Pois agora vou fazer uma coisa nova, que logo vai acontecer,e, de repente, vocês a verão.
Isaías 43. 19
Israel era um povo que adorava reclamar. Nunca estava satisfeito com coisa alguma. Sempre se voltava contra Moisés no deserto, acusando-o, não sei bem de quê. A insatisfação era a marca registrada daquele povo. Então, veja só, apenas passados dois meses após ter sido libertado da escravidão no Egito, o povo se voltou contra Moisés e seu irmão Arão: Teria sido melhor que o Senhor tivesse nos matado no Egito! Lá, nós podíamos pelo menos nos sentar e comer carne e outras comidas à vontade. Vocês nos trouxeram para este deserto a fim de matar de fome toda esta multidão (Ex. 16. 3). Que povo ingrato! O Senhor lhe devolveu a liberdade, está lhe conduzindo para uma terra que será toda dele e ainda encontra tempo para reclamar contra o Senhor. Mas por Deus ser paciente com Seu povo é que essa história introduz o aparecimento do Maná no deserto.
O Maná [O que é isso?] tinha umas regras e uns sentidos interessantes. Representava, acima de tudo, o cuidado de Deus por Israel durante a caminhada do deserto. Tanto que, tão logo o povo entra em Canaã e pode colher com suas próprias mãos o que comer, diz a Bíblia, cessa o Maná. O Maná é a presença da Graça de Deus no meio dos momentos mais complicados de um povo que, tantas vezes, era tremendamente complicado. Mas esse povo, que carregava o nome do Senhor, precisava se alimentar e precisava aprender a depender da Graça. Daí, o Maná.
As regras acerca do Maná eram muito interessantes. E essas regras querem ensinar umas coisas curiosas. Todas as manhãs, à exceção da manhã de sábado, Deus faria chover Seu pão do céu. O suficiente para cada um. Ninguém teria demais, ninguém teria de menos. Nenhum israelita poderia tentar colher mais do que precisava, a fim de guardar para o dia seguinte. Se assim fizesse, a porção colhida apodreceria. E, para ninguém pensar que esse alimento seria “natural”, no sábado não haveria o Maná. Então, na sexta-feira, e apenas na sexta-feira, o povo poderia colher a porção dobrada para guardar para o dia seguinte. E essa porção não apodreceria. Para completar o quadro sobrenatural do Maná, mais à frente, após a construção da Arca, uma porção dele é guardada como testemunho acerca do cuidado do Senhor dentro dela.
O relato do Maná me ensina que a graça de Deus é para cada dia. Eu não posso tentar levar para amanhã aquilo que vivo com Deus hoje. A cada dia é preciso vivenciar e experimentar uma nova porção da Graça de Deus, da comunhão com Ele. Do mesmo modo, Ele é Deus que faz novas todas as coisas. Nossa relação com o Pai, por meio de Jesus, nas duas vias, indo a Ele e vindo dEle, é uma relação que se renova todas as manhã. Tudo se faz novo. Tudo se renova.
Pois agora vou fazer uma coisa nova, que logo vai acontecer,e, de repente, vocês a verão. O Deus que vence o passado é o mesmo que nos avisa que sempre faz coisas novas. Deus não é caduco, não se agarra às velhas estruturas, às velhas posturas, aos relacionamentos de ontem. Deus faz novas todas as coisas. O nosso problema, às vezes, é de visão. Enquanto Deus quer fazer e está fazendo coisas novas, muitas vezes ficamos desatentos e não conseguimos ver isso, porque queremos continuar olhando para ontem. O resultado é sermos surpreendidos quando essa novidade aflora, “de repente”, diante de nossos olhos. Às vezes, como não estamos preparados, a rejeitamos. Mesmo que seja uma novidade promovida pelo próprio Deus. Ela é tão surpreendente, nos surpreende a tal ponto, que corremos o sério risco de não percebermos que é fruto da ação da Graça de Deus. Foi Deus quem fez, mas foi tão novo e tão “repentino”, que nos quedamos perdidos e surpresos.
Pois agora vou fazer uma coisa nova, que logo vai acontecer,e, de repente, vocês a verão. Deus faz sempre coisas novas. Ele não é caduco, as coisas dEle sempre se renovam. É o homem quem tenta manter tudo como está, manter tudo envelhecido. O Espírito de vida e de Graça de Deus é Espírito de novidade.
