Vivamos decentemente, como pessoas que vivem na luz do dia. Nada de farras ou bebedeiras, nem imoralidade ou indecência, nem brigas ou ciúmes. Mas tenham as qualidades que o Senhor Jesus Cristo tem e não procurem satisfazer os maus desejos da natureza humana de vocês.
Romanos 13. 13 – 14
Esta semana fui preparar um suco de caju ao leite depois do almoço. Ao pegar o liquidificador e me preparar para fazer o suco, notei que ele havia sido mal lavado depois de seu último uso. A sua tampa tinha ainda restos de fruta processada pelo lado de dentro.
Talvez você já tenha visto o que acontece quando não lavamos direito nossa louça de cozinha. No liquidificador, por exemplo, rapidamente os restos são fermentados por micróbios. E aquele pequeno sujo mal lavado pode se tornar um vetor de doenças e infecções. Deixar uma louça mal lavada é um risco à nossa vida e saúde.
Provavelmente sua primeira reação ao constatar a persistência de um sujo mal lavado em uma louça de cozinha seja semelhante a que tive quando vi a tampa do liquidificador suja: nojo. Nojo é a reação natural que temos ao ver coisas sujas, especialmente envolvendo coisas em nós que, sabemos, precisam ficar limpas. Como é o caso dos depósitos em que fazemos e armazenamos comida. Não conseguimos ficar bem se pensarmos que coisas sujas podem ser comidas por nós.
Esse exemplo me ensina coisas em duas dimensões sobre a necessidade de permanecermos santos e limpos diante de Deus; necessidade, como diz Paulo no texto destacado, necessidade de ter as qualidades que o Senhor Jesus Cristo tem e não procurem satisfazer os maus desejos da natureza humana de vocês.
Na primeira dimensão, quando olhamos para uma louça suja constatamos que, sem ser lavada, ela pode nos fazer mal. Do mesmo modo, a persistência em deixarmos faces sujas, marcas por limpar, restos em nosso interior vão nos fazer mal. Vão apodrecer e infectar a nossa vida espiritual. Pecados inconfessos, práticas que nos afastam da vontade de Deus, farras, bebedeiras, imoralidades, indecências, brigas e ciúmes fazem mal a nós mesmos, tiram a nossa vida e nos põem em caminhos de morte e destruição. Afastam-nos da luz e da fonte de Água Viva, capaz de trazer a nós vida plena, paz e amor. Roubam, enfim, a nossa paz com Deus e a nossa vida com o Senhor, deixando-nos adoentados e enfraquecidos espiritualmente, numa rota de auto-destruição e morte.
Nessa dimensão, somos confrontados com a nossa sujeira e percebemos a nossa necessidade de mudar, de ser limpo e santificado pelo Senhor, a fim de vivermos de uma maneira digna diante dEle, como alguém que O conhece e serve integralmente. Vivamos decentemente, como pessoas que vivem na luz do dia. Nada de farras ou bebedeiras, nem imoralidade ou indecência, nem brigas ou ciúmes. Mas tenham as qualidades que o Senhor Jesus Cristo tem e não procurem satisfazer os maus desejos da natureza humana de vocês. Nessa dimensão, aprendemos mais sobre nós mesmos e sobre o que nós devemos ser em Cristo.
Uma outra dimensão deste ensino é a do Senhor. O que fazemos quando constatamos uma louça suja em nossa cozinha? Nós a tiramos do uso e a lavamos até que se encontre limpa e apta a ser usada, sem risco de causar mal a quem quer que seja, porque temos nojo de usá-la assim. Foi isso o que eu fiz com o liquidificador: lavei a sua tampa e desde então fico atento para que não sobre nada sem limpar nele, a fim de evitar que surjam culturas de micróbios que possam causar mal à nossa saúde.
Do mesmo modo Deus faz conosco quando mantemos partes sujas e sem tratamento em nossa vida. Se percebemos, ao vermos a sujeira, que ela precisa ser limpa, Deus também vê. E como não podemos fazer nada em nossa própria força para gerar santidade e pureza em nós, Ele nos tira do meio do serviço por um tempo a fim de nos limpar em profundidade. Esse tempo é o necessário para que a limpeza seja feita. Não significa necessariamente um afastamento de obra ou ministério, mas pode ser apenas um momento especial diante do Pai, quando abrimos nosso coração a Ele e pedimos que aja em nossas vidas. Pode ser um evento em nossas vidas sobre o qual não tenhamos controle. Enfim, é uma ação que só o Senhor pode fazer para limpar o nosso interior e nos pôr aptos para o serviço novamente.
Algo assim é dito por Jesus a Pedro na noite da última ceia: Quem já tomou banho está completamente limpo e precisa lavar somente os pés (Jo. 13. 10). Jesus diz isso a Pedro quando ele, impulsivo, suplica que Jesus o lave por inteiro no lava-pés. Ali estão falando em purificação, em limpeza, e Jesus diz que quem já foi limpo por inteiro uma vez, só precisa tirar os restos de sujeira.
