Se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres.
João 8. 36.
Como nunca na minha vida antes, tenho sido nos últimos dias conduzido a refletir sobre uma realidade clara e difícil da Bíblia: o pecado escraviza, a graça liberta.
Temos discutido em vários contextos diferentes na nova comunidade da qual tenho participado a realidade, a injustiça e o incomodo da graça. Muitas vezes já falei sobre isso antes, mas tem entrado com muito mais força em meu pensamento e meu coração nos últimos tempos o que traz de transtorno à nossa mente retributiva a realidade da justiça de Deus que se manifesta na graça do evangelho. Funcionamos e pensamos que ser justo é retribuir com o bem, o bem feito; retribuir com punições as faltas cometidas. É assim que funcionam todos os sistemas de controle social que conhecemos. Nossa mente funciona assim. Esperamos, então, que na nossa relação com Deus o mesmo princípio ainda valha.
Por isso, nos cobramos muito no relacionamento com Deus. Sabemos que Deus é santo. Sabemos o quão pecadores somos. Sabemos o quão distantes dEle nos lançam os nossos atos. É inconcebível para nós que simplesmente isso não importa na relação com Deus. Sabemos sermos merecedores de punição, não de amor. Sabemos que o salário de nosso pecado é a nossa morte. Sabemos que Deus seria justo se nos punisse. Mas não é assim na dimensão da graça. Deus nos olha com graça e amor – imerecidos, é claro. Deus nos olha com os olhos da cruz. O amor de Deus nos alcança pela cruz. Ali, onde toda culpa foi apagada, todo pecado foi castigado. A partir de onde, não importa mais.
O desespero de Lutero, por muito tempo, foi perceber que só existe vida em um relacionamento com Deus. No entanto, Deus é santo e o homem é um miserável pecador. Por mais que o homem precise de Deus, então, é impossível ter um relacionamento com Deus. E Lutero se desesperava dessa realidade terrível – uma vez que só era possível conceber a justiça de Deus como uma retribuição implacável. Até que, um dia, se deparou com um texto revolucionário: Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé (Rm. 1. 17). A justiça de Deus não se revela em um retribuição implacável, mas no evangelho! Ou seja, a justiça de Deus se revela na cruz do Calvário. E não se vivencia de outra forma a não ser pela fé. De forma absolutamente gratuita. Não é preciso fazer nada, pagar nada ou sentir nada para se ter a liberdade ou o perdão: basta crer.
Isso nos incomoda demais. A realidade da graça fere o nosso senso de justiça. É como se para cada homicídio que fosse cometido de forma cruel nenhum criminoso jamais fosse punido com a cadeia – porque Jesus já está ocupando a sua cela!
Uma vez que a injustiça da graça nos inquieta, muitas vezes nos deixamos escravizar pelo pecado. Esses dias vi isso de uma maneira inteiramente inédita para mim. Conversando com um amigo, percebi que ele tem sido escravizado pelo pecado de uma maneira que eu nunca imaginei ser possível. Não falo da prática do pecado, mas da idéia do pecado. Incapaz de vivenciar a graça, ele se deixa dominar pelo senso de culpa e de pecado. Ele se sabe pecador mas não experimentou a realidade da graça – mesmo que seja pastor! Como se sabe pecador, se pune de tal maneira que se afasta da graça de Deus. Ele se condenou a não ter comunhão possível com o Pai porque se deixou escravizar pelo seu pecado. Ele se pune pelos pecados que têm cometido se afastando por si só da presença de Deus. Não entendeu que, na dimensão da graça, nossa comunhão com Deus não depende do que fazemos ou pensamos ou sentimos. Na dimensão da graça que liberta, a comunhão com o Pai depende única e exclusivamente da cruz. E essa dependência é testemunha de que fomos salvos como pecadores, somos pecadores em nossa peregrinação e andamos com o Senhor enquanto pecadores que dependem e vivenciam o evangelho da graça. O povo de Deus não é um grupo de pessoas especiais – supersantos – mas é bando de pecadores que tenta encontrar uma melhor maneira de celebrar e festejar com Jesus. Pecadores que se sabem pecadores e se entregam à injustiça da graça para se fazerem um tanto melhores do que podem ser nas próprias forças.
