Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita.
Gálatas 6. 9
Você já pensou em desistir? Ano passado, eu e mais dois irmãos de nossa igreja começamos a nos reunir com um único propósito: interceder pela nossa igreja. Garanto a vocês que não tínhamos a menor idéia do que nos aguardava na nossa empreitada. A gente não tinha a menor noção das lutas espirituais que surgiriam dali. Começamos a nos envolver num combate terrivelmente sujo contra principados e potestades poderosas que têm como único objetivo destruir a obra e a ação de Deus no meio do Seu povo.
As lutas eram terríveis e atingiam todas as áreas de nossas vidas. Com poucos meses, todos pensamos em desistir. Na minha Bíblia há uma data anotada: 29 de novembro de 2004. Nesse dia, no meio da pressão que nos queria fazer parar, o Senhor falou poderosamente comigo: Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita.
Mais uma vez, sinto-me pressionado por todos os lados hoje a desistir. As lutas espirituais se agravaram. Sinto-me perturbadoramente cercado por forças inimigas em todos os lados. Tentam-me sugar as forças. O desejo do coração, cansado e a caminho de se desanimar, é desistir. É retroceder. É abrir mão. Mas novamente o Senhor vem me falar ao coração: Não desista, não retroceda. Não se canse de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita.
O Senhor nos vocacionou para a luta. Cristãos não foram chamados para assistirem a vida como vêem um filme projetado em uma tela, sem se envolverem. O chamado de cada um de nós é para nos envolvermos no agir do Senhor no mundo. Sem esse envolvimento não podemos ser reconhecidos como discípulos de Jesus. As pessoas à nossa volta podem nos ver como cristãos, mas sem envolvimento e comprometimento total na luta do Senhor da história, corremos sério risco de ouvir sentença destruidora: Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eu não sei quem são vocês! (Mt. 25. 12).
Mas a luta é dura e esgota as nossas forças. Precisamos sempre estar dispostos a termos as “baterias” espirituais recarregadas diuturnamente na presença santa do Senhor dos Exércitos. Precisamos, para participar dessa luta, estar na presença do Senhor, coração aberto, alma derramada, cientes de que não temos força em nós ou chance por nós mesmos de enfrentarmos todas as dificuldades que se apontam na vida cristã. Somos tentados, pelo esgotamento, a desistir. Porém, assim nos diz o Senhor: Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita.
Por mais difícil que a situação se apresente aos nossos limitados olhos, nos lembremos que há uma promessa do Senhor: a colheita virá no tempo certo. Lutar pela causa certa e viver a vida cristã não é perda de tempo. Por mais que sejamos desanimados e, cansados, estejamos tentados a desistir, podemos e devemos crer que no final ainda haverá uma colheita de toda a boa obra que o Senhor realizou em nossas vidas e através de nós. O fim da história não é o nosso cansaço ou desânimo. Se podemos resistir à tentação do cansaço e desânimo é acreditando que o fim da história ainda não chegou. Aliás, o fim da história já foi conquistado e garantido de uma vez por todas. A colheita é certa porque a vitória de Jesus na cruz já foi final e decisiva. As forças malignas podem espernear, mas já são inimigos derrotados (Cl. 2. 15).
Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuaram firmes, sem recuar (Ef. 6. 12 – 13). Se há uma chance de resistirmos em nossas lutas até o fim, desistir nunca, caminhar sem retroceder, e confiar até que venha a colheita prometida do Senhor prometida, colheita daquilo que o Seu povo tem plantado no poder do Espírito, em prol da Sua glória; se há uma chance de permanecermos até o fim nessa luta é entendendo de que isso é possível na força do Senhor e dependendo dessa força plenamente, se revestindo da armadura do Deus que nos guarda, fortalece e capacita para a vida. Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita.
8.10.05
7.10.05
Ética, amor e obediência
O Senhor já nos mostrou o que é bom, Ele já disse o que exige de nós. O que Ele quer é que façamos o que é certo, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus.
Miquéias 6. 8
Quem nunca falou na vida uma frase como: “Vamos orar para saber qual a vontade de Deus”? Eu mesmo já disse isso algumas vezes. E mesmo que você nunca tenha dito algo assim, já ouviu com certeza. Para os que têm uma relação pessoal com Deus, acredito, é fundamental descobrir o que Deus quer que se faça, qual a Sua vontade para as nossas vidas.
Os dias de Miquéias, já falei sobre disso, eram complicados. Facilmente, nós identificaríamos os nossos dias atuais com aqueles dias difíceis do profeta. Ele explicita no capítulo 7 que a corrupção corre solta, injustiças, violência e exploração. Os justos, se é que havia algum, se desesperavam, sem terem idéia de como deveriam agir, do que deveriam fazer, de onde achariam socorro. Só podiam olhar para o alto: Eu, porém, ponho a minha esperança em Deus, o Senhor, e confio firmemente que Ele me salvará. O meu Deus me atenderá (Mq. 7. 7).
Em dias difíceis, as pessoas se voltam para buscar descobrir o que Deus requer de cada um. Em nossos dias, difíceis, muitas vezes temos ido a Deus perguntar-lhe o que Ele requer de nós. Qual a postura que o Senhor quer ver no Seu povo?
