Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus.
Romanos 12. 1.
Qual é a essência da vida? Qual a coisa mais fundamental pela qual podemos e devemos viver? Cada um de nós, de maneira mais ou menos consciente, se questiona acerca disso, porque essa resposta firma a orientação que daremos à nossa vida. O que consideremos a essência e o fundamento de nossa existência conduzirá absolutamente todos os passos de nossa vida. Essa resposta é tremendamente fundamental.
Costumamos viver como se o amor fosse a coisa mais essencial de nossas vidas. As pessoas cantam o amor, fazem grandes loucuras por ele, buscam-no todos os dias, cada instante, cada momento. As pessoas condicionam a sua felicidade à descoberta de um amor verdadeiro. Suspiram, anseiam, esperam que o romance em suas vidas possa lhe dar o sentido que desejam.
Quando pensamos no amor, vinculamos a sua existência à presença do prazer na alma. A busca pelo amor, descontrolada, é também busca pelo prazer. Prazer em diversos aspectos e sentidos. Especialmente, o prazer sexual. Para alguns, a essência da vida é o sexo. E vivem em busca de consumar sua libido. Vivem em busca do prazer.
O prazer pode ser buscado em outras formas de alegria. Quando era adolescente geralmente ia às festas em busca de uma alegria que, invariavelmente, se transformava em profunda tristeza quando retornava à minha casa. Buscava o prazer e a alegria que julgava fundamentais. Tributava a eles o caráter de essência na vida. Mas eles eram fugazes e passageiros. Por isso, restava em meu peito aquilo que logo chamei de “depressão pós-festa”.
Nenhuma dessas coisas é ruim em si mesmas, mas nenhuma pode satisfazer a nossa necessidade: descobrir qual é a essência da vida. Ansiamos por descobrir que fundamento pode orientar os nossos passos, sobre o quê podemos construir uma vida de contentamento e satisfação. Todas as nossas buscas – por amor, por prazer, por alegria – redundam em nada porque estamos olhando para o lado errado.
Qual é a essência da vida? O que há de mais fundamental nela? Sobre o quê podemos construí-la sem arrependimento? Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao serviço e agradável a Ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a Ele (Rm. 12. 1 – 2).
Podemos construir uma vida de alegria e contentamento quando a entregamos como holocausto, como sacrifício que morre inteiramente e é totalmente queimado, ao Senhor. A entrega deve ser total. E quando nos sacrificamos totalmente ao Senhor, não podemos querer ter vontade, ter desejos, ter uma vida própria. O segredo é abrir mão da própria vida, se dedicando exclusivamente a Deus. A coisa mais fundamental da vida é entregar-se inteiramente ao Senhor, porque esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. A essência da vida é o sacrifício de si mesmo a Deus.
Assim, as nossas buscas terão um melhor resultado porque olharemos para o lado certo. Com as mentes renovadas, convertidas a Deus todos os dias, buscaremos amor, prazer e alegria no Único que pode nos dar essas coisas de verdade. O Senhor é a nossa fonte de vida, de amor, de prazer e de alegria. Só nEle podemos usufruir plenamente todas essas coisas, de maneira absoluta e extrema, fazendo a cada instante a vida, entregue a Ele, valer a pena. Porque, entregues a Ele, experimentaremos o prazer de viver na dimensão da agradável, perfeita e boa vontade do Senhor.
Não há, assim, espaço para os nossos próprios prazeres, desejos e vontades. Nem queremos mais isso, porque agora descobrimos o prazer e o valor da vida rendida inteiramente às mãos do Senhor. Descobrimos o prazer de Sua vontade e de se viver no centro dela, abrindo mão, alegremente, de todas as coisas a fim de que se cumpra em nós o projeto de Deus. Nossos sonhos, nossos projetos, nossos planos e nossas vontades não valem mais a pena. Entregues totalmente como holocaustos no altar de Deus aprendemos o valor e o prazer de desejar e viver apenas os sonhos, os projetos, os planos e a vontade de Deus para nossas vidas.
Qual é a essência da vida? Qual a coisa mais fundamental? Render a vida integralmente ao Senhor, como sacrifício totalmente entregue a Deus, por meio de Jesus Cristo.
31.5.05
30.5.05
Arrebentando paredes
Homem mortal, arrebente esta parede.
Ezequiel 8. 7.
Ezequiel foi levado em uma visão desde a Babilônia até Jerusalém. Lá, Deus o manda entrar no templo e o prepara para ver coisas terríveis que a liderança do povo está fazendo, às escondidas, dentro do Santo dos Santos. O Senhor conduz o profeta até a entrada do pátio, onde há um buraco na parede. E o manda arrebentar a parede a partir daquele buraco.
