Em tempos difíceis, Ele me esconderá no Seu abrigo.
Salmo 27. 5
Anos atrás eu passei por uma experiência que ainda hoje, quando penso nela, falta-me ar e as mãos suam frio. Praticava natação na faculdade como educação física e, uma tarde, não consegui terminar um trecho que me havia sido pedido pelo professor. A piscina da UFRN não dava pé para mim. Cabeça fora d´água, flutuava sem conseguir respirar. Desesperei-me ao perceber que ia me afogar, mesmo estando flutuando e nadando bem. Por mais que tentasse puxar o ar, não conseguia. Estava em uma crise de pânico. Em um último esforço, tentei chamar por socorro e me joguei com o resto de minhas forças na margem. Parte da sensação terrível que senti naquela tarde me aflige enquanto digito essas palavras. Terminei deixando a educação física incompleta, mas consegui aproveitar os créditos complementares através de um acordo com o professor. Não consegui mais entrar naquela piscina depois de quase me afogar.
Estive pensando nessa história porque é exatamente como naquela tarde em me senti que tenho me sentido ultimamente. E esse é um dos motivos pelos quais tenho estado mais ausente nas meditações que, um dia, foram diárias. Nada exatamente físico, mas tenho me sentido extremamente pressionado pela situação emocional, espiritual e familiar em que me encontro. Como se estivesse me afogando de novo, perco as forças. Fisicamente, minha casa está um tumulto. Primeiro, minha tia e minha avó se mudaram e, três semanas depois, estão de volta. Mudanças e móveis já bagunçam o coreto. Se você acrescentar a isso a pintura de um apartamento, o cenário é desolador.
Esse é apenas um dos aspectos que compõem essa nuvem pesada que afoga a minha alma. Tenho me sentido pressionado e sufocado por uma série de coisas que vão desde esse exemplo que dei até coisas como problemas envolvendo o relacionamento com a liderança da minha igreja, passando pelas responsabilidades acadêmicas que tenho hoje no mestrado. Tenho me sentido me afogando como naquela tarde, sob o peso de tanta pressão.
Desse modo, fui assistir ontem, com minha mãe, As crônicas de Nárnia. Confesso que jamais li essa obra de C.S. Lewis, mas quis assistir a versão da Disney para o que escreveu o intelectual cristão. Sem contar meu encanto com a menininha Georgie Henley, que faz Lucy, o filme me fez pensar.
Todos nós, quando no meio de lutas que nos sufocam, queremos fugir para outros lugares. Isso é natural. Ninguém que não seja masoquista vai querer ficar para sofrer, para se afogar. E quando a gente vê em um filme como aquele a existência de um escape, um guarda-roupas que nos leva a um Reino mágico onde somos reis, talvez queiramos ainda mais descobrir uma forma de fugir de nossas lutas e problemas. Quem sabe fugir para Nárnia.
Quando a gente se vê desprotegido e, talvez, sem amigos muito leais, quem sabe que efeito provoca em nossos sonhos a figura imponente do leão Aislam. Doce e forte, delicado e corajoso. Amigo que protege, que entrega a vida – inocente – por um traidor culpado. Alguém que tem a palavra certa para cada ocasião. Alguém que inspira cuidado e amor. Confesso que enquanto via o leão se deslocar na tela e lembrava de meus problemas, desejava eu mesmo acariciar a sua juba e sentir o cuidado de sua proteção. Vendo o filme e pensando nas minhas lutas diárias, desejei demasiadamente que aquilo fosse real e houvesse um guarda-roupa que me transportasse, desde uma vida que me afoga e mata pouco a pouco para um mundo mágico sob a proteção de Aslam, o leão ressuscitado.
Quer saber o que é melhor? Algo que a gente corre o risco de esquecer? Existe o guarda-roupa. Aislam é real. Você pode viver – eu posso viver – sob Seu cuidado e proteção. Podemos sentir o Seu carinho e amor. Sua doçura e fortaleza. Sua vida, Sua morte e Sua ressurreição. Podemos escapar para o Reino de Nárnia para recuperar as forças. A vida mais real é a que corre em Nárnia. A que ocorre do lado de cá do guarda-roupa, na terra da “salavazia”, é reflexo do mundo espiritual.
Nárnia não é metáfora; é a própria verdade bíblica. E me fez recuperar a porta de escape para a sua dimensão que eu havia esquecido. A oração e a comunhão com o Pai são os nossos guarda-roupas que abrem o portal mágico para o contato íntimo com Aislam/Jesus Cristo. Se a vida nos afoga, se nos sufoca – podemos contar com o socorro e o abrigo de Jesus. Durante o filme eu pensei em um momento como seria ótimo ter um leão como Aislam ao nosso lado, para nos proteger. Por um instante esqueci que Ele – Jesus – está de verdade ao nosso lado. De verdade podemos tocar-lhe, ouvir Sua voz carinhosa e sentir Seu amor infinito. Se queremos escapar para o Reino do amor precisamos da força da oração e da comunhão com o Pai e com o Leão. Só assim podemos suportar o peso da vida sem nos afogar.