Muitos de nós fizeram para si uma lista de coisas que precisam ser feitas – cumpridas – para que se sintam santos e próximos ao Pai. Muita igreja e muita teologia reforçam essa idéia. A idéia retributiva de que, caso não cumpra algo dessa lista – dessa Lei – serei rejeitado por Deus. Aos gálatas, Paulo escrevia contra essa idéia absurda diante da cruz de Jesus: Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus. Pois, se é por meio da lei que as pessoas são aceitas por Deus, então a morte de Cristo não adiantou nada! (...) Vocês começaram a sua vida cristã pelo poder do Espírito de Deus e agora querem ir até o fim pelas suas próprias forças? (...) Os que confiam na sua obediência à lei estão debaixo da maldição de Deus (Gl. 2. 21; 3. 3; 3. 10). Essa idéia nos escraviza ao pecado porque transforma – pelo menos para nós mesmos – o nosso pecado em algo maior que o amor e a graça de Deus que se deu em Cristo por nós à morte de cruz! Para muitos, os seus pecados são maiores que a graça de Deus. Mas é melhor lembrar do que nos diz João, e se deixar ser liberto pelo amor e graça de Jesus: Pois, se o nosso coração nos condena, sabemos que Deus é maior que o nosso coração e conhece tudo (1 Jo. 3. 20). Ser escravo do pecado é viver a punição de algo que Deus já perdoou e apagou. É se sentir culpado por algo de que Deus já não nos culpa. Por isso, conhecer a verdade é ser liberto do pecado. Porque conhecer a verdade é conhecer o perdão de Deus em Jesus Cristo.
3.4.06
1.4.06
Beleza
O meu nome é maravilhoso
(Jz. 13. 18)
A beleza é eterna. Ontem fiquei emocionado ao perceber isso mais uma vez, ouvindo uma canção. A música é bela, seja ela qual for. Ouvia, ao fim de um belo dia, a música de Francis Hime no programa de Serginho Groissman. Ouvindo Pivete, encantei-me com o gênio humano que é capaz de juntar sons – os mais dissonantes – e fazer música. A música e a beleza são eternas. E, assim, nos apontam o Rei sentado no Trono do Universo.
Ontem foi um dia de beleza para mim. Mais uma vez me emocionei, encantado, por assistir de novo o belíssimo Um violinista no telhado. Lágrimas correram nas mesmas cenas que tantas vezes antes me fizeram chorar. A beleza da história, as canções que encantam. A beleza é eterna, enebria, encanta, envolve, impacta, transforma. A beleza e o prazer, pensei ontem, são as coisas que nos levam a experimentar o Divino em Cristo de maneira mais plena.
Belos olhos me observaram todo o dia. Olhos de nova vida manifesta em alguém que é imagem e semelhança de Deus. Alguém que é eternamente belo e que eu não sou capaz de acreditar – por honestidade intelectual – que está condenado a se esgotar em uma vida de uns poucos anos. A beleza é eterna, nasce em Deus – o Belo –, gera-se em nós e nos conduz triunfantes de volta à eternidade com o Pai.
A beleza, às vezes, dói. Porque a beleza é um outro nome do amor. E o amor tantas vezes dói. E eu não estou falando sobre um romance, mas da maior história de amor dentre todas já vividas e já contadas. A história do amor que tanto amou que se fez o ser amado e morreu a sua morte. Amor que trouxe a vida a quem tanto por si foi amado. Esse é um amor que dói, porque é um amor que vai às últimas conseqüências – à Cruz.
Por isso, a beleza-amor eterno, que nasce em Deus – o Belo e o Amor – são os remédios que Deus traz à nossa alma doente e marcada pelo pecado. Enquanto nos sentimos fracos e aleijados – deformados – pelo pecado de nossas vidas, o amor e a beleza que Deus nos traz são bálsamo sobre as feridas, sobre a dor, sobre a tristeza, sobre o pecado. O belo e o amor, em Deus – o Eterno – curam e restauram por inteiro nossa vida. Fazem-nos novo. Lavam o que não é para estar. E põem no lugar o que é eterno e nos é dado para nos conduzir de novo aos braços do Pai.
A beleza e o amor eternos são manifestos em coisas que nos dão prazer e em coisas que nos incomodam. Quando mergulhamos nosso coração dolorido nas profundezas dos rios do amor de Deus, incomodados pela realidade injusta da graça, apagam-se as listas de nossa mente, apagam-se a culpa e o pecado. Sobram-nos a beleza, a graça, o amor e o prazer. Resta Deus em nosso coração, em nossa comunhão. Resta-nos a vida. É bom sermos espiritualmente fortes por meio da graça de Deus e não por meio da obediência a essas regras... (Hb. 13. 9).
Ausência
Estive ausente nos últimos tempos em virtude de estar fazendo dois concursos para professor substituto. No último deles, em João Pessoa, fui aprovado. E agora cuido de mais esta mudança em minha vida. Em virtude disso, dessa grande bênção dada pelo Pai do Céu – a quem louvo e agradeço – devo sumir mais um pouco. Pelo menos até me reestabilizar por lá. Perdão, então, pela ausência mais uma vez.