Vivamos decentemente, como pessoas que vivem na luz do dia. Nada de farras ou bebedeiras, nem imoralidade ou indecência, nem brigas ou ciúmes. Mas tenham as qualidades que o Senhor Jesus Cristo tem e não procurem satisfazer os maus desejos da natureza humana de vocês. Somos salvos em Cristo como pecadores. Entramos em relação com Ele como pecadores. Dia a dia, precisamos ser limpos e tratados por Sua ação graciosa de vida. Olhamos para nós e vemos louça suja, precisando ser limpa. Olhamos para nós e percebemos que precisamos viver as qualidade de santidade de Jesus. E Ele olha para nós e vem até nós para limpar os restos de sujeira em nosso interior. Em um processo que pode ser mais ou menos demorado, mais ou menos doloroso. Depende de nossa disposição em permitir que o Senhor nos faça novos.
29.9.05
28.9.05
O que me preocupa
Está chegando o dia do castigo, o dia em que Deus castigará o Seu povo.
Oséias 9. 7
Muita gente tem falado, pensado e se preocupado acerca do juízo de Deus que há de vir sobre o mundo. As pessoas muito têm falado sobre os sinais dos tempos que marcam o início do fim de todas as coisas. Outro dia, me falaram sobre visões que dão conta de calamidades, como ações de Deus em castigo dos pecadores. Falavam-me que isto se daria em minha terra, segundo tem sido dito.
Essas coisas, com sinceridade, não me preocupam. Se uma calamidade viesse contra a minha cidade e mesmo me ceifasse a vida, estaria tranqüilo porque eu conheço o Deus a Quem sirvo e ainda que minha vida aqui se acabasse, tenho a eternidade inteira para gozar a vida plena com o Senhor. Não é, pois, esse juízo que me preocupa.
O que me preocupa é o castigo de Deus contra o meu pecado, contra o Seu povo. Está chegando o dia do castigo, o dia em que Deus castigará o Seu povo. Deus é santo e eu, pecador. Se há alguma coisa que tenho certeza é que Deus agirá para extirpar o pecado do Seu povo e para torná-lo santo. Por isso, o Seu juízo começa pelo Seu próprio povo: Pois o tempo de começar o julgamento já chegou, e os que pertencem ao povo de Deus serão os primeiros a serem julgados (1 Pe. 4. 17). É esse o juízo que me preocupa, porque, se eu não mudar a minha vida, Deus agirá para mudá-la e isso pode doer muito.
Está chegando o dia do castigo, o dia em que Deus castigará o Seu povo. Se há algo que devemos temer não é uma calamidade, como terremoto, furacão ou tsunami, mas o fogo santo do Senhor queimando em nosso meio para nos purificar, nos julgando em nossas culpas, quebrando a nossa vida, moldando o nosso caráter. E não falo em temer porque essa ação de Deus seja má em nossas vidas, mas porque pode ser evitada, doerá e durará na medida em que demorarmos mais para tomarmos a decisão e dispormos o coração para mudar.
Há dias em que olho para o meu coração, vejo meu pecado e me pergunto se ainda existe graça e misericórdia para mim na presença do Senhor, se ainda tenho chance e tempo de mudar, ou se, ao contrário, o castigo de Deus vai me apanhar. Sei que sou filho em Cristo, então que venha o castigo se necessário. “Preste atenção, meu filho, quando o Senhor o castiga, e não se desanime quando Ele o repreende. Pois o Senhor corrige quem Ele ama e castiga quem Ele aceita como filho”. Suportem o sofrimento com paciência como se fosse o castigo dado por um pai, pois o sofrimento de vocês mostra que Deus os está tratando como Seus filhos. Será que existe algum filho que nunca foi corrigido pelo pai? Se vocês não são corrigidos como acontece com todos os filhos de Deus, então não são filhos de verdade, mas filhos ilegítimos (Hb. 12. 5 – 8). O castigo de Deus contra o Seu povo é prova do Seu amor por nós que jamais se acaba!
Como filhos de um Deus santo, conscientes do nosso pecado, sabemos que somos chamados para manifestarmos a santidade de nosso Pai em nossas vidas. Por isso, Ele agirá de toda maneira para que isso aconteça, uma vez que santidade não pode ser gerada por ações humanas. Santidade é resultado da ação de Deus em nossas vidas. Eu não posso, em minhas forças, me fazer santo, mas sou santificado, mesmo que doa e mesmo que por meio de um castigo, por ação soberana do Espírito Santo de Deus, que habita em mim. Ele nos santificará como fruto de Si mesmo em nós: Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza (Gl. 5. 22 – 24).
Deus nos quer santos, refletindo Sua glória ao mundo. Ele quer a Sua luz brilhando através de nós, transformando vidas, impactando o mundo. Por isso, como a filhos, Ele nos tratará para nos corrigir: Está chegando o dia do castigo, o dia em que Deus castigará o Seu povo.
Oséias 9. 7
Muita gente tem falado, pensado e se preocupado acerca do juízo de Deus que há de vir sobre o mundo. As pessoas muito têm falado sobre os sinais dos tempos que marcam o início do fim de todas as coisas. Outro dia, me falaram sobre visões que dão conta de calamidades, como ações de Deus em castigo dos pecadores. Falavam-me que isto se daria em minha terra, segundo tem sido dito.
