Esta é a genealogia dos antepassados de Jesus
Mateus 1. 1
Todas as vezes em que leio a genealogia de Jesus no evangelho de Mateus penso sobre um fato que está presente ali. Fato conduzido por uma ação da graça de Deus que se traduz na realidade de que, quase nunca, o Senhor valoriza as coisas e as pessoas que a sociedade valoriza, ao mesmo tempo em que valoriza aqueles que, geralmente, são desprezados pelo mundo. Esta realidade não aparece somente na genealogia de Jesus, mas também aqui está presente. Ela nos fala sobre isso.
Em particular, eu penso nisso quando penso nas cinco mulheres que são citadas no texto: Tamar, Raabe, Rute, Bateseba e Maria. Em primeiro lugar, é de se chamar a atenção uma genealogia, em uma época extremamente machista, que valorize as mulheres ao ponto de incluí-las na listagem. E mais do que isso: não era a genealogia de qualquer pessoa, de qualquer rei humano, de qualquer um: Esta é a genealogia dos antepassados de Jesus. É extremamente digno de nota que na genealogia humana de Jesus se destaquem cinco mulheres como parte fundamental da história da salvação que culmina com a vida, ministério e morte de Cristo.
Além disso, se a gente olha para quem são essas mulheres, provavelmente nossa surpresa será maior. Tamar, a primeira a ser citada, prostitui-se com o próprio sogro. Raabe, mais severamente ainda, era provavelmente a dona de um bordel na cidade de Jericó. Rute, a moabita, era filha de um povo amaldiçoado pelos judeus, um povo proibido de ir ao templo, adorar a Deus com o povo de Israel. Bateseba era uma adúltera que merecia ser apedrejada. E Maria, a mãe de Jesus, era simplesmente mãe solteira. Socialmente a vida dessas mulheres era uma desgraça. Mas Deus as escolheu para papéis decisivos na história da salvação.
Cinco mulheres que seriam sempre desprezadas pela sociedade. Cinco mulheres cujas histórias se repetem todos os dias à nossa volta. Cinco mulheres que encontram graça, vida, redenção e restauração em suas relações com Deus. Cinco mulheres para as quais Deus não olhou como olham os seres humanos.
Isso traz uma lição tremenda. Como Davi e Samuel já tinham aprendido muitos séculos atrás, podemos aprender com essa genealogia que Deus nos valoriza, independente do que pensamos de nós, porque Ele não olha como olha o homem, mas vê mais fundo (1 Sm. 16. 7). Deus tem escolhido ao longo da história dá valor àqueles que o mundo não deu. Ele veio para os fracos, os doentes, os que nada são. Jesus andou com toda a escória do seu tempo, do ponto vista social: com prostitutas, com cobradores de imposto, com a ralé.
Muitas vezes, nos sentimos assim, como escória social, e nos sentimos mal. Porque nos vemos desvalorizados. Porque nos achamos escória. O que o Senhor nos ensina é que não importa o que somos para o mundo, não importa o como nos vê a sociedade. O que importa é que o amor e a graça de Deus nos alcançam e valorizam. Não importa o que tenhamos feito ou como nos sintamos: a graça de Deus é poderosa para entrar em nossas vidas, nos transformar, recontar a nossa história. Não do ponto de vista dos homens, que jamais nos valorizarão, mas da eternidade e do Deus que morreu por nos amar tanto. Para mostrar o Seu amor por nós e nos conduzir a uma vida com Ele.
Deus liga, se importa e age em favor de quem se sente e se sabe escória. Pode ser que você se veja assim. Pode ser que você não ache em si mesmo valor, mas o que você é ou tenha feito não é e nunca será tão grave que afaste Deus de você definitivamente. Em absoluto. Independente do que você pensa, Deus vê valor em você. Um alto valor. Ele ama tanto você, a ponto de ser capaz de morrer por você, para que você fosse completamente resgatado. Ele valoriza tanto você que deu a Sua vida por você. Pense nisso, busque e espere pelo Senhor.
27.8.05
26.8.05
Felizes
Vocês serão felizes se forem insultados por serem seguidores de Cristo, porque isso quer dizer que o glorioso Espírito de Deus veio sobre vocês.
