Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador!
Lucas 5. 8
Hoje eu estive pensando sobre como costumamos ser ingratos com Deus, em grandes e pequenas coisas que Ele faz por nós. Somos ingratos com Deus porque esquecemos as tantas maravilhas que Ele nos faz, os milagres que todos os dias nos alcançam da Sua parte. Sejam pequenos ou sejam grandes.
Somos ingratos com Deus porque não agradecemos a vida, dom perfeito do Criador, pelo menos não como devíamos. Imaginar que o Senhor me deu a vida dentro de um universo infinito faz faltarem palavras! O dom da vida é uma maravilha do Deus majestoso que criou o universo. Dentro desse universo criado, Ele decidiu que haveria vida, inteligente. E Ele escolheu dar a vida a mim e a você. Eu tenho sido ingrato porque não tenho vivido a vida de maneira plenamente digna nem tenho dado as graças devidas ao nome do Senhor.
Somos ingratos a Deus porque não agradecemos quem Ele é em nossas vidas. Quantas vezes temos nos esquecido de agradecer ao Senhor simplesmente por Sua graça? Se não perecemos na Sua presença, se podemos estar em Sua presença, se O conhecemos de alguma maneira, tudo se dá porque o nosso Deus é cheio de graça. E minha ingratidão é também deixar de agradecer ao Senhor por Sua imensa graça. E louvá-Lo por ainda outras coisas devia ser coisa mais comum em minha vida: por Sua perfeição, beleza, poder, majestade.
Somos ingratos quando o Senhor nos dá pequenos e maravilhosos presentes. Somos ingratos quando não agradecemos ao Pai as pessoas que Ele deu às nossas vidas e que nos fazem pessoas melhores. Somos ingratos quando não agradecemos a Deus as pequenas coisas que podemos fazer por eles e as pequenas coisas que eles têm feito por nós. Somos ingratos por não olharmos para as grandes e não olharmos para as pequenas coisas.
Comecei a pensar coisas assim porque sou imenso grato hoje por tantos pequenos e grandes presentes e milagres que o Senhor me tem dado. Sou grato por alguns privilégios que Deus me deu e estou certo de que nunca encontrarei palavras suficientes para agradecer dignamente o fato de eu estar trabalhando onde trabalho, de ter nascido onde nasci, na família que nasci. Ainda assim, sei que tenho sido ingrato e tenho esquecido constantemente de agradecer ao Pai essas coisas.
Na manhã de hoje recebi um desses privilégios que foi conversar com um colega de trabalho que já foi missionário da Jocum. É um privilégio conhecer e trabalhar ao lado de um jovem que já andou fazendo a vontade de Deus em lugares que eu só conheço por orar, como a China. Não quero ser ingrato de deixar de agradecer a Deus de verdade pelo privilégio de conhecer este rapaz.
Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador! Mas quando tomo consciência de que, na verdade, sou ingrato e pecador, tenho a reação de Pedro. Sei que não mereço o privilégio de ser servo do Senhor, nem de receber qualquer bênção que venha dEle, nem de ser alvo de Seus milagres e de Sua graça. E sei que sou pecador e que não entendo a dimensão do que Deus faz por mim quando me preserva e abençoa, o que me faz agir de forma mais ingrata – e isso tudo me faz ter ainda mais certeza do pecador que eu sou. Pecador que teme perecer e, por isso, clama pelo afastamento do Senhor. Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador!
Eu e você ainda podemos aprender a viver na dimensão da graça de Deus que é a dimensão da gratidão eterna e constante do homem. Vivendo sob a graça perdoadora do Senhor, eu quero aprender a ser grato e ciente de que – pecador que sou – meus pecados são levados por Jesus. Eu quero ser grato por cada coisa que o Deus de graça tem me dado e vai me dar. Eu quero aprender a deixar de lado a ingratidão. Quero, desse modo, mergulhar na intimidade e no relacionamento com Jesus, vivendo o Seu amor e permitindo que seja lançado fora todo o medo. Lançando-se, assim, nos braços do Senhor.
