Sem conselhos os planos fracassam, mas com muitos conselheiros há sucesso.
Provérbios 15. 22.
Segunda-feira vivi uma das experiências mais aterrorizantes de minha vida. Estava voltando de São Paulo. O primeiro trecho da viagem, até Fortaleza, foi perfeito. Vôo tranqüilo, pude até tirar uns cochilos. Quando subiram passageiros na capital cearense soube que havia chovido. Imaginei, então, que o trecho final, até Natal, seria mais instável. Na verdade, enfrentamos uma área de instabilidade, mas nada muito assustador.
O momento difícil estava reservado ao nosso pouso. Quando o comandante informou que o pouso em Natal havia sido autorizado, não víamos nada. Estávamos no meio de pesadas nuvens de chuva. O avião balançava e notávamos que não descíamos muito. Quando começamos a reduzir, na aproximação, fomos impactados pela retomada de aceleração das turbinas: o piloto havia arremetido. Continuamos voando por cerca de quinze minutos ainda dentro das nuvens. O avião balançava e havia um terrível silêncio do lado de dentro. Todo mundo amedrontado. Todo mundo terrificado.
Esse foi o momento em que temi muito. Porque não víamos nada e parecia que o comandante não conseguia tirar o aparelho de dentro das nuvens. Só me senti aliviado quando, olhando pela janela à minha esquerda, pude ver o céu.
Mas essa história podia ser contada de outro ponto de vista. O ponto de vista das pessoas que estavam no aeroporto em Natal, aguardando a chegada do vôo. Apenas ontem, um dia depois de minha chegada na tarde da segunda, fui saber o que minha família tinha visto. Enquanto imaginávamos que nos aproximávamos da pista do aeroporto Augusto Severo, as pessoas em terra viam o avião ainda alto e voando em direção do terminal de passageiros. Devido à falta de visibilidade e instabilidade, o piloto não conseguira colocar o avião no rumo da pista. Se descesse, nos chocaríamos contra o aeroporto.
É assim que às vezes acontece quando nos deparamos com os mais sérios problemas de nossa vida. Nessas horas, ficamos como eu estava dentro daquele Air Bus, quer dizer, temos medo por não vermos nada, mas não temos nenhuma idéia do que realmente está acontecendo. Até achamos que o problema tem uma dimensão distinta daquela que é real, para mais ou para menos. Ou o super-dimensionamos, ou o sub-dimensionamos, mas de qualquer jeito, temos um problema de dimensionamento. E não conseguiremos ver ou resolver nada sozinhos.
O ponto de vista de alguém de fora da aeronave é fundamental para que tenhamos uma real noção do que, de verdade, está acontecendo. Isso ficou claro para mim quando eu soube realmente o que acontecera com meu vôo, a partir do testemunho de minha família em terra. Esse é o papel fundamental dos verdadeiros conselheiros em nossa vida, quando enfrentamos as situações mais difíceis.
É claro que há maus conselheiros, mas uma pessoa com um ponto de vista divino e de fora das mais terríveis situações que enfrentamos, às vezes é tudo o que precisamos para achar a saída, para resolver os problemas, para consertar todas as coisas.
Sem conselhos os planos fracassam, mas com muitos conselheiros há sucesso. Termos cuidado na escolha de nossos conselheiros e amigos íntimos é fundamental para sairmos das piores situações, para o sucesso de nossa caminhada. Precisamos sempre de gente com o ponto de vista de Deus ao nosso lado.
13.7.05
12.7.05
Nas fontes erradas
O meu povo cometeu dois pecados: eles abandonaram a mim, a fonte de água fresca, e cavaram cisternas, cisternas rachadas que deixam vazar a água da chuva.
Jeremias 2. 13
Existem duas coisas sobre as quais Deus tem me falado muito. Primeiro, Deus tem me desafiado a buscar a Sua intimidade cada vez mais, cada instante mais. Ele me tem mostrado a importância e fundamental necessidade de entrar em uma relação de comunhão com Ele, ao ponto de comer a carne e beber o sangue de Jesus. Comunhão e intimidade profundas com Ele, uma relação nova e radical.