13.12.05
8.12.05
Presente e futuro
E ficou olhando firmemente para Hazael durante tanto tempo, que ele ficou sem jeito. De repente, Eliseu começou a chorar.
2 Reis 8. 11
Podemos não perceber, mas existem pontos nodais na história e em nossa vida que se constituem extremamente decisivos no futuro. Coisas cujo alcance somos incapazes de contemplar quando vivemos. Temos um exemplo disso que estou tentando dizer na vida de Abrão de Ur. No meio da história desse homem aparece um Deus, provavelmente desconhecido até ali, que o vocaciona a se tornar um povo. Fico pensando na cena e imaginando que, por mais que cresse e entendesse aquilo que o Senhor lhe dizia, Abrão não poderia ser capaz de imaginar onde aquele momento ia levar a história de sua vida e de seus descendentes: um único homem dando origem a um incontável povo. Povo de onde veio o Salvador da humanidade.
O encontro de Eliseu e Hazael traz questão semelhante à tona. E ficou olhando firmemente para Hazael durante tanto tempo, que ele ficou sem jeito. De repente, Eliseu começou a chorar. Hazael não entende o que está acontecendo com o profeta; não entende porque Eliseu chora. Hazael ouve a revelação de Eliseu – Você vai por fogo nas fortalezas de Israel, vai matar os moços, esmagar as crianças e rasgar a barriga das mulheres grávidas. (...) O Senhor Deus me mostrou que você vai ser o rei da Síria (2 Rs. 8. 12 – 13) –, mas dificilmente seria tão impactado quanto estava Eliseu. O profeta viu o futuro! Aqui há uma diferença com a história de Abraão. Eliseu é um homem que tem os olhos maravilhosamente abertos por Deus para ver o invisível. Ele é dos tipos raros que conseguem compreender a riqueza dos momentos que vive, percebendo seus efeitos e conseqüências no futuro.
No mesmo livro de Reis, Ezequias representa alguém no lado oposto. Tendo estado doente e recebendo a sentença de morte pela boca de Isaías, ora ao Senhor: Ó Senhor Deus, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz o que querias que eu fizesse. E chorou amargamente (2 Rs. 20. 3). Foi curado e vive mais quinze anos. Três anos depois desse acontecimento, nasceu Manasses, que sucede ao pai no trono de Jerusalém. Mas a ira terrível do Senhor havia sido provocada contra Judá por causa das coisas que o rei Manasses havia feito e essa ira ainda não havia passado (2 R. 23. 26). Quando pediu pela sua vida, Ezequias não podia imaginar um desfecho assim: o filho nascido na sua sobrevida – entendem que se Ezequias não tivesse orado, Manasses não teria nascido? – se torna o culpado pela condenação do povo ao exílio.
Vivemos em nossos dias um época em que cada vez menos pessoas têm a perspectiva para entender a relevância dos acontecimentos e de seus próprios atos. Nossos atos têm conseqüências, no tempo e na eternidade. Vivemos tão presos ao imediato que esquecemos que toda e qualquer coisa tem conseqüência. Precisamos ter olhos para ver onde nos levarão as nossas ações e os acontecimentos em que nos envolvemos.
Hoje estava pensando que poucos vivem nessa dimensão. E o mais grave é que essa inconseqüência e falta de percepção se manifesta, provavelmente em sua forma mais terrível, no esquecimento das palavras de Jesus: Fiquem preparados para tudo: estejam com a roupa bem presa com o cinto e conservem as lamparinas acesas. Sejam como os empregados que esperam pelo patrão, que vai voltar da festa de casamento. Logo que ele bate na porta, os empregados vão abrir. Felizes aqueles empregados que o patrão encontra acordados e preparados! Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o próprio patrão se preparará para servi-los, mandará que se sentem à mesa e ele mesmo os servirá. Eles serão felizes se o patrão os encontrar alertas, mesmo que chegue à meia-noite ou até mais tarde. Lembrem disto: se o dono da casa soubesse a que hora o ladrão viria, não o deixaria arrombar a sua casa. Vocês, também, fiquem alertas, porque o Filho do Homem vai chegar quando não estiverem esperando (Lc. 12. 35 – 40). Esquecemos da perspectiva correta para a condução de nossa vida: Cristo vai voltar! Esquecemos de viver tendo viva em nossa mente, diariamente, a certeza de que Cristo vai voltar!
