Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.
Romanos 8. 38 – 39.
Acredito que faça parte da vida de qualquer cristão, em um momento ou outro, a sensação de que se encontra terrivelmente afastado de Deus. O sentimento de que tudo veio abaixo, que a sua relação com Deus se espatifou, que essa história acabou. Fazem parte de nossa vida com Cristo situações em que nos sentimos vencidos e afastados, definitivamente, do amor de Deus, que conhecemos em Cristo Jesus.
Na maior parte das vezes é nosso pecado que nos provoca esta sensação. Ele nos rouba a alegria de nossa salvação. Ele nos faz sentir sujos e condenados. Ele nos faz sentirmo-nos imperdoáveis. O nosso pecado nos acusa diante do Pai e, não há escapatória, conscientes de nossa indignidade e conscientes do nosso não merecimento, nos quedamos profundamente culpados. Acreditamos, muitas vezes, que será impossível restaurar a consciência de sermos amados por Deus, simplesmente porque não acreditamos mais nisso. A consciência de nosso pecado nos conduz ao sentimento de que, por não merecermos o amor de Deus, por pecarmos, nos afastamos definitivamente deste amor. Mas é bom nessas horas lembrar: Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus (...)Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.
Outras vezes, ao enfrentarmos as lutas que tantas vezes nos afligem, ao experimentarmos a dor e o sofrimento que tantas vezes nos emudecem, podemos acreditar que fomos abandonados pelo amor de Deus. Se Deus nos ama, por que tanta dor? Se Deus nos ama, por que o sofrimento? É muito complicado não acreditar, nestas horas, que o amor de Deus nos abandonou. Nossa família se desfez, nossos sonhos se extinguiram, um ente amado faleceu. As coisas aparentemente mais injustas têm lugar na vida e não conseguimos compreender. Será difícil não acreditar que fomos deixados de lado por Deus e Seu amor em nossa caminhada. Essa dor insuportável sufoca qualquer fé na realidade e presença do amor de Deus. Mas é bom nessas horas lembrar: Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus (...)Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.
Adversários podem tentar nos afastar ou nos fazer acreditar que fomos afastados do amor de Deus. Anjos, poderes e autoridades espirituais, ou mesmo outros seres humanos podem nos fazer crer que o amor de Deus nos abandonou ou podem tentar nos lançar para longe desse amor. Lembro, nessa hora, da história de Davi e Saul. O rei está perseguindo o seu principal guerreiro, acreditando que Davi trama contra sua vida e seu reino. Por uma e outra vez o futuro rei teve em suas mãos a vida de Saul. Não por falta de estímulo, Davi poupou a vida do rei. Porque acreditava que ninguém toca, impunemente, no rei separado por Deus. Em determinado momento, após a segunda ocasião em que isso acontece, Davi conversa com Saul e diz que o rei está dando ouvidos a inimigos que mentem e merecem a maldição do Senhor, pois me expulsaram da terra do Senhor para uma terra onde posso adorar somente deuses estrangeiros. Não me deixe ser morto em terra estrangeira, longe do Senhor Deus! (1 Sm. 26. 19 – 20). É curioso o modo como Davi acusa esses inimigos de tentarem desviá-lo de diante do Deus Verdadeiro e do Seu amor, e clama a Saul que lhe permita voltar a viver na presença do Senhor. Este exemplo mostra que, muitas vezes, são inimigos, de carne e osso ou simplesmente espirituais, que tentam nos afastar do amor de Deus. Mas é bom nessas horas lembrar: Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus (...)Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.
Pecado algum, luta alguma, sofrimento algum e nenhum adversário é suficientemente poderoso para nos afastar do amor de Deus, revelado e manifesto em Cristo Jesus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo.
O amor de Deus é infinito: Assim como é grande a distância entre o céu e a terra, assim é grande o Seu amor por aqueles que O temem (Sl. 103. 11). No imaginário dos tempos antigos, a terra era rodeada por uma abóboda. Havia, assim, um limite para o céu, mas um limite inalcançável para o homem. Desse modo, a imagem alude a uma distância enorme, humanamente impossível de ser concebida ou alcançada pelo ser humano. Se transpusermos esta imagem para o conhecimento e os avanços de nosso tempo, a noção de infinitude desse amor se ampliará. Se você tentar alcançar o limite do céu se deparará com um Universo infinito e em expansão constante. Quanto mais você quiser alcançar a borda do céu, mais distante ela estará e mais infinita ela será. Um espaço incompreensível dentro de nossas cabeças limitadas.