(Jz. 13. 18)
A beleza é eterna. Ontem fiquei emocionado ao perceber isso mais uma vez, ouvindo uma canção. A música é bela, seja ela qual for. Ouvia, ao fim de um belo dia, a música de Francis Hime no programa de Serginho Groissman. Ouvindo Pivete, encantei-me com o gênio humano que é capaz de juntar sons – os mais dissonantes – e fazer música. A música e a beleza são eternas. E, assim, nos apontam o Rei sentado no Trono do Universo.
Ontem foi um dia de beleza para mim. Mais uma vez me emocionei, encantado, por assistir de novo o belíssimo Um violinista no telhado. Lágrimas correram nas mesmas cenas que tantas vezes antes me fizeram chorar. A beleza da história, as canções que encantam. A beleza é eterna, enebria, encanta, envolve, impacta, transforma. A beleza e o prazer, pensei ontem, são as coisas que nos levam a experimentar o Divino em Cristo de maneira mais plena.
Belos olhos me observaram todo o dia. Olhos de nova vida manifesta em alguém que é imagem e semelhança de Deus. Alguém que é eternamente belo e que eu não sou capaz de acreditar – por honestidade intelectual – que está condenado a se esgotar em uma vida de uns poucos anos. A beleza é eterna, nasce em Deus – o Belo –, gera-se em nós e nos conduz triunfantes de volta à eternidade com o Pai.
A beleza, às vezes, dói. Porque a beleza é um outro nome do amor. E o amor tantas vezes dói. E eu não estou falando sobre um romance, mas da maior história de amor dentre todas já vividas e já contadas. A história do amor que tanto amou que se fez o ser amado e morreu a sua morte. Amor que trouxe a vida a quem tanto por si foi amado. Esse é um amor que dói, porque é um amor que vai às últimas conseqüências – à Cruz.
Por isso, a beleza-amor eterno, que nasce em Deus – o Belo e o Amor – são os remédios que Deus traz à nossa alma doente e marcada pelo pecado. Enquanto nos sentimos fracos e aleijados – deformados – pelo pecado de nossas vidas, o amor e a beleza que Deus nos traz são bálsamo sobre as feridas, sobre a dor, sobre a tristeza, sobre o pecado. O belo e o amor, em Deus – o Eterno – curam e restauram por inteiro nossa vida. Fazem-nos novo. Lavam o que não é para estar. E põem no lugar o que é eterno e nos é dado para nos conduzir de novo aos braços do Pai.
A beleza e o amor eternos são manifestos em coisas que nos dão prazer e em coisas que nos incomodam. Quando mergulhamos nosso coração dolorido nas profundezas dos rios do amor de Deus, incomodados pela realidade injusta da graça, apagam-se as listas de nossa mente, apagam-se a culpa e o pecado. Sobram-nos a beleza, a graça, o amor e o prazer. Resta Deus em nosso coração, em nossa comunhão. Resta-nos a vida. É bom sermos espiritualmente fortes por meio da graça de Deus e não por meio da obediência a essas regras... (Hb. 13. 9).
Ausência
Estive ausente nos últimos tempos em virtude de estar fazendo dois concursos para professor substituto. No último deles, em João Pessoa, fui aprovado. E agora cuido de mais esta mudança em minha vida. Em virtude disso, dessa grande bênção dada pelo Pai do Céu – a quem louvo e agradeço – devo sumir mais um pouco. Pelo menos até me reestabilizar por lá. Perdão, então, pela ausência mais uma vez.
Sentido
Diz o néscio no seu coração: Não há Deus.
Salmo 14. 1
O mundo só tem sentido se Deus for posto nesta equação. Acho que já falei sobre esse tema há pouco tempo, mas para mim foi impossível não voltar a pensar nisso depois de minha recente viagem a João Pessoa.
Quando vinha pela BR 101 ontem à tarde, vinha meditando. Pensava nas conversas que havia tido lá na casa dos primos que me hospedaram. O mais novo, adolescente de 17 anos, se considera ateu. E com ele comecei a refletir sobre a falta total e absoluta de sentido que a vida teria se Deus não estivesse posto nesta equação. O homem nasce condenado a estar morto dali a 70 ou 80 anos. Quando não, de uma forma que sempre chamamos de absurda e estúpida, perde a vida muito antes disso. Com a morte posta à sua frente, qual o sentido que o ser humano pode encontrar na vida, se Deus for excluído da equação? Qual o sentido de ter uma vida de duração tão minúscula diante da história do universo ou mesmo da história humana? Se eu vou morrer amanhã, a vida não tem nenhum sentido.
Por isso, só há duas escapatórias desse desespero. De um lado, ele pode me conduzir a abreviar meu sofrimento. Se eu não tenho qualquer controle sobre minha vida sem sentido, conduzida pelo acaso, é melhor que eu possa ao menos determinar o dia de morte. Eu escolho que quero morrer na hora que eu quiser.
