“Homem mortal, fique de pé. Eu quero falar com você.” Enquanto a voz falava, o Espírito de Deus entrou em mim e me fez ficar de pé.
Ezequiel 2. 1 – 2
Encontramos na Bíblia pelo menos dois tipos diferentes de experiências de prostração diante do Senhor. A primeira delas, aquela por que passa Ezequiel no nosso texto, relaciona-se a constatação de que, diante do Deus Santo, o homem pecador, o homem mortal, não pode permanecer de pé. O terror da presença gloriosa do Senhor à sua frente prostra o homem de uma forma tremenda.
É essa a experiência do profeta. O início de seu livro nos traz a descrição da presença gloriosa do Senhor que se aproxima dele a fim de transformá-lo de um dos sacerdotes no exílio a um profeta comissionado diretamente pelo Senhor. A visão é extremamente impactante e gera em Ezequiel a mesma reação que gerou em outros homens e mulheres que tiveram uma experiência assim imediata com o Pai: prostração. O profeta se queda prostrado, cônscio de ser um pecador diante do Deus vivo, que é fogo consumidor.
Uma experiência de prostração um tanto diferente é aquela que se encontra nas entrelinhas do ministério de Jeremias. O capítulo 20 de Jeremias descreve, primeiro, o seu enfrentamento com o sacerdote Pasur, que o prendeu e o surrou. Após anunciar que o Senhor mudara o nome de Pasur para Terror-por-todos-os-lados, Jeremias, provavelmente, caiu prostrado. Sua prostração era o cansaço da batalha. Ele não agüentava mais. Era como se dissesse a Deus que não pedira para estar naquela posição, que estava se cansando de tantos enfrentamentos, de tantas lutas. Tudo que Jeremias, possivelmente, quisesse era descanso naquela hora. Ele estava a ponto de desistir, acredito, por isso colocou a culpa de tudo, atribuiu toda a responsabilidade ao Senhor. Afirmava que tinha sido enganado por Deus quando de sua vocação, já que tudo o que conseguira no ministério tinha sido ser xingado, preso, apanhar. Agora, Jeremias estava exigindo de Deus que restaurasse a sua vida por inteiro: Ó Senhor Deus, tu me enganaste, e eu fiquei enganado. Tu és mais forte do que eu e me dominaste. Todos zombam de mim, caçoando o dia inteiro. Cada vez que falo, tenho de gritar e anunciar: “Violência! Destruição!” Ó Senhor, eles me desprezam e zombam de mim o tempo todo porque anuncio a tua mensagem (Jr. 20. 7 – 8). Mas o pior de tudo, para Jeremias, é saber que pior do falar é calar: as palavras que ele cala, queimam por dentro, até serem pronunciadas (Jr. 20. 9). Por tudo isso, Jeremias considerava que a obrigação de Deus era livrá-lo: Mas tu, ó Senhor, estás comigo e és forte e poderoso. Os que me perseguem tropeçarão e nunca vencerão. Eles ficarão muito envergonhados por causa do seu fracasso. A desgraça deles não acabará e nunca será esquecida (Jr. 20. 11).
Mas, enfim, eu vejo dois tipos diferentes de prostração diante de Deus. De um lado, a consciência de um coração pecador. De outro, o cansaço daquele que não suporta mais as batalhas que tem de enfrentar para ser fiel ao Senhor que o chamou. O cansaço das lutas também pode nos prostrar.
Nos últimos dias, em particular hoje, me sinto cansado demais. Minha mente não funciona direito, meu corpo pede por minha cama a cada instante. Sinto-me prostrado diante do Pai. Vencido. Percebo, com isso, que até mesmo as minhas obrigações, seja com os estudos, seja com o ministério, estão ficando de lado.
No meu caso, minha prostração é o enfado da batalha. Sinto-me como Jeremias. Você pode estar prostrado por outros motivos. Pode ser a convicção de pecado diante do Senhor, convicção que será ainda maior para aquele que ainda não teve uma experiência de salvação com o Deus vivo. Não importa qual a sua experiência de prostração, ambas vão ter o mesmo remédio. Enquanto a voz falava, o Espírito de Deus entrou em mim e me fez ficar de pé.
Não há nada, do ponto de vista humano, que possa ser feito para restaurar um prostrado. Nenhum homem ou idéia humana têm força para levantar aquele que está caído, seja cansado, seja convicto de que não pode permanecer em pé diante do Pai. Nada pode nos levantar em uma situação assim, a não ser uma ação do próprio Espírito Santo. É Ele quem vem a nós, nos fala docemente e nos faz ficar de pé.
Sei que ao estar prostrado, vencido, cansado, convicto de meu pecado, preciso abrir meu coração para receber um toque vivo do Espírito Santo de Deus. Ele está bem perto dos que O querem achar, pronto para restaurar as nossas vidas, para nos fazer de novo, para nos conduzir à sua intimidade, sua comunhão, a nadar, beber e se afogar no Seu rio de amor, vida e plenitude. Essa é a vida que o Senhor quer nos dar. Abra seu coração e permita que o Espírito fale com você, penetre em sua vida e o deixe de pé novamente. Perdoado e restaurado.
24.8.05
Fracasso
Já chega, ó Senhor Deus! Acaba agora com a minha vida! Eu sou um fracasso, como foram meus antepassados.
1 Reis 19. 4
Existem dias terríveis em nossa vida, dias em que nos sentimos fracassados. A tristeza toma conta de tal maneira de nosso coração que nos sentimos inúteis, desprezíveis e não sei mais o quê. A gente olha para dentro de si mesmo e o que vê não nos anima. Possivelmente, uma mescla de pecados inconfessos com sentimentos de derrota. Buscando mais, talvez encontre um questionamento se tudo aquilo tem valido a pena. Olha para um lado e para outro e só pode se perguntar sobre o papel que tem feito no mundo.