Essas coisas, com sinceridade, não me preocupam. Se uma calamidade viesse contra a minha cidade e mesmo me ceifasse a vida, estaria tranqüilo porque eu conheço o Deus a Quem sirvo e ainda que minha vida aqui se acabasse, tenho a eternidade inteira para gozar a vida plena com o Senhor. Não é, pois, esse juízo que me preocupa.
O que me preocupa é o castigo de Deus contra o meu pecado, contra o Seu povo. Está chegando o dia do castigo, o dia em que Deus castigará o Seu povo. Deus é santo e eu, pecador. Se há alguma coisa que tenho certeza é que Deus agirá para extirpar o pecado do Seu povo e para torná-lo santo. Por isso, o Seu juízo começa pelo Seu próprio povo: Pois o tempo de começar o julgamento já chegou, e os que pertencem ao povo de Deus serão os primeiros a serem julgados (1 Pe. 4. 17). É esse o juízo que me preocupa, porque, se eu não mudar a minha vida, Deus agirá para mudá-la e isso pode doer muito.
Está chegando o dia do castigo, o dia em que Deus castigará o Seu povo. Se há algo que devemos temer não é uma calamidade, como terremoto, furacão ou tsunami, mas o fogo santo do Senhor queimando em nosso meio para nos purificar, nos julgando em nossas culpas, quebrando a nossa vida, moldando o nosso caráter. E não falo em temer porque essa ação de Deus seja má em nossas vidas, mas porque pode ser evitada, doerá e durará na medida em que demorarmos mais para tomarmos a decisão e dispormos o coração para mudar.
Há dias em que olho para o meu coração, vejo meu pecado e me pergunto se ainda existe graça e misericórdia para mim na presença do Senhor, se ainda tenho chance e tempo de mudar, ou se, ao contrário, o castigo de Deus vai me apanhar. Sei que sou filho em Cristo, então que venha o castigo se necessário. “Preste atenção, meu filho, quando o Senhor o castiga, e não se desanime quando Ele o repreende. Pois o Senhor corrige quem Ele ama e castiga quem Ele aceita como filho”. Suportem o sofrimento com paciência como se fosse o castigo dado por um pai, pois o sofrimento de vocês mostra que Deus os está tratando como Seus filhos. Será que existe algum filho que nunca foi corrigido pelo pai? Se vocês não são corrigidos como acontece com todos os filhos de Deus, então não são filhos de verdade, mas filhos ilegítimos (Hb. 12. 5 – 8). O castigo de Deus contra o Seu povo é prova do Seu amor por nós que jamais se acaba!
Como filhos de um Deus santo, conscientes do nosso pecado, sabemos que somos chamados para manifestarmos a santidade de nosso Pai em nossas vidas. Por isso, Ele agirá de toda maneira para que isso aconteça, uma vez que santidade não pode ser gerada por ações humanas. Santidade é resultado da ação de Deus em nossas vidas. Eu não posso, em minhas forças, me fazer santo, mas sou santificado, mesmo que doa e mesmo que por meio de um castigo, por ação soberana do Espírito Santo de Deus, que habita em mim. Ele nos santificará como fruto de Si mesmo em nós: Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza (Gl. 5. 22 – 24).
Deus nos quer santos, refletindo Sua glória ao mundo. Ele quer a Sua luz brilhando através de nós, transformando vidas, impactando o mundo. Por isso, como a filhos, Ele nos tratará para nos corrigir: Está chegando o dia do castigo, o dia em que Deus castigará o Seu povo.
27.9.05
Alguém que ore
Mas não há ninguém que ore a mim.
Oséias 7. 7
Confesso o impacto que senti ao me deparar com esta frase hoje, em minha leitura devocional. Por mais que “soubesse” que Deus busca, no meio do Seu povo, pessoas dispostas a mergulharem numa vida de profundidade espiritual, acho que jamais tive consciência disto como nesta noite. Em um tempo, estamos cansados de saber disso, em que se olha de um lado e de outro na igreja e não se encontra quem esteja disposto a viver a parte fundamental do discipulado de Cristo, podemos ler Oséias nos dizendo que Deus percebe isso e busca quem faça diferente: Mas não há ninguém que ore a mim.
Dia desses estava reparando, ao freqüentar algumas reuniões que nossas igrejas separam com o intuito de se orar, que elas têm características marcantes. Primeiro, o público sempre é predominantemente feminino. Como se orar fosse coisa exclusivamente de mulheres. Talvez porque os homens ainda não experimentaram plenamente a praticidade da oração íntima e profunda, eles, que tendem a ser mais práticos, não valorizam a vida de oração. Mas, independente da desculpa que inventemos, desprezar a oração é abrir mão da coisa mais preciosa do discipulado de Cristo.
Outra coisa que me chama a atenção em nossas reuniões de oração é que se fala muito e se ora pouco. Há muito espaço para testemunhos, muita gente vai a esses encontros em busca de uma palavra revelatória de Deus, mas poucos vão o coração disposto a fazer aquilo que propõe a reunião: orar. Fala-se muito uns com outros, dialoga-se pouco com o Deus do Céu.