Esse é o tamanho do amor eterno de Deus por nós. Infinito. Ilimitado. E coisa alguma pode nos afastar desse amor. Nada.
27.6.05
26.6.05
Bem-vindo
Tu me recebes como convidado de honra e enches o meu copo até transbordar.
Salmo 23. 5.
Ser bem recebido e se sentir bem-vindo em uma casa não tem preço. Muitas vezes estamos constrangidos, mas, sendo bem recebidos, logo todo constrangimento que, porventura, pudesse estar incomodando, dá lugar a uma alegria incontida por se sentir o prazer que os nossos anfitriões manifestam. Tem gente que sabe nos fazer sentir especialmente bem-vindos.
Dois anos atrás namorei uma moça que mora em Recife. Todas as vezes que fui a Recife namorar, hospedei-me na casa de gente especial. A maioria das vezes, na casa do pastor dela. Lembro que na primeira vez que cheguei lá, estava cheio de pernas. Morto de vergonha. Mas foi depressa que todo o gelo foi quebrado com as brincadeiras do filho da família. E foi depressa que me entrosei com todos, até com a cachorrinha. Eles têm, atualmente, um lugar especial em meu coração. Há algum tempo não os vejo, mas nunca esquecerei cada uma das vezes em que me senti bem-vindo naquela casa e no seio daquela família.
Sentir-se bem-vindo em casas humanas é tremendo. Quanto mais não será ser bem-vindo na casa do Senhor, na comunhão com Ele? Tu me recebes como convidado de honra e enches o meu copo até transbordar. Dentre muitas coisas que o Salmo 23 pode nos inspirar, ele nos ensina que somos sempre bem-vindos na presença do Senhor, em Sua comunhão, em Sua casa. Mais que isso. Mais que bem-vindos. Ele nos trata – incrível – como convidados de honra!
Será que nós teremos noção do que significa isso? Nós, humanos limitados e pecadores, somos recebidos pelo Senhor, em Sua presença, como convidados de honra. O nosso Pastor faz mais que nos receber bem. Ele nos reveste de honra. Ele nos trata como trataríamos qualquer grande e respeitável autoridade que, por acaso, recebêssemos em casa como hóspedes. Para Ele, apesar de quem somos e sabemos ser, somos mais que especiais! Ele não somente quer nos ter em comunhão Consigo, como tem reservado um lugar mais que especial para a nossa estada na Sua casa e na Sua presença. O Seu cuidado por nós testemunhará do Amor dEle, tremendo e maravilhoso, por nós, em todo tempo.
O cuidado dEle por nós nos quer mais que unidos a Ele. O lugar e o tratamento como convidado de honra andam lado a lado com o transbordar de nosso copo. É inevitável entendermos isso como o derramar do Espírito Santo em nossas vidas. Convidados de honra do Pai, sentados à Sua mesa, comungando intimamente com Ele, tudo se completa quando o próprio Deus se derrama sobre nós. Sem nenhum limite, sem nenhuma economia, sem nenhum cuidado: até transbordar. Além de desejar ter comunhão conosco em Sua presença, Deus nos quer receber como convidado de honra, como amigo íntimo. Além de nos receber como amigo íntimo e convidado de honra, Ele quer se derramar sobre nós sem nenhum limite, até que o nosso copo transborde. Ele quer se derramar, em Seu amor por nós, até que nos embriaguemos com o Seu amor.
O nível de vida com Deus que o Salmo 23 nos fala ser possível é uma vida de intimidade, vida de amigos íntimos. Ele nos quer receber como convidados de honra, mais que especiais, mais que próximos a Ele. Ele quer encher nossos copos, até que transbordem da presença de Deus, até que nos embriaguemos do Seu amor. Tu me recebes como convidado de honra e enches o meu copo até transbordar.
Salmo 23. 5.
Ser bem recebido e se sentir bem-vindo em uma casa não tem preço. Muitas vezes estamos constrangidos, mas, sendo bem recebidos, logo todo constrangimento que, porventura, pudesse estar incomodando, dá lugar a uma alegria incontida por se sentir o prazer que os nossos anfitriões manifestam. Tem gente que sabe nos fazer sentir especialmente bem-vindos.