Nessas horas, eu não consigo nem orar ou chorar. Parece que fui completamente abandonado por Deus e nem sei o que valeria erguer a minha voz ao Senhor. Parece que sou apenas um fracassado, destroçado, destruído, vencido, derrotado. Não apenas por um inimigo externo, mas por aquilo que brota de meu próprio coração que, por mais que eu lute contra, continua pecador. Continua, vez por outra, fugindo da presença do Deus vivo.
Em dias como esse, dias como hoje, tudo o que eu gostaria era ficar trancado no meu quarto lambendo minhas feridas. Sinto-me pequeno e miserável. Sinto-me um fracasso total. Mesmo que me pergunte, nem sei o que de bom eu poderia dizer a alguém nessa hora.
Ontem à noite eu já estava assim. E conversava com duas amigas pelo Messenger. Que me expressavam sentimentos de tristeza e de desânimo. Será que elas esperavam que eu fosse capaz de lhes dizer algo que mudasse esse quadro? Logo eu? Desanimado e vencido? Será que não era mais uma razão de me sentir fracassado, uma vez que nem ajuda correta eu poderia oferecer?
Vez por outra, volta a mim o sentimento de fracasso. Como o sentimento de Elias que, após ter promovido uma grande obra do Senhor no meio do povo, foge para o deserto deprimido, pedindo a morte, sentindo-se um fracasso: Já chega, ó Senhor Deus! Acaba agora com a minha vida! Eu sou um fracasso, como foram meus antepassados.
Sentir-se fracassado não é exatamente culpa de nossos pecados. Às vezes, como Elias, podemos nos sentir fracassados apesar ou devido a termos agido segundo a vontade de Deus para qualquer situação. A depressão, nesse caso, é resultado das lutas internas e externas que enfrentamos para fazer a vontade de Deus. De um lado, somos conscientes de que não merecemos ser instrumentos nas mãos de Deus porque não somos muito mais que pecadores perdoados pela graça. Deus poderia usar outras pessoas, melhores e mais capazes que nós. De outro lado, muitas vezes agir segundo a vontade de Deus pode provocar oposição dos lugares menos esperados. Elias foi ameaçado de morte pela própria rainha!
Ele fugiu para o deserto sentindo-se desamparado. Circunstancialmente, nada poderia lhe justificar que valesse a pena servir ao Deus vivo como ele vinha fazendo: o resultado, invariável, vinha sendo risco de morte e perseguição. Só isso já era pressão demais para o profeta. Além disso, ele se sentiu abandonado pelo Senhor. Às vezes, a gente tem a expectativa de que Deus não permitirá que o mal venha até nós se fizermos a vontade dEle. E nos frustramos quando descobrimos, na prática, que as coisas não são bem assim. O Senhor não impede que o mal nos alcance, mas nos livra e nos guarda quando o enfrentamos. Essa luta pode desanimar.
Qual a solução que o Senhor traz na vida de Elias? Qual a solução na minha e na sua vida? Em primeiro lugar, Ele se mostra como o Deus que sustenta o profeta. Por duas vezes, o anjo vai até ele e o alimenta sobrenaturalmente (1 Rs. 19. 5 e 7). Apesar de tudo, Elias pode começar a ver além das circunstâncias aparentes que Deus o sustenta. Como o sustentou no início de seu ministério em Querite e Sarepta (1 Rs. 17), o Senhor o continua sustentando sobrenaturalmente ainda agora, no pior momento. Deus se mostra a ele como o Senhor que o sustenta pelas Suas mãos.
Em seguida, Deus fala com Elias de maneira suave. Não no vento forte, nem no terremoto, nem no meio do fogo, mas numa voz calma e suave (1 Rs. 19. 11 – 12). Quando a tristeza invade a alma, basta sair da nossa caverna e se permitir ouvir a calma, suave e tranqüila voz regeneradora do Senhor Deus. Essa voz levanta a alma. Essa voz transforma a tristeza em alegria.
E por fim, Deus mostra a Elias que ele não está tão só como imaginava. Elias havia chorado ao Senhor que era o único que sobrou, e eles estão querendo me matar (1 Rs. 19. 10 e 14). Mas o Senhor mostra a ele que isso não é verdade: Mas eu deixarei sete mil pessoas vivas em Israel, isto é, todos aqueles que não adoraram o deus Baal e não beijaram a sua imagem (1 Rs. 19. 18). Quando nos sentimos fracos e sós, às vezes tudo o que precisamos saber é que existem outros conosco, não estamos tão sós, mas existem mãos ao nosso lado, joelhos que se dobram conosco e por nós diante do Pai. Deus nos mostra que não estamos sozinhos na luta, mas ele põe companheiros ao nosso lado. Orando conosco. Partilhando conosco todas as lutas.
Ainda vamos nos sentir tristes e fracassados outras vezes. Mas, nessas horas, recorra ao Senhor dos Exércitos. Ele é fiel para cuidar de sua vida. Ele sustentará você sobrenaturalmente. Ele falará com você fazendo novas todas as coisas. Ele mostrará a você que você anda sozinho no mundo. Ele é o Deus que fortalece a nossa alma.
1 Reis 19. 4
Existem dias terríveis em nossa vida, dias em que nos sentimos fracassados. A tristeza toma conta de tal maneira de nosso coração que nos sentimos inúteis, desprezíveis e não sei mais o quê. A gente olha para dentro de si mesmo e o que vê não nos anima. Possivelmente, uma mescla de pecados inconfessos com sentimentos de derrota. Buscando mais, talvez encontre um questionamento se tudo aquilo tem valido a pena. Olha para um lado e para outro e só pode se perguntar sobre o papel que tem feito no mundo.