Além de ações novas, Deus faz um povo novo. Ele toma Seu povo e o faz de novo. Ele nos toma em Suas mãos e nos faz de novo. A profecia de Isaías se refere à volta do cativeiro babilônico. Um povo, um Israel, vai para o cativeiro por causa dos seus pecados, de sua idolatria. É outro povo que volta de lá. É um povo renovado. É um povo refeito. Depois desse retorno, nunca mais a idolatria que condenou Israel voltou a ser praticada. Deus fez um Povo novo. E Deus continua a fazer isso por meio de Jesus Cristo, como bem diz Paulo aos Coríntios, em texto que já citei ontem: Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo (2 Co. 5. 17). Deixe o Espírito de novidade do Senhor fazer diferença em sua vida e em seu coração.
11.5.05
10.5.05
Vitória sobre o passado
Não fiquem lembrando o que aconteceu no passado, não continuem pensando nas coisas que fiz há muito tempo.
Isaías 43. 18
Isaías escreve uma nova história a partir do capítulo 40. Até ali, sua palavra é uma dura condenação contra o pecado dos judeus e demais nações. O capítulo 40 começa com o Senhor dizendo que agora é preciso falar uma palavra diferente. É preciso consolar o povo do Senhor. E Deus começa a contar a nova história de reconstrução, de restauração ao Seu povo amado. Afinal, por mais que o povo tenha pecado e tenha sofrido o castigo, pai e mãe poderiam abandoná-lo, mas o Senhor jamais faria isso.
Nesse contexto Deus dirige uma palavra acerca do fim do cativeiro e da opressão na distante babilônia. O cerne da mensagem é afirmar que o Senhor de Israel não permitirá que aquele castigo se estenda além do que deve. Em breve, Deus fará coisas novas para tirar Seu povo da opressão e trazê-lo de volta à sua terra. Mas esse processo implica e se realiza por meio de algumas coisas.
A primeira afirmação do texto que destacamos é que Deus cura as memórias e vence o passado. Não fiquem lembrando o que aconteceu no passado. Ficar preso às lembranças, ao passado, é caminho certo para a obsessão doentia. Tantas vezes Deus já começou a desfazer tudo e a fazer outras coisas, e nós perdemos a visão, a capacidade de contemplar o presente e prenunciar o futuro, porque nos prendemos a um passado. Passado de dor e sofrimento. De mágoas e ressentimentos. De feridas e dores. As pessoas nos fizeram mal e nós gostamos de remoer isso para não deixar a mágoa, o desejo de vingança, a tristeza se apagarem em nós. Nós realimentamos os nossos sentimentos. Nós promovemos o ressentimento.
Então nosso coração se comporta como um campo minado. E cada ferida se torna, em nós, uma potente e explosiva mina, que mais cedo ou mais tarde, terminamos detonando em nossa própria face. E a tragédia resultante da explosão destas minas de ressentimentos ainda produz um efeito mais devastador. Porque não é provocada por qualquer agente externo. Ninguém nos fere. Apenas ferimos a nós mesmos. Mas não tardaremos a culpar alguém e a replantar a mina do ressentimento em nosso peito. Ficar preso a essa obsessão da dor do passado é um caminho de destruição. Ciclo vicioso de eterno retorno, prisão dentro de uma serpente que morde o próprio rabo.
Mas não são só as coisas ruins que devemos superar. O Senhor diz: não continuem pensando nas coisas que fiz há muito tempo. Ninguém vive da bênção de ontem. Nostalgia também é sentimento fatal, porque trava os nossos passos em direção ao futuro. A saudade das coisas que Deus fez ontem nos impede de caminhar na direção daquelas que Ele quer fazer amanhã. A saudade do Deus de ontem nos empurra atrás de um tempo que não volta, quando, na verdade, Deus quer nos levar para vidas novas, lugares novos, realidades novas.
Eu costumava dizer que o melhor ano de minha vida com Deus tinha sido o ano 2000. E morria de saudade daqueles dias. Até que percebi que aquele ano não voltará, que minha vida com Deus precisa ser firmada aqui, hoje, 10 de maio de 2005. É hoje, é agora, que preciso quebrar meu coração na presença do Senhor, buscando a Sua face. É agora que preciso ter fome e sede do Senhor. É agora que preciso buscar e viver na Sua intimidade. E essa intimidade será completamente diferente daquela de cinco anos atrás, porque eu não sou mais o mesmo. Meus sonhos não voltarão a ser mais os mesmos, a ação de Deus não poderá ser a mesma. O tempo passou. O passado é, agora, realmente passado. As coisas ficaram para trás.