23.8.06
19.8.06
Incredulidade
Então Pedro disse: - Se é o Senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima da água até onde o Senhor está. – Venha! – respondeu Jesus. Pedro saiu do barco e começou a anda em cima da água, em direção a Jesus. Porém, quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar. Então gritou: - Socorro, Senhor! Imediatamente Jesus estendeu a mão, segurou Pedro e disse: - Como é pequena a sua fé! Por que você duvidou?
Mateus 14. 29 – 31
Você já deve conhecer uma outra ilustração que nos fala sobre fé e confiança em Deus. Possivelmente, ao ler a história acima que envolve Pedro e Jesus, você se lembra daquela cena emblemática de Indiana Jones e a última cruzada em que o herói precisa atravessar um abismo e, ao dar o primeiro passo, descobre haver uma ponte oculta em uma ilusão de ótica. Você já pensou, como eu, tantas vezes, que a incredulidade nos paralisa e nos faz perder aquilo que Deus tem reservado para nós. Já imaginou se, lá no Êxodo, na hora em que Deus desse a ordem para o povo marchar, Moisés duvidasse? Nós não teríamos o relato de tão espantoso milagre: o mar se abriu.
Se você, como eu, conhece e lembra de tantas histórias semelhantes, deve conhecer também uma outra que relato a seguir. Conta-se que um alpinista, ao se ver dependurado em um pico sem nenhuma visibilidade após ter escorregado, pediu a ajuda de Deus e disse: Deus socorre-me! Deus respondeu:- Você realmente crê que eu possa salva você? O alpinista respondeu: - Sim, eu creio. Deus, então, mandou que ele cortasse a corda. O alpinista pensou muito e segurou ainda mais forte a corda. Morreu, congelado, a dois metros do chão.
Eu e você já tivemos vitórias e bênçãos trazidas pelo Senhor que nos foram conquistadas porque em algum momento de prova não duvidamos e nem perdemos a fé. Mas tenho a impressão que os nossos momentos “Pedro” devem ter sido mais numerosos.
Talvez o principal tipo de problema que nos acomete dia a dia são os problemas com falta de fé; é a incredulidade. Duvidamos da presença de Deus em nossa vida, da graça de Jesus, do amor do Pai, do perdão e da vida que nos vêm do Senhor. Tememos o desconhecido e nos afligimos no meio de lutas reais, mas essas coisas só são multiplicadas em seus efeitos porque duvidamos da grandeza, da existência e da magnitude da obra do Senhor é nossa vida.
São os momentos “Pedro”. Assustado em descobrir que Jesus vinha até eles no barco, andando por sobre as águas, Pedro desafia o Senhor a provar que é Ele: - Se é o Senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima da água até onde o Senhor está. Jesus permite. Pedro começa a andar sobre a água. Até que pára de olhar para a grandeza do Senhor que deu a ordem e pensa nas dificuldades e problemas à sua volta. Quando sua atenção recai sobre o mundo à sua volta, Pedro duvida e afunda.
Assim é conosco. O mundo à nossa volta não é muito favorável. Todas as coisas assustam: violência, guerras, fome, inseguranças e incertezas em geral. Olhamos em volta e parece que tudo está se desfazendo. Até a nossa fé se desfaz nesse contexto. É fácil perdermos a fé e os seus efeitos em um mundo como o nosso.
Contra o problema da falta de fé precisamos de um toque das mãos do Senhor. Precisamos da presença do Senhor. Porém, precisamos, na verdade, de algo diferente. O Senhor, o Seu toque e a Sua presença já estão aqui, como Jesus estava naquele lago, em pé, diante do barco e de Pedro. Precisamos ter olhos para vê-Lo ali, diante de nós, nos chamando para o Seu lado, nos fazendo andar por sobre os nossos problemas. Precisamos de uma visão além do alcance das coisas que nos cercam. Precisamos de olhos que vejam o Deus real e invisível que nos ama e nos chamou a seguí-Lo, com fé e pela graça.