Nessas horas, eu não consigo nem orar ou chorar. Parece que fui completamente abandonado por Deus e nem sei o que valeria erguer a minha voz ao Senhor. Parece que sou apenas um fracassado, destroçado, destruído, vencido, derrotado. Não apenas por um inimigo externo, mas por aquilo que brota de meu próprio coração que, por mais que eu lute contra, continua pecador. Continua, vez por outra, fugindo da presença do Deus vivo.
Em dias como esse, dias como hoje, tudo o que eu gostaria era ficar trancado no meu quarto lambendo minhas feridas. Sinto-me pequeno e miserável. Sinto-me um fracasso total. Mesmo que me pergunte, nem sei o que de bom eu poderia dizer a alguém nessa hora.
Ontem à noite eu já estava assim. E conversava com duas amigas pelo Messenger. Que me expressavam sentimentos de tristeza e de desânimo. Será que elas esperavam que eu fosse capaz de lhes dizer algo que mudasse esse quadro? Logo eu? Desanimado e vencido? Será que não era mais uma razão de me sentir fracassado, uma vez que nem ajuda correta eu poderia oferecer?
Vez por outra, volta a mim o sentimento de fracasso. Como o sentimento de Elias que, após ter promovido uma grande obra do Senhor no meio do povo, foge para o deserto deprimido, pedindo a morte, sentindo-se um fracasso: Já chega, ó Senhor Deus! Acaba agora com a minha vida! Eu sou um fracasso, como foram meus antepassados.
Sentir-se fracassado não é exatamente culpa de nossos pecados. Às vezes, como Elias, podemos nos sentir fracassados apesar ou devido a termos agido segundo a vontade de Deus para qualquer situação. A depressão, nesse caso, é resultado das lutas internas e externas que enfrentamos para fazer a vontade de Deus. De um lado, somos conscientes de que não merecemos ser instrumentos nas mãos de Deus porque não somos muito mais que pecadores perdoados pela graça. Deus poderia usar outras pessoas, melhores e mais capazes que nós. De outro lado, muitas vezes agir segundo a vontade de Deus pode provocar oposição dos lugares menos esperados. Elias foi ameaçado de morte pela própria rainha!
Ele fugiu para o deserto sentindo-se desamparado. Circunstancialmente, nada poderia lhe justificar que valesse a pena servir ao Deus vivo como ele vinha fazendo: o resultado, invariável, vinha sendo risco de morte e perseguição. Só isso já era pressão demais para o profeta. Além disso, ele se sentiu abandonado pelo Senhor. Às vezes, a gente tem a expectativa de que Deus não permitirá que o mal venha até nós se fizermos a vontade dEle. E nos frustramos quando descobrimos, na prática, que as coisas não são bem assim. O Senhor não impede que o mal nos alcance, mas nos livra e nos guarda quando o enfrentamos. Essa luta pode desanimar.
Qual a solução que o Senhor traz na vida de Elias? Qual a solução na minha e na sua vida? Em primeiro lugar, Ele se mostra como o Deus que sustenta o profeta. Por duas vezes, o anjo vai até ele e o alimenta sobrenaturalmente (1 Rs. 19. 5 e 7). Apesar de tudo, Elias pode começar a ver além das circunstâncias aparentes que Deus o sustenta. Como o sustentou no início de seu ministério em Querite e Sarepta (1 Rs. 17), o Senhor o continua sustentando sobrenaturalmente ainda agora, no pior momento. Deus se mostra a ele como o Senhor que o sustenta pelas Suas mãos.
Em seguida, Deus fala com Elias de maneira suave. Não no vento forte, nem no terremoto, nem no meio do fogo, mas numa voz calma e suave (1 Rs. 19. 11 – 12). Quando a tristeza invade a alma, basta sair da nossa caverna e se permitir ouvir a calma, suave e tranqüila voz regeneradora do Senhor Deus. Essa voz levanta a alma. Essa voz transforma a tristeza em alegria.
E por fim, Deus mostra a Elias que ele não está tão só como imaginava. Elias havia chorado ao Senhor que era o único que sobrou, e eles estão querendo me matar (1 Rs. 19. 10 e 14). Mas o Senhor mostra a ele que isso não é verdade: Mas eu deixarei sete mil pessoas vivas em Israel, isto é, todos aqueles que não adoraram o deus Baal e não beijaram a sua imagem (1 Rs. 19. 18). Quando nos sentimos fracos e sós, às vezes tudo o que precisamos saber é que existem outros conosco, não estamos tão sós, mas existem mãos ao nosso lado, joelhos que se dobram conosco e por nós diante do Pai. Deus nos mostra que não estamos sozinhos na luta, mas ele põe companheiros ao nosso lado. Orando conosco. Partilhando conosco todas as lutas.
Ainda vamos nos sentir tristes e fracassados outras vezes. Mas, nessas horas, recorra ao Senhor dos Exércitos. Ele é fiel para cuidar de sua vida. Ele sustentará você sobrenaturalmente. Ele falará com você fazendo novas todas as coisas. Ele mostrará a você que você anda sozinho no mundo. Ele é o Deus que fortalece a nossa alma.
23.8.05
Intransigência
Finéias fez com que terminasse a minha ira contra o povo de Israel.