A Palavra viva de Deus quer fazer uma coisa nova na sua vida. Em Cristo. Quer fazer sua vida nova, quebrando os laços da nostalgia e da obsessão. A Palavra de Deus é vida que gera coisas novas na vida: Não fiquem lembrando o que aconteceu no passado, não continuem pensando nas coisas que fiz há muito tempo. Deixe o passado no passado, nas mãos de Deus. Caminhe para o futuro, lançando-se sempre nos braços de Jesus. Deixe Deus fazer tudo novo na sua vida, especialmente fazer nova a sua vida. Entregue-se à fé íntima e ao relacionamento pessoal com Aquele que morreu em uma Cruz por você, para fazer tudo novo. Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo (2 Co. 5. 17).
Isaías 43. 18
Isaías escreve uma nova história a partir do capítulo 40. Até ali, sua palavra é uma dura condenação contra o pecado dos judeus e demais nações. O capítulo 40 começa com o Senhor dizendo que agora é preciso falar uma palavra diferente. É preciso consolar o povo do Senhor. E Deus começa a contar a nova história de reconstrução, de restauração ao Seu povo amado. Afinal, por mais que o povo tenha pecado e tenha sofrido o castigo, pai e mãe poderiam abandoná-lo, mas o Senhor jamais faria isso.
Nesse contexto Deus dirige uma palavra acerca do fim do cativeiro e da opressão na distante babilônia. O cerne da mensagem é afirmar que o Senhor de Israel não permitirá que aquele castigo se estenda além do que deve. Em breve, Deus fará coisas novas para tirar Seu povo da opressão e trazê-lo de volta à sua terra. Mas esse processo implica e se realiza por meio de algumas coisas.
A primeira afirmação do texto que destacamos é que Deus cura as memórias e vence o passado. Não fiquem lembrando o que aconteceu no passado. Ficar preso às lembranças, ao passado, é caminho certo para a obsessão doentia. Tantas vezes Deus já começou a desfazer tudo e a fazer outras coisas, e nós perdemos a visão, a capacidade de contemplar o presente e prenunciar o futuro, porque nos prendemos a um passado. Passado de dor e sofrimento. De mágoas e ressentimentos. De feridas e dores. As pessoas nos fizeram mal e nós gostamos de remoer isso para não deixar a mágoa, o desejo de vingança, a tristeza se apagarem em nós. Nós realimentamos os nossos sentimentos. Nós promovemos o ressentimento.
Então nosso coração se comporta como um campo minado. E cada ferida se torna, em nós, uma potente e explosiva mina, que mais cedo ou mais tarde, terminamos detonando em nossa própria face. E a tragédia resultante da explosão destas minas de ressentimentos ainda produz um efeito mais devastador. Porque não é provocada por qualquer agente externo. Ninguém nos fere. Apenas ferimos a nós mesmos. Mas não tardaremos a culpar alguém e a replantar a mina do ressentimento em nosso peito. Ficar preso a essa obsessão da dor do passado é um caminho de destruição. Ciclo vicioso de eterno retorno, prisão dentro de uma serpente que morde o próprio rabo.
Mas não são só as coisas ruins que devemos superar. O Senhor diz: não continuem pensando nas coisas que fiz há muito tempo. Ninguém vive da bênção de ontem. Nostalgia também é sentimento fatal, porque trava os nossos passos em direção ao futuro. A saudade das coisas que Deus fez ontem nos impede de caminhar na direção daquelas que Ele quer fazer amanhã. A saudade do Deus de ontem nos empurra atrás de um tempo que não volta, quando, na verdade, Deus quer nos levar para vidas novas, lugares novos, realidades novas.
Eu costumava dizer que o melhor ano de minha vida com Deus tinha sido o ano 2000. E morria de saudade daqueles dias. Até que percebi que aquele ano não voltará, que minha vida com Deus precisa ser firmada aqui, hoje, 10 de maio de 2005. É hoje, é agora, que preciso quebrar meu coração na presença do Senhor, buscando a Sua face. É agora que preciso ter fome e sede do Senhor. É agora que preciso buscar e viver na Sua intimidade. E essa intimidade será completamente diferente daquela de cinco anos atrás, porque eu não sou mais o mesmo. Meus sonhos não voltarão a ser mais os mesmos, a ação de Deus não poderá ser a mesma. O tempo passou. O passado é, agora, realmente passado. As coisas ficaram para trás.