A fala de Deus através do profeta Oséias é uma Palavra dura de julgamento contra as tramóias políticas e o pecado explícito do povo e do rei de Israel. Eles se deliciam em bebedices, queimam-se de raiva, atacam-se e matam-se uns aos outros, mas, diz o Senhor, não há ninguém que ore a mim.
Deus não está procurando no meio do Seu povo alguém que monte artimanhas políticas ou seja especialista em ações de impacto. Ele não está procurando alguém que trame ou faça planos. Ele não procura conspiradores. Ele procura uma pessoa que ore.
Quando penso em oração, sempre lembro de um relato do livro de John Henry Jowett, O pregador: Sua vida e obra. Ao falar sobre a importância da oração para o pregador, Jowett recupera os diários de Andrew Bonar, pregador escocês do século XIX: “Ontem reservei o dia para mim, para oração. Para mim, todo período de oração, ou quase todo, começa com um conflito (...) O meu mais profundo pesar é que oro tão pouco (...) Percebo que se não me mantenho fazendo breves orações todo dia e o dia todo, a intervalos, perco o espírito de oração (...) Passei hoje seis horas em oração e leitura da Bíblia (!), confessando pecados e buscando bênçãos para mim e para a igreja”. O que me impressiona nos diários deste homem que orava seis horas por dia é o fato de ele confessar que ora “tão pouco”. Nossas orações diárias de minutos ou no máximo poucas horas envergonham diante de um relato desses.
Mas não há ninguém que ore a mim. Certamente uma das razões pelas quais o povo falha em seguir os propósitos de Deus é a falta de alguém que ore no meio dele. O povo de Deus, isso é fundamental para os que são chamados como discípulos de Cristo, deve ser um povo que ora. Que conhece o seu Deus por meio da oração. Que tem a Sua intimidade como bem mais precioso no mundo.
Para finalizar esta reflexão, é necessário lembrar que a oração, por mais que nos aprofundemos nela, sempre será uma ilustre desconhecida para nós. Mas Deus deseja, antes de tudo, que como Seu povo ardentemente desejemos estar mais e mais em Sua presença por meio da oração, que nos arrisquemos, nos lançando nessa empresa desconhecida, que desafiemos os nossos limites, nossa ignorância, nosso desconhecimento, porque assim Ele quer agir em nossas vidas. Ele deseja encontrar alguém que ore, mas alguém que saiba seus limites. Não há espaço para experts no mundo da oração. Não há espaço para donos da verdade. Não há lugar para soberbos, apenas para corações humildes, conscientes que nada podem ou sabem: Assim também o Espírito de Deus vem nos ajudar na nossa fraqueza. Pois não sabemos como devemos orar, mas o Espírito de Deus, com gemidos que não podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor (Rm. 8. 26).
Oséias 7. 7
Confesso o impacto que senti ao me deparar com esta frase hoje, em minha leitura devocional. Por mais que “soubesse” que Deus busca, no meio do Seu povo, pessoas dispostas a mergulharem numa vida de profundidade espiritual, acho que jamais tive consciência disto como nesta noite. Em um tempo, estamos cansados de saber disso, em que se olha de um lado e de outro na igreja e não se encontra quem esteja disposto a viver a parte fundamental do discipulado de Cristo, podemos ler Oséias nos dizendo que Deus percebe isso e busca quem faça diferente: Mas não há ninguém que ore a mim.
Dia desses estava reparando, ao freqüentar algumas reuniões que nossas igrejas separam com o intuito de se orar, que elas têm características marcantes. Primeiro, o público sempre é predominantemente feminino. Como se orar fosse coisa exclusivamente de mulheres. Talvez porque os homens ainda não experimentaram plenamente a praticidade da oração íntima e profunda, eles, que tendem a ser mais práticos, não valorizam a vida de oração. Mas, independente da desculpa que inventemos, desprezar a oração é abrir mão da coisa mais preciosa do discipulado de Cristo.
Outra coisa que me chama a atenção em nossas reuniões de oração é que se fala muito e se ora pouco. Há muito espaço para testemunhos, muita gente vai a esses encontros em busca de uma palavra revelatória de Deus, mas poucos vão o coração disposto a fazer aquilo que propõe a reunião: orar. Fala-se muito uns com outros, dialoga-se pouco com o Deus do Céu.
A fala de Deus através do profeta Oséias é uma Palavra dura de julgamento contra as tramóias políticas e o pecado explícito do povo e do rei de Israel. Eles se deliciam em bebedices, queimam-se de raiva, atacam-se e matam-se uns aos outros, mas, diz o Senhor, não há ninguém que ore a mim.
Deus não está procurando no meio do Seu povo alguém que monte artimanhas políticas ou seja especialista em ações de impacto. Ele não está procurando alguém que trame ou faça planos. Ele não procura conspiradores. Ele procura uma pessoa que ore.