Dois anos atrás namorei uma moça que mora em Recife. Todas as vezes que fui a Recife namorar, hospedei-me na casa de gente especial. A maioria das vezes, na casa do pastor dela. Lembro que na primeira vez que cheguei lá, estava cheio de pernas. Morto de vergonha. Mas foi depressa que todo o gelo foi quebrado com as brincadeiras do filho da família. E foi depressa que me entrosei com todos, até com a cachorrinha. Eles têm, atualmente, um lugar especial em meu coração. Há algum tempo não os vejo, mas nunca esquecerei cada uma das vezes em que me senti bem-vindo naquela casa e no seio daquela família.
Sentir-se bem-vindo em casas humanas é tremendo. Quanto mais não será ser bem-vindo na casa do Senhor, na comunhão com Ele? Tu me recebes como convidado de honra e enches o meu copo até transbordar. Dentre muitas coisas que o Salmo 23 pode nos inspirar, ele nos ensina que somos sempre bem-vindos na presença do Senhor, em Sua comunhão, em Sua casa. Mais que isso. Mais que bem-vindos. Ele nos trata – incrível – como convidados de honra!
Será que nós teremos noção do que significa isso? Nós, humanos limitados e pecadores, somos recebidos pelo Senhor, em Sua presença, como convidados de honra. O nosso Pastor faz mais que nos receber bem. Ele nos reveste de honra. Ele nos trata como trataríamos qualquer grande e respeitável autoridade que, por acaso, recebêssemos em casa como hóspedes. Para Ele, apesar de quem somos e sabemos ser, somos mais que especiais! Ele não somente quer nos ter em comunhão Consigo, como tem reservado um lugar mais que especial para a nossa estada na Sua casa e na Sua presença. O Seu cuidado por nós testemunhará do Amor dEle, tremendo e maravilhoso, por nós, em todo tempo.
O cuidado dEle por nós nos quer mais que unidos a Ele. O lugar e o tratamento como convidado de honra andam lado a lado com o transbordar de nosso copo. É inevitável entendermos isso como o derramar do Espírito Santo em nossas vidas. Convidados de honra do Pai, sentados à Sua mesa, comungando intimamente com Ele, tudo se completa quando o próprio Deus se derrama sobre nós. Sem nenhum limite, sem nenhuma economia, sem nenhum cuidado: até transbordar. Além de desejar ter comunhão conosco em Sua presença, Deus nos quer receber como convidado de honra, como amigo íntimo. Além de nos receber como amigo íntimo e convidado de honra, Ele quer se derramar sobre nós sem nenhum limite, até que o nosso copo transborde. Ele quer se derramar, em Seu amor por nós, até que nos embriaguemos com o Seu amor.
O nível de vida com Deus que o Salmo 23 nos fala ser possível é uma vida de intimidade, vida de amigos íntimos. Ele nos quer receber como convidados de honra, mais que especiais, mais que próximos a Ele. Ele quer encher nossos copos, até que transbordem da presença de Deus, até que nos embriaguemos do Seu amor. Tu me recebes como convidado de honra e enches o meu copo até transbordar.
25.6.05
Eterno
Assim também Cristo foi oferecido uma só vez em sacrifício, para tirar os pecados de muitas pessoas.
Hebreus 9. 28.
No fim da minha infância foi publicado um seriado em quadrinhos cujo título era “Crise nas infinitas terras”. Contava uma história envolvendo diversos heróis da norte-americana DC Comics, liderados por Super-Homem, que enfrentavam uma ameaça terrível contra o nosso universo e diversos universos paralelos. Lembro de uma cena em que o Super-Homem sobrevoa uma das terras completamente devastada. O planeta se reduzira a rios de lava, tendo perdido qualquer vida, qualquer atmosfera. Tinha acabado tudo.
Estava pensando nesta imagem outro dia. Ela representava o fim de tudo. E eu comecei a pensar sobre o que, realmente, é permanente e absoluto no mundo em que vivemos. De outra maneira: comecei a pensar sobre o que restaria se tudo o mais fosse destruído? O que restaria se todas as culturas sucumbissem? Todas as línguas? Toda a ciência? Enfim, se tudo fosse devastado e a humanidade tivesse que recomeçar, inventando novas línguas, nova cultura, criando tudo de novo, o que seria eterno?