O outro grande desafio que Deus tem trazido à minha vida é a urgente necessidade de quebrar o coração. Deus tem me falado que ainda tenho a chance de arrebentar as paredes de meu coração, antes que Ele mesmo venha fazer isso. E sei que Deus vai fazê-lo em breve.
Os dois pontos estão relacionados intimamente. Ligam-se, necessariamente, pelo apelo ao arrependimento: Nenhuma outra nação trocou os seus deuses por outros que nem eram deuses de verdade. Mas o meu povo me trocou, trocou a mim, o seu Deus glorioso, por deuses que não podem ajudá-los. Por isso, eu, o Senhor, vou mandar que o céu trema de horror e que fique cheio de pavor e de espanto. O meu povo cometeu dois pecados: Eles abandonaram a mim, a fonte de água fresca, e cavaram cisternas, cisternas rachadas que deixam vazar a água da chuva (Jr. 2. 11 – 13). Muitas vezes tenho visto o povo de Deus sentado em seus bancos de igreja, vendadas, incapazes de perceber as vendas em seus olhos e incapazes de perceber o que acontece à Sua volta. Sedentos, não percebem a Água da vida disposta à Sua frente e aceitam tentar saciar a sua sede com qualquer água amarga oferecida. É um povo que abandonou a fonte de água fresca. É preciso nos arrependermos disso e quebrarmos o nosso coração.
Como podemos chegar a esse ponto? Como realizamos essa troca da água fresca pelos poços rachados? É o desconhecimento que nos mata. Temos nossa sede espiritual mas em vez de convertê-la em uma busca ardente e consciente pela intimidade de Jesus, terminamos nos rendendo a qualquer espírito religioso, qualquer prática passageira.
Sendo mais claro. Muitas vezes, como cristãos, queremos buscar a Deus para saciar nossa sede espiritual. Mas não O buscamos na fonte certa. Queremos buscar a Deus sem quebrar o coração, sem nos relacionarmos em intimidade com Ele por meio da Palavra. Isso faz de nós idolatras, porque termina não sendo ao Deus vivo o nosso culto, mas sim às imagens dEle que construímos em nossos corações. Construímos esses ídolos por não nos dispormos a conhecê-Lo de verdade. Mas o meu povo me trocou, trocou a mim, o seu Deus glorioso, por deuses que não podem ajudá-los.
Isso faz com que se multiplique no meio do povo uma multidão de ídolos. Isso nos faz um povo que abandona o Senhor. Desde os membros mais simples até a liderança mais graduada, adoramos a deuses que construímos segundo nosso coração, acreditando que é ao Deus vivo, que desconhecemos, que adoramos e servimos: Deus diz: “O meu povo não tem juízo e não me conhece. Eles são como crianças tolas que não compreendem as coisas. Para fazer o mal, são espertos, mas não sabem fazer o bem” (Jr. 4. 22).
É essa a conexão entre o desafio a buscarmos a intimidade do Senhor e o arrebentar as paredes do coração: o desafio ao arrependimento por termos abandonado o Senhor e adorado nossos ídolos, construídos porque não O conhecemos de verdade, porque não nos comprometemos com a Sua comunhão nem com Sua Palavra: Voltem, todos vocês que abandonaram o Senhor, pois Ele vai curar a sua infidelidade (Jr. 3. 22).
Jeremias 2. 13
Existem duas coisas sobre as quais Deus tem me falado muito. Primeiro, Deus tem me desafiado a buscar a Sua intimidade cada vez mais, cada instante mais. Ele me tem mostrado a importância e fundamental necessidade de entrar em uma relação de comunhão com Ele, ao ponto de comer a carne e beber o sangue de Jesus. Comunhão e intimidade profundas com Ele, uma relação nova e radical.
O outro grande desafio que Deus tem trazido à minha vida é a urgente necessidade de quebrar o coração. Deus tem me falado que ainda tenho a chance de arrebentar as paredes de meu coração, antes que Ele mesmo venha fazer isso. E sei que Deus vai fazê-lo em breve.