Do lado de dentro, os líderes estão fazendo coisas inimagináveis. Dentro do templo do Senhor, adoram todo tipo de deuses e animais. Prestam todo tipo culto abominável. Adoram até mesmo o sol. E fazem isso escondidos, ocultos por paredes que tendem a mostrá-los como fiéis e obedientes ao público externo, escondendo seus reais caracteres. Eles se esforçam por esconder os pecados e parecem santos de verdade. Mas além daquelas paredes e daquele buraco, toda sorte de coisas nojentas acontecem e se escondem. Homem mortal, você está vendo o que os líderes israelitas estão fazendo em segredo? (Ez. 8. 12).
Essa denúncia vem a mim por duas vias. As duas vias dizem respeito àquilo que tentamos esconder até mesmo de Deus, como se fosse possível: A desculpa deles é esta: “O Senhor Deus não está vendo. Ele abandonou o país” (Ez. 8. 12). Em primeiro lugar, muitas vezes estamos tentando, como a liderança de Israel, esconder nossas práticas abomináveis mantendo a aparência de seriedade e santidade de nossas almas. Ocultamos nossos pecados do público por tênues paredes esburacadas. Em vez de confessá-los, os escondemos. Mais cedo ou mais tarde, eles serão expostos. Serão trazidos à luz. Isso é uma verdade inescapável, porque Deus quer tratar deles por nos amar. Mais cedo ou mais tarde, alguém vai arrebentar o buraco da parede e estaremos desnudos diante de todos.
Mas acredito que há uma dimensão ainda mais profunda nessa história. Nosso coração esconde muita coisa. Nosso coração oculta muita abominação e muito pecado. Nosso coração esconde muita sujeira. Paredes finas separam o lixo da exposição ao público. Escondemos, enterramos estas coisas talvez na vã hipótese de que ficarão ocultas a Deus. Como se o Senhor não fosse capaz de perfeitamente observar dentro do nosso peito. Olhar para dentro de nossa alma. Conhecer a intimidade de nosso coração e constatar a crueza de nosso pecado, de nossas culpas, do lixo que guardamos.
É por isso que gosto do chamado de Ezequiel para arrebentar a parede. Mais cedo ou mais tarde, todas as paredes que escondem os piores segredos serão arrebentadas. Parece que Deus quer nos dar a chance de agirmos como Ezequiel contra o nosso próprio coração. Há um buraco na parede que esconde nossa sujeira. Deus nos desafia a arrebentar esta parede do nosso coração com as nossas próprias mãos. Porque Ele quer limpar tudo de imundo que há em nosso interior. Toda sujeira e todo pecado precisam ser limpos pelo Senhor. Por isso, Ele nos desafia a, a partir do pequeno buraco que ali está, derrubarmos todo o muro e nos permitirmos ver o que de podre temos guardado em nós e, assim, podermos sujeitar o coração e derramar a nossa alma diante de Deus para que Ele nos cure.
Carregamos muito lixo. Aqueles pecados que mais gostamos. As mágoas contra os que nos feriram. Os sentimentos de vingança. As emoções arrebentadas. A idolatria de diversas formas. Os pecados inconfessos. Enfim, há muita sujeira a ser descoberta em nosso peito. E às vezes Deus não pode nos limpar por Seu Espírito porque mantemos as paredes erguidas contra a ação transformadora, perdoadora e libertadora de Deus.
Cada um de nós tem seu próprio lixo. Todos nós, talvez no instinto de auto-defesa, evitamos expô-lo e vamos guardando-o dentro das paredes esburacadas do nosso coração. Deus quer limpar esse lixo, mas só você tem a chance de mostrá-lo a Ele para que o Seu Espírito venha fazer a limpeza. Você tem a oportunidade de arrebentar a parede, ver seu próprio lixo e permitir que as Águas Vivas de Deus venham até o Seu coração, levá-lo embora. A proposta que o Senhor nos faz é nos voltarmos contra o nosso próprio coração, arrebentar as suas paredes e expormos diante dEle toda nossa sujeira e pecado. Enquanto ainda houver tempo para que Ele nos trate.
Ezequiel 8. 7.
Ezequiel foi levado em uma visão desde a Babilônia até Jerusalém. Lá, Deus o manda entrar no templo e o prepara para ver coisas terríveis que a liderança do povo está fazendo, às escondidas, dentro do Santo dos Santos. O Senhor conduz o profeta até a entrada do pátio, onde há um buraco na parede. E o manda arrebentar a parede a partir daquele buraco.
Do lado de dentro, os líderes estão fazendo coisas inimagináveis. Dentro do templo do Senhor, adoram todo tipo de deuses e animais. Prestam todo tipo culto abominável. Adoram até mesmo o sol. E fazem isso escondidos, ocultos por paredes que tendem a mostrá-los como fiéis e obedientes ao público externo, escondendo seus reais caracteres. Eles se esforçam por esconder os pecados e parecem santos de verdade. Mas além daquelas paredes e daquele buraco, toda sorte de coisas nojentas acontecem e se escondem. Homem mortal, você está vendo o que os líderes israelitas estão fazendo em segredo? (Ez. 8. 12).