Nosso imediatismo e incapacidade de perceber a gravidade e importância dos pontos nodais que encontramos na vida tem se amplificado pelo esquecimento do fato que deveria ser norteador de nossa caminhada: Cristo vai voltar! Muito poucos de nós têm vivido tendo consciência disso. É hora de resgatarmos essa perspectiva na vida. Ao não entender a repercussão futura de viver hoje tendo como certeza a volta de Jesus deixamos de lado a vida plena que Jesus conquistou para nós. Como disse Sérgio Pimenta:
Acredite ou não
Não é novela nem filme qualquer de ficção,
Nem tem herói pra na hora do aperto dar a solução.
Nenhum espaço pra seguir em outra direção
E os da espera não queiram depois vir com apelação.
Cristo vai voltar, acredite ou não
E vem pra julgar, pra dar uma decisão.
Não é balela, nem papo pra dar mais sensação
E nem é fuga se a vida maluca quer deixar na mão.
Tão certo como as horas que chegam, passarão,
Ele virá como rei separar pra sempre o mau e o bom.
2 Reis 8. 11
Podemos não perceber, mas existem pontos nodais na história e em nossa vida que se constituem extremamente decisivos no futuro. Coisas cujo alcance somos incapazes de contemplar quando vivemos. Temos um exemplo disso que estou tentando dizer na vida de Abrão de Ur. No meio da história desse homem aparece um Deus, provavelmente desconhecido até ali, que o vocaciona a se tornar um povo. Fico pensando na cena e imaginando que, por mais que cresse e entendesse aquilo que o Senhor lhe dizia, Abrão não poderia ser capaz de imaginar onde aquele momento ia levar a história de sua vida e de seus descendentes: um único homem dando origem a um incontável povo. Povo de onde veio o Salvador da humanidade.
O encontro de Eliseu e Hazael traz questão semelhante à tona. E ficou olhando firmemente para Hazael durante tanto tempo, que ele ficou sem jeito. De repente, Eliseu começou a chorar. Hazael não entende o que está acontecendo com o profeta; não entende porque Eliseu chora. Hazael ouve a revelação de Eliseu – Você vai por fogo nas fortalezas de Israel, vai matar os moços, esmagar as crianças e rasgar a barriga das mulheres grávidas. (...) O Senhor Deus me mostrou que você vai ser o rei da Síria (2 Rs. 8. 12 – 13) –, mas dificilmente seria tão impactado quanto estava Eliseu. O profeta viu o futuro! Aqui há uma diferença com a história de Abraão. Eliseu é um homem que tem os olhos maravilhosamente abertos por Deus para ver o invisível. Ele é dos tipos raros que conseguem compreender a riqueza dos momentos que vive, percebendo seus efeitos e conseqüências no futuro.
No mesmo livro de Reis, Ezequias representa alguém no lado oposto. Tendo estado doente e recebendo a sentença de morte pela boca de Isaías, ora ao Senhor: Ó Senhor Deus, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz o que querias que eu fizesse. E chorou amargamente (2 Rs. 20. 3). Foi curado e vive mais quinze anos. Três anos depois desse acontecimento, nasceu Manasses, que sucede ao pai no trono de Jerusalém. Mas a ira terrível do Senhor havia sido provocada contra Judá por causa das coisas que o rei Manasses havia feito e essa ira ainda não havia passado (2 R. 23. 26). Quando pediu pela sua vida, Ezequias não podia imaginar um desfecho assim: o filho nascido na sua sobrevida – entendem que se Ezequias não tivesse orado, Manasses não teria nascido? – se torna o culpado pela condenação do povo ao exílio.
Vivemos em nossos dias um época em que cada vez menos pessoas têm a perspectiva para entender a relevância dos acontecimentos e de seus próprios atos. Nossos atos têm conseqüências, no tempo e na eternidade. Vivemos tão presos ao imediato que esquecemos que toda e qualquer coisa tem conseqüência. Precisamos ter olhos para ver onde nos levarão as nossas ações e os acontecimentos em que nos envolvemos.
Hoje estava pensando que poucos vivem nessa dimensão. E o mais grave é que essa inconseqüência e falta de percepção se manifesta, provavelmente em sua forma mais terrível, no esquecimento das palavras de Jesus: Fiquem preparados para tudo: estejam com a roupa bem presa com o cinto e conservem as lamparinas acesas. Sejam como os empregados que esperam pelo patrão, que vai voltar da festa de casamento. Logo que ele bate na porta, os empregados vão abrir. Felizes aqueles empregados que o patrão encontra acordados e preparados! Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o próprio patrão se preparará para servi-los, mandará que se sentem à mesa e ele mesmo os servirá. Eles serão felizes se o patrão os encontrar alertas, mesmo que chegue à meia-noite ou até mais tarde. Lembrem disto: se o dono da casa soubesse a que hora o ladrão viria, não o deixaria arrombar a sua casa. Vocês, também, fiquem alertas, porque o Filho do Homem vai chegar quando não estiverem esperando (Lc. 12. 35 – 40). Esquecemos da perspectiva correta para a condução de nossa vida: Cristo vai voltar! Esquecemos de viver tendo viva em nossa mente, diariamente, a certeza de que Cristo vai voltar!