Sei que minhas perguntas são filosóficas demais para serem perfeitamente compreendidas. Mas podem ser apresentadas de outra forma: o que é eterno? O que ficará se tudo o mais for destruído? O que é, de verdade, um fundamento inabalável na história humana?
Acredito que só há uma coisa verdadeiramente permanente e eterna na história humana. Uma única coisa que pode sobreviver às civilizações, às culturas, às ciências, aos tempos e às eras. Assim também Cristo foi oferecido uma só vez em sacrifício, para tirar os pecados de muitas pessoas. A única coisa eterna na história humana é Jesus e o Seu sacrifício para redimir a humanidade.
Se a humanidade precisasse se reinventar, o sacrifício de Cristo permaneceria inalterado. Se tudo fosse criado de novo, a verdade de que o homem é pecador, precisa de perdão para ter uma relação com o Deus Eterno, e que o caminho que possibilita essa relação foi consumado na vida, morte e ressurreição de Jesus, esta verdade permaneceria.
Sem sombra de dúvida, tudo pode passar, mas o amor de Deus revelado em Cristo Jesus permanece para sempre. A misericórdia de Deus é eterna. É de geração em geração. Tudo pode acabar, mas Deus, Sua palavra e Seu amor não se acabarão.
Existem perguntas éticas fundamentais. Questões que nos ajudariam a corrigir o rumo de nossas vidas, a colocar as coisas prioritárias em primeiro lugar, a conduzir os nossos passos para os caminhos que o Senhor tem estabelecido. Uma dessas questões é pensar sobre o que realmente é eterno em nossas vidas. O que realmente permanece ante todas as outras coisas. Se respondermos coerentemente vamos entender que tudo o mais é importante em nossas vidas, tudo o que vivemos é necessário, mas nada é tão absoluto quanto o nosso compromisso com o Senhor e a experiência de vivermos a dimensão de Seu Amor, Seu sacrifício, Sua misericórdia e Seu perdão.
O mundo pode ser devastado,como na série dos quadrinhos. O nosso mundo partícular pode ser devastado. Mas nada será destruidor demais para nós, se lembrarmos que ainda podemos nos firmar na única coisa eterna da história humana: Assim também Cristo foi oferecido uma só vez em sacrifício, para tirar os pecados de muitas pessoas.
Hebreus 9. 28.
No fim da minha infância foi publicado um seriado em quadrinhos cujo título era “Crise nas infinitas terras”. Contava uma história envolvendo diversos heróis da norte-americana DC Comics, liderados por Super-Homem, que enfrentavam uma ameaça terrível contra o nosso universo e diversos universos paralelos. Lembro de uma cena em que o Super-Homem sobrevoa uma das terras completamente devastada. O planeta se reduzira a rios de lava, tendo perdido qualquer vida, qualquer atmosfera. Tinha acabado tudo.
Estava pensando nesta imagem outro dia. Ela representava o fim de tudo. E eu comecei a pensar sobre o que, realmente, é permanente e absoluto no mundo em que vivemos. De outra maneira: comecei a pensar sobre o que restaria se tudo o mais fosse destruído? O que restaria se todas as culturas sucumbissem? Todas as línguas? Toda a ciência? Enfim, se tudo fosse devastado e a humanidade tivesse que recomeçar, inventando novas línguas, nova cultura, criando tudo de novo, o que seria eterno?
Sei que minhas perguntas são filosóficas demais para serem perfeitamente compreendidas. Mas podem ser apresentadas de outra forma: o que é eterno? O que ficará se tudo o mais for destruído? O que é, de verdade, um fundamento inabalável na história humana?
Acredito que só há uma coisa verdadeiramente permanente e eterna na história humana. Uma única coisa que pode sobreviver às civilizações, às culturas, às ciências, aos tempos e às eras. Assim também Cristo foi oferecido uma só vez em sacrifício, para tirar os pecados de muitas pessoas. A única coisa eterna na história humana é Jesus e o Seu sacrifício para redimir a humanidade.
