. Deus não volta atrás do que Ele determina, no que Ele quer. Nele não há sombra de dúvida ou variação.
Além disso, dizer que Ele é Fiel e Verdadeiro, no texto, é dizer que Ele julga com justiça. Ele age com verdade, o julgamento dEle é justo, a ação dEle é perfeita, ainda que não possamos compreender todas as coisas envolvidas. Podemos crer e confiar que o Deus fala sobre nós se cumprirá, porque Ele mesmo é a Verdade. Sua Palavra é Fiel e Verdadeira.
Para o povo que estava sempre oprimido pelo Império Romano, era precioso saber que Aquele Cavaleiro era Fiel e Verdadeiro, e, por isso, julgava e combatia com justiça. Para nós é precioso saber que o Senhor não vive distante de nossos problemas e de nossas lutas. Ele não fica impassível diante do que sofremos, mas Ele descerá a fim de nos livrar. Combaterá com justiça e nos dará aquilo que estabeleceu para nós. Podemos crer integralmente nisso porque, afinal, Ele é o Fiel e Verdadeiro.

11.3.05

Do fundo do poço

Esperei com paciência pela ajuda de Deus, o Senhor. Ele me escutou e ouviu o meu pedido de socorro. Tirou-me de uma cova perigosa, de um poço de lama. Ele me pôs seguro em cima de uma rocha e firmou os meus passos. Ele me ensinou a cantar uma nova canção, um hino de louvor ao nosso Deus. Quando virem isso, muitos temerão o Senhor e nele porão a sua confiança.

Salmo 40. 1 – 3

Existem situações que nos paralisam e tiram do sério. Lutas terríveis que de tão difíceis que são, não conseguimos expressá-las ou explicá-las com muita clareza. Situações em que parece que chegamos ao limite, que estamos no fim da estrada.

É terrível se ver envolvido por uma lama densa, na escuridão profunda. Tentamos dar passos para sair dali, mas nem sabemos para que lado fica a saída nem conseguimos a firmeza necessária para caminharmos. Escorregamos. Caímos. Tropeçamos. Tudo parece perdido no fundo desse poço. Profundo poço que tira de nós qualquer perspectiva de que possamos escapar pelo mesmo buraco por onde caímos. Resta-nos um calmo desespero, do silêncio, da escuridão, dos passos incertos, da situação sem saída. Do choro mudo.

Calmo desespero porque logo percebemos que, quanto mais nos debatemos inutilmente, mais afundamos no charco em que nos encontramos. Se lutarmos muito com nossas próprias forças, o resultado será nos afogarmos nesse lamaçal. Se lutarmos com nossas forças, o resultado será fatal. O que fazer quando não há saída?

Anos atrás passei por uma situação assim. Sentia-me morto. Achava que tudo estava acabado. Fui mais fundo que podia sequer imaginar. Achava que em outros momentos já havia tocado o fundo do poço. Ilusão. O fundo do poço é sensação de morte iminente, nada na vida faz mais sentido, os sonhos foram destruídos, planos se acabaram. Tentava me mover para sair disso, mas como resultado afundava mais. Tentava andar em busca de uma saída, mas o chão escorregadio e inseguro em que estava me derrubava de novo. Sentia que ia me afogar. Sentia que seria o meu fim. Sentia o cheiro da morte iminente. Estava acabado.

Confesso que não tive muita paciência para esperar o socorro do Senhor. Mas não me restava outra coisa a não ser essa espera ansiosa. Não imaginava que a Palavra de Deus me pudesse ser tão real quanto naqueles dias. Quando estamos no fundo do poço, nos afundando e afogando nesse lamaçal, podemos esperar pacientemente: o Senhor virá em nosso socorro no momento oportuno.