A segunda escapatória é descobrir que a vida tem sentido. Porque Deus está presente nesta história. A vida tem sentido porque ela se estende para além dos limites dos tantos ou poucos anos que eu vivo aqui. O desespero se acaba quando observo a cruz da morte e o túmulo vazio: Jesus venceu a morte e venceu na morte! Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará a vida eterna (Jo. 4. 14).
A vida tem sentido. A gente sabe disso. A gente entende que ela caminha em uma direção. Não somos levados de forma aleatória no rumo do nada. Deus está presente. Ele é o Vento que nos conduz como penas segundo o que é a Sua vontade em nossa vida. Somos levados ao alvo que Ele tem em nossa vida.
Pensava sobre isso na estrada e comecei ver as plantações que se estendiam pela beira do caminho. E olhando aquelas folhas e pensando na enormidade de reações que regulam seus funcionamentos, levando a vida àquela planta e dela trazendo vida a mim, me ocorreu que não tem sentido, também, atribuir essa perfeição que é a vida e o funcionamento do universo a uma força do acaso. As coisas tendem a se ordenar em toda parte. Se não fosse assim, eu não passaria de uma colônia de indivíduos unicelulares independentes. Mas eu não sou isso. Eu tenho mente. Eu tenho uma consciência. Eu tenho uma razão que clama dentro de mim que eu encontre o sentido disso tudo. Porque ela, ordenada como é, não pode aceitar que seja fruto única e exclusivamente do acaso. Do acaso de reações físico-químicas.
A vida caminha num sentido. É assim em tudo em nossa volta. Somos incapazes de aceitar passivamente que um acaso sem finalidade seja a explicação e a razão de nossas vidas. A perfeição da obra criada – inclusive o meu cérebro e a minha mente – é o reconhecimento de firma do Criador. Mesmo os mais céticos ateus, quando deparados com a realidade inexpugnável da morte, ou caem no desespero de uma vida sem sentido ou se rendem à evidência inescapável que tudo isso não passa de uma coisa simples e maravilhosa: um milagre das mãos do Deus soberano do universo.
Salmo 14. 1
O mundo só tem sentido se Deus for posto nesta equação. Acho que já falei sobre esse tema há pouco tempo, mas para mim foi impossível não voltar a pensar nisso depois de minha recente viagem a João Pessoa.
Quando vinha pela BR 101 ontem à tarde, vinha meditando. Pensava nas conversas que havia tido lá na casa dos primos que me hospedaram. O mais novo, adolescente de 17 anos, se considera ateu. E com ele comecei a refletir sobre a falta total e absoluta de sentido que a vida teria se Deus não estivesse posto nesta equação. O homem nasce condenado a estar morto dali a 70 ou 80 anos. Quando não, de uma forma que sempre chamamos de absurda e estúpida, perde a vida muito antes disso. Com a morte posta à sua frente, qual o sentido que o ser humano pode encontrar na vida, se Deus for excluído da equação? Qual o sentido de ter uma vida de duração tão minúscula diante da história do universo ou mesmo da história humana? Se eu vou morrer amanhã, a vida não tem nenhum sentido.
Por isso, só há duas escapatórias desse desespero. De um lado, ele pode me conduzir a abreviar meu sofrimento. Se eu não tenho qualquer controle sobre minha vida sem sentido, conduzida pelo acaso, é melhor que eu possa ao menos determinar o dia de morte. Eu escolho que quero morrer na hora que eu quiser.
A segunda escapatória é descobrir que a vida tem sentido. Porque Deus está presente nesta história. A vida tem sentido porque ela se estende para além dos limites dos tantos ou poucos anos que eu vivo aqui. O desespero se acaba quando observo a cruz da morte e o túmulo vazio: Jesus venceu a morte e venceu na morte! Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará a vida eterna (Jo. 4. 14).
A vida tem sentido. A gente sabe disso. A gente entende que ela caminha em uma direção. Não somos levados de forma aleatória no rumo do nada. Deus está presente. Ele é o Vento que nos conduz como penas segundo o que é a Sua vontade em nossa vida. Somos levados ao alvo que Ele tem em nossa vida.
Pensava sobre isso na estrada e comecei ver as plantações que se estendiam pela beira do caminho. E olhando aquelas folhas e pensando na enormidade de reações que regulam seus funcionamentos, levando a vida àquela planta e dela trazendo vida a mim, me ocorreu que não tem sentido, também, atribuir essa perfeição que é a vida e o funcionamento do universo a uma força do acaso. As coisas tendem a se ordenar em toda parte. Se não fosse assim, eu não passaria de uma colônia de indivíduos unicelulares independentes. Mas eu não sou isso. Eu tenho mente. Eu tenho uma consciência. Eu tenho uma razão que clama dentro de mim que eu encontre o sentido disso tudo. Porque ela, ordenada como é, não pode aceitar que seja fruto única e exclusivamente do acaso. Do acaso de reações físico-químicas.