1 Pedro 4. 14
Um dia, dois missionários cristãos chegaram a uma cidade grega chamada Filipos. O primeiro lugar onde eles foram pregar foi em uma reunião de oração judaica que acontecia, sob liderança de uma mulher, à beira do rio. Mas todos os dias, enquanto iam a esse local, uma jovem possessa os seguia, gritando que aqueles homens eram servos do Deus Altíssimo e anunciavam a palavra de salvação. Aquele que era líder dos dois ficou indignado após vários dias em que a cena se repetia e acabou expulsando o demônio que tomava aquela vida todos os dias. Como resultado de sua ação, ambos acabaram presos, açoitados e ficaram presos pelos pés no fundo da cadeia. Iam passar a noite ali.
Eu imagino que se fosse eu nessa situação, passaria a noite chorando. Talvez até gritando pela dor dos ferimentos e da humilhação. Mas Paulo e Silas, os dois missionários cristãos, agiram de forma diferente: Mais ou menos à meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus, e os outros presos escutavam (At. 16. 25). Em momento de tão intenso sofrimento, os dois servos de Deus – feridos, humilhados e amarrados –, em vez de se lamentar e chorar, cantavam, oravam e celebravam ao Senhor. Que loucura é essa?
Anos antes, uma outra história de afronta e perseguição provocou reação semelhante nos apóstolos. Após serem ameaçados duramente, e por duas vezes, pelo Sinédrio de que não deveriam pregar o evangelho de Jesus, os apóstolos saíram daquela reunião muito alegres porque Deus havia achado que eles eram dignos de serem insultados por serem seguidores de Jesus (At. 5. 41). Parece demais entender o que leva homens assim a estarem felizes por serem perseguidos, afrontados, agredidos, humilhados. Se dependessem de pareceres médicos, poderiam até ser diagnosticados com algum tipo de esquizofrenia. Mas o que leva essas pessoas a reagirem dessa maneira? Vocês serão felizes se forem insultados por serem seguidores de Cristo, porque isso quer dizer que o glorioso Espírito de Deus veio sobre vocês. Não é masoquismo, mas simplesmente a percepção de que o Espírito Santo veio sobre eles. E ser afrontado é, assim, sua maior prova e testemunho.
As promessas que envolvem aqueles que sofrem por causa de Jesus remontam até as Suas próprias palavras: Felizes as pessoas que sofrem perseguições por fazerem a vontade de Deus, pois o Reino do Céu é delas. Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês. Porque foi assim mesmo que perseguiram os profetas que viveram antes de vocês (Mt. 5. 10 – 12).
Há razões para nos alegrarmos quando sofremos por causa do evangelho e por amor a Jesus. Para realizarmos a Sua vontade neste mundo. Mas o motivo que leva homens e mulheres como os apóstolos, ou Paulo e Silas, a se alegrarem por sofrer em nome de Jesus não é qualquer forma de masoquismo. Antes, trata-se da certeza de que estamos partilhando da natureza e da mais íntima comunhão com Ele. Uma comunhão nos sofrimentos que redundará na comunhão mais plena de alegria e bênção: Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo e sentir em mim o poder da Sua ressurreição. Quero também tomar parte nos Seus sofrimentos e me tornar como Ele na Sua morte, com a esperança de que mesmo seja ressuscitado da morte para a vida (Fp. 3. 10 – 11).
Mais do que isso, o que é capaz de nos alegrar, apesar da dor e do sofrimento, é a própria vida em comunhão com Aquele que é a nossa verdadeira alegria, a Fonte de nossa verdadeira vida. E, desse modo, podemos aguardar, com confiança e ansiosamente, o livramento. Porque a nossa história com Jesus jamais vai acabar em momentos de dor, vai finalizar com sofrimento. Na hora devida, o livramento virá. Nem antes, nem depois. Tu és o meu esconderijo; tu me livras da aflição. Eu canto bem alto a tua salvação, pois me tens protegido (Sl. 32. 7).