Às vezes o problema é buscarmos soluções mirabolantes para essa simples pergunta. Perdemos tempo, possivelmente porque não queremos nos comprometer de verdade com o que Ele quer, construindo teses, propostas que tentam explicar como devemos agir, que atitude tomar, o que pensar. Elaboramos demais a resposta possível à pergunta sobre o que Deus requer de nós.
Miquéias mostra que a resposta que o Senhor tem a essa pergunta é simples, direta e, mais importante, inegociável. É imperativa. É a Palavra de um Deus santo que requer um comportamento determinado, uma postura do Seu povo, e apenas essa. Não se pode negociar ou transigir daquilo que o Senhor nos diz que é a Sua vontade absoluta para as nossas vidas. Enquanto elaboramos respostas complicadas, o Senhor fala por Miquéias de maneira simples, direta e absoluta.
O Senhor já nos mostrou o que é bom, Ele já disse o que exige de nós. O que Ele quer é que façamos o que é certo, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus. A resposta do Senhor é simples. Ele requer três coisas que são inegociáveis no Seu povo: ética, amor e obediência.
O que Ele quer é que façamos o que é certo. Ele quer de nós um comportamento ético. Parece-me absurdo precisarmos falar em ética para um povo que é conhecido pelo nome do Deus santo, mas é preciso. Há histórias escabrosas sobre a falta de ética do povo de Deus surgindo todos os dias. Uma vez, por exemplo, eu vi, em um culto de oração, um irmão dar testemunho de gratidão a Deus porque tinha R$ 10,00 para dar de propina a um guarda de trânsito que iria multá-lo! E o pior, para mim, foi a igreja responder com um sonoro “Glória a Deus!” O que Ele quer é que façamos o que é certo. Deus quer uma coisa simples de nós: que façamos o que é certo, vivamos uma vida ética, e somente isso.
A segunda parte da Palavra que Deus traz por meio de Miquéias nos diz que Deus quer de nós que amemos com dedicação. É pelo amor que seremos conhecidos: A mensagem que vocês ouviram desde o principio é esta: que nos amemos uns aos outros. (...) Nós sabemos que já passamos da morte para vida e sabemos isso porque amamos os nossos irmãos. Quem não ama está ainda morto. Quem odeia o seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem em si a vida eterna. Sabemos o que é o amor por causa disto: Cristo deu a Sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Se alguém é rico e vê o irmão passando necessidade, mas fecha o seu coração para essa pessoa, como pode afirmar que, de fato, ama a Deus? Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações (1 Jo. 3. 11 e 14 – 18). Amor não é questão de palavras, mas de demonstração viva e dedicada em forma de ações concretas, como foi concreta a morte de Jesus na cruz por amor de nós. Se somos discípulos desse amor imensurável, precisamos ser marcados e conhecidos por esse amor pelos que nos são próximos. O que Deus quer de nós é que amemos uns aos outros com dedicação.
Por fim, o Senhor quer de nós obediência. É interessante ver que se trata de uma humilde obediência. Não se pode dizer que é povo de Deus sem que se obedeça a Deus. Deus manifesta a Sua vontade, precisamos conhecê-la em intimidade. Mas um conhecimento infrutífero, sem a devida obediência, não serve de nada. Por isso, a obediência é humilde, porque para obedecer precisamos quebrar-nos na presença de Deus e abrirmos mão do senhorio de nossa própria vida. Para obedecermos a Deus descobrimos e somos conscientes de que não somos nada diante do Pai. Por isso, só nos resta obedecê-lo de maneira humilde e quebrantada.
O que Deus requer de nós é uma vida ética, de amor e obediência a Ele. Nem mais, nem menos. Menos que isso é uma transigência indigna do Deus santo a quem servimos. E não existe nada mais absoluto do que ser ético, amar e obedecer para os cristãos. Esse é fundamento de nossa nova vida como nova criatura em Cristo, que se manifesta em uma nova forma de relações interpessoais.
Miquéias 6. 8
Quem nunca falou na vida uma frase como: “Vamos orar para saber qual a vontade de Deus”? Eu mesmo já disse isso algumas vezes. E mesmo que você nunca tenha dito algo assim, já ouviu com certeza. Para os que têm uma relação pessoal com Deus, acredito, é fundamental descobrir o que Deus quer que se faça, qual a Sua vontade para as nossas vidas.
Os dias de Miquéias, já falei sobre disso, eram complicados. Facilmente, nós identificaríamos os nossos dias atuais com aqueles dias difíceis do profeta. Ele explicita no capítulo 7 que a corrupção corre solta, injustiças, violência e exploração. Os justos, se é que havia algum, se desesperavam, sem terem idéia de como deveriam agir, do que deveriam fazer, de onde achariam socorro. Só podiam olhar para o alto: Eu, porém, ponho a minha esperança em Deus, o Senhor, e confio firmemente que Ele me salvará. O meu Deus me atenderá (Mq. 7. 7).
Em dias difíceis, as pessoas se voltam para buscar descobrir o que Deus requer de cada um. Em nossos dias, difíceis, muitas vezes temos ido a Deus perguntar-lhe o que Ele requer de nós. Qual a postura que o Senhor quer ver no Seu povo?