Mateus 14. 29 – 31
Você já deve conhecer uma outra ilustração que nos fala sobre fé e confiança em Deus. Possivelmente, ao ler a história acima que envolve Pedro e Jesus, você se lembra daquela cena emblemática de Indiana Jones e a última cruzada em que o herói precisa atravessar um abismo e, ao dar o primeiro passo, descobre haver uma ponte oculta em uma ilusão de ótica. Você já pensou, como eu, tantas vezes, que a incredulidade nos paralisa e nos faz perder aquilo que Deus tem reservado para nós. Já imaginou se, lá no Êxodo, na hora em que Deus desse a ordem para o povo marchar, Moisés duvidasse? Nós não teríamos o relato de tão espantoso milagre: o mar se abriu.
Se você, como eu, conhece e lembra de tantas histórias semelhantes, deve conhecer também uma outra que relato a seguir. Conta-se que um alpinista, ao se ver dependurado em um pico sem nenhuma visibilidade após ter escorregado, pediu a ajuda de Deus e disse: Deus socorre-me! Deus respondeu:- Você realmente crê que eu possa salva você? O alpinista respondeu: - Sim, eu creio. Deus, então, mandou que ele cortasse a corda. O alpinista pensou muito e segurou ainda mais forte a corda. Morreu, congelado, a dois metros do chão.
Eu e você já tivemos vitórias e bênçãos trazidas pelo Senhor que nos foram conquistadas porque em algum momento de prova não duvidamos e nem perdemos a fé. Mas tenho a impressão que os nossos momentos “Pedro” devem ter sido mais numerosos.
Talvez o principal tipo de problema que nos acomete dia a dia são os problemas com falta de fé; é a incredulidade. Duvidamos da presença de Deus em nossa vida, da graça de Jesus, do amor do Pai, do perdão e da vida que nos vêm do Senhor. Tememos o desconhecido e nos afligimos no meio de lutas reais, mas essas coisas só são multiplicadas em seus efeitos porque duvidamos da grandeza, da existência e da magnitude da obra do Senhor é nossa vida.
São os momentos “Pedro”. Assustado em descobrir que Jesus vinha até eles no barco, andando por sobre as águas, Pedro desafia o Senhor a provar que é Ele: - Se é o Senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima da água até onde o Senhor está. Jesus permite. Pedro começa a andar sobre a água. Até que pára de olhar para a grandeza do Senhor que deu a ordem e pensa nas dificuldades e problemas à sua volta. Quando sua atenção recai sobre o mundo à sua volta, Pedro duvida e afunda.
Assim é conosco. O mundo à nossa volta não é muito favorável. Todas as coisas assustam: violência, guerras, fome, inseguranças e incertezas em geral. Olhamos em volta e parece que tudo está se desfazendo. Até a nossa fé se desfaz nesse contexto. É fácil perdermos a fé e os seus efeitos em um mundo como o nosso.
Contra o problema da falta de fé precisamos de um toque das mãos do Senhor. Precisamos da presença do Senhor. Porém, precisamos, na verdade, de algo diferente. O Senhor, o Seu toque e a Sua presença já estão aqui, como Jesus estava naquele lago, em pé, diante do barco e de Pedro. Precisamos ter olhos para vê-Lo ali, diante de nós, nos chamando para o Seu lado, nos fazendo andar por sobre os nossos problemas. Precisamos de uma visão além do alcance das coisas que nos cercam. Precisamos de olhos que vejam o Deus real e invisível que nos ama e nos chamou a seguí-Lo, com fé e pela graça.
18.8.06
Fantasmas
Quando os discípulos viram Jesus andando em cima da água, ficaram apavorados e exclamaram: - É um fantasma! E gritaram de medo.
Mateus 14. 26
Alguns anos atrás, quando estava no seminário, o professor de hebraico, fatalmente doente, estava internado e necessitado de receber doações de sangue. Eu nunca havia doado sangue, especialmente pelo verdadeiro e descontrolado pavor de agulhar. Por mais que racionalmente eu possa compreender que aquele ato não me causará problema algum, o medo irracional me impedia de agir.
Na doença do professor eu percebi a estupidez do meu medo. Eu temia algo que não existia: algum risco de vida ou dor com uma agulha em meu braço ou com a coleta de sangue. Resolvi enfrentar meu medo. Fui fazer a doação e preveni ao médico do posto de coleta que, devido ao meu medo, era provável que passasse mal ou desmaiasse. Mesmo que eu e o médico estivéssemos racionalmente certos de que meu medo se fundamentava em algo que não existia, por pouco não desmaiei naquele dia.