A Palavra viva de Deus quer fazer uma coisa nova na sua vida. Em Cristo. Quer fazer sua vida nova, quebrando os laços da nostalgia e da obsessão. A Palavra de Deus é vida que gera coisas novas na vida: Não fiquem lembrando o que aconteceu no passado, não continuem pensando nas coisas que fiz há muito tempo. Deixe o passado no passado, nas mãos de Deus. Caminhe para o futuro, lançando-se sempre nos braços de Jesus. Deixe Deus fazer tudo novo na sua vida, especialmente fazer nova a sua vida. Entregue-se à fé íntima e ao relacionamento pessoal com Aquele que morreu em uma Cruz por você, para fazer tudo novo. Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo (2 Co. 5. 17).
9.5.05
Requisitos
Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo.
Romanos 3. 22
Parece que, independente de para onde nos viramos, sempre encontramos nas instituições sociais com as quais nos deparamos na vida a exigência de requisitos para aceitação. Quando eu passei na seleção do mestrado no ano passado uma das coisas que mais via como necessária era me qualificar para receber uma bolsa para estudo. Eu tinha decidido, independente de qualquer coisa, que iria apenas estudar, sem trabalhar, mesmo que no fim do mês minha renda fosse zero. Não via como fazer o mestrado e trabalhar ao mesmo tempo. Mas os requisitos para conseguir a bolsa eram muito severos. Não bastava apenas querer. Primeiro, era preciso haver bolsas disponíveis. Graças a Deus, havia. Mas eu precisava passar na seleção e passar bem colocado. O meu programa dispõe de poucas bolsas e o principal critério de seleção é a colocação na seleção. Fiquei em quinto lugar. Entre os demais candidatos que terminaram à minha frente, dois dispensaram as bolsas porque tinham emprego fixo e, por isso, não atendiam os requisitos. Ainda assim, só haviam duas bolsas. Isso significava que eu ia ficar sem. Só que, a um dia do prazo final para cadastro de bolsas, o departamento descobriu que havia uma bolsa da CAPES que não estava sendo usada e ia ser passada para outro programa de mestrado. Ligaram-me e em um dia providenciei tudo para ficar com aquela bolsa de estudos. Bênção de Deus que tem me dado a tranqüilidade para fazer o mestrado.
Eu consegui a bolsa, mas não bastou querer a bolsa. Eu tive que atender aos critérios, o principal deles relacionado com a minha posição na classificação. Além disso, não podia ter emprego fixo, com carteira assinada, já que a bolsa exige dedicação exclusiva. Como a maior parte das instituições em nossa sociedade, a concessão de bolsas de estudos requer o atendimento de requisitos fundamentais.
As coisas com Deus são mais simples. Não existem muitos requisitos para alguém ser aceito na presença de Deus, apesar do que parecem acreditar alguns movimentos religiosos por aí. Você não precisa de penitências, de uma cota de sofrimento, de sua freqüência nos cultos, de um número indefinido de reencarnações. Você não precisa pagar nada, você não precisa fazer coisa alguma. Não existem critérios difíceis e excludentes, como no caso de tentar conseguir bolsas de estudos.
Para estar na presença de Deus e ser aceito por Ele só há um requisito. Para poder ser aquele homem bem-aventurado que mora na casa do Senhor todos os dias da vida, quer dizer, que vive em Sua presença desde agora até a eternidade; para poder ser esse ser humano que, aceito por Deus, descobre o melhor e mais seguro lugar do mundo, o centro da Sua vontade, só é preciso uma coisa. Não é preciso grandes somas em dinheiro, grandes doses de sacrifício, ou grande ativismo religioso. O único requisito para darmos início ao nosso relacionamento íntimo com Deus é muito claro na Bíblia: Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo.
Deus não aceita as pessoas com base em sua conta bancária, em sua formação cultural, em sua inteligência, em seu sexo, em sua religiosidade. Deus não aceita as pessoas com base nas coisas que elas fazem, deixam de fazer, ou poderiam fazer. Não. O único critério, o único requisito, para a aceitação de Deus é a fé em Jesus. As instituições, mesmo as religiosas, podem estabelecer outros requisitos para aceitação das pessoas, mas o único requisito que pode fazer o ser humano se achegar à presença de Deus e dar início à sua caminhada pela eternidade no centro de e no aprendizado da Sua vontade é sua fé na pessoa, na vida, na morte e na ressurreição de Jesus. Esse requisito quebra toda barreira, destrói todo obstáculo e constrói nova dimensão de vida e compromisso com Deus.
Jesus nos convida sempre. O convite de Jesus é para que sejamos os bem-aventurados que caminham com Ele, aprendendo dEle, crescendo com Ele, no centro da Sua vontade, fundamentados no maior e mais importante de todos os critérios: Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo.