A vida caminha num sentido. É assim em tudo em nossa volta. Somos incapazes de aceitar passivamente que um acaso sem finalidade seja a explicação e a razão de nossas vidas. A perfeição da obra criada – inclusive o meu cérebro e a minha mente – é o reconhecimento de firma do Criador. Mesmo os mais céticos ateus, quando deparados com a realidade inexpugnável da morte, ou caem no desespero de uma vida sem sentido ou se rendem à evidência inescapável que tudo isso não passa de uma coisa simples e maravilhosa: um milagre das mãos do Deus soberano do universo.
15.3.06
Para que você lê a Bíblia?
As tuas leis são o meu prazer; não esqueço a tua palavra.
Salmo 119. 16.
Para que você lê a Bíblia? Acredito que essa pergunta não terá em nós respostas fáceis. Pode ter respostas prontas, mas não respostas fáceis. Se eu estivesse fazendo esta pergunta em um grupo, com certeza as respostas prontas surgiriam aos montes. Cada um de nós responderia da maneira como acredita que os demais esperariam, responderia de maneira mais ou menos piedosa, sem que tal resposta fosse, necessariamente, o que de fato acontece conosco quando abrimos a Bíblia para lê-la.
Mas a dificuldade de minha pergunta é que você não precisa respondê-la para mim. O objetivo é que você reflita acerca de sua prática e se dê a si mesmo uma resposta a mais real e concreta possível. E isso deve ser inquietante. Especialmente porque muitos jamais pararam para pensar no que significa a leitura da Bíblia para si. Esses talvez leiam porque seja um hábito cultivado e transmitido geração após geração de cristãos, mas sem significado verdadeiro para eles. Outros, jamais a leram. Logo, pensar na questão pode ser mais difícil do que se possa pensar à primeira vista. Para que você lê a Bíblia?
Conheço uma pessoa que já leu a Bíblia algumas vezes. Essa pessoa se diz ateu. Já leu a Bíblia, mas não significou outra coisa para ele, a não ser caçar falhas e provas da inexistência de Deus. À essa pergunta provavelmente tal pessoa responderia que seu propósito é adquirir conhecimento e informação acerca da religião e sua falsidade.
Alguns que lêem a Bíblia por hábito nunca conheceram prazer em sua experiência de leitura. E como o hábito tem uma força de obrigação, recortam o texto na direção dos textos mais fáceis. Para que ler um trecho chato como uma genealogia? Para que ler livros históricos extensos e exaustivos como Samuel ou Reis? Para que ler o compêndio de leis cerimoniais do Levítico? Continuam lendo por hábito mas, obviamente, jamais leram a Bíblia completa. Os “piores” trechos puderam ser removidos de sua leitura sem problema algum.
Conheço muito mais gente que lê a Bíblia em busca de base para uma teologia qualquer. São capazes de ler todo o texto. São, não raras vezes, bem intencionados. Mas o único prazer que sentem ao ler o texto é confirmar suas próprias idéias. Não há outro desafio senão provar-se certo. O mais certo de todos, se possível. Esses leitores da Bíblia são comuns. E não só em seminários ou entre clérigos, como alguém poderia supor.
Professores e pregadores muitas vezes só lêem a Bíblia em busca de um “esboço”. Procuram um texto que se adeque a um sermão ou estudo na igreja. Esse processo, mais comum que podemos imaginar, termina por gerar um conhecimento parcial e profissional da Bíblia. Alguns desse grupo conhecem mais a Bíblia – sua exegese, contextos e história – do que conhecem a Deus!
Parece-me que nenhum desses grupos vê outra razão para ler a Bíblia. Não tem outro propósito. Não tem outro objetivo. Suas experiências de leitura não são empolgantes. Aliás, praticamente não têm experiências de leitura da Bíblia. Com os propósitos citados, ler a Bíblia é uma obrigação enfadonha a maior parte do tempo. Por isso, os membros desses grupos lêem pouco ou quase não lêem. Porque não é uma coisa importante para eles. E, o que é óbvio, nunca leram o texto inteiro. Seria muito esperar isso de irmãos com tais expectativas.