Essa denúncia vem a mim por duas vias. As duas vias dizem respeito àquilo que tentamos esconder até mesmo de Deus, como se fosse possível: A desculpa deles é esta: “O Senhor Deus não está vendo. Ele abandonou o país” (Ez. 8. 12). Em primeiro lugar, muitas vezes estamos tentando, como a liderança de Israel, esconder nossas práticas abomináveis mantendo a aparência de seriedade e santidade de nossas almas. Ocultamos nossos pecados do público por tênues paredes esburacadas. Em vez de confessá-los, os escondemos. Mais cedo ou mais tarde, eles serão expostos. Serão trazidos à luz. Isso é uma verdade inescapável, porque Deus quer tratar deles por nos amar. Mais cedo ou mais tarde, alguém vai arrebentar o buraco da parede e estaremos desnudos diante de todos.
Mas acredito que há uma dimensão ainda mais profunda nessa história. Nosso coração esconde muita coisa. Nosso coração oculta muita abominação e muito pecado. Nosso coração esconde muita sujeira. Paredes finas separam o lixo da exposição ao público. Escondemos, enterramos estas coisas talvez na vã hipótese de que ficarão ocultas a Deus. Como se o Senhor não fosse capaz de perfeitamente observar dentro do nosso peito. Olhar para dentro de nossa alma. Conhecer a intimidade de nosso coração e constatar a crueza de nosso pecado, de nossas culpas, do lixo que guardamos.
É por isso que gosto do chamado de Ezequiel para arrebentar a parede. Mais cedo ou mais tarde, todas as paredes que escondem os piores segredos serão arrebentadas. Parece que Deus quer nos dar a chance de agirmos como Ezequiel contra o nosso próprio coração. Há um buraco na parede que esconde nossa sujeira. Deus nos desafia a arrebentar esta parede do nosso coração com as nossas próprias mãos. Porque Ele quer limpar tudo de imundo que há em nosso interior. Toda sujeira e todo pecado precisam ser limpos pelo Senhor. Por isso, Ele nos desafia a, a partir do pequeno buraco que ali está, derrubarmos todo o muro e nos permitirmos ver o que de podre temos guardado em nós e, assim, podermos sujeitar o coração e derramar a nossa alma diante de Deus para que Ele nos cure.
Carregamos muito lixo. Aqueles pecados que mais gostamos. As mágoas contra os que nos feriram. Os sentimentos de vingança. As emoções arrebentadas. A idolatria de diversas formas. Os pecados inconfessos. Enfim, há muita sujeira a ser descoberta em nosso peito. E às vezes Deus não pode nos limpar por Seu Espírito porque mantemos as paredes erguidas contra a ação transformadora, perdoadora e libertadora de Deus.
Cada um de nós tem seu próprio lixo. Todos nós, talvez no instinto de auto-defesa, evitamos expô-lo e vamos guardando-o dentro das paredes esburacadas do nosso coração. Deus quer limpar esse lixo, mas só você tem a chance de mostrá-lo a Ele para que o Seu Espírito venha fazer a limpeza. Você tem a oportunidade de arrebentar a parede, ver seu próprio lixo e permitir que as Águas Vivas de Deus venham até o Seu coração, levá-lo embora. A proposta que o Senhor nos faz é nos voltarmos contra o nosso próprio coração, arrebentar as suas paredes e expormos diante dEle toda nossa sujeira e pecado. Enquanto ainda houver tempo para que Ele nos trate.
29.5.05
Todas as situações
Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação.
Filipenses 4. 13
Já falei em outros momentos do fato de que estou fazendo mestrado. Meu campo de pesquisa é a Internet. Mais precisamente, foco meus olhos no fenômeno blog. Pois bem, como se não bastasse nossa necessidade já natural, como estudantes, do uso do computador, para mim, a natureza de minha pesquisa me põe completamente dependente dessas máquinas. Se bem que sei não depender da minha máquina, mas de meu Deus.
No mês de abril, durante trinta dias, passei algumas horas da minha tarde visitando blog que é meu objeto de análise, registrando os seus posts, as suas mudanças, escrevendo relatórios. Enfim, construindo meu trabalho. Toda a minha revisão bibliográfica tem um back-up no disco virtual do UOL, como segurança para qualquer problema técnico que eu pudesse ter. No entanto, meus dados, coletados com tanto esforço e dificuldade, não. Ontem, ao chegar da igreja no início da noite, liguei meu computador e... nada. Apesar de ser inicializado, o Windows travava. Ameacei me desesperar. Só pensava nos meus dados perdidos. Mas antes que qualquer sentimento mais frustrante me dominasse lembrei de Paulo e do que ele diz aos filipenses.