Estava em uma cova perigosa, andando vacilante sobre a lama. Ele me tirou de uma cova perigosa, de um poço de lama. Ele me pôs seguro em cima de uma rocha e firmou os meus passos. Ele mudou a minha história. Estou certo de que Deus é capaz de fazer isso. Pôr os nossos pés sobre a Rocha firme. Possibilitar-nos a liberdade de movimento, o ar refrescante de fora do poço em que temporariamente nos encontrávamos. Aquela atmosfera viciada do lamaçal, pela ação do Senhor, dá lugar ao ar puro do Vento do Espírito, renovando nossas forças.

Quando estamos no fundo do poço, geralmente não conseguimos contemplar qualquer perspectiva de saída. Mas podemos esperar com paciência. Deus não muda e não nos abandona. Ele deseja pôr em nossos lábios uma nova canção em tributo à libertação que Ele sempre nos propicia. Ele deseja nos dar a liberdade para que disso testemunhemos com alegria. Ele nos livrará e quando virem isso, muitos temerão o Senhor e nele porão a sua confiança. Peça socorro ao único que pode fazer alguma coisa. Ele escutará. Ele responderá.

10.3.05

Crescimento

Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor.
Filipenses 2. 12

Tem gente que se converte, assume uma vida com Deus, certos compromissos com a Igreja, mas se põe em uma preocupante e delicada situação de total inércia. Para essas pessoas, o seu grau de comprometimento com a vida cristã se esgota na freqüência aos cultos e demais serviços da igreja, na prática de algumas virtudes e gestos cúlticos. E basta. Não há mais nada que almejam, nem outra coisa que seja necessária. Sua vida se resume a esse filme. E não lhe cobrem muito porque acredita que já faz mais que o suficiente.
Mas uma olhada na Bíblia vai nos mostrar o quão longe da verdade está essa postura. A vida cristã é uma vida dinâmica. O marco inicial da igreja foi o derramar do poder (dinamis) do Espírito Santo. Ser cristão e ter o Espírito é ser dinâmico, porque a dinamite do Espírito não pode nos deixar parados, quietos, estagnados. Por isso, a verdadeira vida espiritual cresce. Nossa espiritualidade nunca terá hoje a maturidade de ontem, nem amanhã a de hoje, se aprendermos a viver na dimensão do poder/dinamite do Espírito.
A verdadeira espiritualidade cresce. Não é estagnada nem se dá por satisfeita com o que já alcançou ou com que já tem. Cresce e busca ainda mais do Senhor e do Seu Poder. É preciso crescer e estar disposto para isso. É preciso, então, desenvolver a nossa salvação.
Dizer que é preciso desenvolver a salvação não significa, em absoluto, colocar nas mãos do cristão a responsabilidade por sua condição de salvo. Não significa que o homem possa fazer qualquer coisa ou que haja qualquer coisa em si que possa conduzir à salvação. Desenvolver a salvação é expressão que traduz a necessidade de crescimento na vida cristã. A verdadeira espiritualidade não se conforma em estar parada, mas quer sempre mais de Deus, quer sempre estar mais perto dEle, quer sempre maior intimidade. Quer crescimento.
A verdadeira espiritualidade deixa de lado as coisas que para trás ficam e caminha sempre na direção do alvo, em busca do prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Desse modo, crescer, desenvolver a salvação, significa pôr em prática a natureza de nova criatura salva. Há uma ênfase comunitária nesse processo: crescer na vida espiritual é viver de modo digno da vocação para que a igreja continue saudável.
O caminho da salvação foi traçado: Jesus morreu pelos nossos pecados. Quem nele crer será salvo. Aquele que crer e for feito nova criação em Deus buscará sempre uma vida de aprofundamento na santidade do Senhor. Se você se sente satisfeito com o que é e com o que tem, há algo errado. Mas há jeito e tempo para mudança.
Deus não definiu essas coisas para fazermos sozinhos. É Ele quem age através de nós. Porque é Deus quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade (Fp. 2. 13). Deus faz isso, criando em nós o desejo (tanto o querer) e agindo para torná-lo prático em nossas vidas (como o realizar). Ele nos deixa desejosos de crescer e obedecer e nos capacita para tanto. E age de acordo com a sua sempre boa vontade.
É da vontade de Deus que desenvolvamos a nossa salvação porque a verdadeira espiritualidade sempre cresce e sempre buscará o crescimento.