Há uma vitória reservada a cada um na outra margem do mar. Uma vitória que jamais será conquistada em nossa própria força, mas será trazida pela mãos dAquele que vai conosco em nossas lutas e alegra as nossas almas em toda e qualquer circunstância, mesmo nas piores perseguições, na esperança da conquista final. No sofrimento, podemos lembrar que a história ainda não acabou. Ainda cantaremos ao Senhor a Sua mais plena vitória. Ele é o Deus que nos alegra e nos alegrará mais ainda: Cantarei ao Senhor porque Ele conquistou uma vitória maravilhosa; Ele jogou os cavalos e os cavaleiros dentro do mar (Ex. 15. 1).
1 Pedro 4. 14
Um dia, dois missionários cristãos chegaram a uma cidade grega chamada Filipos. O primeiro lugar onde eles foram pregar foi em uma reunião de oração judaica que acontecia, sob liderança de uma mulher, à beira do rio. Mas todos os dias, enquanto iam a esse local, uma jovem possessa os seguia, gritando que aqueles homens eram servos do Deus Altíssimo e anunciavam a palavra de salvação. Aquele que era líder dos dois ficou indignado após vários dias em que a cena se repetia e acabou expulsando o demônio que tomava aquela vida todos os dias. Como resultado de sua ação, ambos acabaram presos, açoitados e ficaram presos pelos pés no fundo da cadeia. Iam passar a noite ali.
Eu imagino que se fosse eu nessa situação, passaria a noite chorando. Talvez até gritando pela dor dos ferimentos e da humilhação. Mas Paulo e Silas, os dois missionários cristãos, agiram de forma diferente: Mais ou menos à meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus, e os outros presos escutavam (At. 16. 25). Em momento de tão intenso sofrimento, os dois servos de Deus – feridos, humilhados e amarrados –, em vez de se lamentar e chorar, cantavam, oravam e celebravam ao Senhor. Que loucura é essa?
Anos antes, uma outra história de afronta e perseguição provocou reação semelhante nos apóstolos. Após serem ameaçados duramente, e por duas vezes, pelo Sinédrio de que não deveriam pregar o evangelho de Jesus, os apóstolos saíram daquela reunião muito alegres porque Deus havia achado que eles eram dignos de serem insultados por serem seguidores de Jesus (At. 5. 41). Parece demais entender o que leva homens assim a estarem felizes por serem perseguidos, afrontados, agredidos, humilhados. Se dependessem de pareceres médicos, poderiam até ser diagnosticados com algum tipo de esquizofrenia. Mas o que leva essas pessoas a reagirem dessa maneira? Vocês serão felizes se forem insultados por serem seguidores de Cristo, porque isso quer dizer que o glorioso Espírito de Deus veio sobre vocês. Não é masoquismo, mas simplesmente a percepção de que o Espírito Santo veio sobre eles. E ser afrontado é, assim, sua maior prova e testemunho.
As promessas que envolvem aqueles que sofrem por causa de Jesus remontam até as Suas próprias palavras: Felizes as pessoas que sofrem perseguições por fazerem a vontade de Deus, pois o Reino do Céu é delas. Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês. Porque foi assim mesmo que perseguiram os profetas que viveram antes de vocês (Mt. 5. 10 – 12).
Há razões para nos alegrarmos quando sofremos por causa do evangelho e por amor a Jesus. Para realizarmos a Sua vontade neste mundo. Mas o motivo que leva homens e mulheres como os apóstolos, ou Paulo e Silas, a se alegrarem por sofrer em nome de Jesus não é qualquer forma de masoquismo. Antes, trata-se da certeza de que estamos partilhando da natureza e da mais íntima comunhão com Ele. Uma comunhão nos sofrimentos que redundará na comunhão mais plena de alegria e bênção: Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo e sentir em mim o poder da Sua ressurreição. Quero também tomar parte nos Seus sofrimentos e me tornar como Ele na Sua morte, com a esperança de que mesmo seja ressuscitado da morte para a vida (Fp. 3. 10 – 11).