A carta da alegria foi escrita na prisão. Em algemas físicas Paulo nos inspira acerca da liberdade que nos traz a alegria no Senhor. No capítulo 4, o apóstolo apresenta um raciocínio fantástico e desafiador: aprendi a viver satisfeito com o que tenho. Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco. Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação (Fp. 4. 11 – 13). A satisfação no Senhor e alegria do Senhor nos ensinam a passarmos e enfretarmos toda e qualquer situação mais difícil.
Quando pensei que podia ter perdido meus dados e que poderia ter de coletá-los novamente, a única certeza que tive e que me alentou o coração foi que as coisas na minha vida não correm ao acaso, mas antes são conduzidas em todo o tempo pelo Espírito Santo de Deus. Como uma pena ao Vento, sei que minha vida segue por caminhos que me podem ser desconhecidos e aparentemente incertos, mas que, posso ter certeza, são os melhores, especialmente por serem conduzidos por Deus. Quando peço a Jesus que seja o centro da minha vida e quero rasgar meu peito em Sua presença para viver isso de verdade, não quero falar da boca para fora. Se vivo assim e aprendi que a alegria do Senhor é, de verdade, a minha força, podia estar certo que, por mais complicada que ficasse minha pesquisa, se eu tivesse perdido tudo, aquilo fazia parte do plano do melhor de Deus para mim. Talvez não o melhor para o desenvolvimento do meu mestrado, mas para minha vida. Imediatamente, ao perceber isso, certo de que Deus tinha tudo sob controle, acalmei o meu coração e mantive minha alegria.
Graças a Deus, o problema de minha máquina era simples. Tendo deixado o computador na casa de um irmão, em quarenta minutos ele havia ressuscitado. Havia uma única peça pifada que, tão logo trocada, permitiu que a máquina funcionasse de novo. Mas já havia aprendido a lição: estar alegre em qualquer situação independe de quão difíceis fossem as circunstâncias.
É claro que meu exemplo é muito simples diante de tanta coisa que pode nos abater no dia a dia. Paulo é mais completo. Ele diz que pode se manter firme e enfrentar qualquer coisa desde que Jesus lhe dá força: quer seja viver em fartura como em carência, quer seja viver em liberdade ou em prisão, quer seja estar saudável ou doente, quer esteja alimentado ou faminto. De todas essas coisas ele tem uma experiência, vencedora e alegre porque o Senhor está com ele e jamais o abandona. Ele é centro de sua vida, a Força que lhe sustenta, o Rochedo da Salvação, a Fortaleza na hora da angústia. Se temos o prazer e a comunhão com o Senhor, as coisas mais difíceis são superáveis. Podemos passar por elas, porque o Senhor nos sustenta com Sua mão poderosa. E nos conduz pelo Seu melhor plano para o Seu melhor porto.
Você pode estar enfrentando lutas terríveis, sofrimentos inimagináveis, dores tremendas que somente Jesus conhece. Deixe-O ser o centro da sua vida, a Força da sua alma, a razão da sua vida, não apenas da boca para fora. Rasgue seu coração, disponha sua alma, humilhe-se sob Sua poderosa mão. Deixe que Ele seja Aquele que lhe dá força nas horas mais difíceis, conduzindo você pela mão. Deixe que a alegria do Senhor seja sua força, independente das circunstâncias.
Filipenses 4. 13
Já falei em outros momentos do fato de que estou fazendo mestrado. Meu campo de pesquisa é a Internet. Mais precisamente, foco meus olhos no fenômeno blog. Pois bem, como se não bastasse nossa necessidade já natural, como estudantes, do uso do computador, para mim, a natureza de minha pesquisa me põe completamente dependente dessas máquinas. Se bem que sei não depender da minha máquina, mas de meu Deus.
No mês de abril, durante trinta dias, passei algumas horas da minha tarde visitando blog que é meu objeto de análise, registrando os seus posts, as suas mudanças, escrevendo relatórios. Enfim, construindo meu trabalho. Toda a minha revisão bibliográfica tem um back-up no disco virtual do UOL, como segurança para qualquer problema técnico que eu pudesse ter. No entanto, meus dados, coletados com tanto esforço e dificuldade, não. Ontem, ao chegar da igreja no início da noite, liguei meu computador e... nada. Apesar de ser inicializado, o Windows travava. Ameacei me desesperar. Só pensava nos meus dados perdidos. Mas antes que qualquer sentimento mais frustrante me dominasse lembrei de Paulo e do que ele diz aos filipenses.
A carta da alegria foi escrita na prisão. Em algemas físicas Paulo nos inspira acerca da liberdade que nos traz a alegria no Senhor. No capítulo 4, o apóstolo apresenta um raciocínio fantástico e desafiador: aprendi a viver satisfeito com o que tenho. Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco. Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação (Fp. 4. 11 – 13). A satisfação no Senhor e alegria do Senhor nos ensinam a passarmos e enfretarmos toda e qualquer situação mais difícil.