Números 25. 11
Alguns meses atrás, enquanto orava por minha igreja, vi uma coisa que mexeu muito comigo. Percebi a presença de algumas estruturas, malignas, em nosso meio que impediam o derramar pleno da bênção de Deus sobre nós. Uma atuação do Mal contra o ministério da igreja, especialmente contra o pastor. Ao mesmo tempo, Deus me mostrava uma multidão incontável, com os rostos sofridos daqueles que precisam do descanso de Cristo, necessitados da salvação, mas que permaneciam do lado de fora dos portões da igreja, ansiando por entrarem. Mas não poderiam entrar enquanto aquele obstáculo, plantado pelo inimigo, permanecesse fechando as portas ao derramar de Deus em nosso meio. Isso foi muito forte. Ficou claro que era preciso combater, com armas espirituais, esse obstáculo, porque Deus queria derramar Sua bênção plenamente em nosso meio. Não podia haver transigência com aquilo.
Eu confesso que tenho dificuldades com a história de Finéias. Ela é extremamente violenta, mas creio que se relaciona com essa visão que eu partilhava há pouco. Após não conseguir seus intentos de amaldiçoar Israel com o profeta Balaão, Balaque, rei de Moabe, arma um estratagema para destruir o povo de Deus. Ele criou uma situação em que o povo atrairia para si mesmo a maldição de Deus. Balaque agiu com esperteza, após descobrir que Israel era um povo abençoado por Deus e que Ele não mudaria de idéia. Faria o povo pecar para que o próprio povo se destruísse, sob o castigo do Senhor.
Balaque enviou sacerdotisas de seus deuses para a prática de orgias com os homens de Israel. Assim, os israelitas se reuniram para adorar o deus Baal-Peor, e por isso o Senhor Deus ficou muito irado com eles (Nm. 25. 3). O resultado do pecado do povo foi uma epidemia que dizimou vinte e quatro mil israelitas! Foi no momento em que Deus punia Seu povo e este se reunia para confessar seus pecados que Finéias, neto de Arão, entrou na história. Ele viu um homem do povo levar uma dessas sacerdotisas para dentro de sua barraca. Ele os seguiu, pegou uma lança e matou ambos. E assim acabou com a epidemia que havia entre os israelitas (Nm. 25. 8).
A história de Finéias é de uma violência extrema. Tenho bastantes dificuldades com ela. De mim mesmo, não a escolheria como exemplo. Mas ela nos indica que não pode haver espaço para a transigência quando se trata de fazer a vontade de Deus pelo bem do Seu povo. Finéias não transigiu porque sabia de sua responsabilidade para com o povo. Sabia que aquele era o povo do Senhor. Um povo que era alvo das bênçãos de Deus. Aliás, um povo a quem Deus tinha prazer em abençoar. Não seria possível permitir que qualquer coisa se impusesse entre o povo e o derramar da presença abençoadora do Senhor no Seu meio. A descoberta do obstáculo exigia uma resposta rápida para a sua remoção. Foi isso que Finéias fez.
Finéias fez com que terminasse a minha ira contra o povo de Israel. Deus nos ensina a agir com a violência de Finéias contra aquilo que atrapalha a Sua bênção em nossas vidas. Seja qual for o obstáculo que interpomos em nossa vida, em nosso coração, precisamos agir sem transigir para removê-lo. Seja pecado, seja receio, sejam pesos desnecessários, o que quer que Deus esteja mostrando a você que tem atrapalhado o derramar da bênção na sua vida, é hora de agir com violência para retirar isso daí.
Será que não reconhecemos essa intransigência e essa violência nas palavras de Jesus? Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora, pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno (Mt. 7. 29 – 30). É hora de agir com dureza contra o nosso pecado e os nossos obstáculos. Veja aqui a mudança de foco que Jesus traz. O código antigo de justiça, intransigente, estimulava o olho por olho, dente por dente. Agora chegou o tempo em que essa mesma intransigência passa a ser exigida contra nós mesmos. Não faz sentido cobrar uma dura justiça contra os outros, se somos transigentes conosco mesmos. é hora de agir com dureza contra nós mesmos. É hora de arrancar fora o que prejudica o derramar da bênção de Deus na nossa vida.
Não podemos ser transigentes com aquilo que tivermos certeza vir do Maligno, com aquilo que perturba a nossa comunhão com Deus, com aquilo que sabemos estar impedindo o derramar de Sua bênção em nossa vida. É hora de arrancar fora. É hora de tomar a lança, entrar na nossa barraca e eliminar o obstáculo. E, então, mergulhar nos rios liberados da presença do Senhor na Sua vida, na comunhão, na alegria e na bênção. É hora de intransigência para removermos a represa que impede o fluir das águas do Senhor em nossa vida. Há uma multidão lá fora, pessoas que precisam da bênção de nossas vidas, esperando por isso.
Números 25. 11
Alguns meses atrás, enquanto orava por minha igreja, vi uma coisa que mexeu muito comigo. Percebi a presença de algumas estruturas, malignas, em nosso meio que impediam o derramar pleno da bênção de Deus sobre nós. Uma atuação do Mal contra o ministério da igreja, especialmente contra o pastor. Ao mesmo tempo, Deus me mostrava uma multidão incontável, com os rostos sofridos daqueles que precisam do descanso de Cristo, necessitados da salvação, mas que permaneciam do lado de fora dos portões da igreja, ansiando por entrarem. Mas não poderiam entrar enquanto aquele obstáculo, plantado pelo inimigo, permanecesse fechando as portas ao derramar de Deus em nosso meio. Isso foi muito forte. Ficou claro que era preciso combater, com armas espirituais, esse obstáculo, porque Deus queria derramar Sua bênção plenamente em nosso meio. Não podia haver transigência com aquilo.
Eu confesso que tenho dificuldades com a história de Finéias. Ela é extremamente violenta, mas creio que se relaciona com essa visão que eu partilhava há pouco. Após não conseguir seus intentos de amaldiçoar Israel com o profeta Balaão, Balaque, rei de Moabe, arma um estratagema para destruir o povo de Deus. Ele criou uma situação em que o povo atrairia para si mesmo a maldição de Deus. Balaque agiu com esperteza, após descobrir que Israel era um povo abençoado por Deus e que Ele não mudaria de idéia. Faria o povo pecar para que o próprio povo se destruísse, sob o castigo do Senhor.