Mais do que isso, o que é capaz de nos alegrar, apesar da dor e do sofrimento, é a própria vida em comunhão com Aquele que é a nossa verdadeira alegria, a Fonte de nossa verdadeira vida. E, desse modo, podemos aguardar, com confiança e ansiosamente, o livramento. Porque a nossa história com Jesus jamais vai acabar em momentos de dor, vai finalizar com sofrimento. Na hora devida, o livramento virá. Nem antes, nem depois. Tu és o meu esconderijo; tu me livras da aflição. Eu canto bem alto a tua salvação, pois me tens protegido (Sl. 32. 7).
Há uma vitória reservada a cada um na outra margem do mar. Uma vitória que jamais será conquistada em nossa própria força, mas será trazida pela mãos dAquele que vai conosco em nossas lutas e alegra as nossas almas em toda e qualquer circunstância, mesmo nas piores perseguições, na esperança da conquista final. No sofrimento, podemos lembrar que a história ainda não acabou. Ainda cantaremos ao Senhor a Sua mais plena vitória. Ele é o Deus que nos alegra e nos alegrará mais ainda: Cantarei ao Senhor porque Ele conquistou uma vitória maravilhosa; Ele jogou os cavalos e os cavaleiros dentro do mar (Ex. 15. 1).
Sem acesso
Pessoal,
estou sem acesso, provavelmente devido a um vírus, ao Blogger de minha casa. Portanto, se alguém quiser receber as meditações pelo e-mail, é só escrever para mim: danieldantas79@uol.com.br.
Abraços
Daniel Dantas
estou sem acesso, provavelmente devido a um vírus, ao Blogger de minha casa. Portanto, se alguém quiser receber as meditações pelo e-mail, é só escrever para mim: danieldantas79@uol.com.br.
Abraços
Daniel Dantas
Desejo
Por favor, deixa que eu veja a tua glória.
Êxodo 33. 18
Eu tenho um forte desejo no coração, que tem se renovado dia a dia. É um desejo que, pela graça do Senhor, tem cada vez mais dominado meu ser, meus anseios e meu coração. É um desejo que me põe na linha genealógica de gente como Moisés. Meu coração, e todos os dias sou mais consciente disso, deseja ardentemente conhecer mais, melhor e profundamente o Senhor. Desejo, desesperadamente, conhecer o Senhor e ver Sua glória. Porque apenas uma vida nesta dimensão é uma vida que vale a pena.
Moisés, nesse diálogo com o Senhor que o chamou, manifesta a Deus o desejo de ver-Lhe face a face. Ele quer ver a glória do Senhor. Quer conhecer de maneira ainda mais íntima o Deus do Universo. Ele quer ir ainda mais fundo nos rios da intimidade do Senhor. Ainda que, como esclarece Deus, isso possa representar a sua morte: Não vou deixar que você veja o meu rosto, pois ninguém pode ver o meu rosto e continuar vivo (Ex. 33. 20). Quando conhecemos o Senhor, somos instigados a conhecer mais dEle. E nessas horas, como Moisés, pouco nos importamos se isso representa vida ou morte, porque só vale a pena qualquer vida na dimensão da intimidade do Senhor.
Essa sede, essa fome, esse desejo de conhecer a Deus mais profundamente se manifestou em muitos outros homens e mulheres, servos de Deus, desde os tempos bíblicos até a nossa história contemporânea. No relato de Gênesis, ouvimos falar de um tal de Enoque que teve uma busca tão intensa por caminhar em comunhão com o Senhor que, diz o texto, viveu sempre em comunhão com Deus e um dia desapareceu, pois Deus o levou (Gn. 5. 24).
Esse desejo na alma tem conduzido o povo de Deus, através de homens e mulheres específicos e famintos, a novos oásis de intimidade, vida, comunhão e plenitude do Senhor. Gente que é sempre capaz de cantar com o salmista, porque deseja como o salmista: Assim como o corço deseja as águas do ribeirão, assim também eu quero estar em Tua presença, ó Deus! Eu tenho sede de Ti, ó Deus vivo! (Sl. 42. 1 – 2). Gente que tem sede extrema de Deus, como quem sabe que viverá em um deserto, se ausente da presença de Deus: eu tenho sede de Ti, como uma terra cansada, seca e sem água (Sl. 63. 1). Gente que, como a mulher samaritana, clama todos os dias ao Senhor Jesus: Por favor, me dê dessa água! (Jo. 4. 15), porque descobriu que Jesus pode lhe dar uma água viva que matará a sede das suas almas e se tornará uma fonte de água que dará a vida eterna (Jo. 4. 13 – 14). Gente que entendeu que, no fim de tudo, o que importa de verdade é ouvir o chamado do Senhor e atendê-lo, mergulhando em Sua intimidade: Aquele que tem sede venha. E quem quiser receba de graça da água da vida (Ap. 22. 17).