Quando penso em oração, sempre lembro de um relato do livro de John Henry Jowett, O pregador: Sua vida e obra. Ao falar sobre a importância da oração para o pregador, Jowett recupera os diários de Andrew Bonar, pregador escocês do século XIX: “Ontem reservei o dia para mim, para oração. Para mim, todo período de oração, ou quase todo, começa com um conflito (...) O meu mais profundo pesar é que oro tão pouco (...) Percebo que se não me mantenho fazendo breves orações todo dia e o dia todo, a intervalos, perco o espírito de oração (...) Passei hoje seis horas em oração e leitura da Bíblia (!), confessando pecados e buscando bênçãos para mim e para a igreja”. O que me impressiona nos diários deste homem que orava seis horas por dia é o fato de ele confessar que ora “tão pouco”. Nossas orações diárias de minutos ou no máximo poucas horas envergonham diante de um relato desses.
Mas não há ninguém que ore a mim. Certamente uma das razões pelas quais o povo falha em seguir os propósitos de Deus é a falta de alguém que ore no meio dele. O povo de Deus, isso é fundamental para os que são chamados como discípulos de Cristo, deve ser um povo que ora. Que conhece o seu Deus por meio da oração. Que tem a Sua intimidade como bem mais precioso no mundo.
Para finalizar esta reflexão, é necessário lembrar que a oração, por mais que nos aprofundemos nela, sempre será uma ilustre desconhecida para nós. Mas Deus deseja, antes de tudo, que como Seu povo ardentemente desejemos estar mais e mais em Sua presença por meio da oração, que nos arrisquemos, nos lançando nessa empresa desconhecida, que desafiemos os nossos limites, nossa ignorância, nosso desconhecimento, porque assim Ele quer agir em nossas vidas. Ele deseja encontrar alguém que ore, mas alguém que saiba seus limites. Não há espaço para experts no mundo da oração. Não há espaço para donos da verdade. Não há lugar para soberbos, apenas para corações humildes, conscientes que nada podem ou sabem: Assim também o Espírito de Deus vem nos ajudar na nossa fraqueza. Pois não sabemos como devemos orar, mas o Espírito de Deus, com gemidos que não podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor (Rm. 8. 26).
26.9.05
Descanso na luta
Então o sacerdote deu a Davi os pães sagrados.
1 Samuel 21. 6
Quando enfrentamos uma enorme luta é praticamente inevitável quedarmo-nos profundamente cansados mais à frente. A luta intensa gera extenuação. É uma conseqüência natural.
Tenho vivido, nos últimos dias, uma luta espiritual extenuante. De repente, Deus cruzou a minha vida com uma série de pessoas cegadas por Satanás a quem tenho testemunhado, o mais intensamente possível, da maravilhosa graça de Jesus. E as conseqüências do meu testemunho, em minha vida, têm sido uma invisível, constante e terrível luta que tem me deixado espiritualmente cansado.
Esta luta se assemelha a uma perseguição em que todas as forças de um inimigo se lançam contra um praticamente indefeso homem. Como se todas as forças das trevas se levantassem contra um só. Mas, por mais poderoso que seja o ataque, nessas batalhas, podemos crer, as forças do diabo já foram derrotadas. E a vitória nessas batalhas é garantida pelo simples e maravilhoso fato de que foi conquistada, uma vez por todas, por Jesus na cruz. Ali, Ele esmagou a cabeça da serpente (Gn. 3. 15). Ali, Ele destruiu as obras do diabo (1 Jo. 3. 8). E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória (Cl. 2. 15).
Apesar da vitória ser garantida e de Satanás ser um adversário derrotado, as batalhas são renhidas. Imagino os valorosos guerreiros do Senhor, vencedores ao fim e ao cabo, como homens e mulheres, cobertos pela armadura do Senhor, armadura, porém, marcada pelos ataques adversários. Somos homens e mulheres que até mesmo estamos feridos por alguma distração na luta. As forças pessoais minguaram. Tudo o que precisamos é descanso, como um soldado medieval que retorna ao lar depois de meses de campanha em terras distantes. Como o personagem de Russell Crowe voltando para casa em Gladiador.
É nesse ponto que lembro de Davi fugindo do rei Saul. Uma fuga repentina, de um homem injustiçado e praticamente só. Aflito e cansado da correria, Davi vai ao melhor lugar para encontrar descanso, a tenda do Senhor em Nobe.
Faminto e cansado, o futuro rei de Israel precisa de renovo de suas forças. E é no templo que ele vai buscar o que precisa. E é no templo que ele é alimentado pelo pão do Senhor, os pães da proposição, sinais da vida do Senhor no meio do povo.
Não é difícil caminhar daqui para entendermos o que podemos fazer quando o cansaço das batalhas nos abate. Quando extenuados estivermos pelas lutas espirituais em que nos metemos no nosso dia a dia, essa história de Davi pode nos inspirar. Porque, primeiro, cansado da fuga, ele busca refúgio na presença do Senhor. Ele vai à tenda em Nobe, pedir ajuda aos sacerdotes do Deus vivo. Isso me ensina que, quando o cansaço de minhas batalhas me extenua, posso correr para o descanso disponível na presença do Senhor. Posso me colocar diante do Deus vivo, no Seu templo santo. Posso esperar pelo renovo de forças que Ele pode trazer à minha alma.