Balaque enviou sacerdotisas de seus deuses para a prática de orgias com os homens de Israel. Assim, os israelitas se reuniram para adorar o deus Baal-Peor, e por isso o Senhor Deus ficou muito irado com eles (Nm. 25. 3). O resultado do pecado do povo foi uma epidemia que dizimou vinte e quatro mil israelitas! Foi no momento em que Deus punia Seu povo e este se reunia para confessar seus pecados que Finéias, neto de Arão, entrou na história. Ele viu um homem do povo levar uma dessas sacerdotisas para dentro de sua barraca. Ele os seguiu, pegou uma lança e matou ambos. E assim acabou com a epidemia que havia entre os israelitas (Nm. 25. 8).
A história de Finéias é de uma violência extrema. Tenho bastantes dificuldades com ela. De mim mesmo, não a escolheria como exemplo. Mas ela nos indica que não pode haver espaço para a transigência quando se trata de fazer a vontade de Deus pelo bem do Seu povo. Finéias não transigiu porque sabia de sua responsabilidade para com o povo. Sabia que aquele era o povo do Senhor. Um povo que era alvo das bênçãos de Deus. Aliás, um povo a quem Deus tinha prazer em abençoar. Não seria possível permitir que qualquer coisa se impusesse entre o povo e o derramar da presença abençoadora do Senhor no Seu meio. A descoberta do obstáculo exigia uma resposta rápida para a sua remoção. Foi isso que Finéias fez.
Finéias fez com que terminasse a minha ira contra o povo de Israel. Deus nos ensina a agir com a violência de Finéias contra aquilo que atrapalha a Sua bênção em nossas vidas. Seja qual for o obstáculo que interpomos em nossa vida, em nosso coração, precisamos agir sem transigir para removê-lo. Seja pecado, seja receio, sejam pesos desnecessários, o que quer que Deus esteja mostrando a você que tem atrapalhado o derramar da bênção na sua vida, é hora de agir com violência para retirar isso daí.
Será que não reconhecemos essa intransigência e essa violência nas palavras de Jesus? Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora, pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno (Mt. 7. 29 – 30). É hora de agir com dureza contra o nosso pecado e os nossos obstáculos. Veja aqui a mudança de foco que Jesus traz. O código antigo de justiça, intransigente, estimulava o olho por olho, dente por dente. Agora chegou o tempo em que essa mesma intransigência passa a ser exigida contra nós mesmos. Não faz sentido cobrar uma dura justiça contra os outros, se somos transigentes conosco mesmos. é hora de agir com dureza contra nós mesmos. É hora de arrancar fora o que prejudica o derramar da bênção de Deus na nossa vida.
Não podemos ser transigentes com aquilo que tivermos certeza vir do Maligno, com aquilo que perturba a nossa comunhão com Deus, com aquilo que sabemos estar impedindo o derramar de Sua bênção em nossa vida. É hora de arrancar fora. É hora de tomar a lança, entrar na nossa barraca e eliminar o obstáculo. E, então, mergulhar nos rios liberados da presença do Senhor na Sua vida, na comunhão, na alegria e na bênção. É hora de intransigência para removermos a represa que impede o fluir das águas do Senhor em nossa vida. Há uma multidão lá fora, pessoas que precisam da bênção de nossas vidas, esperando por isso.
22.8.05
Lágrimas
Tenho visto como eles agem, mas eu os curarei e os guiarei; eu os consolarei. Nos lábios dos que choram, colocarei palavras de louvor. A todos ofereço a paz, paz aos que estão perto e aos que estão longe; eu os curarei.
Isaías 57. 18 – 19
Nos últimos dias tenho me sentido muito pressionado e aflito. Como há muito tempo não acontecia, tenho chorado muito. Há muita pressão sobre mim, muita luta contra mim, uma situação que, vez por outra, tem beirado o meu desespero.
É muito difícil enfrentar tudo pelo que tenho passado. Ontem, uma série de pensamentos de fracasso encheram minha mente. Estava muito mal mesmo. E fui para a igreja chorando demais. E me contive muito tempo para não chorar ainda por lá. Mas Deus me deu a graça de voltar para casa fortalecido.
Hoje pela manhã, em oração, gastei mais tempo chorando do que qualquer outra coisa. Especialmente quando Deus me falou através do texto de Isaías: Tenho visto como eles agem, mas eu os curarei e os guiarei; eu os consolarei. Nos lábios dos que choram, colocarei palavras de louvor. A todos ofereço a paz, paz aos que estão perto e aos que estão longe; eu os curarei. Eu me sinto cansado de tudo, triste por tudo. Choro por qualquer coisa. Choro por coisa alguma. Mas o peso que cai em meus ombros é terrível. Você tem noção do que significa uma promessa de consolo certo em uma hora de tanta dor?
Deus não é impassível diante de nosso sofrimento. Ele não passa de largo de nossas dores. Ele não despreza as nossas lágrimas. Ele promete que, apesar de quem somos, Ele tem consolo para as nossas almas. É demais imaginar que Ele é plenamente capaz de transformar toda dor e tristeza em festa e alegria: Nos lábios dos que choram, colocarei palavras de louvor. É tremendo perceber que Ele pode tocar o coração em conflito, aflito e pressionado e trazer uma paz que ninguém pode contemplar, imaginar ou entender: A todos ofereço a paz, paz aos que estão perto e aos que estão longe. O nosso Deus cuida de nós a esse ponto sempre. Ele nos cura. Jamais nos abandona.