Os dois pontos estão relacionados intimamente. Ligam-se, necessariamente, pelo apelo ao arrependimento: Nenhuma outra nação trocou os seus deuses por outros que nem eram deuses de verdade. Mas o meu povo me trocou, trocou a mim, o seu Deus glorioso, por deuses que não podem ajudá-los. Por isso, eu, o Senhor, vou mandar que o céu trema de horror e que fique cheio de pavor e de espanto. O meu povo cometeu dois pecados: Eles abandonaram a mim, a fonte de água fresca, e cavaram cisternas, cisternas rachadas que deixam vazar a água da chuva (Jr. 2. 11 – 13). Muitas vezes tenho visto o povo de Deus sentado em seus bancos de igreja, vendadas, incapazes de perceber as vendas em seus olhos e incapazes de perceber o que acontece à Sua volta. Sedentos, não percebem a Água da vida disposta à Sua frente e aceitam tentar saciar a sua sede com qualquer água amarga oferecida. É um povo que abandonou a fonte de água fresca. É preciso nos arrependermos disso e quebrarmos o nosso coração.
Como podemos chegar a esse ponto? Como realizamos essa troca da água fresca pelos poços rachados? É o desconhecimento que nos mata. Temos nossa sede espiritual mas em vez de convertê-la em uma busca ardente e consciente pela intimidade de Jesus, terminamos nos rendendo a qualquer espírito religioso, qualquer prática passageira.
Sendo mais claro. Muitas vezes, como cristãos, queremos buscar a Deus para saciar nossa sede espiritual. Mas não O buscamos na fonte certa. Queremos buscar a Deus sem quebrar o coração, sem nos relacionarmos em intimidade com Ele por meio da Palavra. Isso faz de nós idolatras, porque termina não sendo ao Deus vivo o nosso culto, mas sim às imagens dEle que construímos em nossos corações. Construímos esses ídolos por não nos dispormos a conhecê-Lo de verdade. Mas o meu povo me trocou, trocou a mim, o seu Deus glorioso, por deuses que não podem ajudá-los.
Isso faz com que se multiplique no meio do povo uma multidão de ídolos. Isso nos faz um povo que abandona o Senhor. Desde os membros mais simples até a liderança mais graduada, adoramos a deuses que construímos segundo nosso coração, acreditando que é ao Deus vivo, que desconhecemos, que adoramos e servimos: Deus diz: “O meu povo não tem juízo e não me conhece. Eles são como crianças tolas que não compreendem as coisas. Para fazer o mal, são espertos, mas não sabem fazer o bem” (Jr. 4. 22).
É essa a conexão entre o desafio a buscarmos a intimidade do Senhor e o arrebentar as paredes do coração: o desafio ao arrependimento por termos abandonado o Senhor e adorado nossos ídolos, construídos porque não O conhecemos de verdade, porque não nos comprometemos com a Sua comunhão nem com Sua Palavra: Voltem, todos vocês que abandonaram o Senhor, pois Ele vai curar a sua infidelidade (Jr. 3. 22).
Convidado de honra
Tu me recebes como convidado de honra e enches meu copo até transbordar.
Salmo 23. 5.
Sei que já escrevi sobre este versículo recentemente, mas é ele que traduz da melhor maneira tudo o que me aconteceu em São Paulo nestes dias em que estive viajando. Impressiona-me, sobremaneira, como Deus age em favor daqueles que O amam, principalmente quando temos consciência de quão pecadores nós somos e de quão santo Ele é. Apesar desta distância fundamental entre nós, Deus nos trata como convidados de honra, filhos tremendamente amados. Foi assim que me senti em minha viagem.
Nunca devemos ou podemos nos esquecer dos princípios que norteiam nossa relação com Deus. O principal deles é o fato de que somos pecadores. E ainda é muito mais grave quando somos conscientes de que, libertos da lei do pecado pela morte de Jesus, pecamos agora e continuamos a pecar por livre vontade. É como se a cada momento em que cedêssemos à tentação, cuspíssemos a face de nosso Senhor. Afrontamos Sua morte, Seu sacrifício e Sua ressurreição. E não temos o direito de dizer que fazemos isso porque o pecado foi mais forte do que nós, porque não nos sobrevêm tentação irrestível. Pecamos porque queremos. Afrontamos a Deus porque somos atraídos pela nossa cobiça, pelo desejo de sermos independentes dEle, pela vontade de transgredir. Somos inteiramente responsáveis por isso, por entristecermos terrivelmente o nosso Pai amado. De O afrontarmos.