Romanos 3. 22
Parece que, independente de para onde nos viramos, sempre encontramos nas instituições sociais com as quais nos deparamos na vida a exigência de requisitos para aceitação. Quando eu passei na seleção do mestrado no ano passado uma das coisas que mais via como necessária era me qualificar para receber uma bolsa para estudo. Eu tinha decidido, independente de qualquer coisa, que iria apenas estudar, sem trabalhar, mesmo que no fim do mês minha renda fosse zero. Não via como fazer o mestrado e trabalhar ao mesmo tempo. Mas os requisitos para conseguir a bolsa eram muito severos. Não bastava apenas querer. Primeiro, era preciso haver bolsas disponíveis. Graças a Deus, havia. Mas eu precisava passar na seleção e passar bem colocado. O meu programa dispõe de poucas bolsas e o principal critério de seleção é a colocação na seleção. Fiquei em quinto lugar. Entre os demais candidatos que terminaram à minha frente, dois dispensaram as bolsas porque tinham emprego fixo e, por isso, não atendiam os requisitos. Ainda assim, só haviam duas bolsas. Isso significava que eu ia ficar sem. Só que, a um dia do prazo final para cadastro de bolsas, o departamento descobriu que havia uma bolsa da CAPES que não estava sendo usada e ia ser passada para outro programa de mestrado. Ligaram-me e em um dia providenciei tudo para ficar com aquela bolsa de estudos. Bênção de Deus que tem me dado a tranqüilidade para fazer o mestrado.
Eu consegui a bolsa, mas não bastou querer a bolsa. Eu tive que atender aos critérios, o principal deles relacionado com a minha posição na classificação. Além disso, não podia ter emprego fixo, com carteira assinada, já que a bolsa exige dedicação exclusiva. Como a maior parte das instituições em nossa sociedade, a concessão de bolsas de estudos requer o atendimento de requisitos fundamentais.
As coisas com Deus são mais simples. Não existem muitos requisitos para alguém ser aceito na presença de Deus, apesar do que parecem acreditar alguns movimentos religiosos por aí. Você não precisa de penitências, de uma cota de sofrimento, de sua freqüência nos cultos, de um número indefinido de reencarnações. Você não precisa pagar nada, você não precisa fazer coisa alguma. Não existem critérios difíceis e excludentes, como no caso de tentar conseguir bolsas de estudos.
Para estar na presença de Deus e ser aceito por Ele só há um requisito. Para poder ser aquele homem bem-aventurado que mora na casa do Senhor todos os dias da vida, quer dizer, que vive em Sua presença desde agora até a eternidade; para poder ser esse ser humano que, aceito por Deus, descobre o melhor e mais seguro lugar do mundo, o centro da Sua vontade, só é preciso uma coisa. Não é preciso grandes somas em dinheiro, grandes doses de sacrifício, ou grande ativismo religioso. O único requisito para darmos início ao nosso relacionamento íntimo com Deus é muito claro na Bíblia: Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo.
Deus não aceita as pessoas com base em sua conta bancária, em sua formação cultural, em sua inteligência, em seu sexo, em sua religiosidade. Deus não aceita as pessoas com base nas coisas que elas fazem, deixam de fazer, ou poderiam fazer. Não. O único critério, o único requisito, para a aceitação de Deus é a fé em Jesus. As instituições, mesmo as religiosas, podem estabelecer outros requisitos para aceitação das pessoas, mas o único requisito que pode fazer o ser humano se achegar à presença de Deus e dar início à sua caminhada pela eternidade no centro de e no aprendizado da Sua vontade é sua fé na pessoa, na vida, na morte e na ressurreição de Jesus. Esse requisito quebra toda barreira, destrói todo obstáculo e constrói nova dimensão de vida e compromisso com Deus.
Jesus nos convida sempre. O convite de Jesus é para que sejamos os bem-aventurados que caminham com Ele, aprendendo dEle, crescendo com Ele, no centro da Sua vontade, fundamentados no maior e mais importante de todos os critérios: Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo.
8.5.05
Um violinista
Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.