Quando descobrimos o Rio que corre do trono de Deus, aquele que vem do Senhor e flui no meio do Seu povo, descobrimos que estar neste Rio é realmente a única coisa que importa de verdade. Todo nosso desejo será mergulhar, conhecer e beber das águas desse Rio. E clamar, e lutar, para que esse Rio tenha liberdade de correr no meio do povo, que nada que façamos possa obstaculizar o perfeito fluir do Espírito. Esse Rio é o que realmente importa para que vivamos uma vida que importe. Uma vida consagrada a Deus, vida de gente que clama, anseia e deseja por mais e mais do Senhor. Uma vida que quer conhecê-Lo e andar com Ele em intimidade e comunhão. Uma vida que descobre que há um rio que alegra a cidade de Deus, a casa sagrada do Altíssimo (Sl. 46. 4), e que essa presença santa é a única coisa que pode trazer vida e fazer-nos viver plenamente a vida que o Senhor reservou para nós.
Se tivermos sede de qualquer outra coisa, a não ser as águas deste Rio, seremos miseráveis em nossa vida e nunca teremos a vida na dimensão que o Senhor planejou para nós, em plena intimidade e comunhão, nos afogando nas águas dEle, matando todo o nosso desejo apenas nEle. Seja o desejo do seu coração o mesmo do coração de Moisés: Por favor, deixa que eu veja a tua glória.
Êxodo 33. 18
Eu tenho um forte desejo no coração, que tem se renovado dia a dia. É um desejo que, pela graça do Senhor, tem cada vez mais dominado meu ser, meus anseios e meu coração. É um desejo que me põe na linha genealógica de gente como Moisés. Meu coração, e todos os dias sou mais consciente disso, deseja ardentemente conhecer mais, melhor e profundamente o Senhor. Desejo, desesperadamente, conhecer o Senhor e ver Sua glória. Porque apenas uma vida nesta dimensão é uma vida que vale a pena.
Moisés, nesse diálogo com o Senhor que o chamou, manifesta a Deus o desejo de ver-Lhe face a face. Ele quer ver a glória do Senhor. Quer conhecer de maneira ainda mais íntima o Deus do Universo. Ele quer ir ainda mais fundo nos rios da intimidade do Senhor. Ainda que, como esclarece Deus, isso possa representar a sua morte: Não vou deixar que você veja o meu rosto, pois ninguém pode ver o meu rosto e continuar vivo (Ex. 33. 20). Quando conhecemos o Senhor, somos instigados a conhecer mais dEle. E nessas horas, como Moisés, pouco nos importamos se isso representa vida ou morte, porque só vale a pena qualquer vida na dimensão da intimidade do Senhor.
Essa sede, essa fome, esse desejo de conhecer a Deus mais profundamente se manifestou em muitos outros homens e mulheres, servos de Deus, desde os tempos bíblicos até a nossa história contemporânea. No relato de Gênesis, ouvimos falar de um tal de Enoque que teve uma busca tão intensa por caminhar em comunhão com o Senhor que, diz o texto, viveu sempre em comunhão com Deus e um dia desapareceu, pois Deus o levou (Gn. 5. 24).