Nosso imediatismo e incapacidade de perceber a gravidade e importância dos pontos nodais que encontramos na vida tem se amplificado pelo esquecimento do fato que deveria ser norteador de nossa caminhada: Cristo vai voltar! Muito poucos de nós têm vivido tendo consciência disso. É hora de resgatarmos essa perspectiva na vida. Ao não entender a repercussão futura de viver hoje tendo como certeza a volta de Jesus deixamos de lado a vida plena que Jesus conquistou para nós. Como disse Sérgio Pimenta:
Acredite ou não
Não é novela nem filme qualquer de ficção,
Nem tem herói pra na hora do aperto dar a solução.
Nenhum espaço pra seguir em outra direção
E os da espera não queiram depois vir com apelação.
Cristo vai voltar, acredite ou não
E vem pra julgar, pra dar uma decisão.
Não é balela, nem papo pra dar mais sensação
E nem é fuga se a vida maluca quer deixar na mão.
Tão certo como as horas que chegam, passarão,
Ele virá como rei separar pra sempre o mau e o bom.
2.12.05
Fé e poder
Se eu posso? Tudo é possível para quem tem fé. Então o pai gritou: - Eu tenho fé! Ajude-me a ter mais fé ainda!
Marcos 9. 23 - 24
Esta é uma das frases mais paradoxais que eu encontro na Bíblia. Ela me impressiona todas as vezes que a leio, até porque percebo a luta que os tradutores do texto sagrado enfrentam para trazer a nós a profundidade da fala desse pai desesperado. Ele diz algo próximo disso: Eu creio, eu tenho fé. Mas me ajude porque eu sou incrédulo. Esse pai crê, mas é incrédulo. Nós somos atraídos por ele e o seu mistério porque nos identificamos plenamente no paradoxo, na dúvida, na fraqueza e na necessidade que temos de Jesus.
Todo o texto desenvolve-se em torno das seguintes relações: para se ter poder é preciso ter fé – ou seja, o poder é resultado da fé. Assim, sem fé, não se tem poder. Jesus está descendo o monte da transfiguração acompanhado por seus três discípulos mais íntimos. Ao chegar lá embaixo, toma conhecimento de um caso não tão incomum naqueles dias: Mestre, eu trouxe o meu filho para o senhor, porque ele está dominado por um espírito mau e não pode falar. (...) Já pedi aos discípulos do senhor que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram (Mc. 9. 17 – 18). A primeira coisa que se destaca é que os discípulos não foram capazes – não tiveram poder – para expulsar o demônio. Pela relação que se estabelece no texto, podemos concluir que eles não puderam porque não tiveram fé. Foram incrédulos.
Com base nisso, a gente pode entender que Jesus se dirige aos seus discípulos – e não à multidão de judeus – quando diz: Gente sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de agüentá-los? Tragam o menino aqui (Mc. 9. 19). É com a incredulidade de seus discípulos que Jesus se indigna. Depois de tanto tempo andando com Ele, depois de testemunharem tantos milagres, depois de verem em ação do enorme poder de Deus, eles ainda não crêem! Eles não podem expulsar o demônio porque são incrédulos. Não teria sentido, no contexto, Jesus exigir fé daqueles que não O seguem. Mas não tem sentido, para Jesus, não encontrar fé naqueles que andam com Ele.
É por isso que é louvável a honestidade com que o pai se manifesta. Ele já entendeu tudo. A fé é fundamental. Mas lhe falta. Não totalmente, porque Ele sabe que Jesus é capaz de ajudá-lo e de curar seu filho. Mas, como sempre acontece conosco, quando ele olha para a sua história e percebe que há tanto tempo o sofrimento é a única coisa que ele conhece, duvida. Teme pelo que será quando tudo mudar. Quando a gente olha para a nossa história e contemplar certas coisas que sempre foram como são, mesmo que saibamos que Jesus pode mudar a história, duvidamos. Mesmo que entendamos a relação entre fé e poder, não cremos. A atitude honesta desse pai é mais eficiente que a reação dos discípulos – aqueles que verdadeiramente deviam crer sem duvidar: Eu tenho fé! Ajude-me a ter mais fé ainda!