E assim se perde a riqueza e o prazer da experiência de se ler a Bíblia. A leitura da Bíblia é um evento em que encontramos com Deus no secreto de nossos quartos. Mas, enquanto leio a Bíblia, me encontro com Deus e com os seus servos em tantos lugares quantos pode me levar o texto. A leitura da Bíblia é uma experiência de prazer para mim, evento em que Deus me transforma. Não é uma questão de ensino intelectual. Não é uma questão de que creia que a Bíblia, por si, é a Sua Palavra. Não creio nisso. Creio que o evento da leitura é o momento em que Deus vem, em pessoa, conversar comigo por meio da Bíblia. Ele fala comigo naquela palavra humana. E nesse diálogo, Ele me transporta a vivenciar as experiências de cada ator e personagem. Leio a Bíblia para vivenciar uma experiência pessoal de revelação de Deus. Para ser questionado por Ele. Desafiado. Instruído. Por isso leio a Bíblia em busca de experimentar cada relato e história de cada personagem como se fosse o meu mesmo. E, desse modo, ser confrontado pela graça de Deus do mesmo modo como cada personagem ali foi. Leio a Bíblia para que Deus fale comigo nesse evento de leitura.
E você? Para que você lê a Bíblia?
Salmo 119. 16.
Para que você lê a Bíblia? Acredito que essa pergunta não terá em nós respostas fáceis. Pode ter respostas prontas, mas não respostas fáceis. Se eu estivesse fazendo esta pergunta em um grupo, com certeza as respostas prontas surgiriam aos montes. Cada um de nós responderia da maneira como acredita que os demais esperariam, responderia de maneira mais ou menos piedosa, sem que tal resposta fosse, necessariamente, o que de fato acontece conosco quando abrimos a Bíblia para lê-la.
Mas a dificuldade de minha pergunta é que você não precisa respondê-la para mim. O objetivo é que você reflita acerca de sua prática e se dê a si mesmo uma resposta a mais real e concreta possível. E isso deve ser inquietante. Especialmente porque muitos jamais pararam para pensar no que significa a leitura da Bíblia para si. Esses talvez leiam porque seja um hábito cultivado e transmitido geração após geração de cristãos, mas sem significado verdadeiro para eles. Outros, jamais a leram. Logo, pensar na questão pode ser mais difícil do que se possa pensar à primeira vista. Para que você lê a Bíblia?
Conheço uma pessoa que já leu a Bíblia algumas vezes. Essa pessoa se diz ateu. Já leu a Bíblia, mas não significou outra coisa para ele, a não ser caçar falhas e provas da inexistência de Deus. À essa pergunta provavelmente tal pessoa responderia que seu propósito é adquirir conhecimento e informação acerca da religião e sua falsidade.
Alguns que lêem a Bíblia por hábito nunca conheceram prazer em sua experiência de leitura. E como o hábito tem uma força de obrigação, recortam o texto na direção dos textos mais fáceis. Para que ler um trecho chato como uma genealogia? Para que ler livros históricos extensos e exaustivos como Samuel ou Reis? Para que ler o compêndio de leis cerimoniais do Levítico? Continuam lendo por hábito mas, obviamente, jamais leram a Bíblia completa. Os “piores” trechos puderam ser removidos de sua leitura sem problema algum.
Conheço muito mais gente que lê a Bíblia em busca de base para uma teologia qualquer. São capazes de ler todo o texto. São, não raras vezes, bem intencionados. Mas o único prazer que sentem ao ler o texto é confirmar suas próprias idéias. Não há outro desafio senão provar-se certo. O mais certo de todos, se possível. Esses leitores da Bíblia são comuns. E não só em seminários ou entre clérigos, como alguém poderia supor.
Professores e pregadores muitas vezes só lêem a Bíblia em busca de um “esboço”. Procuram um texto que se adeque a um sermão ou estudo na igreja. Esse processo, mais comum que podemos imaginar, termina por gerar um conhecimento parcial e profissional da Bíblia. Alguns desse grupo conhecem mais a Bíblia – sua exegese, contextos e história – do que conhecem a Deus!
Parece-me que nenhum desses grupos vê outra razão para ler a Bíblia. Não tem outro propósito. Não tem outro objetivo. Suas experiências de leitura não são empolgantes. Aliás, praticamente não têm experiências de leitura da Bíblia. Com os propósitos citados, ler a Bíblia é uma obrigação enfadonha a maior parte do tempo. Por isso, os membros desses grupos lêem pouco ou quase não lêem. Porque não é uma coisa importante para eles. E, o que é óbvio, nunca leram o texto inteiro. Seria muito esperar isso de irmãos com tais expectativas.
E assim se perde a riqueza e o prazer da experiência de se ler a Bíblia. A leitura da Bíblia é um evento em que encontramos com Deus no secreto de nossos quartos. Mas, enquanto leio a Bíblia, me encontro com Deus e com os seus servos em tantos lugares quantos pode me levar o texto. A leitura da Bíblia é uma experiência de prazer para mim, evento em que Deus me transforma. Não é uma questão de ensino intelectual. Não é uma questão de que creia que a Bíblia, por si, é a Sua Palavra. Não creio nisso. Creio que o evento da leitura é o momento em que Deus vem, em pessoa, conversar comigo por meio da Bíblia. Ele fala comigo naquela palavra humana. E nesse diálogo, Ele me transporta a vivenciar as experiências de cada ator e personagem. Leio a Bíblia para vivenciar uma experiência pessoal de revelação de Deus. Para ser questionado por Ele. Desafiado. Instruído. Por isso leio a Bíblia em busca de experimentar cada relato e história de cada personagem como se fosse o meu mesmo. E, desse modo, ser confrontado pela graça de Deus do mesmo modo como cada personagem ali foi. Leio a Bíblia para que Deus fale comigo nesse evento de leitura.