Mas quando penso nisso e nas coisas que ainda assim Deus nos faz, lembro de uma música popular antiga: Coração Materno, de Vicente Celestino. Uma das coisas impressionantes dessa letra é que o campônio, a fim de fazer a vontade de sua amada, mata sua mãe e leva o coração até a mulher. No caminho, tropeça, quebra a perna, o coração materno voa, mas ele ouve a voz de sua mãe: Magoou-se, pobre filho meu? Vem buscar-me filho, aqui estou, vem buscar-me que ainda sou teu!
É incrível esta estória. O coração da mãe, mesmo depois de ter sido morta por seu próprio filho, ainda o ama, ainda o chama, ainda lhe garante o socorro, o auxílio. Ainda diz: vem buscar-me que ainda sou teu!
É desse modo que o Senhor lida conosco. Mesmo quando O ferimos, quando O afrontamos, mesmo quando agimos como se cuspíssemos em Sua face, Ele ainda nos ama e ainda nos chama dizendo ser nosso Pai. Dizendo que ainda podemos experimentar esse amor. Ele ainda nos trata como filhos amados e convidados de honra.
Foi assim que me senti em minha viagem a São Paulo. Apesar de ser quem sou, de tudo que tenho feito contrário à vontade de Deus, apesar do miserável pecador que sou, Deus preparou momentos para mim e alguns irmãos que não conhecia antes, momentos em que fomos tratados e recebidos em Sua presença como convidados de honra. Movido pelo Seu amor por nós, Deus sempre esteve disposto a perdoar o coração arrependido, e a manifestar o Seu grande amor em nossas vidas.
O momento mais especial de minha viagem foi o banquete que o Senhor nos serviu no sábado à noite, na casa da Lavínia. Ali, partilhamos a mesa do Senhor. Comemos Seu corpo e bebemos Seu sangue, estivemos em Sua intimidade. Ali, o Senhor manifestou Seu grande amor por nós. Ali, Ele encheu os nossos copos, com Seu amor, Sua alegria, Sua paz, até que tudo transbordasse.
Ele me ensinou que apesar do que somos capazes de fazer para feri-Lo. Apesar de nossos pecados e de nossa maldade. Apesar de tantas vezes agirmos como aquele campônio da canção de Vicente Celestino. Apesar disso tudo, Ele sempre se volta para nós com Seu amor. Sempre nos chama. Sempre nos ama. Sempre nos traz para perto dEle. Sempre nos recebe como convidado de honra. E sempre nos dá de Sua presença até transbordar.
Salmo 23. 5.
Sei que já escrevi sobre este versículo recentemente, mas é ele que traduz da melhor maneira tudo o que me aconteceu em São Paulo nestes dias em que estive viajando. Impressiona-me, sobremaneira, como Deus age em favor daqueles que O amam, principalmente quando temos consciência de quão pecadores nós somos e de quão santo Ele é. Apesar desta distância fundamental entre nós, Deus nos trata como convidados de honra, filhos tremendamente amados. Foi assim que me senti em minha viagem.
Nunca devemos ou podemos nos esquecer dos princípios que norteiam nossa relação com Deus. O principal deles é o fato de que somos pecadores. E ainda é muito mais grave quando somos conscientes de que, libertos da lei do pecado pela morte de Jesus, pecamos agora e continuamos a pecar por livre vontade. É como se a cada momento em que cedêssemos à tentação, cuspíssemos a face de nosso Senhor. Afrontamos Sua morte, Seu sacrifício e Sua ressurreição. E não temos o direito de dizer que fazemos isso porque o pecado foi mais forte do que nós, porque não nos sobrevêm tentação irrestível. Pecamos porque queremos. Afrontamos a Deus porque somos atraídos pela nossa cobiça, pelo desejo de sermos independentes dEle, pela vontade de transgredir. Somos inteiramente responsáveis por isso, por entristecermos terrivelmente o nosso Pai amado. De O afrontarmos.