Quando pensei que podia ter perdido meus dados e que poderia ter de coletá-los novamente, a única certeza que tive e que me alentou o coração foi que as coisas na minha vida não correm ao acaso, mas antes são conduzidas em todo o tempo pelo Espírito Santo de Deus. Como uma pena ao Vento, sei que minha vida segue por caminhos que me podem ser desconhecidos e aparentemente incertos, mas que, posso ter certeza, são os melhores, especialmente por serem conduzidos por Deus. Quando peço a Jesus que seja o centro da minha vida e quero rasgar meu peito em Sua presença para viver isso de verdade, não quero falar da boca para fora. Se vivo assim e aprendi que a alegria do Senhor é, de verdade, a minha força, podia estar certo que, por mais complicada que ficasse minha pesquisa, se eu tivesse perdido tudo, aquilo fazia parte do plano do melhor de Deus para mim. Talvez não o melhor para o desenvolvimento do meu mestrado, mas para minha vida. Imediatamente, ao perceber isso, certo de que Deus tinha tudo sob controle, acalmei o meu coração e mantive minha alegria.
Graças a Deus, o problema de minha máquina era simples. Tendo deixado o computador na casa de um irmão, em quarenta minutos ele havia ressuscitado. Havia uma única peça pifada que, tão logo trocada, permitiu que a máquina funcionasse de novo. Mas já havia aprendido a lição: estar alegre em qualquer situação independe de quão difíceis fossem as circunstâncias.
É claro que meu exemplo é muito simples diante de tanta coisa que pode nos abater no dia a dia. Paulo é mais completo. Ele diz que pode se manter firme e enfrentar qualquer coisa desde que Jesus lhe dá força: quer seja viver em fartura como em carência, quer seja viver em liberdade ou em prisão, quer seja estar saudável ou doente, quer esteja alimentado ou faminto. De todas essas coisas ele tem uma experiência, vencedora e alegre porque o Senhor está com ele e jamais o abandona. Ele é centro de sua vida, a Força que lhe sustenta, o Rochedo da Salvação, a Fortaleza na hora da angústia. Se temos o prazer e a comunhão com o Senhor, as coisas mais difíceis são superáveis. Podemos passar por elas, porque o Senhor nos sustenta com Sua mão poderosa. E nos conduz pelo Seu melhor plano para o Seu melhor porto.
Você pode estar enfrentando lutas terríveis, sofrimentos inimagináveis, dores tremendas que somente Jesus conhece. Deixe-O ser o centro da sua vida, a Força da sua alma, a razão da sua vida, não apenas da boca para fora. Rasgue seu coração, disponha sua alma, humilhe-se sob Sua poderosa mão. Deixe que Ele seja Aquele que lhe dá força nas horas mais difíceis, conduzindo você pela mão. Deixe que a alegria do Senhor seja sua força, independente das circunstâncias.
28.5.05
O caçador
Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que O adorem.
João 4. 23
Alguns anos atrás, um amigo que é cantor evangélico realizou um culto para lançamento de seu novo CD no templo central da denominação da qual faz parte. Como boa parte de sua banda é composta por irmãos de outras igrejas e, mais que isso, suas músicas e ministração são extremamente bem recebidas por gente de diversas igrejas, naquele culto o templo estava lotado por pessoas que eram provenientes de outras denominações que não aquela que recebia a celebração.
No início do trabalho, um dirigente foi ao microfone saudar os visitantes, mas fez uma ressalva terrível. Destacou que era um prazer receber os irmãos, mas que, como não era costume naquela igreja louvar ao Senhor com palmas, os visitantes evitassem acompanhar as canções dessa forma. Ele acabou com a liberdade do culto. Liberdade que me faria ver, com clareza, que não seria conveniente cantar com palmas ali. Mas na hora em que isso se transformou em uma regra, quebrou-se a intimidade e comunhão de adoração. Eu não poderia mais louvar ali em liberdade, em espírito e em verdade, porque meu louvor estava condicionado a uma regra religiosa humana.
No diálogo entre Jesus e a mulher samaritana, um dentre tantos temas tratados são as regras religiosas que condicionam os cultos e afastam os fiéis da real intimidade com Deus. A discussão era se era a religião de Jerusalém ou a religião de Samaria que estava correta. A resposta de Jesus nos direciona a entender que não era nenhuma das duas, ao mesmo tempo em que poderiam ser ambas. O essencial não é a forma do culto, o seu lugar, como se estabelece o templo, que regras são obedecidas. Tudo isso é superficial porque o culto real se fundamenta em dois princípios: integridade [em espírito] e sinceridade [em verdade]. A presença desses dois elementos transforma em secundária e desimportante qualquer busca religiosa humana. Não é a busca ou a sede religiosa que contam no culto verdadeiro. Nem a forma da religião. O que importa é que o adorador esteja integralmente e sinceramente envolvido na relação, comunhão, intimidade e adoração a Deus, mediadas por Jesus Cristo e Sua Cruz. Assim, não importa se batemos ou não batemos palmas, não importa se oramos em línguas ou em silêncio. O que importa é um coração quebrantado que se entrega inteiramente e sinceramente nas mãos do Ser Amado. Que se entrega a uma comunhão plena e absoluta com Ele, ouvindo-O e amando-O.