Se a humanidade precisasse se reinventar, o sacrifício de Cristo permaneceria inalterado. Se tudo fosse criado de novo, a verdade de que o homem é pecador, precisa de perdão para ter uma relação com o Deus Eterno, e que o caminho que possibilita essa relação foi consumado na vida, morte e ressurreição de Jesus, esta verdade permaneceria.
Sem sombra de dúvida, tudo pode passar, mas o amor de Deus revelado em Cristo Jesus permanece para sempre. A misericórdia de Deus é eterna. É de geração em geração. Tudo pode acabar, mas Deus, Sua palavra e Seu amor não se acabarão.
Existem perguntas éticas fundamentais. Questões que nos ajudariam a corrigir o rumo de nossas vidas, a colocar as coisas prioritárias em primeiro lugar, a conduzir os nossos passos para os caminhos que o Senhor tem estabelecido. Uma dessas questões é pensar sobre o que realmente é eterno em nossas vidas. O que realmente permanece ante todas as outras coisas. Se respondermos coerentemente vamos entender que tudo o mais é importante em nossas vidas, tudo o que vivemos é necessário, mas nada é tão absoluto quanto o nosso compromisso com o Senhor e a experiência de vivermos a dimensão de Seu Amor, Seu sacrifício, Sua misericórdia e Seu perdão.
O mundo pode ser devastado,como na série dos quadrinhos. O nosso mundo partícular pode ser devastado. Mas nada será destruidor demais para nós, se lembrarmos que ainda podemos nos firmar na única coisa eterna da história humana: Assim também Cristo foi oferecido uma só vez em sacrifício, para tirar os pecados de muitas pessoas.
24.6.05
Últimas chances
Cuidado! O Senhor, o Deus Todo-Poderoso, vai tirar de Jerusalém e de Judá todo o sustento e todo o mantimento; não haverá nem comida nem água.
Isaías 3. 1.
Morro de medo de perder as últimas chances, de permitir que o tempo se esgote, de repentinamente perceber que é tarde para que qualquer mude ou se salve. Acho que esse é um dos elementos que me atraem em 24 horas: a idéia de que toda hora é uma hora limite. A noção de que as chances se esvaem e as possibilidades de transformação se acabam logo.
A relação de Deus com Seu povo sempre foi assim. E eu sempre me sinto no limite da Sua graça e da Sua longanimidade. Tantas vezes Deus estendeu as Suas mãos benevolentes para proteger e cuidar do Seu Povo. E outras tantas vezes o povo Lhe virou as costas, abandonando a Fonte das Águas Vivas, preferindo toda cisterna rota, como denuncia o profeta Jeremias (Jr. 2. 13).
Vez após vez, Deus renovou a Sua graça. Tenho medo de viver o tempo em que seja tarde demais para que a graça se renove. Tenho medo de viver o tempo em que a única coisa que reste seja o juízo. Juízo realizado sob a bandeira do Amor Eterno de Deus, mas, de todo jeito, juízo.
Já escrevi comparando os capítulos 18 e 19 de Jeremias. No 18, Deus o manda ir à casa do oleiro e, observando como o homem pode recomeçar a fazer o vaso toda vez que comete um erro, Deus afirma ao profeta que ainda há tempo de restauração para o povo: Será que eu não posso fazer com o povo de Israel o mesmo que o oleiro faz com o barro? Vocês estão nas minhas mãos assim como o barro está nas mãos do oleiro (Jr. 18. 6). Aqui, ainda havia tempo para recomeçar, para restaurar. No capítulo seguinte, a história muda de figura. Jeremias é enviado a comprar um pote já feito e, diante da liderança do templo, quebrar o vaso: Como se quebra um pote, e ele não pode mais ser consertado, assim eu quebrarei este povo e esta cidade (Jr. 19. 11). Desta vez, o tempo estava esgotado. Não havia mais redenção possível, arrependimento, recomeço. A cidade seria quebrada como o vaso que Jeremias quebrou.
Esta semana falei sobre Jesus chorando sobre Jerusalém. O fim da cidade está próximo. Jesus lhe anuncia o juízo, que não deixa de ser repleto de amor, ao ponto de que o Senhor chora: Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz! Mas agora você não pode ver isso. Pois chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados. Eles destruirão completamente você e todos os seus moradores. Não ficará uma pedra em cima da outra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la (Lc. 19. 42 – 44).