Esse desejo na alma tem conduzido o povo de Deus, através de homens e mulheres específicos e famintos, a novos oásis de intimidade, vida, comunhão e plenitude do Senhor. Gente que é sempre capaz de cantar com o salmista, porque deseja como o salmista: Assim como o corço deseja as águas do ribeirão, assim também eu quero estar em Tua presença, ó Deus! Eu tenho sede de Ti, ó Deus vivo! (Sl. 42. 1 – 2). Gente que tem sede extrema de Deus, como quem sabe que viverá em um deserto, se ausente da presença de Deus: eu tenho sede de Ti, como uma terra cansada, seca e sem água (Sl. 63. 1). Gente que, como a mulher samaritana, clama todos os dias ao Senhor Jesus: Por favor, me dê dessa água! (Jo. 4. 15), porque descobriu que Jesus pode lhe dar uma água viva que matará a sede das suas almas e se tornará uma fonte de água que dará a vida eterna (Jo. 4. 13 – 14). Gente que entendeu que, no fim de tudo, o que importa de verdade é ouvir o chamado do Senhor e atendê-lo, mergulhando em Sua intimidade: Aquele que tem sede venha. E quem quiser receba de graça da água da vida (Ap. 22. 17).
Quando descobrimos o Rio que corre do trono de Deus, aquele que vem do Senhor e flui no meio do Seu povo, descobrimos que estar neste Rio é realmente a única coisa que importa de verdade. Todo nosso desejo será mergulhar, conhecer e beber das águas desse Rio. E clamar, e lutar, para que esse Rio tenha liberdade de correr no meio do povo, que nada que façamos possa obstaculizar o perfeito fluir do Espírito. Esse Rio é o que realmente importa para que vivamos uma vida que importe. Uma vida consagrada a Deus, vida de gente que clama, anseia e deseja por mais e mais do Senhor. Uma vida que quer conhecê-Lo e andar com Ele em intimidade e comunhão. Uma vida que descobre que há um rio que alegra a cidade de Deus, a casa sagrada do Altíssimo (Sl. 46. 4), e que essa presença santa é a única coisa que pode trazer vida e fazer-nos viver plenamente a vida que o Senhor reservou para nós.
Se tivermos sede de qualquer outra coisa, a não ser as águas deste Rio, seremos miseráveis em nossa vida e nunca teremos a vida na dimensão que o Senhor planejou para nós, em plena intimidade e comunhão, nos afogando nas águas dEle, matando todo o nosso desejo apenas nEle. Seja o desejo do seu coração o mesmo do coração de Moisés: Por favor, deixa que eu veja a tua glória.
24.8.05
Prostrado
“Homem mortal, fique de pé. Eu quero falar com você.” Enquanto a voz falava, o Espírito de Deus entrou em mim e me fez ficar de pé.
Ezequiel 2. 1 – 2
Encontramos na Bíblia pelo menos dois tipos diferentes de experiências de prostração diante do Senhor. A primeira delas, aquela por que passa Ezequiel no nosso texto, relaciona-se a constatação de que, diante do Deus Santo, o homem pecador, o homem mortal, não pode permanecer de pé. O terror da presença gloriosa do Senhor à sua frente prostra o homem de uma forma tremenda.
É essa a experiência do profeta. O início de seu livro nos traz a descrição da presença gloriosa do Senhor que se aproxima dele a fim de transformá-lo de um dos sacerdotes no exílio a um profeta comissionado diretamente pelo Senhor. A visão é extremamente impactante e gera em Ezequiel a mesma reação que gerou em outros homens e mulheres que tiveram uma experiência assim imediata com o Pai: prostração. O profeta se queda prostrado, cônscio de ser um pecador diante do Deus vivo, que é fogo consumidor.