O Senhor tem me falado nesses dias acerca da verdade de que grandes bênçãos e vitórias são resultados de lutas renhidas, tremendas. As maiores vitórias decorrem, parece até óbvio falando assim, das maiores batalhas. E a se a luta, se a batalha, se a pressão é grande, a vitória que nos está reservada ainda é maior.
A garantia disso tudo vem da Pessoa mais poderosa do universo que nos permite chamá-Lo de Meu Deus. O meu Deus falou (Is. 57. 21). Estamos em uma relação de pertencimento mutuo: somos do Senhor, Ele é o nosso Dono. Mas, ao mesmo tempo, por graça e misericórdia, Ele se permite ser nosso. Ele é o nosso Deus. Ele está conosco na caminhada, não se ausenta da nossa vida, se andarmos com Ele. Porque Ele é o nosso Deus. E qualquer vitória que venha a acontecer nas batalhas será sempre uma vitória conquistada por Ele. Por isso, o nosso Deus é um Pai amoroso que sustenta a nossa vida nos piores momentos, prometendo enxugar todas as nossas lágrimas. Ele vai dirimir a dor. E vai acabar com o sofrimento. O nosso Deus promete: eu os consolarei (...) eu os curarei.
A ação libertadora e consoladora em nossas vidas é totalmente do Senhor. Quando chegar o tempo de mostrar a minha bondade, eu responderei ao seu pedido; quando chegar o dia de salvá-los, eu os ajudarei (Is. 49. 8). O que tem me mantido são é a certeza de que o meu Deus virá em meu socorro na hora exata para consolar e curar. E vai fazer isso também com você, no meio da sua luta.
O Senhor sabe o quanto me é doloroso não saber o dia exato da Sua vitória nessa luta toda. Ele sabe o quanto choro por não ter certeza de até quando terei de resistir a tanta dor, pressão e sofrimento. Ele sabe o quanto você tem chorado na expectativa da vitória sonhada por tanto tempo na luta em que você está. Não nos resta muito tempo de dor: Quando chegar o tempo de mostrar a minha bondade, eu responderei ao seu pedido; quando chegar o dia de salvá-los, eu os ajudarei. É muito difícil estar na luta, saber que o dia da vitória virá, mas, ao mesmo tempo, não ter noção alguma de quando esse dia será. Só o Senhor conhece esse dia, a hora exata. Só Ele pode nos consolar, curar e enxugar cada lágrima. Resta-nos esperar, fortalecidos nEle, resistindo à toda pressão e sofrimento das batalhas.
Isaías 57. 18 – 19
Nos últimos dias tenho me sentido muito pressionado e aflito. Como há muito tempo não acontecia, tenho chorado muito. Há muita pressão sobre mim, muita luta contra mim, uma situação que, vez por outra, tem beirado o meu desespero.
É muito difícil enfrentar tudo pelo que tenho passado. Ontem, uma série de pensamentos de fracasso encheram minha mente. Estava muito mal mesmo. E fui para a igreja chorando demais. E me contive muito tempo para não chorar ainda por lá. Mas Deus me deu a graça de voltar para casa fortalecido.
Hoje pela manhã, em oração, gastei mais tempo chorando do que qualquer outra coisa. Especialmente quando Deus me falou através do texto de Isaías: Tenho visto como eles agem, mas eu os curarei e os guiarei; eu os consolarei. Nos lábios dos que choram, colocarei palavras de louvor. A todos ofereço a paz, paz aos que estão perto e aos que estão longe; eu os curarei. Eu me sinto cansado de tudo, triste por tudo. Choro por qualquer coisa. Choro por coisa alguma. Mas o peso que cai em meus ombros é terrível. Você tem noção do que significa uma promessa de consolo certo em uma hora de tanta dor?
Deus não é impassível diante de nosso sofrimento. Ele não passa de largo de nossas dores. Ele não despreza as nossas lágrimas. Ele promete que, apesar de quem somos, Ele tem consolo para as nossas almas. É demais imaginar que Ele é plenamente capaz de transformar toda dor e tristeza em festa e alegria: Nos lábios dos que choram, colocarei palavras de louvor. É tremendo perceber que Ele pode tocar o coração em conflito, aflito e pressionado e trazer uma paz que ninguém pode contemplar, imaginar ou entender: A todos ofereço a paz, paz aos que estão perto e aos que estão longe. O nosso Deus cuida de nós a esse ponto sempre. Ele nos cura. Jamais nos abandona.
O Senhor tem me falado nesses dias acerca da verdade de que grandes bênçãos e vitórias são resultados de lutas renhidas, tremendas. As maiores vitórias decorrem, parece até óbvio falando assim, das maiores batalhas. E a se a luta, se a batalha, se a pressão é grande, a vitória que nos está reservada ainda é maior.
A garantia disso tudo vem da Pessoa mais poderosa do universo que nos permite chamá-Lo de Meu Deus. O meu Deus falou (Is. 57. 21). Estamos em uma relação de pertencimento mutuo: somos do Senhor, Ele é o nosso Dono. Mas, ao mesmo tempo, por graça e misericórdia, Ele se permite ser nosso. Ele é o nosso Deus. Ele está conosco na caminhada, não se ausenta da nossa vida, se andarmos com Ele. Porque Ele é o nosso Deus. E qualquer vitória que venha a acontecer nas batalhas será sempre uma vitória conquistada por Ele. Por isso, o nosso Deus é um Pai amoroso que sustenta a nossa vida nos piores momentos, prometendo enxugar todas as nossas lágrimas. Ele vai dirimir a dor. E vai acabar com o sofrimento. O nosso Deus promete: eu os consolarei (...) eu os curarei.