Tenho medo de viver em um tempo em que a única coisa que nos resta é o juízo. Tenho medo de viver uma vida que, resoluta, só possa ser tratada por Deus de uma maneira dura e implacável, mesmo que cheia de amor. Tenho medo de estar perdendo, ou de ver se perderem, as últimas chances de arrependimento e arrependimento.
Tenho medo de que palavras como essas se dirijam a mim ou a você: Cuidado! O Senhor, o Deus Todo-Poderoso, vai tirar de Jerusalém e de Judá todo o sustento e todo o mantimento; não haverá nem comida nem água. Ele vai tirar também todas as pessoas importantes: os homens corajosos e os soldados, os juízes e os profetas, os adivinhos e os sábios, os oficiais do exército e as autoridades civis, os conselheiros e todos os feiticeiros. O Senhor escolherá meninos para governar o seu povo; o poder ficará nas mãos de crianças. Todos perseguirão uns aos outros, cada um explorará o seu vizinho. Os jovens não respeitarão os velhos, e gente que não vale nada desprezará pessoas honestas (Is. 3. 1 – 5). Tenho medo, porque segundo esse texto, crise na liderança, crise nos relacionamentos, e perda do sustento são sinais do juízo de Deus em curso contra o Seu povo. E, às vezes, tem sido somente isso que a gente vê, olhando de um a outro lado. Às vezes, por mais que busquemos o nosso sustento espiritual, o Pão do Céu ou Água da Vida, nos sentimos como esfomeados e sedentos no deserto. Às vezes, tenho medo de que isso signifique que nosso tempo passou. Tenho medo de estar sob o juízo amoroso de Deus.
Segundo o profeta, ainda, a causa da tragédia é bem conhecida e definida: Jerusalém está arrasada, a terra de Judá está em ruínas. Pois com as suas palavras e as suas ações o povo desafia o Senhor e ofende a Sua gloriosa presença (Is. 3. 8). Tenho medo de que estejamos ofendendo a santidade do Senhor, sendo injustos em nossa ações, desiguais em nossos tratamentos, e desavergonhados em nossos pecados (Is. 3. 9). Tenho medo de ser um desses, porque diz o Senhor: Ai deles, pois estão trazendo sobre si mesmos o castigo da sua própria maldade! (Is. 3. 9).
Textos assim me desafiam a repensar a minha prática, pensar a nossa vivência diante de Deus, e me conduzem a clamar por misericórdia diante do Senhor. Espero que ainda possamos nos prostrar ante Ele. Espero que ainda encontremos espaço para arrependimento e restauração. Espero que não tenhamos perdido as nossas últimas chances. Examine o seu coração e se arrependa enquanto for tempo de encontrar o Deus gracioso.
Isaías 3. 1.
Morro de medo de perder as últimas chances, de permitir que o tempo se esgote, de repentinamente perceber que é tarde para que qualquer mude ou se salve. Acho que esse é um dos elementos que me atraem em 24 horas: a idéia de que toda hora é uma hora limite. A noção de que as chances se esvaem e as possibilidades de transformação se acabam logo.
A relação de Deus com Seu povo sempre foi assim. E eu sempre me sinto no limite da Sua graça e da Sua longanimidade. Tantas vezes Deus estendeu as Suas mãos benevolentes para proteger e cuidar do Seu Povo. E outras tantas vezes o povo Lhe virou as costas, abandonando a Fonte das Águas Vivas, preferindo toda cisterna rota, como denuncia o profeta Jeremias (Jr. 2. 13).
Vez após vez, Deus renovou a Sua graça. Tenho medo de viver o tempo em que seja tarde demais para que a graça se renove. Tenho medo de viver o tempo em que a única coisa que reste seja o juízo. Juízo realizado sob a bandeira do Amor Eterno de Deus, mas, de todo jeito, juízo.