Deus está em busca de adoradores que não se conformem a limites humanos impostos por culturas, por religiões, por tradições, por autoridades. Ele está em busca de pessoas que queiram, acima de tudo, relação com Ele, e não discutir em que templo precisa acontecer o culto, em que forma, em que ordem, que nomes devem ser usados, se tais ou tais manifestações são ou não são santas. Ele busca adoradores que O adorem em liberdade, qualquer que seja a circunstância, adoradores que se importem mais com o Ser Amado do que com as estruturas de culto e religião.
Religião é a tentativa do homem de, desesperadamente, buscar a divindade a fim de se religar a ela. A diferença no processo que Jesus apresenta à mulher samaritana é que na relação com Deus que Ele media não é o homem que está em busca. Deus está buscando. Na relação com Jesus, as coisas mudam de figura porque, aqui, Deus é o caçador. Ele está caçando quem esteja, na terra, disposto a adorá-Lo. Adorá-Lo, acima de tudo, em liberdade, integridade e sinceridade. Disposto a entrar com Ele em uma relação de intimidade e adoração que seja total, absoluta e honesta. A busca, em Jesus, é ação exclusiva de um Deus que nos ama tanto que nos quer atrair a uma vida de profunda comunhão com Ele.
Não importam as regras. Não importam as formas. Disponha seu coração a se entregar totalmente e honestamente, em espírito e em verdade, ao Deus que se fez um de nós em Jesus Cristo, que veio ao mundo buscar o homem e resgatá-Lo do pecado e da morte. Que o amou de tal maneira que morreu numa Cruz para que tivesse vida. Ele está procurando gente que se entregue de verdade a Ele, para vivenciar uma verdadeira comunhão, intimidade e adoração real.
João 4. 23
Alguns anos atrás, um amigo que é cantor evangélico realizou um culto para lançamento de seu novo CD no templo central da denominação da qual faz parte. Como boa parte de sua banda é composta por irmãos de outras igrejas e, mais que isso, suas músicas e ministração são extremamente bem recebidas por gente de diversas igrejas, naquele culto o templo estava lotado por pessoas que eram provenientes de outras denominações que não aquela que recebia a celebração.
No início do trabalho, um dirigente foi ao microfone saudar os visitantes, mas fez uma ressalva terrível. Destacou que era um prazer receber os irmãos, mas que, como não era costume naquela igreja louvar ao Senhor com palmas, os visitantes evitassem acompanhar as canções dessa forma. Ele acabou com a liberdade do culto. Liberdade que me faria ver, com clareza, que não seria conveniente cantar com palmas ali. Mas na hora em que isso se transformou em uma regra, quebrou-se a intimidade e comunhão de adoração. Eu não poderia mais louvar ali em liberdade, em espírito e em verdade, porque meu louvor estava condicionado a uma regra religiosa humana.
No diálogo entre Jesus e a mulher samaritana, um dentre tantos temas tratados são as regras religiosas que condicionam os cultos e afastam os fiéis da real intimidade com Deus. A discussão era se era a religião de Jerusalém ou a religião de Samaria que estava correta. A resposta de Jesus nos direciona a entender que não era nenhuma das duas, ao mesmo tempo em que poderiam ser ambas. O essencial não é a forma do culto, o seu lugar, como se estabelece o templo, que regras são obedecidas. Tudo isso é superficial porque o culto real se fundamenta em dois princípios: integridade [em espírito] e sinceridade [em verdade]. A presença desses dois elementos transforma em secundária e desimportante qualquer busca religiosa humana. Não é a busca ou a sede religiosa que contam no culto verdadeiro. Nem a forma da religião. O que importa é que o adorador esteja integralmente e sinceramente envolvido na relação, comunhão, intimidade e adoração a Deus, mediadas por Jesus Cristo e Sua Cruz. Assim, não importa se batemos ou não batemos palmas, não importa se oramos em línguas ou em silêncio. O que importa é um coração quebrantado que se entrega inteiramente e sinceramente nas mãos do Ser Amado. Que se entrega a uma comunhão plena e absoluta com Ele, ouvindo-O e amando-O.
Deus está em busca de adoradores que não se conformem a limites humanos impostos por culturas, por religiões, por tradições, por autoridades. Ele está em busca de pessoas que queiram, acima de tudo, relação com Ele, e não discutir em que templo precisa acontecer o culto, em que forma, em que ordem, que nomes devem ser usados, se tais ou tais manifestações são ou não são santas. Ele busca adoradores que O adorem em liberdade, qualquer que seja a circunstância, adoradores que se importem mais com o Ser Amado do que com as estruturas de culto e religião.