Às vezes o problema é buscarmos soluções mirabolantes para essa simples pergunta. Perdemos tempo, possivelmente porque não queremos nos comprometer de verdade com o que Ele quer, construindo teses, propostas que tentam explicar como devemos agir, que atitude tomar, o que pensar. Elaboramos demais a resposta possível à pergunta sobre o que Deus requer de nós.
Miquéias mostra que a resposta que o Senhor tem a essa pergunta é simples, direta e, mais importante, inegociável. É imperativa. É a Palavra de um Deus santo que requer um comportamento determinado, uma postura do Seu povo, e apenas essa. Não se pode negociar ou transigir daquilo que o Senhor nos diz que é a Sua vontade absoluta para as nossas vidas. Enquanto elaboramos respostas complicadas, o Senhor fala por Miquéias de maneira simples, direta e absoluta.
O Senhor já nos mostrou o que é bom, Ele já disse o que exige de nós. O que Ele quer é que façamos o que é certo, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus. A resposta do Senhor é simples. Ele requer três coisas que são inegociáveis no Seu povo: ética, amor e obediência.
O que Ele quer é que façamos o que é certo. Ele quer de nós um comportamento ético. Parece-me absurdo precisarmos falar em ética para um povo que é conhecido pelo nome do Deus santo, mas é preciso. Há histórias escabrosas sobre a falta de ética do povo de Deus surgindo todos os dias. Uma vez, por exemplo, eu vi, em um culto de oração, um irmão dar testemunho de gratidão a Deus porque tinha R$ 10,00 para dar de propina a um guarda de trânsito que iria multá-lo! E o pior, para mim, foi a igreja responder com um sonoro “Glória a Deus!” O que Ele quer é que façamos o que é certo. Deus quer uma coisa simples de nós: que façamos o que é certo, vivamos uma vida ética, e somente isso.
A segunda parte da Palavra que Deus traz por meio de Miquéias nos diz que Deus quer de nós que amemos com dedicação. É pelo amor que seremos conhecidos: A mensagem que vocês ouviram desde o principio é esta: que nos amemos uns aos outros. (...) Nós sabemos que já passamos da morte para vida e sabemos isso porque amamos os nossos irmãos. Quem não ama está ainda morto. Quem odeia o seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem em si a vida eterna. Sabemos o que é o amor por causa disto: Cristo deu a Sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Se alguém é rico e vê o irmão passando necessidade, mas fecha o seu coração para essa pessoa, como pode afirmar que, de fato, ama a Deus? Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações (1 Jo. 3. 11 e 14 – 18). Amor não é questão de palavras, mas de demonstração viva e dedicada em forma de ações concretas, como foi concreta a morte de Jesus na cruz por amor de nós. Se somos discípulos desse amor imensurável, precisamos ser marcados e conhecidos por esse amor pelos que nos são próximos. O que Deus quer de nós é que amemos uns aos outros com dedicação.
Por fim, o Senhor quer de nós obediência. É interessante ver que se trata de uma humilde obediência. Não se pode dizer que é povo de Deus sem que se obedeça a Deus. Deus manifesta a Sua vontade, precisamos conhecê-la em intimidade. Mas um conhecimento infrutífero, sem a devida obediência, não serve de nada. Por isso, a obediência é humilde, porque para obedecer precisamos quebrar-nos na presença de Deus e abrirmos mão do senhorio de nossa própria vida. Para obedecermos a Deus descobrimos e somos conscientes de que não somos nada diante do Pai. Por isso, só nos resta obedecê-lo de maneira humilde e quebrantada.
O que Deus requer de nós é uma vida ética, de amor e obediência a Ele. Nem mais, nem menos. Menos que isso é uma transigência indigna do Deus santo a quem servimos. E não existe nada mais absoluto do que ser ético, amar e obedecer para os cristãos. Esse é fundamento de nossa nova vida como nova criatura em Cristo, que se manifesta em uma nova forma de relações interpessoais.
6.10.05
Insensato desabafo
Então vocês terão todas as provas que quiserem de que Cristo fala por meio de mim.
2 Coríntios 13. 3
Uns meses atrás foi feito um comentário a meu respeito diante de minha igreja. Disseram que me acham um bom escritor, mas que isso não significa muita coisa em termos de vida com Deus e maturidade. E me compararam a um outro bom escritor de nossa denominação que, de pastor, se converteu em católico romano.
Disseram também que meus textos são “tele-guiados”. Quer dizer, eu produzo texto “sob encomenda”, com alvos específicos. Vocês vão me perdoar, mas hoje, contaminado pelo trecho final de 2 Corintios, resolvi ser um tanto insensato. Eu estou agindo como um louco, mas foram vocês que me obrigaram a isso (2 Co. 12. 11).
Tenho uma fundamental preocupação todas as manhãs quando me sento ao computador para escrever: não quero produzir coisa alguma que seja fruto do meu intelecto. Quero, na verdade, ouvir a voz de Deus em oração e estar disposto a escrever aquilo que for Palavra de Deus para mim naquele dia, naquela hora. Então vocês terão todas as provas que quiserem de que Cristo fala por meio de mim.