E você? Para que você lê a Bíblia?
9.3.06
Lista
O que tu queres é um coração sincero; enche o meu coração com a tua sabedoria.
Salmo 51. 6
Costumo dizer às pessoas com quem convivo que ninguém será condenado por causa de seus pecados. Não são os meus pecados ou os seus pecados que nos condenam.
Essas afirmações são radicais em relação ao que temos vivido, entendido e pregado como igreja. Vão de encontro de muitas das teologias que, oficiais ou oficiosas, conduzem a vida cristã de muita gente. Mesmo correndo o risco de ser chamado de herege, quero reiterar o entendimento que, creio bíblico, ninguém será condenado por causa dos seus pecados.
Para muitos cristãos, a relação entre santidade e pecado se resume a uma lista de coisas que devem e não devem ser feitas e vividas. Dessa maneira, a medida da vida de alguém está diretamente relacionada ao número efetivo de coisas que são feitas por essa pessoa na dimensão “espiritual”. Acho que era essa mentalidade que subjazia às questões do jovem rico que busca Jesus nos evangelhos sinóticos. Ele vivia uma vida na dimensão da lista: O que devo fazer para conseguir a vida eterna? (Mc. 10. 17). Como se certas ações garantissem a salvação. É quando se depara com a lista – a Lei – que cumpre desde a infância é que ele começa a entender que salvação não é uma questão de lista.
Nessa perspectiva, muita gente se escraviza por certos pensamentos religiosos. Existe muita igreja e teologia afirmando aí que precisamos estar prontos quando Jesus voltar, porque se não a igreja sobe e a gente fica. Nada mais de acordo com a teologia da lista, nada menos a ver com a verdade do evangelho. Entender as coisas assim – e pelo que sei a maioria dos cristãos crêem dessa forma, mesmo inconscientemente – é ficar preso a uma escravidão que iguala a salvação e a santidade a coisas que devem ser feitas. Para essas pessoas, se por acaso o Mestre chegar e eu estiver “em pecado”, estou condenado. A vida é vivida no fio da navalha. E a salvação termina sendo uma questão de obras. De uma lista.
Costumo dizer, volto a repetir, que os nossos pecados não nos condenam. Não é por ter mais ou menos pecados confessados que estarei salvo ou condenado. Não é por viver mais ou menos de acordo com a lista. O jovem rico descobriu isso na resposta de Jesus. Primeiro, o Mestre sabia que o jovem vivia de acordo com a lista. O próprio jovem sabia disso, mas tinha algo que o incomodava. Ele sabia que por mais que vivesse de acordo com a lista, não usufruía ainda a vida de salvação. Por isso, vai a Cristo. E o Senhor lhe mostra que a questão da vida eterna não é o que devemos ou não fazer. É compromisso com Ele.
Salvação não é questão do que podemos ou não fazer na vida. Salvação é resultado do que fazemos a Jesus em nossa vida. Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo. Aquele que crê no Filho não é julgado; mas quem não crê já está julgado porque não crê no Filho único de Deus (Jo. 3. 14 – 18). E o que fazemos a Jesus em nossa vida é crer ou não crer. Isso incomoda o homem que busca cada vez autonomia. Porque não depende de nós fazermos nada mais do que crer.
E por mais que todos os filhos da Reforma concordem, teoricamente, que a salvação é pela fé, a maioria de nós vive em busca da salvação pela lista. Pelas obras. Por isso, acham que devem ou não devem fazer algo para marcar sua vida e santidade. E acham que se “carregarmos” pecados estamos condenados.
A radicalidade e revolução do evangelho é afirmar que não seremos condenados pelos pecados que cometermos. Não são nossos pecados que nos condenam, mas o único pecado de rejeitar Jesus. É o que fazemos com Jesus em nossa vida que é importante, não qualquer lista. Se estivermos em Cristo, crendo nEle e comprometidos com Ele, estamos salvos. Pois, se o nosso coração nos condena, sabemos que Deus é maior do que o nosso coração e conhece tudo (1 Jo. 3. 20).