A ação libertadora e consoladora em nossas vidas é totalmente do Senhor. Quando chegar o tempo de mostrar a minha bondade, eu responderei ao seu pedido; quando chegar o dia de salvá-los, eu os ajudarei (Is. 49. 8). O que tem me mantido são é a certeza de que o meu Deus virá em meu socorro na hora exata para consolar e curar. E vai fazer isso também com você, no meio da sua luta.
O Senhor sabe o quanto me é doloroso não saber o dia exato da Sua vitória nessa luta toda. Ele sabe o quanto choro por não ter certeza de até quando terei de resistir a tanta dor, pressão e sofrimento. Ele sabe o quanto você tem chorado na expectativa da vitória sonhada por tanto tempo na luta em que você está. Não nos resta muito tempo de dor: Quando chegar o tempo de mostrar a minha bondade, eu responderei ao seu pedido; quando chegar o dia de salvá-los, eu os ajudarei. É muito difícil estar na luta, saber que o dia da vitória virá, mas, ao mesmo tempo, não ter noção alguma de quando esse dia será. Só o Senhor conhece esse dia, a hora exata. Só Ele pode nos consolar, curar e enxugar cada lágrima. Resta-nos esperar, fortalecidos nEle, resistindo à toda pressão e sofrimento das batalhas.
21.8.05
Festa
Louvem a Deus, o Senhor, com danças e, em seu louvor, toquem pandeiros e liras.
Salmo 149. 3
Ontem eu participei de dois momentos de explosão de festa e de júbilo marcantes para mim. Tremendos de verdade. Primeiro, no início da noite, preguei no culto de aniversário de um grupo de dança de uma de nossas igrejas aqui em Natal. Deus ministrou tremendamente ao meu coração durante todo o culto. E falou poderosamente comigo, mostrando na prática que o louvor é a expressão de vida que nasce de um coração que, apaixonado por Jesus, se extasia diante da ação poderosa de Deus para nos livrar, conduzir e abençoar. Esse êxtase, essa alegria infinda, se manifesta em lábios jubilosos, em danças festivas, em explosões incontidas.
Assim como aquele grupo precisava entender que dançava para ministrar à igreja, mas como manifestação e expressão de uma vitória e um louvor tremendos, assim nós também precisamos entender que o nosso louvor é fruto de lábios que conhecem e confessam Jesus, de maneira plena e total. O louvor é a celebração máxima, que se manifesta de várias formas, da alegria que o Senhor nos dá ao nos conduzir à vitória em todo o tempo. Como Israel celebrou e dançou, com alegria, na margem do mar Vermelho, explodindo em comemoração por aquilo que Deus, o Senhor, fez contra o Egito e em seu favor (Ex. 15). Louvem a Deus, o Senhor, com danças e, em seu louvor, toquem pandeiros e liras.
De lá, eu voltei correndo para casa. Iria, mais tarde, para uma festa de formatura. E ali, mais momentos de êxtases. A alegria de celebrar a vitória depois de quatro anos e meio de luta era contagiante na face de cada um dos formandos. É óbvio que nessas horas os excessos acontecem, mas a festa pela conquista é plenamente justificável. E a alegria que dominava os corações conduzia a todos à plena e livre manifestação de regozijo e festa. Foi uma festa linda. Foi uma celebração. E também ali, apesar de muito poucos terem a consciência de Deus em suas vidas, lembrei-me da festa de Israel após a vitória sobre o Egito e o Faraó, nas margens do mar.
O que torna essa alegria cada vez mais incontida? Ontem percebi que há uma relação, na prática, diretamente proporcional. Quanto maiores as lutas, as aflições, as dificuldades que enfrentamos. Quanto maiores as tristezas, quanto mais intensas as dores. Quanto mais sofremos na esperança de um fim vitorioso, maior será o nosso júbilo. Mais extática a nossa festa. Mais incontida a nossa celebração. Mais tremenda a nossa alegria. Menos nos portaremos de acordo com aquilo que até julgamos ser conveniente. Nossa dança, nossa festa, nosso louvor, nossa alegria e nossa celebração tenderão a ser incovenientes. Porque nosso êxtase está na vitória do Senhor.
Nessa hora eu lembro de Davi. Após tantas lutas, após as dificuldades em fazer a vontade de Deus, principalmente, após a luta para a conquista da cidade e o desejo de conduzir a Arca até Jerusalém, Davi celebra esse culto com todas as suas forças. Da forma mais honesta e sincera que seu coração conhece: Davi, vestindo um manto sacerdotal de linho, dançou com todo entusiasmo em louvor a Deus, o Senhor. E assim ele e todos os israelitas levaram a arca da aliança para Jerusalém, com gritos de alegria e sons de trombeta (2 Sm. 6. 14 – 15).
Todos conhecemos como Mical julgou a festa de Davi como inconveniente: Que bela figura fez hoje o rei de Israel! Parecia um sem-vergonha, mostrando o corpo para as empregadas dos seus funcionários (2 Sm. 6. 20). Diante da postura da esposa, o rei responde com honestidade: Eu estava dançando em louvor ao Senhor, que preferiu me escolher em vez de escolher o seu pai e os descendentes dele e me fez o líder de Israel, o seu povo. Pois eu continuarei a dançar em louvor ao Senhor e me humilharei ainda mais diante dele. Você pode pensar que eu não sou nada, mas aquelas moças de quem você falou vão me dar valor! (2 Sm. 6. 21 – 22). No êxtase da alegria pelas conquistas do Senhor, não há lugar para conveniência, apenas festa e alegria incontidas.