É por isso que me preocupo em saber o que as pessoas têm pensado do que escrevo, se Deus tem lhes falado ao coração. Porque se em algum momento perceber que não é mais o Senhor quem está falando, é hora de me calar. Porque não há palavra humana alguma, e sei bem disso, que possa desafiar, instigar, consolar ou transformar verdadeiramente a vida de alguém. Apenas uma Palavra que venha diretamente do Trono de Graça do Senhor tem esse poder. Por isso, ponho-me diante de Deus em oração com o propósito unicamente de ser canal do Senhor nessa história.
Porém nós que temos esse tesouro espiritual somos como potes de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós (2 Co. 4. 7). Como vaso de barro que conduz o rico tesouro da graça e da bênção de Deus, sou desimportante nessa equação. O tesouro é que vale. O vaso, um simples pote de barro, é absolutamente dispensável. Sendo assim, ele some diante da riqueza do Deus de toda glória. Some diante da Sua grandeza, do Seu poder, de Sua Palavra.
Desse modo, não importa o quão bom escritor eu seja. Não é isso que deve fazer diferença nem é isso que quero que faça. Não estou na Internet, distribuindo reflexões, para ser reconhecido como bom escritor. Não importa se bem escritos ou não; o que importa é permitir que Deus fale aos corações. Assim, ainda que eu, como pecador que sou, caía terrivelmente, ou mesmo me desvie completamente, nada acontecerá com essas palavras. Porque são parte do tesouro do Senhor, não frutos do intelecto humano. Tem sido usados por Deus como Sua Palavra às nossas vidas. Ainda que eu caía, o Dono da minha vida e desse tesouro não pode ser abalado. E esse tesouro continuará sendo riqueza do Senhor aos corações carentes e necessitados.
Então vocês terão todas as provas que quiserem de que Cristo fala por meio de mim. Se os textos são “tele-guiados”, não costumam ser por mim. O soberano Senhor Jesus é quem os tem dirigido. Se eles atingem os corações de forma adequada, ainda que ao contrário do que desejaríamos, é porque Jesus tem falado. Quero crer que é Deus quem nos fala o que precisamos ouvir. É por isso que tenho orado. É isso que me motiva. E é por perder isso na vida que um dia poderei parar. Porque sei que palavra ou interferência alguma do ser humano será capaz de tocar, inspirar ou transformará quem quer que seja. Somente a Palavra de Deus faz isso.
2 Coríntios 13. 3
Uns meses atrás foi feito um comentário a meu respeito diante de minha igreja. Disseram que me acham um bom escritor, mas que isso não significa muita coisa em termos de vida com Deus e maturidade. E me compararam a um outro bom escritor de nossa denominação que, de pastor, se converteu em católico romano.
Disseram também que meus textos são “tele-guiados”. Quer dizer, eu produzo texto “sob encomenda”, com alvos específicos. Vocês vão me perdoar, mas hoje, contaminado pelo trecho final de 2 Corintios, resolvi ser um tanto insensato. Eu estou agindo como um louco, mas foram vocês que me obrigaram a isso (2 Co. 12. 11).
Tenho uma fundamental preocupação todas as manhãs quando me sento ao computador para escrever: não quero produzir coisa alguma que seja fruto do meu intelecto. Quero, na verdade, ouvir a voz de Deus em oração e estar disposto a escrever aquilo que for Palavra de Deus para mim naquele dia, naquela hora. Então vocês terão todas as provas que quiserem de que Cristo fala por meio de mim.
É por isso que me preocupo em saber o que as pessoas têm pensado do que escrevo, se Deus tem lhes falado ao coração. Porque se em algum momento perceber que não é mais o Senhor quem está falando, é hora de me calar. Porque não há palavra humana alguma, e sei bem disso, que possa desafiar, instigar, consolar ou transformar verdadeiramente a vida de alguém. Apenas uma Palavra que venha diretamente do Trono de Graça do Senhor tem esse poder. Por isso, ponho-me diante de Deus em oração com o propósito unicamente de ser canal do Senhor nessa história.
Porém nós que temos esse tesouro espiritual somos como potes de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós (2 Co. 4. 7). Como vaso de barro que conduz o rico tesouro da graça e da bênção de Deus, sou desimportante nessa equação. O tesouro é que vale. O vaso, um simples pote de barro, é absolutamente dispensável. Sendo assim, ele some diante da riqueza do Deus de toda glória. Some diante da Sua grandeza, do Seu poder, de Sua Palavra.
Desse modo, não importa o quão bom escritor eu seja. Não é isso que deve fazer diferença nem é isso que quero que faça. Não estou na Internet, distribuindo reflexões, para ser reconhecido como bom escritor. Não importa se bem escritos ou não; o que importa é permitir que Deus fale aos corações. Assim, ainda que eu, como pecador que sou, caía terrivelmente, ou mesmo me desvie completamente, nada acontecerá com essas palavras. Porque são parte do tesouro do Senhor, não frutos do intelecto humano. Tem sido usados por Deus como Sua Palavra às nossas vidas. Ainda que eu caía, o Dono da minha vida e desse tesouro não pode ser abalado. E esse tesouro continuará sendo riqueza do Senhor aos corações carentes e necessitados.