Religião é a tentativa do homem de, desesperadamente, buscar a divindade a fim de se religar a ela. A diferença no processo que Jesus apresenta à mulher samaritana é que na relação com Deus que Ele media não é o homem que está em busca. Deus está buscando. Na relação com Jesus, as coisas mudam de figura porque, aqui, Deus é o caçador. Ele está caçando quem esteja, na terra, disposto a adorá-Lo. Adorá-Lo, acima de tudo, em liberdade, integridade e sinceridade. Disposto a entrar com Ele em uma relação de intimidade e adoração que seja total, absoluta e honesta. A busca, em Jesus, é ação exclusiva de um Deus que nos ama tanto que nos quer atrair a uma vida de profunda comunhão com Ele.
Não importam as regras. Não importam as formas. Disponha seu coração a se entregar totalmente e honestamente, em espírito e em verdade, ao Deus que se fez um de nós em Jesus Cristo, que veio ao mundo buscar o homem e resgatá-Lo do pecado e da morte. Que o amou de tal maneira que morreu numa Cruz para que tivesse vida. Ele está procurando gente que se entregue de verdade a Ele, para vivenciar uma verdadeira comunhão, intimidade e adoração real.
27.5.05
Prazer
A Tua presença me enche de alegria e me traz felicidade para sempre.
Salmo 16. 11
O ser humano vive em busca do prazer. Faz parte da nossa natureza, foi assim que Deus nos fez, homens e mulheres que querem e desejam experimentar o prazer na vida. A busca do prazer é uma pulsão na humanidade. Se não agirmos assim, deixamos de fazer parte da raça humana.
Claro que o prazer pode ser pervertido. Estes dias, por exemplo, assisti na universidade uma cinebiografia do Marquês de Sade – “Os contos proibidos do Marquês de Sade” – que mostra como a busca do prazer pode ser pervertida pelo coração do homem. O sadismo, nome que deriva do Marquês, é sentir o prazer no sofrimento do outro. Masoquismo é ter prazer no próprio sofrimento.
A sexualidade pode, assim, ser uma porta importante para a perversão da busca pelo prazer. Podemos fazer tudo errado e fora de hora, apenas por não resistirmos à sede de prazer que domina o nosso ser. A linha de separação é tão tênue que podemos ver na história bíblica muita gente sofrendo em conseqüência de sua perversão e pecado sexual. Sodoma e Gomorra foram destruídas. A espada entrou no seio da família de Davi.
Buscamos o prazer. Temos essa sede inata. Faz-nos bem, é gostoso e, claro, nos desafia. Queremos o prazer na nossa vida. Temos sede de uma alegria plena e interminável. Temos o desejo ardente de experimentarmos as mais inexplicáveis sensações em nosso coração, em nossa mente, em nosso ser inteiro. Queremos isso tanto quanto queremos o amor. A alegria contagiante e incontrolável, manifestações do prazer mais intenso.
O Senhor quer saciar nossa sede de prazer. Na presença dEle, temos delícias inimagináveis, prazeres inefáveis. A Tua presença me enche de alegria e me traz felicidade para sempre. Não foi apenas um homem de Deus que clamou a Ele por sentir este prazer tremendo que só a Sua presença pode conceder. É nEle que repousa a saciedade de nossa sede por alegria e mais prazer. O prazer da nossa alma, o prazer máximo que sequer podemos imaginar ser possível sentir, está na presença do Senhor. Está na comunhão com Ele. Está em ser tocado por Ele, amado por Ele. O maior prazer que pode sentir o homem, aquele para onde devia nos guiar nossa pulsão, é o prazer de andar com o Senhor, em comunhão com Ele, na Sua presença eterna. Experimentando Sua alegria, Seu amor e o prazer que Ele tem em nós.
Assim diz o salmista, falando do prazer da comunhão com o Senhor: Quão amáveis são os Teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! (Sl. 84. 1 – 2). Essa sede pela presença e comunhão com Deus, por estar para sempre ao Seu lado, só pode ser resultado da descoberta do pleno prazer e alegria que podemos experimentar apenas com o Senhor nosso Deus. Quem conheceu o prazer da presença do Senhor não o trocará, em circunstância alguma, de maneira nenhuma, por nenhum outro prazer, nenhuma outra alegria, nenhum gozo que podemos fruir nesse mundo. O prazer de estar na presença do Senhor, sua alegria, são insuperáveis e inegociáveis.
Por isso, ainda, é feliz o homem que tem o seu prazer na Lei do Senhor e, mais que isso, na sua meditação diária (Sl. 1. 2). O prazer da comunhão com Deus só é pleno quando somos capazes de ouvir, diariamente, Sua voz falando a nós a Sua palavra por meio de nossa meditação.