Mas quando penso nisso e nas coisas que ainda assim Deus nos faz, lembro de uma música popular antiga: Coração Materno, de Vicente Celestino. Uma das coisas impressionantes dessa letra é que o campônio, a fim de fazer a vontade de sua amada, mata sua mãe e leva o coração até a mulher. No caminho, tropeça, quebra a perna, o coração materno voa, mas ele ouve a voz de sua mãe: Magoou-se, pobre filho meu? Vem buscar-me filho, aqui estou, vem buscar-me que ainda sou teu!
É incrível esta estória. O coração da mãe, mesmo depois de ter sido morta por seu próprio filho, ainda o ama, ainda o chama, ainda lhe garante o socorro, o auxílio. Ainda diz: vem buscar-me que ainda sou teu!
É desse modo que o Senhor lida conosco. Mesmo quando O ferimos, quando O afrontamos, mesmo quando agimos como se cuspíssemos em Sua face, Ele ainda nos ama e ainda nos chama dizendo ser nosso Pai. Dizendo que ainda podemos experimentar esse amor. Ele ainda nos trata como filhos amados e convidados de honra.
Foi assim que me senti em minha viagem a São Paulo. Apesar de ser quem sou, de tudo que tenho feito contrário à vontade de Deus, apesar do miserável pecador que sou, Deus preparou momentos para mim e alguns irmãos que não conhecia antes, momentos em que fomos tratados e recebidos em Sua presença como convidados de honra. Movido pelo Seu amor por nós, Deus sempre esteve disposto a perdoar o coração arrependido, e a manifestar o Seu grande amor em nossas vidas.
O momento mais especial de minha viagem foi o banquete que o Senhor nos serviu no sábado à noite, na casa da Lavínia. Ali, partilhamos a mesa do Senhor. Comemos Seu corpo e bebemos Seu sangue, estivemos em Sua intimidade. Ali, o Senhor manifestou Seu grande amor por nós. Ali, Ele encheu os nossos copos, com Seu amor, Sua alegria, Sua paz, até que tudo transbordasse.
Ele me ensinou que apesar do que somos capazes de fazer para feri-Lo. Apesar de nossos pecados e de nossa maldade. Apesar de tantas vezes agirmos como aquele campônio da canção de Vicente Celestino. Apesar disso tudo, Ele sempre se volta para nós com Seu amor. Sempre nos chama. Sempre nos ama. Sempre nos traz para perto dEle. Sempre nos recebe como convidado de honra. E sempre nos dá de Sua presença até transbordar.
1.7.05
Viagem
Esta noite estou viajando para São Paulo. Por este motivo, não postarei novos textos até minha volta, em 11 de julho. Um abraço e que Deus os abençoe.
Sobre medos
Quem não terá medo de Ti, Senhor?
Apocalipse 15. 4.
Boa parte dos nossos medos são irracionais. Descobri isso na pele quando sofri mais intensamente da Síndrome do Pânico. As crises de ansiedade e os pavores noturnos, sem razão de ser, eram desesperadores ao mesmo tempo em que me ensinaram muito a respeito da irracionalidade de nossos medos. Por mais que eu soubesse que não havia razão, não podia deixar de sofrer.
Muitos têm esses medos estranhos e irracionais. Minha tia, por exemplo, perde o controle por medo de baratas. Aliás, ela se arrepia só em ler o nome do inseto. E esse medo é profundamente irracional: quem tem razão de ter medo: nós ou a barata? Quem representa a maior ameaça?
Dia desses tive um sonho que ficou esquecido alguns dias. Ontem, eu o relembrei. Sonhei que estava andando em uma rua qualquer e um cão, dos mais violentos, pulando que nem mola, saltava para fora de sua casa e vinha atacar meu pescoço. Era apenas um sonho, mas acordei apavorado. E fiquei pensando em como eu, por muito tempo, tive um medo irracional por cachorros, que vitimava, inclusive, as raças mais dóceis, como os poodles.