Uma experiência de prostração um tanto diferente é aquela que se encontra nas entrelinhas do ministério de Jeremias. O capítulo 20 de Jeremias descreve, primeiro, o seu enfrentamento com o sacerdote Pasur, que o prendeu e o surrou. Após anunciar que o Senhor mudara o nome de Pasur para Terror-por-todos-os-lados, Jeremias, provavelmente, caiu prostrado. Sua prostração era o cansaço da batalha. Ele não agüentava mais. Era como se dissesse a Deus que não pedira para estar naquela posição, que estava se cansando de tantos enfrentamentos, de tantas lutas. Tudo que Jeremias, possivelmente, quisesse era descanso naquela hora. Ele estava a ponto de desistir, acredito, por isso colocou a culpa de tudo, atribuiu toda a responsabilidade ao Senhor. Afirmava que tinha sido enganado por Deus quando de sua vocação, já que tudo o que conseguira no ministério tinha sido ser xingado, preso, apanhar. Agora, Jeremias estava exigindo de Deus que restaurasse a sua vida por inteiro: Ó Senhor Deus, tu me enganaste, e eu fiquei enganado. Tu és mais forte do que eu e me dominaste. Todos zombam de mim, caçoando o dia inteiro. Cada vez que falo, tenho de gritar e anunciar: “Violência! Destruição!” Ó Senhor, eles me desprezam e zombam de mim o tempo todo porque anuncio a tua mensagem (Jr. 20. 7 – 8). Mas o pior de tudo, para Jeremias, é saber que pior do falar é calar: as palavras que ele cala, queimam por dentro, até serem pronunciadas (Jr. 20. 9). Por tudo isso, Jeremias considerava que a obrigação de Deus era livrá-lo: Mas tu, ó Senhor, estás comigo e és forte e poderoso. Os que me perseguem tropeçarão e nunca vencerão. Eles ficarão muito envergonhados por causa do seu fracasso. A desgraça deles não acabará e nunca será esquecida (Jr. 20. 11).
Mas, enfim, eu vejo dois tipos diferentes de prostração diante de Deus. De um lado, a consciência de um coração pecador. De outro, o cansaço daquele que não suporta mais as batalhas que tem de enfrentar para ser fiel ao Senhor que o chamou. O cansaço das lutas também pode nos prostrar.
Nos últimos dias, em particular hoje, me sinto cansado demais. Minha mente não funciona direito, meu corpo pede por minha cama a cada instante. Sinto-me prostrado diante do Pai. Vencido. Percebo, com isso, que até mesmo as minhas obrigações, seja com os estudos, seja com o ministério, estão ficando de lado.
No meu caso, minha prostração é o enfado da batalha. Sinto-me como Jeremias. Você pode estar prostrado por outros motivos. Pode ser a convicção de pecado diante do Senhor, convicção que será ainda maior para aquele que ainda não teve uma experiência de salvação com o Deus vivo. Não importa qual a sua experiência de prostração, ambas vão ter o mesmo remédio. Enquanto a voz falava, o Espírito de Deus entrou em mim e me fez ficar de pé.
Não há nada, do ponto de vista humano, que possa ser feito para restaurar um prostrado. Nenhum homem ou idéia humana têm força para levantar aquele que está caído, seja cansado, seja convicto de que não pode permanecer em pé diante do Pai. Nada pode nos levantar em uma situação assim, a não ser uma ação do próprio Espírito Santo. É Ele quem vem a nós, nos fala docemente e nos faz ficar de pé.
Sei que ao estar prostrado, vencido, cansado, convicto de meu pecado, preciso abrir meu coração para receber um toque vivo do Espírito Santo de Deus. Ele está bem perto dos que O querem achar, pronto para restaurar as nossas vidas, para nos fazer de novo, para nos conduzir à sua intimidade, sua comunhão, a nadar, beber e se afogar no Seu rio de amor, vida e plenitude. Essa é a vida que o Senhor quer nos dar. Abra seu coração e permita que o Espírito fale com você, penetre em sua vida e o deixe de pé novamente. Perdoado e restaurado.
Ezequiel 2. 1 – 2
Encontramos na Bíblia pelo menos dois tipos diferentes de experiências de prostração diante do Senhor. A primeira delas, aquela por que passa Ezequiel no nosso texto, relaciona-se a constatação de que, diante do Deus Santo, o homem pecador, o homem mortal, não pode permanecer de pé. O terror da presença gloriosa do Senhor à sua frente prostra o homem de uma forma tremenda.
É essa a experiência do profeta. O início de seu livro nos traz a descrição da presença gloriosa do Senhor que se aproxima dele a fim de transformá-lo de um dos sacerdotes no exílio a um profeta comissionado diretamente pelo Senhor. A visão é extremamente impactante e gera em Ezequiel a mesma reação que gerou em outros homens e mulheres que tiveram uma experiência assim imediata com o Pai: prostração. O profeta se queda prostrado, cônscio de ser um pecador diante do Deus vivo, que é fogo consumidor.