Já escrevi comparando os capítulos 18 e 19 de Jeremias. No 18, Deus o manda ir à casa do oleiro e, observando como o homem pode recomeçar a fazer o vaso toda vez que comete um erro, Deus afirma ao profeta que ainda há tempo de restauração para o povo: Será que eu não posso fazer com o povo de Israel o mesmo que o oleiro faz com o barro? Vocês estão nas minhas mãos assim como o barro está nas mãos do oleiro (Jr. 18. 6). Aqui, ainda havia tempo para recomeçar, para restaurar. No capítulo seguinte, a história muda de figura. Jeremias é enviado a comprar um pote já feito e, diante da liderança do templo, quebrar o vaso: Como se quebra um pote, e ele não pode mais ser consertado, assim eu quebrarei este povo e esta cidade (Jr. 19. 11). Desta vez, o tempo estava esgotado. Não havia mais redenção possível, arrependimento, recomeço. A cidade seria quebrada como o vaso que Jeremias quebrou.
Esta semana falei sobre Jesus chorando sobre Jerusalém. O fim da cidade está próximo. Jesus lhe anuncia o juízo, que não deixa de ser repleto de amor, ao ponto de que o Senhor chora: Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz! Mas agora você não pode ver isso. Pois chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados. Eles destruirão completamente você e todos os seus moradores. Não ficará uma pedra em cima da outra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la (Lc. 19. 42 – 44).
Tenho medo de viver em um tempo em que a única coisa que nos resta é o juízo. Tenho medo de viver uma vida que, resoluta, só possa ser tratada por Deus de uma maneira dura e implacável, mesmo que cheia de amor. Tenho medo de estar perdendo, ou de ver se perderem, as últimas chances de arrependimento e arrependimento.
Tenho medo de que palavras como essas se dirijam a mim ou a você: Cuidado! O Senhor, o Deus Todo-Poderoso, vai tirar de Jerusalém e de Judá todo o sustento e todo o mantimento; não haverá nem comida nem água. Ele vai tirar também todas as pessoas importantes: os homens corajosos e os soldados, os juízes e os profetas, os adivinhos e os sábios, os oficiais do exército e as autoridades civis, os conselheiros e todos os feiticeiros. O Senhor escolherá meninos para governar o seu povo; o poder ficará nas mãos de crianças. Todos perseguirão uns aos outros, cada um explorará o seu vizinho. Os jovens não respeitarão os velhos, e gente que não vale nada desprezará pessoas honestas (Is. 3. 1 – 5). Tenho medo, porque segundo esse texto, crise na liderança, crise nos relacionamentos, e perda do sustento são sinais do juízo de Deus em curso contra o Seu povo. E, às vezes, tem sido somente isso que a gente vê, olhando de um a outro lado. Às vezes, por mais que busquemos o nosso sustento espiritual, o Pão do Céu ou Água da Vida, nos sentimos como esfomeados e sedentos no deserto. Às vezes, tenho medo de que isso signifique que nosso tempo passou. Tenho medo de estar sob o juízo amoroso de Deus.
Segundo o profeta, ainda, a causa da tragédia é bem conhecida e definida: Jerusalém está arrasada, a terra de Judá está em ruínas. Pois com as suas palavras e as suas ações o povo desafia o Senhor e ofende a Sua gloriosa presença (Is. 3. 8). Tenho medo de que estejamos ofendendo a santidade do Senhor, sendo injustos em nossa ações, desiguais em nossos tratamentos, e desavergonhados em nossos pecados (Is. 3. 9). Tenho medo de ser um desses, porque diz o Senhor: Ai deles, pois estão trazendo sobre si mesmos o castigo da sua própria maldade! (Is. 3. 9).
Textos assim me desafiam a repensar a minha prática, pensar a nossa vivência diante de Deus, e me conduzem a clamar por misericórdia diante do Senhor. Espero que ainda possamos nos prostrar ante Ele. Espero que ainda encontremos espaço para arrependimento e restauração. Espero que não tenhamos perdido as nossas últimas chances. Examine o seu coração e se arrependa enquanto for tempo de encontrar o Deus gracioso.
Hora das trevas
Não posso continuar a falar com vocês por muito tempo, pois está chegando aquele que manda neste mundo.
João 14. 30
Estava se aproximando a hora de Jesus, mas aquela era a hora das trevas. Satanás estava se aproximando, na ilusão de que poderia ter vitória. Afinal, a morte de Jesus era, agora, fato decidido. E Jesus morto, que ameaça poderia representar para os planos malignos?