O que tu queres é um coração sincero; enche o meu coração com a tua sabedoria. É por isso que enfatizei esse texto do Salmo de confissão, o 51. O que importa na relação de graça, amor e perdão com Jesus é um coração sincero. Um coração quebrantado em fé. Um coração que quer um relacionamento íntimo, comprometido e vivo com Jesus. Um coração que descobre a revolução da graça e do amor de Deus. Que nos livra de toda e qualquer lista. Que nos conduz a uma vida de fé, uma vida de amor e relacionamento com o Senhor.
Salmo 51. 6
Costumo dizer às pessoas com quem convivo que ninguém será condenado por causa de seus pecados. Não são os meus pecados ou os seus pecados que nos condenam.
Essas afirmações são radicais em relação ao que temos vivido, entendido e pregado como igreja. Vão de encontro de muitas das teologias que, oficiais ou oficiosas, conduzem a vida cristã de muita gente. Mesmo correndo o risco de ser chamado de herege, quero reiterar o entendimento que, creio bíblico, ninguém será condenado por causa dos seus pecados.
Para muitos cristãos, a relação entre santidade e pecado se resume a uma lista de coisas que devem e não devem ser feitas e vividas. Dessa maneira, a medida da vida de alguém está diretamente relacionada ao número efetivo de coisas que são feitas por essa pessoa na dimensão “espiritual”. Acho que era essa mentalidade que subjazia às questões do jovem rico que busca Jesus nos evangelhos sinóticos. Ele vivia uma vida na dimensão da lista: O que devo fazer para conseguir a vida eterna? (Mc. 10. 17). Como se certas ações garantissem a salvação. É quando se depara com a lista – a Lei – que cumpre desde a infância é que ele começa a entender que salvação não é uma questão de lista.
Nessa perspectiva, muita gente se escraviza por certos pensamentos religiosos. Existe muita igreja e teologia afirmando aí que precisamos estar prontos quando Jesus voltar, porque se não a igreja sobe e a gente fica. Nada mais de acordo com a teologia da lista, nada menos a ver com a verdade do evangelho. Entender as coisas assim – e pelo que sei a maioria dos cristãos crêem dessa forma, mesmo inconscientemente – é ficar preso a uma escravidão que iguala a salvação e a santidade a coisas que devem ser feitas. Para essas pessoas, se por acaso o Mestre chegar e eu estiver “em pecado”, estou condenado. A vida é vivida no fio da navalha. E a salvação termina sendo uma questão de obras. De uma lista.
Costumo dizer, volto a repetir, que os nossos pecados não nos condenam. Não é por ter mais ou menos pecados confessados que estarei salvo ou condenado. Não é por viver mais ou menos de acordo com a lista. O jovem rico descobriu isso na resposta de Jesus. Primeiro, o Mestre sabia que o jovem vivia de acordo com a lista. O próprio jovem sabia disso, mas tinha algo que o incomodava. Ele sabia que por mais que vivesse de acordo com a lista, não usufruía ainda a vida de salvação. Por isso, vai a Cristo. E o Senhor lhe mostra que a questão da vida eterna não é o que devemos ou não fazer. É compromisso com Ele.
Salvação não é questão do que podemos ou não fazer na vida. Salvação é resultado do que fazemos a Jesus em nossa vida. Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo. Aquele que crê no Filho não é julgado; mas quem não crê já está julgado porque não crê no Filho único de Deus (Jo. 3. 14 – 18). E o que fazemos a Jesus em nossa vida é crer ou não crer. Isso incomoda o homem que busca cada vez autonomia. Porque não depende de nós fazermos nada mais do que crer.
E por mais que todos os filhos da Reforma concordem, teoricamente, que a salvação é pela fé, a maioria de nós vive em busca da salvação pela lista. Pelas obras. Por isso, acham que devem ou não devem fazer algo para marcar sua vida e santidade. E acham que se “carregarmos” pecados estamos condenados.
A radicalidade e revolução do evangelho é afirmar que não seremos condenados pelos pecados que cometermos. Não são nossos pecados que nos condenam, mas o único pecado de rejeitar Jesus. É o que fazemos com Jesus em nossa vida que é importante, não qualquer lista. Se estivermos em Cristo, crendo nEle e comprometidos com Ele, estamos salvos. Pois, se o nosso coração nos condena, sabemos que Deus é maior do que o nosso coração e conhece tudo (1 Jo. 3. 20).
O que tu queres é um coração sincero; enche o meu coração com a tua sabedoria. É por isso que enfatizei esse texto do Salmo de confissão, o 51. O que importa na relação de graça, amor e perdão com Jesus é um coração sincero. Um coração quebrantado em fé. Um coração que quer um relacionamento íntimo, comprometido e vivo com Jesus. Um coração que descobre a revolução da graça e do amor de Deus. Que nos livra de toda e qualquer lista. Que nos conduz a uma vida de fé, uma vida de amor e relacionamento com o Senhor.
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