Meu medo de agulhas é tão grande que me lembro de uma ocasião, início da adolescência, em que um médico me solicitou um exame de sangue para descartar a possibilidade de que as dores enormes que vinha sentindo nos pés fossem causados por febre reumática. Fui até o laboratório para coletar o sangue e voltei para casa sem fazê-lo. Meu medo do que não existia de verdade me paralisou naquela manhã.
Meu medo irracional se dirigia a algo que, de real, não existia. Hoje eu ainda temo um tanto agulhas, mas já sou capaz de enfrentar o medo e coletar sangue e tomar anestesias. Mas ainda não tive coragem de doar sangue de novo.
Naquele barco açoitado pelo vento e pelas ondas – um problema bem real enfrentado pelos discípulos – surge um problema imaginário: os discípulos gritam de medo porque viram um fantasma!
Muitas vezes os problemas que nos afligem não têm base concreta – e nós sabemos disso. Muitas vezes começamos a perceber que eles são criados por nossa cabeça e nosso coração. Com medo, vemos coisas que não existem, ouvimos vozes irreais, tememos o que deveríamos louvar. O tal fantasma que tanto assombrou os discípulos era o Mestre que vinha em socorro, andando sobre as águas!
As vezes a atmosfera de temor e medo nos sufoca tanto que tememos – vemos fantasmas – quando o próprio Deus intervém em nosso favor, como no caso dos discípulos. Nós sabemos ou vivemos histórias como as de Gideão, assustado com o tamanho da responsabilidade que Deus coloca em suas costas, temeroso do fracasso da missão. Nós já tivemos medo de enfrentar as soluções que foram trazidas por Deus para os problemas de nossa vida, como se víssemos fantasmas – medo de onde não deveríamos tirar medo.
Algo assim aconteceu comigo recentemente quando a Petrobras me convocou e eu soube que deveria vir para o Rio de Janeiro. Mesmo ciente que aquilo era resposta da oração e era ação milagrosa do Senhor, eu tive os meus fantasmas. Afinal, sair de perto da família, morar em uma terra estranha, eram desafios assustadores – mesmo que hoje saiba que não se firmavam em nada de concreto.
O medo do desconhecido se enfrenta com fé. Como teve fé o nômade Abrão ao atender o chamado divino para deixar tudo para trás e seguir uma voz que lhe guiava a uma terra que nunca vira – e que, dizia a voz, seria dele e de sua descendência.
O medo do desconhecido se enfrenta lançando-se ao cuidado do Deus amoroso que nos chamou a uma vida verdadeira e real – fé em Jesus e comunhão com o Deus Triúno. Assim, poderemos não correr o risco de ver fantasmas onde, na verdade, está a presença amorosa e cuidadosa do Senhor.
Mateus 14. 26
Alguns anos atrás, quando estava no seminário, o professor de hebraico, fatalmente doente, estava internado e necessitado de receber doações de sangue. Eu nunca havia doado sangue, especialmente pelo verdadeiro e descontrolado pavor de agulhar. Por mais que racionalmente eu possa compreender que aquele ato não me causará problema algum, o medo irracional me impedia de agir.
Na doença do professor eu percebi a estupidez do meu medo. Eu temia algo que não existia: algum risco de vida ou dor com uma agulha em meu braço ou com a coleta de sangue. Resolvi enfrentar meu medo. Fui fazer a doação e preveni ao médico do posto de coleta que, devido ao meu medo, era provável que passasse mal ou desmaiasse. Mesmo que eu e o médico estivéssemos racionalmente certos de que meu medo se fundamentava em algo que não existia, por pouco não desmaiei naquele dia.
Meu medo de agulhas é tão grande que me lembro de uma ocasião, início da adolescência, em que um médico me solicitou um exame de sangue para descartar a possibilidade de que as dores enormes que vinha sentindo nos pés fossem causados por febre reumática. Fui até o laboratório para coletar o sangue e voltei para casa sem fazê-lo. Meu medo do que não existia de verdade me paralisou naquela manhã.