Então vocês terão todas as provas que quiserem de que Cristo fala por meio de mim. Se os textos são “tele-guiados”, não costumam ser por mim. O soberano Senhor Jesus é quem os tem dirigido. Se eles atingem os corações de forma adequada, ainda que ao contrário do que desejaríamos, é porque Jesus tem falado. Quero crer que é Deus quem nos fala o que precisamos ouvir. É por isso que tenho orado. É isso que me motiva. E é por perder isso na vida que um dia poderei parar. Porque sei que palavra ou interferência alguma do ser humano será capaz de tocar, inspirar ou transformará quem quer que seja. Somente a Palavra de Deus faz isso.
5.10.05
Mentiras e falsidades
O profeta que essa gente prefere é aquele que anda pregando mentiras e falsidades, prometendo vinho e cerveja para todos.
Miquéias 2. 11
Costumo dizer que há uma fórmula garantida para encher uma igreja no domingo à noite. Basta que na manhã a gente chegue ao púlpito prometendo que aquela noite será noite de cura, sinais, maravilhas e milagres: restauração para a vida financeira, cura de doenças incuráveis, bênçãos as mais diversas. Se quisermos uma igreja cheia basta prometermos vinho e cerveja para todos.
Serei um tanto repetitivo. Estamos cansados de ver um tipo de evangelho que, por mais que promova mentiras e falsidades, atrai multidões por se tratar de uma mensagem fácil e agradável. Essa gente prefere isso.
Quantas vezes já ouvimos ou vimos o testemunho de alguém, no rádio ou na tevê, que garante que sua vida era uma tristeza: dívidas, doenças, trabalhos espirituais contra si. Até que um dia uma tal igreja mudou a sua vida. Isso mesmo. Nem se preocupa em atribuir a mudança a Cristo, mas foi a igreja mesmo a responsável pela transformação. Apelo fácil, sem cruz, discipulado, mudança de vida, santidade. Apelo fácil, sem Cristo. Porque é esse o profeta que essa gente prefere é aquele que anda pregando mentiras e falsidades, prometendo vinho e cerveja para todos.
Outro dia estava navegando pela Internet e descobri que a liderança de um grande movimento evangélico do país, o G 12, estava vendendo uma tal de “unção de nobreza”. Isso mesmo: vendendo. Como se fosse um carnê, o líder negociava este título de nobreza em troca de dez mil reais. Aqui a situação ainda é mais grave. Não é um simples apelo que dispensa a Cristo e promete bênçãos e mais bênçãos. Agora não há mais necessidade de apelo ou subterfúgio. Como se fosse Tetzel nos dias de Lutero, vende-se abertamente a bênção e a unção do Senhor. E muitos, como se fossem Simão, o Mago, compram-na, na esperança de terem algo do Deus que não negocia Sua presença. O profeta que essa gente prefere é aquele que anda pregando mentiras e falsidades, prometendo vinho e cerveja para todos.
Muitos nas nossas tevês, falando em nome de Cristo, promovem verdadeiras festas de confissão positiva. A fé se converte em uma simples moeda de câmbio espiritual com o Deus do Céu. Se eu tiver a fé, defendem esses profetas, eu compro com ela o que quiser na presença de Deus. Se as bênçãos não vêm, se eu não sou curado, se não recebo a graça necessária, tudo acontece unicamente porque não usei muito da moeda da fé. Pobre de fé, serei pobre da bênção e presença de Deus. E esse Deus negociante se converte em um escravo do homem que, caso tenha muito tesouro de fé, pode obrigar o próprio Deus a realizar aquilo que ele, homem, deseja. E muitas igrejas estão cheias porque assumem essa pregação, fácil, barata e sem cruz e Cristo. Porque o profeta que essa gente prefere é aquele que anda pregando mentiras e falsidades, prometendo vinho e cerveja para todos.
Mas ainda muitos de nós amamos estar em reuniões onde se levantam profetas ou profetisas que nos entregam mensagens em nome do Pai. Conheço muitos irmãos que freqüentam essas reuniões apenas para ouvir palavras proféticas. Mas como se frustram quando a palavra enviada por Deus não é exatamente aquela que eles imaginavam ou queriam. Como é perturbador receber uma palavra, não de bênção, mas de repreensão. É muito fácil, nessa hora, não aceitar a palavra como vinda de Deus. Queremos, buscamos, temos sede de profecias, mas esperamos por aquelas que prometam festa, bênção, alegria, realização, vinho e cerveja para todos.
No entanto, não precisam ser palavras proféticas desse gênero revelatório. Pregadores são rejeitados por nós, em nossas igrejas, se o teor de suas mensagens se centram no desafio constante à conversão. Rejeitamos, às vezes com palavras piedosas, como aquelas que dão conta de falta de amor, os pregadores que nos desafiam ao discipulado, à cruz, à mudança, à conversão. Imagino que alguns de nós que rejeitam estas mensagens e pregadores, rejeitariam também a Jesus, pregador constante do desafio e da mudança: Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. (...) Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem (Lc. 14. 26 – 27 e 33).