Estamos aqui. Diante de nós, há todo o mal a ser enfrentado. Há dores, sofrimentos, tristezas, circunstâncias complicadas. Há uma infinidade de coisas que precisam ser enfrentadas. Olhamos para elas com que olhos? Há uma relação: só teremos poder para enfrentar o mal – o poder que vem de Deus, o poder do Espírito – na medida em que tivermos fé – a consciência de que o Deus de amor é poderoso. Sem fé, não agradaremos a Deus. Sem fé, não poderemos resistir nas lutas contra o mal. Sem fé, não teremos poder para enfrentá-los. Como naqueles dias, Jesus ainda pode se voltar para nós, seus discípulos, com palavras duras: Gente sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de agüentá-los?, porque não conseguimos enfrentar o mal. É hora de se humilhar e é hora da atitude mais correta: Sim, Senhor, eu tenho fé! Mas me ajude a ter fé!
Marcos 9. 23 - 24
Esta é uma das frases mais paradoxais que eu encontro na Bíblia. Ela me impressiona todas as vezes que a leio, até porque percebo a luta que os tradutores do texto sagrado enfrentam para trazer a nós a profundidade da fala desse pai desesperado. Ele diz algo próximo disso: Eu creio, eu tenho fé. Mas me ajude porque eu sou incrédulo. Esse pai crê, mas é incrédulo. Nós somos atraídos por ele e o seu mistério porque nos identificamos plenamente no paradoxo, na dúvida, na fraqueza e na necessidade que temos de Jesus.
Todo o texto desenvolve-se em torno das seguintes relações: para se ter poder é preciso ter fé – ou seja, o poder é resultado da fé. Assim, sem fé, não se tem poder. Jesus está descendo o monte da transfiguração acompanhado por seus três discípulos mais íntimos. Ao chegar lá embaixo, toma conhecimento de um caso não tão incomum naqueles dias: Mestre, eu trouxe o meu filho para o senhor, porque ele está dominado por um espírito mau e não pode falar. (...) Já pedi aos discípulos do senhor que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram (Mc. 9. 17 – 18). A primeira coisa que se destaca é que os discípulos não foram capazes – não tiveram poder – para expulsar o demônio. Pela relação que se estabelece no texto, podemos concluir que eles não puderam porque não tiveram fé. Foram incrédulos.
Com base nisso, a gente pode entender que Jesus se dirige aos seus discípulos – e não à multidão de judeus – quando diz: Gente sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de agüentá-los? Tragam o menino aqui (Mc. 9. 19). É com a incredulidade de seus discípulos que Jesus se indigna. Depois de tanto tempo andando com Ele, depois de testemunharem tantos milagres, depois de verem em ação do enorme poder de Deus, eles ainda não crêem! Eles não podem expulsar o demônio porque são incrédulos. Não teria sentido, no contexto, Jesus exigir fé daqueles que não O seguem. Mas não tem sentido, para Jesus, não encontrar fé naqueles que andam com Ele.
É por isso que é louvável a honestidade com que o pai se manifesta. Ele já entendeu tudo. A fé é fundamental. Mas lhe falta. Não totalmente, porque Ele sabe que Jesus é capaz de ajudá-lo e de curar seu filho. Mas, como sempre acontece conosco, quando ele olha para a sua história e percebe que há tanto tempo o sofrimento é a única coisa que ele conhece, duvida. Teme pelo que será quando tudo mudar. Quando a gente olha para a nossa história e contemplar certas coisas que sempre foram como são, mesmo que saibamos que Jesus pode mudar a história, duvidamos. Mesmo que entendamos a relação entre fé e poder, não cremos. A atitude honesta desse pai é mais eficiente que a reação dos discípulos – aqueles que verdadeiramente deviam crer sem duvidar: Eu tenho fé! Ajude-me a ter mais fé ainda!
Estamos aqui. Diante de nós, há todo o mal a ser enfrentado. Há dores, sofrimentos, tristezas, circunstâncias complicadas. Há uma infinidade de coisas que precisam ser enfrentadas. Olhamos para elas com que olhos? Há uma relação: só teremos poder para enfrentar o mal – o poder que vem de Deus, o poder do Espírito – na medida em que tivermos fé – a consciência de que o Deus de amor é poderoso. Sem fé, não agradaremos a Deus. Sem fé, não poderemos resistir nas lutas contra o mal. Sem fé, não teremos poder para enfrentá-los. Como naqueles dias, Jesus ainda pode se voltar para nós, seus discípulos, com palavras duras: Gente sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de agüentá-los?, porque não conseguimos enfrentar o mal. É hora de se humilhar e é hora da atitude mais correta: Sim, Senhor, eu tenho fé! Mas me ajude a ter fé!
1.12.05
Impressões
Homem de Deus, o que o Senhor tem contra mim? Será que o senhor veio aqui para fazer com que Deus lembrasse dos meus pecados e assim provocar a morte de meu filho?