9.3.05

A injustiça da Graça

Dia desses eu conversava com uma jovem senhora. Ele me procurou após uma aula na Igreja para me interrogar a respeito do conceito cristão da Graça. O pastor havia falado há pouco que recebíamos todas as coisas de Deus por meio da Graça. Isso significava que não merecíamos nada que recebemos, mas vivíamos em uma nova dimensão de Graça em Jesus Cristo.

Aquela senhora não conseguia aceitar isso de modo nenhum. Primeiro, ela começava a achar que esse conceito de Graça é injusto, porque permite ao pior criminoso que se depare com ela ser restaurado e regenerado, passando a viver uma nova vida. Mais que isso: permite a esse sujeito ser salvo da morte eterna. Eu confirmei que, em certo sentido, a graça é profundamente injusta, já que preserva a todos nós que somos criminosos diante do Pai.

Nossa conversa foi ficando mais difícil quando eu lhe mostrei que nenhum ser humano é menos indescupável diante de Deus. Nenhum de nós é perfeito e a perfeição é o padrão exigido por Deus. Mostrei o que Tiago fala: Porque quem quebra um só mandamento da lei é culpado de quebrar todos (Ti. 2. 10). Desse modo, dizia eu, do ponto de vista de Deus eu e o pior dos criminosos que ela pudesse imaginar estávamos no mesmo patamar. Ela tentou argumentar, mas eu lhe mostrei ainda que Paulo, um homem reconhecidamente santo, um apóstolo, costumava se classificar como o mais miserável dos homens, o pior dos pecadores.

Essa conversa me fez pensar em algumas coisas. Mas a principal delas é a convicção de que uma verdadeira espiritualidade se admira com a Graça de Deus. Quando conhecemos o Senhor e olhamos para dentro de nós mesmos, é impossível não ficar repleto de admiração com a Graça do Senhor.

A nossa noção de justiça é retributiva. Por isso, quando vemos os nossos erros, muitas vezes, temos no coração a convicção de que a coisa certa que deveria acontecer era sermos punidos em nós mesmos pelas nossas faltas. Olhamos o que fizemos e ainda fazemos, e percebemos que cada falha, cada erro, cada pecado nos torna criminosos diante de Deus. Cada pecado nosso clama por justiça. Clama por punição. É impossível passar, nessas horas, sem se sentir absorto pela Graça. Mesmo que eu mereça a condenação pelos meus pecados, toda a condenação já foi cumprida por Jesus. Desse modo, não há mais condenação possível. Como posso aceitar passivamente isso? Os que não conhecem a Jesus vão, então, pagar penitências ou, se forem espíritas, esperar a purgação dos seus erros em uma outra vida.

Diversas vezes, em diversos momentos, cresce em meio peito um sentimento indignado de injustiça. Como Deus pode ser tão amoroso comigo? Como Ele pode me amar, apesar de quem eu sou? Como Ele pode me perdoar, a mim, tão pecador? Mas é assim. E eu não posso fazer nada, graças a Deus. Deus me ama de tal maneira que foi capaz de entregar Seu Único Filho, Jesus, para que morresse a minha morte a fim de que eu tivesse vida. Essa é a Graça Imensurável do Senhor.

A verdadeira espiritualidade se admira com a (injusta) Graça de Deus. Se deparar com o Senhor e experimentar a sua Graça, o seu Amor gratuito, o perdão imerecido, o seu toque de vida, leva-nos a uma vida de real espiritualidade. Um viva comunhão com o Senhor de toda terra. Firmada na Graça.