O texto de Êxodo 15 nos fala sobre festa e alegria pelas vitórias. Mas essas vitórias, lembre sempre, serão festejadas com cada vez mais alegria na dimensão do tamanho das inúmeras lutas que enfrentamos. Quanto a maior a luta, maior será a celebração de vitória. Como foi o culto às margens do mar, conduzido por Moisés e Miriam. Como foram as festas que fui ontem. Celebrações extasiadas pelas vitórias conquistadas, não por nós mesmos, mas pelo Senhor dos Exércitos, o nosso Deus, em nossas vidas. Festejamos a vitória do Senhor. Se não agora, em algum momento no futuro, mas estejamos certos que esse momento virá: a festa pela vitória que o Senhor conquistou em nossas vidas: Cantarei ao Senhor porque Ele conquistou uma vitória maravilhosa (Ex. 15. 1)
Salmo 149. 3
Ontem eu participei de dois momentos de explosão de festa e de júbilo marcantes para mim. Tremendos de verdade. Primeiro, no início da noite, preguei no culto de aniversário de um grupo de dança de uma de nossas igrejas aqui em Natal. Deus ministrou tremendamente ao meu coração durante todo o culto. E falou poderosamente comigo, mostrando na prática que o louvor é a expressão de vida que nasce de um coração que, apaixonado por Jesus, se extasia diante da ação poderosa de Deus para nos livrar, conduzir e abençoar. Esse êxtase, essa alegria infinda, se manifesta em lábios jubilosos, em danças festivas, em explosões incontidas.
Assim como aquele grupo precisava entender que dançava para ministrar à igreja, mas como manifestação e expressão de uma vitória e um louvor tremendos, assim nós também precisamos entender que o nosso louvor é fruto de lábios que conhecem e confessam Jesus, de maneira plena e total. O louvor é a celebração máxima, que se manifesta de várias formas, da alegria que o Senhor nos dá ao nos conduzir à vitória em todo o tempo. Como Israel celebrou e dançou, com alegria, na margem do mar Vermelho, explodindo em comemoração por aquilo que Deus, o Senhor, fez contra o Egito e em seu favor (Ex. 15). Louvem a Deus, o Senhor, com danças e, em seu louvor, toquem pandeiros e liras.
De lá, eu voltei correndo para casa. Iria, mais tarde, para uma festa de formatura. E ali, mais momentos de êxtases. A alegria de celebrar a vitória depois de quatro anos e meio de luta era contagiante na face de cada um dos formandos. É óbvio que nessas horas os excessos acontecem, mas a festa pela conquista é plenamente justificável. E a alegria que dominava os corações conduzia a todos à plena e livre manifestação de regozijo e festa. Foi uma festa linda. Foi uma celebração. E também ali, apesar de muito poucos terem a consciência de Deus em suas vidas, lembrei-me da festa de Israel após a vitória sobre o Egito e o Faraó, nas margens do mar.
O que torna essa alegria cada vez mais incontida? Ontem percebi que há uma relação, na prática, diretamente proporcional. Quanto maiores as lutas, as aflições, as dificuldades que enfrentamos. Quanto maiores as tristezas, quanto mais intensas as dores. Quanto mais sofremos na esperança de um fim vitorioso, maior será o nosso júbilo. Mais extática a nossa festa. Mais incontida a nossa celebração. Mais tremenda a nossa alegria. Menos nos portaremos de acordo com aquilo que até julgamos ser conveniente. Nossa dança, nossa festa, nosso louvor, nossa alegria e nossa celebração tenderão a ser incovenientes. Porque nosso êxtase está na vitória do Senhor.
Nessa hora eu lembro de Davi. Após tantas lutas, após as dificuldades em fazer a vontade de Deus, principalmente, após a luta para a conquista da cidade e o desejo de conduzir a Arca até Jerusalém, Davi celebra esse culto com todas as suas forças. Da forma mais honesta e sincera que seu coração conhece: Davi, vestindo um manto sacerdotal de linho, dançou com todo entusiasmo em louvor a Deus, o Senhor. E assim ele e todos os israelitas levaram a arca da aliança para Jerusalém, com gritos de alegria e sons de trombeta (2 Sm. 6. 14 – 15).
Todos conhecemos como Mical julgou a festa de Davi como inconveniente: Que bela figura fez hoje o rei de Israel! Parecia um sem-vergonha, mostrando o corpo para as empregadas dos seus funcionários (2 Sm. 6. 20). Diante da postura da esposa, o rei responde com honestidade: Eu estava dançando em louvor ao Senhor, que preferiu me escolher em vez de escolher o seu pai e os descendentes dele e me fez o líder de Israel, o seu povo. Pois eu continuarei a dançar em louvor ao Senhor e me humilharei ainda mais diante dele. Você pode pensar que eu não sou nada, mas aquelas moças de quem você falou vão me dar valor! (2 Sm. 6. 21 – 22). No êxtase da alegria pelas conquistas do Senhor, não há lugar para conveniência, apenas festa e alegria incontidas.
O texto de Êxodo 15 nos fala sobre festa e alegria pelas vitórias. Mas essas vitórias, lembre sempre, serão festejadas com cada vez mais alegria na dimensão do tamanho das inúmeras lutas que enfrentamos. Quanto a maior a luta, maior será a celebração de vitória. Como foi o culto às margens do mar, conduzido por Moisés e Miriam. Como foram as festas que fui ontem. Celebrações extasiadas pelas vitórias conquistadas, não por nós mesmos, mas pelo Senhor dos Exércitos, o nosso Deus, em nossas vidas. Festejamos a vitória do Senhor. Se não agora, em algum momento no futuro, mas estejamos certos que esse momento virá: a festa pela vitória que o Senhor conquistou em nossas vidas: Cantarei ao Senhor porque Ele conquistou uma vitória maravilhosa (Ex. 15. 1)
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