1 Reis 17. 18
O que as pessoas do mundo pensam acerca da igreja? Como elas vêem os cristãos? Que influência os crentes têm exercido na vida das pessoas? De vez em quando fica claro para mim que a principal impressão que os cristãos têm causado nas pessoas à sua volta é um sentimento que pode se resumir nas palavras da viúva de Sarepta ao profeta Elias: Homem de Deus, o que o Senhor tem contra mim? Será que o senhor veio aqui para fazer com que Deus lembrasse dos meus pecados e assim provocar a morte de meu filho?
Indo direto ao assunto, às vezes o povo de Deus me dá a impressão de que existe no mundo apenas para apontar o pecado dos que não conhece a Jesus. Parece que estamos no mundo no papel de juízes dos pecadores. Nossa presença ao seu lado só serve para amplificar, nas mentes e corações, o sentimento de culpa pelos pecados. Parece que a única palavra que conhecemos e partilhamos é a condenação. Apontamos os dedos contra os que falham – como se fossemos melhores – e os condenamos, sem apelação, ao inferno e condenação.
Muitas vezes percebo que os crentes sentem-se no mundo apenas com o papel de condenar, apontar aos pecadores o destino terrível que está reservado aos que não crêem. Somos arautos da pior das notícias. Somos instrumentos de dor, confusão e morte. Como se as pessoas – feridas, marcadas e doentes – viessem até nós e só pudessem encontrar mais dor. Elas precisam de alívio, mas lhes aumentamos o peso da dor. Eu já fiz e ainda faço isso. Parece que a melhor impressão que podemos causar nas pessoas é aquela que a viúva, em seu desespero, viu em Elias: o profeta estava ali para fazer lembrar o seu pecado e, por isso, matar o filho.
Causamos essa impressão quando, por exemplo, nos deparamos com alguém que se sabe pecador, está ferido pela sua culpa, e vem até nós esperando ouvir uma palavra de perdão. Ele espera o alívio de uma mão amiga, de um ombro companheiro, que pode dividir o impacto do sofrimento que tem no coração. Pecador, ouviu falar de um Jesus que disse: Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso (Mt. 11. 28 – 29). Ouviu falar de um povo que se diz seguidor desse Jesus. Mas, ao se encontrar conosco, descobre que não somos muito diferentes dos fariseus dos dias de Jesus e, em vez de descanso, encontra em nós mais acusação, mais sofrimento.
Estou tentando dizer como vejo a fala da viúva de Sarepta. Entendo que essa é a forma como os crentes são vistos por boa parte da população. Somos entendidos como um grupo de pessoas arrogantes, que nos sentimos os mais “santos” e, por isso, apontamos os pecados, erros e dores dos demais. Em vez de alívio, encontram sofrimento e acusação ao nosso lado. A mesma impressão que teve a viúva quando viu seu filho morrer, enquanto hospedava o homem de Deus: Homem de Deus, o que o Senhor tem contra mim? Será que o senhor veio aqui para fazer com que Deus lembrasse dos meus pecados e assim provocar a morte de meu filho?
Mas é na mesma história que Elias ensina que papel devemos exercer diante do sofrimento humano. Mesmo que aquela mulher estivesse entendendo a presença do homem santo como a causa do sofrimento decorrente da morte do menino, Elias sabe que seu papel é transformar as situações de dor e sofrimento em momentos de paz e benção. Ele está ali para ser instrumento da paz de Deus na realização de milagres que aliviem o sofrimento das pessoas e tragam a esperança de volta. Por isso, ele pega o menino, leva-o ao seu quarto, ora a Deus e vê o milagre da ressurreição acontecer.
Se Deus nos põem presentes diante do sofrimento não é para que alimentemos a impressão que os outros têm de que só existimos para acusar e aumentar a dor. Se estamos no caminho de pessoas carregadas e marcadas por pecado e dor é para que sejamos instrumentos de transformação na vida das pessoas. É para que levemos os seus filhos mortos para os nossos lugares de oração e intercedamos a fim de ver-se realizarem milagres, tão ou mais tremendo que uma ressurreição. Estamos no mundo não para causar a impressão de que só sabemos acusar, mas para sermos instrumentos que tragam a alegria, o alívio, o descanso e a esperança de volta à vida das pessoas. Elias nos ensina isso.
1 Reis 17. 18
O que as pessoas do mundo pensam acerca da igreja? Como elas vêem os cristãos? Que influência os crentes têm exercido na vida das pessoas? De vez em quando fica claro para mim que a principal impressão que os cristãos têm causado nas pessoas à sua volta é um sentimento que pode se resumir nas palavras da viúva de Sarepta ao profeta Elias: Homem de Deus, o que o Senhor tem contra mim? Será que o senhor veio aqui para fazer com que Deus lembrasse dos meus pecados e assim provocar a morte de meu filho?