Esse texto é um alerta. Existe muita pregação fácil no universo religioso brasileiro. E existem multidões seguindo esses espetáculos religiosos. O nosso desafio é não sermos como o povo que só aceita o profeta que prega festa, bênção, alegria; não sermos um povo que vivencia uma religião barata, de entretenimento, cura, show, mas sem Cristo. Porque a mensagem de Cristo, lembre sempre disso, é desafio, é Cruz, é morte, juízo, vida e ressurreição. Não uma ou outra dessas coisas, mas todas elas. Não pode ser discípulo de Jesus quem omite uma dessas coisas. Palavras fáceis são facilmente seguidas, mas não conduzem à vida. A mensagem que chamamos de evangelho é bem diferente: Porque, quando estive com vocês, resolvi esquecer tudo, a não ser Jesus Cristo e principalmente a Sua morte na cruz (1 Co. 2. 2). Que sejamos um povo que se rende e segue, inteiramente, o Deus da Cruz, e não um povo que quer acreditar em mentiras e falsidades.
Miquéias 2. 11
Costumo dizer que há uma fórmula garantida para encher uma igreja no domingo à noite. Basta que na manhã a gente chegue ao púlpito prometendo que aquela noite será noite de cura, sinais, maravilhas e milagres: restauração para a vida financeira, cura de doenças incuráveis, bênçãos as mais diversas. Se quisermos uma igreja cheia basta prometermos vinho e cerveja para todos.
Serei um tanto repetitivo. Estamos cansados de ver um tipo de evangelho que, por mais que promova mentiras e falsidades, atrai multidões por se tratar de uma mensagem fácil e agradável. Essa gente prefere isso.
Quantas vezes já ouvimos ou vimos o testemunho de alguém, no rádio ou na tevê, que garante que sua vida era uma tristeza: dívidas, doenças, trabalhos espirituais contra si. Até que um dia uma tal igreja mudou a sua vida. Isso mesmo. Nem se preocupa em atribuir a mudança a Cristo, mas foi a igreja mesmo a responsável pela transformação. Apelo fácil, sem cruz, discipulado, mudança de vida, santidade. Apelo fácil, sem Cristo. Porque é esse o profeta que essa gente prefere é aquele que anda pregando mentiras e falsidades, prometendo vinho e cerveja para todos.
Outro dia estava navegando pela Internet e descobri que a liderança de um grande movimento evangélico do país, o G 12, estava vendendo uma tal de “unção de nobreza”. Isso mesmo: vendendo. Como se fosse um carnê, o líder negociava este título de nobreza em troca de dez mil reais. Aqui a situação ainda é mais grave. Não é um simples apelo que dispensa a Cristo e promete bênçãos e mais bênçãos. Agora não há mais necessidade de apelo ou subterfúgio. Como se fosse Tetzel nos dias de Lutero, vende-se abertamente a bênção e a unção do Senhor. E muitos, como se fossem Simão, o Mago, compram-na, na esperança de terem algo do Deus que não negocia Sua presença. O profeta que essa gente prefere é aquele que anda pregando mentiras e falsidades, prometendo vinho e cerveja para todos.
Muitos nas nossas tevês, falando em nome de Cristo, promovem verdadeiras festas de confissão positiva. A fé se converte em uma simples moeda de câmbio espiritual com o Deus do Céu. Se eu tiver a fé, defendem esses profetas, eu compro com ela o que quiser na presença de Deus. Se as bênçãos não vêm, se eu não sou curado, se não recebo a graça necessária, tudo acontece unicamente porque não usei muito da moeda da fé. Pobre de fé, serei pobre da bênção e presença de Deus. E esse Deus negociante se converte em um escravo do homem que, caso tenha muito tesouro de fé, pode obrigar o próprio Deus a realizar aquilo que ele, homem, deseja. E muitas igrejas estão cheias porque assumem essa pregação, fácil, barata e sem cruz e Cristo. Porque o profeta que essa gente prefere é aquele que anda pregando mentiras e falsidades, prometendo vinho e cerveja para todos.
Mas ainda muitos de nós amamos estar em reuniões onde se levantam profetas ou profetisas que nos entregam mensagens em nome do Pai. Conheço muitos irmãos que freqüentam essas reuniões apenas para ouvir palavras proféticas. Mas como se frustram quando a palavra enviada por Deus não é exatamente aquela que eles imaginavam ou queriam. Como é perturbador receber uma palavra, não de bênção, mas de repreensão. É muito fácil, nessa hora, não aceitar a palavra como vinda de Deus. Queremos, buscamos, temos sede de profecias, mas esperamos por aquelas que prometam festa, bênção, alegria, realização, vinho e cerveja para todos.
No entanto, não precisam ser palavras proféticas desse gênero revelatório. Pregadores são rejeitados por nós, em nossas igrejas, se o teor de suas mensagens se centram no desafio constante à conversão. Rejeitamos, às vezes com palavras piedosas, como aquelas que dão conta de falta de amor, os pregadores que nos desafiam ao discipulado, à cruz, à mudança, à conversão. Imagino que alguns de nós que rejeitam estas mensagens e pregadores, rejeitariam também a Jesus, pregador constante do desafio e da mudança: Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. (...) Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem (Lc. 14. 26 – 27 e 33).