Uma experiência de prostração um tanto diferente é aquela que se encontra nas entrelinhas do ministério de Jeremias. O capítulo 20 de Jeremias descreve, primeiro, o seu enfrentamento com o sacerdote Pasur, que o prendeu e o surrou. Após anunciar que o Senhor mudara o nome de Pasur para Terror-por-todos-os-lados, Jeremias, provavelmente, caiu prostrado. Sua prostração era o cansaço da batalha. Ele não agüentava mais. Era como se dissesse a Deus que não pedira para estar naquela posição, que estava se cansando de tantos enfrentamentos, de tantas lutas. Tudo que Jeremias, possivelmente, quisesse era descanso naquela hora. Ele estava a ponto de desistir, acredito, por isso colocou a culpa de tudo, atribuiu toda a responsabilidade ao Senhor. Afirmava que tinha sido enganado por Deus quando de sua vocação, já que tudo o que conseguira no ministério tinha sido ser xingado, preso, apanhar. Agora, Jeremias estava exigindo de Deus que restaurasse a sua vida por inteiro: Ó Senhor Deus, tu me enganaste, e eu fiquei enganado. Tu és mais forte do que eu e me dominaste. Todos zombam de mim, caçoando o dia inteiro. Cada vez que falo, tenho de gritar e anunciar: “Violência! Destruição!” Ó Senhor, eles me desprezam e zombam de mim o tempo todo porque anuncio a tua mensagem (Jr. 20. 7 – 8). Mas o pior de tudo, para Jeremias, é saber que pior do falar é calar: as palavras que ele cala, queimam por dentro, até serem pronunciadas (Jr. 20. 9). Por tudo isso, Jeremias considerava que a obrigação de Deus era livrá-lo: Mas tu, ó Senhor, estás comigo e és forte e poderoso. Os que me perseguem tropeçarão e nunca vencerão. Eles ficarão muito envergonhados por causa do seu fracasso. A desgraça deles não acabará e nunca será esquecida (Jr. 20. 11).
Mas, enfim, eu vejo dois tipos diferentes de prostração diante de Deus. De um lado, a consciência de um coração pecador. De outro, o cansaço daquele que não suporta mais as batalhas que tem de enfrentar para ser fiel ao Senhor que o chamou. O cansaço das lutas também pode nos prostrar.
Nos últimos dias, em particular hoje, me sinto cansado demais. Minha mente não funciona direito, meu corpo pede por minha cama a cada instante. Sinto-me prostrado diante do Pai. Vencido. Percebo, com isso, que até mesmo as minhas obrigações, seja com os estudos, seja com o ministério, estão ficando de lado.
No meu caso, minha prostração é o enfado da batalha. Sinto-me como Jeremias. Você pode estar prostrado por outros motivos. Pode ser a convicção de pecado diante do Senhor, convicção que será ainda maior para aquele que ainda não teve uma experiência de salvação com o Deus vivo. Não importa qual a sua experiência de prostração, ambas vão ter o mesmo remédio. Enquanto a voz falava, o Espírito de Deus entrou em mim e me fez ficar de pé.
Não há nada, do ponto de vista humano, que possa ser feito para restaurar um prostrado. Nenhum homem ou idéia humana têm força para levantar aquele que está caído, seja cansado, seja convicto de que não pode permanecer em pé diante do Pai. Nada pode nos levantar em uma situação assim, a não ser uma ação do próprio Espírito Santo. É Ele quem vem a nós, nos fala docemente e nos faz ficar de pé.
Sei que ao estar prostrado, vencido, cansado, convicto de meu pecado, preciso abrir meu coração para receber um toque vivo do Espírito Santo de Deus. Ele está bem perto dos que O querem achar, pronto para restaurar as nossas vidas, para nos fazer de novo, para nos conduzir à sua intimidade, sua comunhão, a nadar, beber e se afogar no Seu rio de amor, vida e plenitude. Essa é a vida que o Senhor quer nos dar. Abra seu coração e permita que o Espírito fale com você, penetre em sua vida e o deixe de pé novamente. Perdoado e restaurado.
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