Indo direto ao assunto, às vezes o povo de Deus me dá a impressão de que existe no mundo apenas para apontar o pecado dos que não conhece a Jesus. Parece que estamos no mundo no papel de juízes dos pecadores. Nossa presença ao seu lado só serve para amplificar, nas mentes e corações, o sentimento de culpa pelos pecados. Parece que a única palavra que conhecemos e partilhamos é a condenação. Apontamos os dedos contra os que falham – como se fossemos melhores – e os condenamos, sem apelação, ao inferno e condenação.
Muitas vezes percebo que os crentes sentem-se no mundo apenas com o papel de condenar, apontar aos pecadores o destino terrível que está reservado aos que não crêem. Somos arautos da pior das notícias. Somos instrumentos de dor, confusão e morte. Como se as pessoas – feridas, marcadas e doentes – viessem até nós e só pudessem encontrar mais dor. Elas precisam de alívio, mas lhes aumentamos o peso da dor. Eu já fiz e ainda faço isso. Parece que a melhor impressão que podemos causar nas pessoas é aquela que a viúva, em seu desespero, viu em Elias: o profeta estava ali para fazer lembrar o seu pecado e, por isso, matar o filho.
Causamos essa impressão quando, por exemplo, nos deparamos com alguém que se sabe pecador, está ferido pela sua culpa, e vem até nós esperando ouvir uma palavra de perdão. Ele espera o alívio de uma mão amiga, de um ombro companheiro, que pode dividir o impacto do sofrimento que tem no coração. Pecador, ouviu falar de um Jesus que disse: Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso (Mt. 11. 28 – 29). Ouviu falar de um povo que se diz seguidor desse Jesus. Mas, ao se encontrar conosco, descobre que não somos muito diferentes dos fariseus dos dias de Jesus e, em vez de descanso, encontra em nós mais acusação, mais sofrimento.
Estou tentando dizer como vejo a fala da viúva de Sarepta. Entendo que essa é a forma como os crentes são vistos por boa parte da população. Somos entendidos como um grupo de pessoas arrogantes, que nos sentimos os mais “santos” e, por isso, apontamos os pecados, erros e dores dos demais. Em vez de alívio, encontram sofrimento e acusação ao nosso lado. A mesma impressão que teve a viúva quando viu seu filho morrer, enquanto hospedava o homem de Deus: Homem de Deus, o que o Senhor tem contra mim? Será que o senhor veio aqui para fazer com que Deus lembrasse dos meus pecados e assim provocar a morte de meu filho?
Mas é na mesma história que Elias ensina que papel devemos exercer diante do sofrimento humano. Mesmo que aquela mulher estivesse entendendo a presença do homem santo como a causa do sofrimento decorrente da morte do menino, Elias sabe que seu papel é transformar as situações de dor e sofrimento em momentos de paz e benção. Ele está ali para ser instrumento da paz de Deus na realização de milagres que aliviem o sofrimento das pessoas e tragam a esperança de volta. Por isso, ele pega o menino, leva-o ao seu quarto, ora a Deus e vê o milagre da ressurreição acontecer.
Se Deus nos põem presentes diante do sofrimento não é para que alimentemos a impressão que os outros têm de que só existimos para acusar e aumentar a dor. Se estamos no caminho de pessoas carregadas e marcadas por pecado e dor é para que sejamos instrumentos de transformação na vida das pessoas. É para que levemos os seus filhos mortos para os nossos lugares de oração e intercedamos a fim de ver-se realizarem milagres, tão ou mais tremendo que uma ressurreição. Estamos no mundo não para causar a impressão de que só sabemos acusar, mas para sermos instrumentos que tragam a alegria, o alívio, o descanso e a esperança de volta à vida das pessoas. Elias nos ensina isso.
30.11.05
Não é filme
E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: “Ame os outros como você ama a você mesmo”.
Mateus 22. 39
Esses últimos dias tenho pensado de novo sobre nossas superficialidades. Especificamente, fui conduzido a refletir sobre a forma superficial como nos relacionamos com as outras pessoas. Nossas relações não são conduzidas pela necessidade de nos conhecermos melhor, mas apenas são encaradas como formas descartáveis de “uso” das pessoas que são interessantes temporariamente aos nossos propósitos; pessoas que ficam sem serventia para nós após usadas. Penso que o pior desse processo é que nos passa de forma inconsciente: não somos capazes de refletir sobre tudo isso, por isso nos parece a única alternativa possível de vida.