Salmo 84. 5 – 6
Adoro cinema. No dia das mães resolvi homenagear todas as mães de minha casa promovendo uma sessão de cinema com aquele que é, provavelmente, o filme mais fantástico que já assisti na vida. Um violinista no telhado, musical de 1971. Existem muitos coisas que poderiam ser ditas acerca desse filme mas, logicamente, o que mais me toca e chama a atenção é a metáfora do violinista no telhado. Na primeira seqüência, que também é o primeiro número musical, o protagonista Tevye apresenta-nos o violinista no telhado. Tevye é um pobre leiteiro de um pequeno vilarejo na Rússia Czarista. Membro de uma comunidade judaica, Tevye nos explica que o fundamento da existência de sua comunidade são as tradições. As tradições põem tudo nos seus lugares. As tradições explicam os papéis que cada um deve assumir na comunidade: o mendigo, a casamenteira, o açougueiro, o rabino e, claro, o pobre leiteiro e sua família. Ele pode até não poder explicar o sentido de cada tradição, como acontece ao fato de que todos os homens usam chapéu sempre (Tevye diz: Você deve estar querendo saber porque usamos chapéu. Eu vou contar... eu não sei), mas a comunidade sabe que sem as tradições a vida seria tão instável quanto o violinista que tenta se equilibrar nos telhados das casas, enquanto executa um número musical.
O violinista, como se fosse uma parte da consciência de Tevye, está sempre presente em todo o filme. E o violinista, o próprio Tevye, começa a abrir espaço para a quebra de muitas tradições no meio da comunidade. As quebras começam quando cada um começa a questionar os motivos e as razões de suas ações. A conscientização do seu próprio ser desafia as estruturas fossilizadas que sustentam, um tanto superficialmente, a comunidade judaica naquele pequeno vilarejo. Em um determinado ponto do filme, Tevye conclui que o que agora é tradicional um dia foi novidade. Quer dizer, descobrir que toda tradição tem um início abre espaço para que venha o novo.
Quando assisto este filme penso que nosso papel no mundo é ser como o violinista no telhado. Porque o nosso Deus é Aquele que faz novas todas as coisas, sempre, em todo tempo, cada manhã. Precisamos ser violinistas que não se permitam assumir tradições que sejam sem significado para nós, tradições que se fossilizam, não permitindo a emergência do novo. Como violinistas, tocando sobre os telhados, tomamos consciência de nossas ações, de nossos compromissos, de nossa vida, abrindo o coração sempre para que todas as coisas possam se renovar. Aprendemos a instabilidade de ser do Espírito, aquele vento que sopra onde quer, como quer, na direção que quer. Não dá para formalizar, para estabilizar, para transformar em tradição o livre fluir do Espírito de Deus. Não dá para controlar a ação de Deus.
Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. Bem-aventurado o violinista no telhado. Aquele que em intimidade com Deus recebe dEle vida para levá-la aonde for. Que transforma as estruturas fossilizadas por tradições mortas em manancial. Aquele que tem sua força no Senhor e leva a bênção do Senhor a todo deserto onde chega. Bem-aventurado aquele que, andando com o Senhor, descobre que a vida realmente só vale a pena quando se vive pelos telhados, tocando o seu violino. Quem se dá bem na aventura da vida, quer dizer, o bem-aventurado, é aquele que descobre o Deus que abençoa, enche de vida no Espírito, não sem propósito, mas para que cada um, como um tocador que leva sua música ao mundo, vá até lá para fazer diferença, para levar vida, para ser canal do renovo, da graça, para levar alegria, para transformar. O violinista no telhado aquele que descobre que Deus nos abençoa unicamente para que sejamos bênção e, assim, levemos a Sua bênção a mais e mais pessoas. E, desse modo, ajudar a matar as tradições de morte e abre espaço para que venha o novo da vida. Por isso, o violinista no telhado, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.
Salmo 84. 5 – 6
Adoro cinema. No dia das mães resolvi homenagear todas as mães de minha casa promovendo uma sessão de cinema com aquele que é, provavelmente, o filme mais fantástico que já assisti na vida. Um violinista no telhado, musical de 1971. Existem muitos coisas que poderiam ser ditas acerca desse filme mas, logicamente, o que mais me toca e chama a atenção é a metáfora do violinista no telhado. Na primeira seqüência, que também é o primeiro número musical, o protagonista Tevye apresenta-nos o violinista no telhado. Tevye é um pobre leiteiro de um pequeno vilarejo na Rússia Czarista. Membro de uma comunidade judaica, Tevye nos explica que o fundamento da existência de sua comunidade são as tradições. As tradições põem tudo nos seus lugares. As tradições explicam os papéis que cada um deve assumir na comunidade: o mendigo, a casamenteira, o açougueiro, o rabino e, claro, o pobre leiteiro e sua família. Ele pode até não poder explicar o sentido de cada tradição, como acontece ao fato de que todos os homens usam chapéu sempre (Tevye diz: Você deve estar querendo saber porque usamos chapéu. Eu vou contar... eu não sei), mas a comunidade sabe que sem as tradições a vida seria tão instável quanto o violinista que tenta se equilibrar nos telhados das casas, enquanto executa um número musical.