Meu medo irracional se dirigia a algo que, de real, não existia. Hoje eu ainda temo um tanto agulhas, mas já sou capaz de enfrentar o medo e coletar sangue e tomar anestesias. Mas ainda não tive coragem de doar sangue de novo.
Naquele barco açoitado pelo vento e pelas ondas – um problema bem real enfrentado pelos discípulos – surge um problema imaginário: os discípulos gritam de medo porque viram um fantasma!
Muitas vezes os problemas que nos afligem não têm base concreta – e nós sabemos disso. Muitas vezes começamos a perceber que eles são criados por nossa cabeça e nosso coração. Com medo, vemos coisas que não existem, ouvimos vozes irreais, tememos o que deveríamos louvar. O tal fantasma que tanto assombrou os discípulos era o Mestre que vinha em socorro, andando sobre as águas!
As vezes a atmosfera de temor e medo nos sufoca tanto que tememos – vemos fantasmas – quando o próprio Deus intervém em nosso favor, como no caso dos discípulos. Nós sabemos ou vivemos histórias como as de Gideão, assustado com o tamanho da responsabilidade que Deus coloca em suas costas, temeroso do fracasso da missão. Nós já tivemos medo de enfrentar as soluções que foram trazidas por Deus para os problemas de nossa vida, como se víssemos fantasmas – medo de onde não deveríamos tirar medo.
Algo assim aconteceu comigo recentemente quando a Petrobras me convocou e eu soube que deveria vir para o Rio de Janeiro. Mesmo ciente que aquilo era resposta da oração e era ação milagrosa do Senhor, eu tive os meus fantasmas. Afinal, sair de perto da família, morar em uma terra estranha, eram desafios assustadores – mesmo que hoje saiba que não se firmavam em nada de concreto.
O medo do desconhecido se enfrenta com fé. Como teve fé o nômade Abrão ao atender o chamado divino para deixar tudo para trás e seguir uma voz que lhe guiava a uma terra que nunca vira – e que, dizia a voz, seria dele e de sua descendência.
O medo do desconhecido se enfrenta lançando-se ao cuidado do Deus amoroso que nos chamou a uma vida verdadeira e real – fé em Jesus e comunhão com o Deus Triúno. Assim, poderemos não correr o risco de ver fantasmas onde, na verdade, está a presença amorosa e cuidadosa do Senhor.
17.8.06
Problemas
Naquele momento o barco estava no meio do lago. E as ondas batiam com força no barco porque o vento soprava contra ele.
Mateus 14. 24
No início do ano de 2004 eu editava um jornal evangélico em Natal, o Jornal União. Era um prazer levar aquele empreendimento, mas era problemático saber que, muitas vezes, eu me via pagando para trabalhar. Trabalhava por idealismo, mas me sentia perdendo chances preciosas na vida.
Eu já estava fazendo disciplinas no mestrado como aluno especial desde o ano anterior. Em março, fui aprovado na seleção para aluno regular. Antes mesmo de saber se conseguiria bolsa para o curso, havia decidido deixar o jornal. Havia, mais precisamente, me dedicar exclusivamente ao mestrado mesmo que não houvesse recurso para financiar meus estudos.
Tinha noção de que isso ia ser complicado. Mas minha noção não se comparava com o que comecei a viver nas primeiras semanas de aula. Era muito dinheiro que precisava ser investido em xerox e livros. E eu não tinha um centavo. Preocupei-me verdadeiramente. Ali estava um grande problema real para os próximos anos de minha vida.
Mas o Senhor Jesus é Alguém que sempre está conosco, ao nosso lado, mesmo que duvidemos e mesmo que sejam sérios os nossos problemas. Era uma noite de quarta-feira. Enquanto orava no meu quarto, pedi a Deus que, por amor de Seu Nome, pudesse me conseguir uma bolsa para meus estudos. Disse-Lhe que Ele sabia, melhor do que eu, o quanto ela seria útil e necessária. Na manhã seguinte, a secretaria do mestrado ligou para mim e me perguntou se eu ainda queria aquela bolsa. Glória a Deus! O dia seguinte, a sexta-feira, era o último prazo para que a bolsa fosse distribuída. E ela era uma bolsa que o programa não sabia que estava livre até que uma pró-reitoria da universidade informou que seria distribuída para outro curso.