Nossa superficialidade, desse modo, nos faz encarar as pessoas à nossa volta como se fossem personagens de filmes interpretados por atores. Apenas nossas vidas são reais de verdade. As pessoas à nossa volta não sentem, não sofrem, não vivem de verdade. Como se fossem esses personagens, podem ter suas vidas destruídas agora porque seus atores voltam em outras estórias, em outros filmes, contando outros finais, mais felizes, alguns anos mais tarde. Parece-me que somos capazes de magoar e machucar severamente quem está do nosso lado porque não conseguimos ver que ali está um ser humano, com uma história pessoal, com uma vida, com sentimentos, sonhos e emoções. Para nós, o nosso próximo não deve ser alguém de verdade. A vida é como um filme, então, cujo diretor sou eu, única pessoa de verdade, em função de quem todos os outros personagens existem. Podemos matar pessoas, em vários sentidos, porque para nós elas não passam de linhas escritas em algum roteiro.
E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: “Ame os outros como você ama a você mesmo”. Dentro desse contexto, essas palavras de Jesus poderiam ser lidas como uma convocação que o Mestre nos faz a que nos lembremos que os outros, à nossa volta, são tão reais, são tão pessoas, quanto nós mesmos. É um desafio a que tiremos os nossos olhos do próprio umbigo. É um desafio a que saiamos de nós mesmos e passemos a nos importar com os que nos cercam. É um desafio a que aprofundemos a nossa vida, aprofundando nossas relações interpessoais em um nível em que nos percebamos, e ao próximo, como pessoas.
Nesse desafio, se implica um aprofundamento real de nossa relação com Deus. Porque só é possível ter uma relação de verdade com o Pai a partir do instante que temos uma relação de verdade com os próximos. Se alguém diz: “Eu amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê (1 Jo. 4. 20).
Viver a vida plena de Jesus passa por ter consciência de que as pessoas à nossa volta são reais de verdade. Merecem respeito, merecem amor, merecem consideração. Viver a vida de plena de Jesus passa por aprofundar o relacionamento com o próximo. Conseqüentemente, aprofundar o relacionamento com Cristo. E usufruir toda a riqueza e inesgotável profundidade do amor que Deus manifesta por meio de Cristo.
Mateus 22. 39
Esses últimos dias tenho pensado de novo sobre nossas superficialidades. Especificamente, fui conduzido a refletir sobre a forma superficial como nos relacionamos com as outras pessoas. Nossas relações não são conduzidas pela necessidade de nos conhecermos melhor, mas apenas são encaradas como formas descartáveis de “uso” das pessoas que são interessantes temporariamente aos nossos propósitos; pessoas que ficam sem serventia para nós após usadas. Penso que o pior desse processo é que nos passa de forma inconsciente: não somos capazes de refletir sobre tudo isso, por isso nos parece a única alternativa possível de vida.
Nossa superficialidade, desse modo, nos faz encarar as pessoas à nossa volta como se fossem personagens de filmes interpretados por atores. Apenas nossas vidas são reais de verdade. As pessoas à nossa volta não sentem, não sofrem, não vivem de verdade. Como se fossem esses personagens, podem ter suas vidas destruídas agora porque seus atores voltam em outras estórias, em outros filmes, contando outros finais, mais felizes, alguns anos mais tarde. Parece-me que somos capazes de magoar e machucar severamente quem está do nosso lado porque não conseguimos ver que ali está um ser humano, com uma história pessoal, com uma vida, com sentimentos, sonhos e emoções. Para nós, o nosso próximo não deve ser alguém de verdade. A vida é como um filme, então, cujo diretor sou eu, única pessoa de verdade, em função de quem todos os outros personagens existem. Podemos matar pessoas, em vários sentidos, porque para nós elas não passam de linhas escritas em algum roteiro.
E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: “Ame os outros como você ama a você mesmo”. Dentro desse contexto, essas palavras de Jesus poderiam ser lidas como uma convocação que o Mestre nos faz a que nos lembremos que os outros, à nossa volta, são tão reais, são tão pessoas, quanto nós mesmos. É um desafio a que tiremos os nossos olhos do próprio umbigo. É um desafio a que saiamos de nós mesmos e passemos a nos importar com os que nos cercam. É um desafio a que aprofundemos a nossa vida, aprofundando nossas relações interpessoais em um nível em que nos percebamos, e ao próximo, como pessoas.
Nesse desafio, se implica um aprofundamento real de nossa relação com Deus. Porque só é possível ter uma relação de verdade com o Pai a partir do instante que temos uma relação de verdade com os próximos. Se alguém diz: “Eu amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê (1 Jo. 4. 20).
Viver a vida plena de Jesus passa por ter consciência de que as pessoas à nossa volta são reais de verdade. Merecem respeito, merecem amor, merecem consideração. Viver a vida de plena de Jesus passa por aprofundar o relacionamento com o próximo. Conseqüentemente, aprofundar o relacionamento com Cristo. E usufruir toda a riqueza e inesgotável profundidade do amor que Deus manifesta por meio de Cristo.
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