Ontem à noite fui assistir Batman Begins com minha mãe. E o filme apresenta alguns diálogos interessantes sobre a questão do medo. Os morcegos atacam porque estão com medo. E o medo do homem, nesse caso, é mais uma vez, desproporcional e irracional.
Toda essa conversa sobre medo chega a mim hoje. Esta noite estou embarcando até São Paulo. Vou participar de um congresso na Unicamp. Por muitos meses, antes desta data, fiquei preocupado em como evitar uma crise de pânico ou ansiedade, a bordo do avião da TAM. Esta idéia é tradução do medo de ter medo. Que termina sendo mais paralisante ainda. E é o mais irracional dos medos, porque vem antes de qualquer ação ou acontecimento. Como posso ter medo de algo que ainda não aconteceu?
Os nossos medos ficam ainda mais irracionais se nos deparamos com o Deus que se revela na Bíblia. Quem não terá medo de Ti, Senhor? Quem não vai querer anunciar a Sua glória? Pois só Tu és santo (Ap. 15. 4). O Deus da Bíblia é o Deus Todo-Poderoso, o Deus Santo, Deus de toda Glória. Haverá algo que Ele não poderá fazer? Ele é o Deus da Criação. Haverá milagre que Ele não pode realizar? Diante do Deus que é santo, o medo não resiste. Aliás, qualquer medo, por mais concreta que seja a ameaça, passa a ser puramente irracional.
A ameaça pode ser um diagnóstico. Diante desta ameaça precisamos colocar o nosso Deus, a Quem servimos e amamos. O Deus Todo-Poderoso por reverter qualquer diagnóstico. Nesta manhã, por exemplo, encontrei uma grande amiga que havia descoberto um tumor há poucas semanas. Estávamos muitos orando por ela. O diagnóstico, praticamente certo, era de câncer inoperável. Ela demonstrava não estar temendo o diagnóstico, mas muitos estavam com medo. Terça-feira ela recebeu o diagnóstico. E não era câncer. Diante do Senhor, que medo pode prevalecer?
O momento em que está sendo escrito o Apocalipse é de perseguição contra a igreja. Muitos cristãos estão sendo mortos. Muito provavelmente, há medo no meio do povo. Medo de ser morto, medo de ser martirizado. É nesse contexto que Jesus se revela a João como o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, o que tem a história toda em Suas mãos. Ele é o Senhor, o Dono de tudo. Algum medo seria racional para os que são amados por Ele, cuidados por Ele, guardados por Ele? Não tenham medo do que vocês vão sofrer. Escutem! O Diabo vai pôr na prisão alguns de vocês para que sejam provados e sofram durante dez dias. Sejam fiéis, mesmo que tenham de morrer, e, como prêmio da vitória, eu lhes darei a vida (Ap. 2. 10). Servimos ao Deus do universo, que tem tudo em Suas mãos. Mais que isso: Ele é o nosso Aba, nosso Paizinho (Rm. 8. 15). Ele cuida de nós, podemos estar certos disso. Algum medo pode ser racional na presença dEle?
Quem não terá medo de Ti, Senhor?
Se cremos integralmente em Deus e confiamos no Seu cuidado Eterno por nossas vidas qualquer medo é contraditório e irracional. Se o Deus do Universo cuida de nós, a quê temeremos? Se o Digno de Louvor, Temor e Adoração é o nosso Paizinho, de quem teremos medo? O Senhor Deus é minha luz e minha salvação; de quem terei medo? O Senhor me livra de todo perigo; não ficarei com medo de ninguém (Sl. 27. 1).
Apocalipse 15. 4.
Boa parte dos nossos medos são irracionais. Descobri isso na pele quando sofri mais intensamente da Síndrome do Pânico. As crises de ansiedade e os pavores noturnos, sem razão de ser, eram desesperadores ao mesmo tempo em que me ensinaram muito a respeito da irracionalidade de nossos medos. Por mais que eu soubesse que não havia razão, não podia deixar de sofrer.
Muitos têm esses medos estranhos e irracionais. Minha tia, por exemplo, perde o controle por medo de baratas. Aliás, ela se arrepia só em ler o nome do inseto. E esse medo é profundamente irracional: quem tem razão de ter medo: nós ou a barata? Quem representa a maior ameaça?