Além disso, diante do Senhor, Davi come dos pães da proposição. Iss me ensina que, diante do Senhor, temos as forças restauradas pelo Pão da Vida que desce da parte de Deus. Davi se alimenta desse pão especial colocado no templo de Deus e nós temos o Pão Vivo que pode nos alimentar muito mais profunda e poderosamente em nossas almas cansadas das lutas de todos os dias. Correndo para descansar no templo do Senhor, somos alimentados por Seu Pão, que nos renova as forças.
Elias ia cansado pelo deserto, cansado da grande batalha que acabara de experimentar no Carmelo. Deprimido pela perseguição injusta conduzida pela rainha Jezabel. No meio do caminho até o Horebe, onde o Senhor trataria com ele, é o próprio Deus que o alimenta e renova suas forças duas vezes: Levante-se e coma; se não você agüentará a viagem (1 Rs. 19. 5 e 7).
Jesus é o Pão Vivo que, descido do céu, nos traz vida plena. É disso que fala o texto do evangelho de João que mais tenho repetido nos últimos tempos. Eu sou o Pão da Vida. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, e quem crê em Mim nunca mais terá sede (Jo. 6. 35). Estar com Jesus, comer de Sua carne, beber do Seu sangue, é usufruir a plenitude da Sua vida e da Sua bênção. Ele é o Deus que fortalece a vida do cansado, do extenuado pelas lutas. O Pão do Céu é o alimento espiritual que muda e renova as forças do caído e do cansado.
Hoje, cansado e extenuado pela luta espiritual que se levanta contra mim, estou certo que só tenho uma saída: me pôr diante do Pai na sala do Seu trono de graça e me alimentar do Seu Pão, Jesus, que restaura e renova a nossa força espiritual.
1 Samuel 21. 6
Quando enfrentamos uma enorme luta é praticamente inevitável quedarmo-nos profundamente cansados mais à frente. A luta intensa gera extenuação. É uma conseqüência natural.
Tenho vivido, nos últimos dias, uma luta espiritual extenuante. De repente, Deus cruzou a minha vida com uma série de pessoas cegadas por Satanás a quem tenho testemunhado, o mais intensamente possível, da maravilhosa graça de Jesus. E as conseqüências do meu testemunho, em minha vida, têm sido uma invisível, constante e terrível luta que tem me deixado espiritualmente cansado.
Esta luta se assemelha a uma perseguição em que todas as forças de um inimigo se lançam contra um praticamente indefeso homem. Como se todas as forças das trevas se levantassem contra um só. Mas, por mais poderoso que seja o ataque, nessas batalhas, podemos crer, as forças do diabo já foram derrotadas. E a vitória nessas batalhas é garantida pelo simples e maravilhoso fato de que foi conquistada, uma vez por todas, por Jesus na cruz. Ali, Ele esmagou a cabeça da serpente (Gn. 3. 15). Ali, Ele destruiu as obras do diabo (1 Jo. 3. 8). E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória (Cl. 2. 15).
Apesar da vitória ser garantida e de Satanás ser um adversário derrotado, as batalhas são renhidas. Imagino os valorosos guerreiros do Senhor, vencedores ao fim e ao cabo, como homens e mulheres, cobertos pela armadura do Senhor, armadura, porém, marcada pelos ataques adversários. Somos homens e mulheres que até mesmo estamos feridos por alguma distração na luta. As forças pessoais minguaram. Tudo o que precisamos é descanso, como um soldado medieval que retorna ao lar depois de meses de campanha em terras distantes. Como o personagem de Russell Crowe voltando para casa em Gladiador.
É nesse ponto que lembro de Davi fugindo do rei Saul. Uma fuga repentina, de um homem injustiçado e praticamente só. Aflito e cansado da correria, Davi vai ao melhor lugar para encontrar descanso, a tenda do Senhor em Nobe.
Faminto e cansado, o futuro rei de Israel precisa de renovo de suas forças. E é no templo que ele vai buscar o que precisa. E é no templo que ele é alimentado pelo pão do Senhor, os pães da proposição, sinais da vida do Senhor no meio do povo.
Não é difícil caminhar daqui para entendermos o que podemos fazer quando o cansaço das batalhas nos abate. Quando extenuados estivermos pelas lutas espirituais em que nos metemos no nosso dia a dia, essa história de Davi pode nos inspirar. Porque, primeiro, cansado da fuga, ele busca refúgio na presença do Senhor. Ele vai à tenda em Nobe, pedir ajuda aos sacerdotes do Deus vivo. Isso me ensina que, quando o cansaço de minhas batalhas me extenua, posso correr para o descanso disponível na presença do Senhor. Posso me colocar diante do Deus vivo, no Seu templo santo. Posso esperar pelo renovo de forças que Ele pode trazer à minha alma.
Além disso, diante do Senhor, Davi come dos pães da proposição. Iss me ensina que, diante do Senhor, temos as forças restauradas pelo Pão da Vida que desce da parte de Deus. Davi se alimenta desse pão especial colocado no templo de Deus e nós temos o Pão Vivo que pode nos alimentar muito mais profunda e poderosamente em nossas almas cansadas das lutas de todos os dias. Correndo para descansar no templo do Senhor, somos alimentados por Seu Pão, que nos renova as forças.