É muito prazer. Prazer inimaginável, inexplicável, inconfundível, inegociável para quem o experimenta. Muita gente vive sua vida cristã sem, jamais, experimentar o prazer que é andar com Deus. Por isso, provavelmente, pode ir buscar o prazer de que tem sede, como ser humano, em qualquer forma pervertida, ou qualquer forma fora da comunhão e do centro da vontade de Deus. Mas podemos vivenciar, experimentar e gozar o prazer mais fantástico que jamais poderemos descrever: o prazer de uma comunhão íntima com o nosso Amado, nós, Seus amantes, resgatados pelo Amor da Cruz de Jesus. Por Jesus, através dEle, podemos saciar nossa sede de prazer intenso. Na Sua Palavra e na Sua comunhão.
Salmo 16. 11
O ser humano vive em busca do prazer. Faz parte da nossa natureza, foi assim que Deus nos fez, homens e mulheres que querem e desejam experimentar o prazer na vida. A busca do prazer é uma pulsão na humanidade. Se não agirmos assim, deixamos de fazer parte da raça humana.
Claro que o prazer pode ser pervertido. Estes dias, por exemplo, assisti na universidade uma cinebiografia do Marquês de Sade – “Os contos proibidos do Marquês de Sade” – que mostra como a busca do prazer pode ser pervertida pelo coração do homem. O sadismo, nome que deriva do Marquês, é sentir o prazer no sofrimento do outro. Masoquismo é ter prazer no próprio sofrimento.
A sexualidade pode, assim, ser uma porta importante para a perversão da busca pelo prazer. Podemos fazer tudo errado e fora de hora, apenas por não resistirmos à sede de prazer que domina o nosso ser. A linha de separação é tão tênue que podemos ver na história bíblica muita gente sofrendo em conseqüência de sua perversão e pecado sexual. Sodoma e Gomorra foram destruídas. A espada entrou no seio da família de Davi.
Buscamos o prazer. Temos essa sede inata. Faz-nos bem, é gostoso e, claro, nos desafia. Queremos o prazer na nossa vida. Temos sede de uma alegria plena e interminável. Temos o desejo ardente de experimentarmos as mais inexplicáveis sensações em nosso coração, em nossa mente, em nosso ser inteiro. Queremos isso tanto quanto queremos o amor. A alegria contagiante e incontrolável, manifestações do prazer mais intenso.
O Senhor quer saciar nossa sede de prazer. Na presença dEle, temos delícias inimagináveis, prazeres inefáveis. A Tua presença me enche de alegria e me traz felicidade para sempre. Não foi apenas um homem de Deus que clamou a Ele por sentir este prazer tremendo que só a Sua presença pode conceder. É nEle que repousa a saciedade de nossa sede por alegria e mais prazer. O prazer da nossa alma, o prazer máximo que sequer podemos imaginar ser possível sentir, está na presença do Senhor. Está na comunhão com Ele. Está em ser tocado por Ele, amado por Ele. O maior prazer que pode sentir o homem, aquele para onde devia nos guiar nossa pulsão, é o prazer de andar com o Senhor, em comunhão com Ele, na Sua presença eterna. Experimentando Sua alegria, Seu amor e o prazer que Ele tem em nós.
Assim diz o salmista, falando do prazer da comunhão com o Senhor: Quão amáveis são os Teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! (Sl. 84. 1 – 2). Essa sede pela presença e comunhão com Deus, por estar para sempre ao Seu lado, só pode ser resultado da descoberta do pleno prazer e alegria que podemos experimentar apenas com o Senhor nosso Deus. Quem conheceu o prazer da presença do Senhor não o trocará, em circunstância alguma, de maneira nenhuma, por nenhum outro prazer, nenhuma outra alegria, nenhum gozo que podemos fruir nesse mundo. O prazer de estar na presença do Senhor, sua alegria, são insuperáveis e inegociáveis.
Por isso, ainda, é feliz o homem que tem o seu prazer na Lei do Senhor e, mais que isso, na sua meditação diária (Sl. 1. 2). O prazer da comunhão com Deus só é pleno quando somos capazes de ouvir, diariamente, Sua voz falando a nós a Sua palavra por meio de nossa meditação.
É muito prazer. Prazer inimaginável, inexplicável, inconfundível, inegociável para quem o experimenta. Muita gente vive sua vida cristã sem, jamais, experimentar o prazer que é andar com Deus. Por isso, provavelmente, pode ir buscar o prazer de que tem sede, como ser humano, em qualquer forma pervertida, ou qualquer forma fora da comunhão e do centro da vontade de Deus. Mas podemos vivenciar, experimentar e gozar o prazer mais fantástico que jamais poderemos descrever: o prazer de uma comunhão íntima com o nosso Amado, nós, Seus amantes, resgatados pelo Amor da Cruz de Jesus. Por Jesus, através dEle, podemos saciar nossa sede de prazer intenso. Na Sua Palavra e na Sua comunhão.
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