Dia desses tive um sonho que ficou esquecido alguns dias. Ontem, eu o relembrei. Sonhei que estava andando em uma rua qualquer e um cão, dos mais violentos, pulando que nem mola, saltava para fora de sua casa e vinha atacar meu pescoço. Era apenas um sonho, mas acordei apavorado. E fiquei pensando em como eu, por muito tempo, tive um medo irracional por cachorros, que vitimava, inclusive, as raças mais dóceis, como os poodles.
Ontem à noite fui assistir Batman Begins com minha mãe. E o filme apresenta alguns diálogos interessantes sobre a questão do medo. Os morcegos atacam porque estão com medo. E o medo do homem, nesse caso, é mais uma vez, desproporcional e irracional.
Toda essa conversa sobre medo chega a mim hoje. Esta noite estou embarcando até São Paulo. Vou participar de um congresso na Unicamp. Por muitos meses, antes desta data, fiquei preocupado em como evitar uma crise de pânico ou ansiedade, a bordo do avião da TAM. Esta idéia é tradução do medo de ter medo. Que termina sendo mais paralisante ainda. E é o mais irracional dos medos, porque vem antes de qualquer ação ou acontecimento. Como posso ter medo de algo que ainda não aconteceu?
Os nossos medos ficam ainda mais irracionais se nos deparamos com o Deus que se revela na Bíblia. Quem não terá medo de Ti, Senhor? Quem não vai querer anunciar a Sua glória? Pois só Tu és santo (Ap. 15. 4). O Deus da Bíblia é o Deus Todo-Poderoso, o Deus Santo, Deus de toda Glória. Haverá algo que Ele não poderá fazer? Ele é o Deus da Criação. Haverá milagre que Ele não pode realizar? Diante do Deus que é santo, o medo não resiste. Aliás, qualquer medo, por mais concreta que seja a ameaça, passa a ser puramente irracional.
A ameaça pode ser um diagnóstico. Diante desta ameaça precisamos colocar o nosso Deus, a Quem servimos e amamos. O Deus Todo-Poderoso por reverter qualquer diagnóstico. Nesta manhã, por exemplo, encontrei uma grande amiga que havia descoberto um tumor há poucas semanas. Estávamos muitos orando por ela. O diagnóstico, praticamente certo, era de câncer inoperável. Ela demonstrava não estar temendo o diagnóstico, mas muitos estavam com medo. Terça-feira ela recebeu o diagnóstico. E não era câncer. Diante do Senhor, que medo pode prevalecer?
O momento em que está sendo escrito o Apocalipse é de perseguição contra a igreja. Muitos cristãos estão sendo mortos. Muito provavelmente, há medo no meio do povo. Medo de ser morto, medo de ser martirizado. É nesse contexto que Jesus se revela a João como o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, o que tem a história toda em Suas mãos. Ele é o Senhor, o Dono de tudo. Algum medo seria racional para os que são amados por Ele, cuidados por Ele, guardados por Ele? Não tenham medo do que vocês vão sofrer. Escutem! O Diabo vai pôr na prisão alguns de vocês para que sejam provados e sofram durante dez dias. Sejam fiéis, mesmo que tenham de morrer, e, como prêmio da vitória, eu lhes darei a vida (Ap. 2. 10). Servimos ao Deus do universo, que tem tudo em Suas mãos. Mais que isso: Ele é o nosso Aba, nosso Paizinho (Rm. 8. 15). Ele cuida de nós, podemos estar certos disso. Algum medo pode ser racional na presença dEle?
Quem não terá medo de Ti, Senhor?
Se cremos integralmente em Deus e confiamos no Seu cuidado Eterno por nossas vidas qualquer medo é contraditório e irracional. Se o Deus do Universo cuida de nós, a quê temeremos? Se o Digno de Louvor, Temor e Adoração é o nosso Paizinho, de quem teremos medo? O Senhor Deus é minha luz e minha salvação; de quem terei medo? O Senhor me livra de todo perigo; não ficarei com medo de ninguém (Sl. 27. 1).
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