Elias ia cansado pelo deserto, cansado da grande batalha que acabara de experimentar no Carmelo. Deprimido pela perseguição injusta conduzida pela rainha Jezabel. No meio do caminho até o Horebe, onde o Senhor trataria com ele, é o próprio Deus que o alimenta e renova suas forças duas vezes: Levante-se e coma; se não você agüentará a viagem (1 Rs. 19. 5 e 7).
Jesus é o Pão Vivo que, descido do céu, nos traz vida plena. É disso que fala o texto do evangelho de João que mais tenho repetido nos últimos tempos. Eu sou o Pão da Vida. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, e quem crê em Mim nunca mais terá sede (Jo. 6. 35). Estar com Jesus, comer de Sua carne, beber do Seu sangue, é usufruir a plenitude da Sua vida e da Sua bênção. Ele é o Deus que fortalece a vida do cansado, do extenuado pelas lutas. O Pão do Céu é o alimento espiritual que muda e renova as forças do caído e do cansado.
Hoje, cansado e extenuado pela luta espiritual que se levanta contra mim, estou certo que só tenho uma saída: me pôr diante do Pai na sala do Seu trono de graça e me alimentar do Seu Pão, Jesus, que restaura e renova a nossa força espiritual.
25.9.05
Sustentando os braços
Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Arão e Hur pegaram uma pedra e a puseram perto dele para que Moisés se sentasse. E os dois, um de cada lado, seguravam os braços de Moisés.
Êxodo 17. 12
Há momentos em que Deus deseja tratar conosco individualmente e precisamos, por isso, de momentos a sós com Ele. Nessas horas não adianta levar ninguém conosco. Seja num oásis, seja num deserto, se Deus quer estar sozinho conosco, não é para levarmos quem quer que seja ao nosso lado. Esse é o momento de ir sozinho à presença de Deus. Ir só ao centro da Sua vontade.
Foi algo assim que aconteceu com Elias, desesperado e deprimido, quando fugiu sozinho, indo até o monte Horebe (1 Rs. 19. 1 – 18). Deus o levou ali para que, sozinho, fosse tratado e descobrisse que não estava tão sozinho quanto imaginava na sua luta contra a idolatria a Baal: Mas eu deixarei sete mil pessoas vivas em Israel, isto é, todos aqueles que não adoraram o deus Baal e não beijaram a sua imagem (1 Rs. 19. 18).
Deus fez algo assim com Paulo. Ao ser convertido pela visão de Jesus, Paulo relata aos gálatas qual foi a sua primeira atitude: Quando Ele resolveu revelar em mim o Seu Filho a fim de que eu anunciasse aos não-judeus a boa notícia a respeito dele, eu não fui pedir conselhos a ninguém. E também não fui até Jerusalém para falar com aqueles que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, fui para a região da Arábia [isto é, o deserto] e depois voltei para Damasco (Gl. 1. 15 – 17). Isto é, Paulo, após ser alcançado pela graça de Jesus, tem como primeira atitude ir sozinho para junto do Senhor, a fim de ser tratado por Ele. Tratado sozinho.
E foi algo assim que aconteceu com o próprio Jesus. Após o batismo, após a visível descida do Espírito sobre Ele, após a voz do céu, do Pai, que foi ouvida dizendo ser Aquele Seu Filho amado, após tudo isso, Jesus é conduzido para quarenta dias de solidão e prova no deserto (Mt. 4. 1 - 2; Lc. 4. 1 – 2).
Deus quer, em alguns momentos, tratar-nos a sós. Mas essa não é a normalidade. No normal, Deus tem nos ensinado que não nos fez para ficarmos sós. Ele não nos permite passar pelas lutas, na maioria das vezes, sozinhos. Ele sempre coloca pessoas a nosso lado, para fortalecer nossas vidas, sustentar nossos braços, guerrear conosco em intercessão. A luta pode ser somente nossa, mas não precisamos enfrentá-la solitariamente.
Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Arão e Hur pegaram uma pedra e a puseram perto dele para que Moisés se sentasse. E os dois, um de cada lado, seguravam os braços de Moisés. Da mesma forma como Deus dispôs Arão e Hur para segurarem os braços de Moisés, para lhe providenciarem apoio enquanto ele prevalecia na intercessão pela vitória de Israel contra os amalequitas, Ele coloca companheiros a nosso lado para nos ajudar a prevalecer até o fim em nossas lutas, prevalecer através da oração, até a vitória.
Meus amigos, meus irmãos em Cristo, alguns deles, têm sido os arões e hures que Deus tem posto em minha vida, a meu lado. Sou grato a Deus por esses parceiros, que me fortalecem e sustentam meus braços espirituais, em oração. Sou grato por aqueles que têm exercido esse papel, pelos que já exerceram e por aqueles que ainda exercerão. E quero, também, poder ser apoio desses companheiros, parceiros, amigos de oração, que muito têm me apoiado o tempo todo.
Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Arão e Hur pegaram uma pedra e a puseram perto dele para que Moisés se sentasse. E os dois, um de cada lado, seguravam os braços de Moisés. Deus não nos chamou para andarmos sós na vida cristã. A solidão, em determinados momentos, faz parte do agir de Deus para tocar e transformar a nossa vida. Mas Deus nos fez e vocacionou para que lutemos e andemos juntos com parceiros, companheiros, amigos. Sozinhos e isolados não somos tão fortes quanto seríamos lutando ao lado de nossos irmãos.
Não queira andar só. Não deixe de lado seus companheiros. Não abra mão de seus parceiros de oração. Dois homens podem resistir a um ataque que derrotaria um deles se estivesse sozinho. Uma corda de três cordões é difícil de arrebentar (Ec. 4. 12).
Êxodo 17. 12
Há momentos em que Deus deseja tratar conosco individualmente e precisamos, por isso, de momentos a sós com Ele. Nessas horas não adianta levar ninguém conosco. Seja num oásis, seja num deserto, se Deus quer estar sozinho conosco, não é para levarmos quem quer que seja ao nosso lado. Esse é o momento de ir sozinho à presença de Deus. Ir só ao centro da Sua vontade.
Foi algo assim que aconteceu com Elias, desesperado e deprimido, quando fugiu sozinho, indo até o monte Horebe (1 Rs. 19. 1 – 18). Deus o levou ali para que, sozinho, fosse tratado e descobrisse que não estava tão sozinho quanto imaginava na sua luta contra a idolatria a Baal: Mas eu deixarei sete mil pessoas vivas em Israel, isto é, todos aqueles que não adoraram o deus Baal e não beijaram a sua imagem (1 Rs. 19. 18).
Deus fez algo assim com Paulo. Ao ser convertido pela visão de Jesus, Paulo relata aos gálatas qual foi a sua primeira atitude: Quando Ele resolveu revelar em mim o Seu Filho a fim de que eu anunciasse aos não-judeus a boa notícia a respeito dele, eu não fui pedir conselhos a ninguém. E também não fui até Jerusalém para falar com aqueles que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, fui para a região da Arábia [isto é, o deserto] e depois voltei para Damasco (Gl. 1. 15 – 17). Isto é, Paulo, após ser alcançado pela graça de Jesus, tem como primeira atitude ir sozinho para junto do Senhor, a fim de ser tratado por Ele. Tratado sozinho.
E foi algo assim que aconteceu com o próprio Jesus. Após o batismo, após a visível descida do Espírito sobre Ele, após a voz do céu, do Pai, que foi ouvida dizendo ser Aquele Seu Filho amado, após tudo isso, Jesus é conduzido para quarenta dias de solidão e prova no deserto (Mt. 4. 1 - 2; Lc. 4. 1 – 2).
Deus quer, em alguns momentos, tratar-nos a sós. Mas essa não é a normalidade. No normal, Deus tem nos ensinado que não nos fez para ficarmos sós. Ele não nos permite passar pelas lutas, na maioria das vezes, sozinhos. Ele sempre coloca pessoas a nosso lado, para fortalecer nossas vidas, sustentar nossos braços, guerrear conosco em intercessão. A luta pode ser somente nossa, mas não precisamos enfrentá-la solitariamente.
Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Arão e Hur pegaram uma pedra e a puseram perto dele para que Moisés se sentasse. E os dois, um de cada lado, seguravam os braços de Moisés. Da mesma forma como Deus dispôs Arão e Hur para segurarem os braços de Moisés, para lhe providenciarem apoio enquanto ele prevalecia na intercessão pela vitória de Israel contra os amalequitas, Ele coloca companheiros a nosso lado para nos ajudar a prevalecer até o fim em nossas lutas, prevalecer através da oração, até a vitória.
Meus amigos, meus irmãos em Cristo, alguns deles, têm sido os arões e hures que Deus tem posto em minha vida, a meu lado. Sou grato a Deus por esses parceiros, que me fortalecem e sustentam meus braços espirituais, em oração. Sou grato por aqueles que têm exercido esse papel, pelos que já exerceram e por aqueles que ainda exercerão. E quero, também, poder ser apoio desses companheiros, parceiros, amigos de oração, que muito têm me apoiado o tempo todo.
Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Arão e Hur pegaram uma pedra e a puseram perto dele para que Moisés se sentasse. E os dois, um de cada lado, seguravam os braços de Moisés. Deus não nos chamou para andarmos sós na vida cristã. A solidão, em determinados momentos, faz parte do agir de Deus para tocar e transformar a nossa vida. Mas Deus nos fez e vocacionou para que lutemos e andemos juntos com parceiros, companheiros, amigos. Sozinhos e isolados não somos tão fortes quanto seríamos lutando ao lado de nossos irmãos.
Não queira andar só. Não deixe de lado seus companheiros. Não abra mão de seus parceiros de oração. Dois homens podem resistir a um ataque que derrotaria um deles se estivesse sozinho. Uma corda de três cordões é difícil de arrebentar (Ec. 4. 12).
Assinar:
Postagens (Atom)