Satanás estava cego. Era incapaz de perceber que aquilo tudo fazia parte do plano de Deus. Nada ali seria acidental. A morte de Jesus não havia sido decidida, como poderia pensar, por ele, o diabo. Era o plano eterno de Deus, antes da fundação do mundo. Não era a Sua derrota, mas Sua mais absoluta vitória: E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória (Cl. 2. 15).
Mas estava se aproximando o momento das trevas. Jesus ia ser traído e entregue para ser barbaramente torturado e morto. Era um momento em que, ao menos aparentemente, Satanás poderia celebrar vitória. Pelo menos até que tomasse pé da realidade. E, quando isso acontecesse, seria tarde.
Muitas vezes vivenciamos momento assemelhado. São horas de aparentes vitórias retumbantes do diabo e suas hostes. Momentos das trevas, em que parece que Deus se ausentou e a Sua vitória é impossível.
São horas para exercitar a fé. Fé que se baseia na incrível realidade de que o diabo já é um adversário derrotado. O poder pertence a Jesus e a Sua vitória foi consumada na Cruz do Calvário.
Há momentos em que as lutas nos afligem profundamente. Há momentos em que, abatidos, nos sentimos totalmente derrotados. Há momentos em que, humilhados, nos consideramos casos perdidos. Há momentos em que o mal e as trevas parecem tão prevalecentes que desesperamos da própria vida. Há momentos em que nos apercebemos em meio a uma hora de domínio das trevas.
Essa é a hora de, pela fé, olharmos para o Sol da Justiça, cuja Luz dissipa qualquer nuvem oposta. Essa é a hora de alimentar nossa alma dos Rios de Vida do Espírito e retomar o curso rumo a Cristo. Essa é a hora de lutarmos com Deus para que, comendo da carne e bebendo do sangue de Jesus, sejamos arrastados em plena comunhão para a profunda intimidade nos braços do Pai. É a hora, enfim, de firmes nas promessas da Palavra de Deus, lutarmos e vencermos pela fé.
João 14. 30
Estava se aproximando a hora de Jesus, mas aquela era a hora das trevas. Satanás estava se aproximando, na ilusão de que poderia ter vitória. Afinal, a morte de Jesus era, agora, fato decidido. E Jesus morto, que ameaça poderia representar para os planos malignos?
Satanás estava cego. Era incapaz de perceber que aquilo tudo fazia parte do plano de Deus. Nada ali seria acidental. A morte de Jesus não havia sido decidida, como poderia pensar, por ele, o diabo. Era o plano eterno de Deus, antes da fundação do mundo. Não era a Sua derrota, mas Sua mais absoluta vitória: E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória (Cl. 2. 15).
Mas estava se aproximando o momento das trevas. Jesus ia ser traído e entregue para ser barbaramente torturado e morto. Era um momento em que, ao menos aparentemente, Satanás poderia celebrar vitória. Pelo menos até que tomasse pé da realidade. E, quando isso acontecesse, seria tarde.
Muitas vezes vivenciamos momento assemelhado. São horas de aparentes vitórias retumbantes do diabo e suas hostes. Momentos das trevas, em que parece que Deus se ausentou e a Sua vitória é impossível.
São horas para exercitar a fé. Fé que se baseia na incrível realidade de que o diabo já é um adversário derrotado. O poder pertence a Jesus e a Sua vitória foi consumada na Cruz do Calvário.
Há momentos em que as lutas nos afligem profundamente. Há momentos em que, abatidos, nos sentimos totalmente derrotados. Há momentos em que, humilhados, nos consideramos casos perdidos. Há momentos em que o mal e as trevas parecem tão prevalecentes que desesperamos da própria vida. Há momentos em que nos apercebemos em meio a uma hora de domínio das trevas.
Essa é a hora de, pela fé, olharmos para o Sol da Justiça, cuja Luz dissipa qualquer nuvem oposta. Essa é a hora de alimentar nossa alma dos Rios de Vida do Espírito e retomar o curso rumo a Cristo. Essa é a hora de lutarmos com Deus para que, comendo da carne e bebendo do sangue de Jesus, sejamos arrastados em plena comunhão para a profunda intimidade nos braços do Pai. É a hora, enfim, de firmes nas promessas da Palavra de Deus, lutarmos e vencermos pela fé.
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