Esse texto é um alerta. Existe muita pregação fácil no universo religioso brasileiro. E existem multidões seguindo esses espetáculos religiosos. O nosso desafio é não sermos como o povo que só aceita o profeta que prega festa, bênção, alegria; não sermos um povo que vivencia uma religião barata, de entretenimento, cura, show, mas sem Cristo. Porque a mensagem de Cristo, lembre sempre disso, é desafio, é Cruz, é morte, juízo, vida e ressurreição. Não uma ou outra dessas coisas, mas todas elas. Não pode ser discípulo de Jesus quem omite uma dessas coisas. Palavras fáceis são facilmente seguidas, mas não conduzem à vida. A mensagem que chamamos de evangelho é bem diferente: Porque, quando estive com vocês, resolvi esquecer tudo, a não ser Jesus Cristo e principalmente a Sua morte na cruz (1 Co. 2. 2). Que sejamos um povo que se rende e segue, inteiramente, o Deus da Cruz, e não um povo que quer acreditar em mentiras e falsidades.
4.10.05
Perfume
Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas.
2 Coríntios 2. 14
Moro no terceiro pavimento de um prédio. A janela do meu quarto fica praticamente de frente para a porta do edifício, de modo que todos os sons, as falas e os cheiros das pessoas que entram e saem daqui são quase que imediatamente acessíveis a mim.
Sentimos todos os perfumes dos que circulam por aqui. Sentimos os cheiros das pessoas. Muitas vezes corro à janela para tentar descobrir quem vai chegando ou saindo tão bem perfumado. Os cheiros das pessoas se espalham por todos os lados. Por isso, ninguém consegue se esconder e, de vez em quando, posso reconhecer os meus vizinhos pelo cheiro do seu perfume que se impregna no ar.
Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas. Paulo nos fala que somos o perfume de Cristo. Como nas pessoas que circulam no meu prédio, o perfume de Cristo se espalha e toca as pessoas à sua volta. Manifestamos, é isso que diz o texto, o cheiro da fragrância do Senhor em nós. O cheiro do Deus que habita em nosso coração.
O perfume de Cristo em nós é a manifestação da contradição. É a contradição da Cruz: ao mesmo tempo em que é o sinal da graça e do amor de Deus, é a manifestação do castigo do Senhor contra o pecado do homem.
A Cruz de Cristo não é apenas a vida para os que crêem, mas é também o juízo da humanidade, ponto decisivo e contraditório da nossa história. E o perfume de Cristo em nós é a manifestação desse juízo: vida aos que crêem, morte para os que se perdem (2 Co. 2. 16). Onde vamos, como cristãos que têm a presença de Deus no coração, levamos o juízo e o amor de Deus na contradição da Cruz, o perfume de Cristo.
E tudo isso é natural. Parece óbvio o que eu vou falar, mas perfume existe para cheirar. Se usamos o perfume, com mais ou menos intensidade, desejamos que as pessoas com quem nos encontramos sintam o cheiro que escolhemos para ser nosso. Porque o perfume está ali para esconder os nossos cheiros naturais, nossos próprios odores. Os nossos cheiros, em geral, se sentidos denunciam nossa falta de limpeza, de higiene e de saúde. Optamos, então, por nos perfumarmos para fazer com que aquele novo cheiro, artificial e espalhado pelo perfume que usamos, se torne o nosso cheiro. Queremos ser reconhecidos, não pelo cheiro de nossas secreções, mas pelo cheiro do doce perfume que usamos.
Do mesmo modo, o perfume de Cristo em nós não é, espiritualmente, o nosso cheiro natural. O cheiro que temos é de nossas secreções: nossos pecados, nossas sujeiras, as marcas de nossa falta de higiene espiritual. O perfume de Cristo é trazido nós pelo Deus que escolhe habitar em nosso coração em plenitude e termina se tornando o cheiro pelo qual somos reconhecidos como cristãos. É o cheiro de Cristo, o Seu perfume, Sua fragrância, doce para os salvos, cheiro de morte para os que se perdem.
O cheiro de Cristo em nós é denúncia contra a humanidade, ao manifestar a graça e o juízo de Deus na Cruz. É a forma mais natural que Deus se utiliza para anunciar o evento mais importante e fundamental da história humana: o homem pecou e ficou carente de uma ação restauradora de Deus. Essa ação foi a encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus. E na Sua morte, naquela Cruz, Cristo condenou o pecado e manifestou graça salvadora. Os que crêem nisso, recebem da graça e sentem o cheiro doce de um perfume de vida. Os que não crêem têm no perfume de Cristo um cheiro amargo de morte.
O perfume de Cristo manifesto em nós, do mesmo modo que os nossos perfumes humanos impregnam naturalmente os ambientes – bastando ser usados e espalhados - , se espalha naturalmente a partir daqueles homens e mulheres que se deixam impregnar em seu interior pela presença santa e transformadora do Deus triúno. E onde quer que eles vão, levam consigo o cheiro de Cristo anunciando a Cruz, a graça e o juízo de Deus.