O violinista, como se fosse uma parte da consciência de Tevye, está sempre presente em todo o filme. E o violinista, o próprio Tevye, começa a abrir espaço para a quebra de muitas tradições no meio da comunidade. As quebras começam quando cada um começa a questionar os motivos e as razões de suas ações. A conscientização do seu próprio ser desafia as estruturas fossilizadas que sustentam, um tanto superficialmente, a comunidade judaica naquele pequeno vilarejo. Em um determinado ponto do filme, Tevye conclui que o que agora é tradicional um dia foi novidade. Quer dizer, descobrir que toda tradição tem um início abre espaço para que venha o novo.
Quando assisto este filme penso que nosso papel no mundo é ser como o violinista no telhado. Porque o nosso Deus é Aquele que faz novas todas as coisas, sempre, em todo tempo, cada manhã. Precisamos ser violinistas que não se permitam assumir tradições que sejam sem significado para nós, tradições que se fossilizam, não permitindo a emergência do novo. Como violinistas, tocando sobre os telhados, tomamos consciência de nossas ações, de nossos compromissos, de nossa vida, abrindo o coração sempre para que todas as coisas possam se renovar. Aprendemos a instabilidade de ser do Espírito, aquele vento que sopra onde quer, como quer, na direção que quer. Não dá para formalizar, para estabilizar, para transformar em tradição o livre fluir do Espírito de Deus. Não dá para controlar a ação de Deus.
Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. Bem-aventurado o violinista no telhado. Aquele que em intimidade com Deus recebe dEle vida para levá-la aonde for. Que transforma as estruturas fossilizadas por tradições mortas em manancial. Aquele que tem sua força no Senhor e leva a bênção do Senhor a todo deserto onde chega. Bem-aventurado aquele que, andando com o Senhor, descobre que a vida realmente só vale a pena quando se vive pelos telhados, tocando o seu violino. Quem se dá bem na aventura da vida, quer dizer, o bem-aventurado, é aquele que descobre o Deus que abençoa, enche de vida no Espírito, não sem propósito, mas para que cada um, como um tocador que leva sua música ao mundo, vá até lá para fazer diferença, para levar vida, para ser canal do renovo, da graça, para levar alegria, para transformar. O violinista no telhado aquele que descobre que Deus nos abençoa unicamente para que sejamos bênção e, assim, levemos a Sua bênção a mais e mais pessoas. E, desse modo, ajudar a matar as tradições de morte e abre espaço para que venha o novo da vida. Por isso, o violinista no telhado, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.
7.5.05
Um dia
É melhor passar um dia no teu Templo do que mil dias em qualquer outro lugar.
Salmo 84. 10
Com poucos meses de convertido, fui passar as férias de verão em uma praia perto de Natal. Meu tio tinha uma casa em Barra do Rio, praia vizinha da famosa Genipabu. Naqueles dias a única coisa que lia, praticamente, era a Bíblia. Estava naquele fogo que tantas vezes me disseram tratar-se do primeiro amor. Uma noite, enquanto tentava ler um livro em inglês que meu pastor havia me emprestado, cochilei rapidamente. E cai, no sonho, em um vazio enorme. Um lugar em que não havia nada. Como se fosse, na verdade, um grande nada. Rapidamente percebi se tratar daquilo que chamamos de inferno. Tudo não levou mais que alguns segundos. Quando acordei novamente comecei a entender mais seriamente a necessidade da obra missionária: evitar que os milhões que andam nas trevas da ignorância sem Deus se percam eternamente.
Com o tempo, fui reelaborando o sentido do meu pequeno sonho. Fui aprofundando um pouco mais os seus significados. E, atualmente, é difícil lembrar dessa experiência sem pensar no texto do Salmo 84: É melhor passar um dia no teu Templo do que mil dias em qualquer outro lugar. Os poucos instantes em que me senti no inferno de lugar nenhum foram desesperadores. Senti-me, por alguns instantes naquele dia, distante absolutamente do Senhor.
Por outro lado, o aprender a viver todos os dias no templo do Senhor, quer dizer, viver todos os momentos em Sua Presença, tem sido a experiência mais fantástica que jamais pensei ser capaz de vivenciar. O sentido do versículo é cada vez mais nítido para mim.