Desse modo, os que vivem na dimensão da graça de Deus e são em si o perfume de Cristo fazem diferença de vida onde estão. São e sempre serão como o santo descrito por um dos trechos bíblicos mais preciosos para mim, porque sinaliza exatamente o desejo de minha alma enquanto servo, alguém que faz diferença apenas por estar presente: Felizes são aqueles que de Ti recebem forças e que desejam andar pelas estradas que levam ao monte Sião! Quando eles passam pelo Vale das Lágrimas, ele fica cheio de fontes de água, e as primeiras chuvas o cobrem de bênçãos (Sl. 84. 5 – 6). Eu quero fazer essa diferença no mundo, sendo o perfume que manifesta o cheiro de Cristo.
2 Coríntios 2. 14
Moro no terceiro pavimento de um prédio. A janela do meu quarto fica praticamente de frente para a porta do edifício, de modo que todos os sons, as falas e os cheiros das pessoas que entram e saem daqui são quase que imediatamente acessíveis a mim.
Sentimos todos os perfumes dos que circulam por aqui. Sentimos os cheiros das pessoas. Muitas vezes corro à janela para tentar descobrir quem vai chegando ou saindo tão bem perfumado. Os cheiros das pessoas se espalham por todos os lados. Por isso, ninguém consegue se esconder e, de vez em quando, posso reconhecer os meus vizinhos pelo cheiro do seu perfume que se impregna no ar.
Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas. Paulo nos fala que somos o perfume de Cristo. Como nas pessoas que circulam no meu prédio, o perfume de Cristo se espalha e toca as pessoas à sua volta. Manifestamos, é isso que diz o texto, o cheiro da fragrância do Senhor em nós. O cheiro do Deus que habita em nosso coração.
O perfume de Cristo em nós é a manifestação da contradição. É a contradição da Cruz: ao mesmo tempo em que é o sinal da graça e do amor de Deus, é a manifestação do castigo do Senhor contra o pecado do homem.
A Cruz de Cristo não é apenas a vida para os que crêem, mas é também o juízo da humanidade, ponto decisivo e contraditório da nossa história. E o perfume de Cristo em nós é a manifestação desse juízo: vida aos que crêem, morte para os que se perdem (2 Co. 2. 16). Onde vamos, como cristãos que têm a presença de Deus no coração, levamos o juízo e o amor de Deus na contradição da Cruz, o perfume de Cristo.
E tudo isso é natural. Parece óbvio o que eu vou falar, mas perfume existe para cheirar. Se usamos o perfume, com mais ou menos intensidade, desejamos que as pessoas com quem nos encontramos sintam o cheiro que escolhemos para ser nosso. Porque o perfume está ali para esconder os nossos cheiros naturais, nossos próprios odores. Os nossos cheiros, em geral, se sentidos denunciam nossa falta de limpeza, de higiene e de saúde. Optamos, então, por nos perfumarmos para fazer com que aquele novo cheiro, artificial e espalhado pelo perfume que usamos, se torne o nosso cheiro. Queremos ser reconhecidos, não pelo cheiro de nossas secreções, mas pelo cheiro do doce perfume que usamos.
Do mesmo modo, o perfume de Cristo em nós não é, espiritualmente, o nosso cheiro natural. O cheiro que temos é de nossas secreções: nossos pecados, nossas sujeiras, as marcas de nossa falta de higiene espiritual. O perfume de Cristo é trazido nós pelo Deus que escolhe habitar em nosso coração em plenitude e termina se tornando o cheiro pelo qual somos reconhecidos como cristãos. É o cheiro de Cristo, o Seu perfume, Sua fragrância, doce para os salvos, cheiro de morte para os que se perdem.
O cheiro de Cristo em nós é denúncia contra a humanidade, ao manifestar a graça e o juízo de Deus na Cruz. É a forma mais natural que Deus se utiliza para anunciar o evento mais importante e fundamental da história humana: o homem pecou e ficou carente de uma ação restauradora de Deus. Essa ação foi a encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus. E na Sua morte, naquela Cruz, Cristo condenou o pecado e manifestou graça salvadora. Os que crêem nisso, recebem da graça e sentem o cheiro doce de um perfume de vida. Os que não crêem têm no perfume de Cristo um cheiro amargo de morte.
O perfume de Cristo manifesto em nós, do mesmo modo que os nossos perfumes humanos impregnam naturalmente os ambientes – bastando ser usados e espalhados - , se espalha naturalmente a partir daqueles homens e mulheres que se deixam impregnar em seu interior pela presença santa e transformadora do Deus triúno. E onde quer que eles vão, levam consigo o cheiro de Cristo anunciando a Cruz, a graça e o juízo de Deus.
Desse modo, os que vivem na dimensão da graça de Deus e são em si o perfume de Cristo fazem diferença de vida onde estão. São e sempre serão como o santo descrito por um dos trechos bíblicos mais preciosos para mim, porque sinaliza exatamente o desejo de minha alma enquanto servo, alguém que faz diferença apenas por estar presente: Felizes são aqueles que de Ti recebem forças e que desejam andar pelas estradas que levam ao monte Sião! Quando eles passam pelo Vale das Lágrimas, ele fica cheio de fontes de água, e as primeiras chuvas o cobrem de bênçãos (Sl. 84. 5 – 6). Eu quero fazer essa diferença no mundo, sendo o perfume que manifesta o cheiro de Cristo.
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