A descoberta da intimidade do Senhor, do viver nos Seus átrios em todos os momentos, provoca atitudes loucas. Jesus conta uma parábola para descrever isso. Ele diz que a descoberta do Reino se assemelha àquele homem que encontra uma pérola de valor imenso. Ele vai, esconde-a num terreno, vende o que tem para comprar aquele terreno. Quer dizer: ele recoloca as coisas nos seus devidos e corretos lugares. Nada na vida é mais precioso que o tesouro da intimidade com o Senhor. E o tesouro da intimidade com o Senhor vale qualquer sacrifício. Vale mais um dia na presença do Senhor do que mil em qualquer outra parte.
Tenho dito a muita gente que se a gente diz que ama o Senhor acima de todas as coisas, mas na nossa agenda resta muito pouco ou nenhum tempo para investir na intimidade com o Jesus que a gente declara amar, é tudo mentira. Se você ama alguém e diz que esse alguém é a pessoa mais importante da sua vida, você precisa passar sua vida buscando a sua intimidade. Dizer que ama a Jesus e fugir da Sua intimidade faz de nós os piores hipócritas. Ter Jesus como prioridade máxima não é questão de palavras. Nós não somos chamados a memorizar o Salmo 84. Somos chamados a viver, na prática, a vida de quem ama a Deus acima de todas as coisas. Mesmo que para isso não seja preciso dizer qualquer coisa. Somos chamados a valorizar a intimidade do Senhor. A viver, não a dizer, a realidade de que é melhor passar um dia no teu Templo do que mil dias em qualquer outro lugar.
Salmo 84. 10
Com poucos meses de convertido, fui passar as férias de verão em uma praia perto de Natal. Meu tio tinha uma casa em Barra do Rio, praia vizinha da famosa Genipabu. Naqueles dias a única coisa que lia, praticamente, era a Bíblia. Estava naquele fogo que tantas vezes me disseram tratar-se do primeiro amor. Uma noite, enquanto tentava ler um livro em inglês que meu pastor havia me emprestado, cochilei rapidamente. E cai, no sonho, em um vazio enorme. Um lugar em que não havia nada. Como se fosse, na verdade, um grande nada. Rapidamente percebi se tratar daquilo que chamamos de inferno. Tudo não levou mais que alguns segundos. Quando acordei novamente comecei a entender mais seriamente a necessidade da obra missionária: evitar que os milhões que andam nas trevas da ignorância sem Deus se percam eternamente.
Com o tempo, fui reelaborando o sentido do meu pequeno sonho. Fui aprofundando um pouco mais os seus significados. E, atualmente, é difícil lembrar dessa experiência sem pensar no texto do Salmo 84: É melhor passar um dia no teu Templo do que mil dias em qualquer outro lugar. Os poucos instantes em que me senti no inferno de lugar nenhum foram desesperadores. Senti-me, por alguns instantes naquele dia, distante absolutamente do Senhor.
Por outro lado, o aprender a viver todos os dias no templo do Senhor, quer dizer, viver todos os momentos em Sua Presença, tem sido a experiência mais fantástica que jamais pensei ser capaz de vivenciar. O sentido do versículo é cada vez mais nítido para mim.
A descoberta da intimidade do Senhor, do viver nos Seus átrios em todos os momentos, provoca atitudes loucas. Jesus conta uma parábola para descrever isso. Ele diz que a descoberta do Reino se assemelha àquele homem que encontra uma pérola de valor imenso. Ele vai, esconde-a num terreno, vende o que tem para comprar aquele terreno. Quer dizer: ele recoloca as coisas nos seus devidos e corretos lugares. Nada na vida é mais precioso que o tesouro da intimidade com o Senhor. E o tesouro da intimidade com o Senhor vale qualquer sacrifício. Vale mais um dia na presença do Senhor do que mil em qualquer outra parte.
Tenho dito a muita gente que se a gente diz que ama o Senhor acima de todas as coisas, mas na nossa agenda resta muito pouco ou nenhum tempo para investir na intimidade com o Jesus que a gente declara amar, é tudo mentira. Se você ama alguém e diz que esse alguém é a pessoa mais importante da sua vida, você precisa passar sua vida buscando a sua intimidade. Dizer que ama a Jesus e fugir da Sua intimidade faz de nós os piores hipócritas. Ter Jesus como prioridade máxima não é questão de palavras. Nós não somos chamados a memorizar o Salmo 84. Somos chamados a viver, na prática, a vida de quem ama a Deus acima de todas as coisas. Mesmo que para isso não seja preciso dizer qualquer coisa. Somos chamados a valorizar a intimidade do Senhor. A viver, não a dizer, a realidade de que é melhor passar um dia no teu Templo do que mil dias em qualquer outro lugar.
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