Contei esse exemplo porque me lembrei dessa história quando pensei no problema que os discípulos enfrentavam nesse tão conhecido relato bíblico. No barco, no meio da noite, atravessando o lago, os discípulos temeram pela vida porque o vento e as ondas ameaçam pôr a pique a embarcação.
Esse era um problema real demais. Como muitos problemas enormes e reais que enfrentamos no nosso dia a dia. Mesmo que não saibamos que problemas cada um enfrenta, podemos afirmar com certa margem de segurança que todo mundo enfrenta um ou outro problema. Alguns, como eu naquele dia, enfrentam graves problemas financeiros. Outros, problemas sérios de saúde. Pessoas entre nós passam por dificuldades familiares. Não importa. O que é certo é que cada um enfrenta palpáveis e reais problemas. Não são coisas de nossa cabeça. Não são ilusões, nem são dificuldades fáceis de superar.
Jesus foi até lá, andando em cima das águas (Mt. 14. 25). Essa história me mostra com clareza que a Bíblia não nos diz que andando com Jesus não teremos problemas. Muito menos somos autorizados a não chamar problemas de problemas. O que podemos crer é que, ainda que Ele tenha de vir andando sobre as águas, Jesus estará ao nosso lado, nos ajudando a passar pelas dificuldades e cumprindo a Sua vontade – trazendo a Sua solução – a cada uma de nossas lutas.
Então os dois subiram no barco, e o vento se acalmou (Mt. 14. 32). A nossa fé e certeza é que o nosso Senhor é poderoso para nos amparar no meio de nossas lutas – que as vezes parecem ser insuportáveis – e para trazer o milagre que acalma o mar e o vento e nos faz navegar, mais uma vez, com paz e tranqüilidade na vida.
Mateus 14. 24
No início do ano de 2004 eu editava um jornal evangélico em Natal, o Jornal União. Era um prazer levar aquele empreendimento, mas era problemático saber que, muitas vezes, eu me via pagando para trabalhar. Trabalhava por idealismo, mas me sentia perdendo chances preciosas na vida.
Eu já estava fazendo disciplinas no mestrado como aluno especial desde o ano anterior. Em março, fui aprovado na seleção para aluno regular. Antes mesmo de saber se conseguiria bolsa para o curso, havia decidido deixar o jornal. Havia, mais precisamente, me dedicar exclusivamente ao mestrado mesmo que não houvesse recurso para financiar meus estudos.
Tinha noção de que isso ia ser complicado. Mas minha noção não se comparava com o que comecei a viver nas primeiras semanas de aula. Era muito dinheiro que precisava ser investido em xerox e livros. E eu não tinha um centavo. Preocupei-me verdadeiramente. Ali estava um grande problema real para os próximos anos de minha vida.
Mas o Senhor Jesus é Alguém que sempre está conosco, ao nosso lado, mesmo que duvidemos e mesmo que sejam sérios os nossos problemas. Era uma noite de quarta-feira. Enquanto orava no meu quarto, pedi a Deus que, por amor de Seu Nome, pudesse me conseguir uma bolsa para meus estudos. Disse-Lhe que Ele sabia, melhor do que eu, o quanto ela seria útil e necessária. Na manhã seguinte, a secretaria do mestrado ligou para mim e me perguntou se eu ainda queria aquela bolsa. Glória a Deus! O dia seguinte, a sexta-feira, era o último prazo para que a bolsa fosse distribuída. E ela era uma bolsa que o programa não sabia que estava livre até que uma pró-reitoria da universidade informou que seria distribuída para outro curso.
Contei esse exemplo porque me lembrei dessa história quando pensei no problema que os discípulos enfrentavam nesse tão conhecido relato bíblico. No barco, no meio da noite, atravessando o lago, os discípulos temeram pela vida porque o vento e as ondas ameaçam pôr a pique a embarcação.
Esse era um problema real demais. Como muitos problemas enormes e reais que enfrentamos no nosso dia a dia. Mesmo que não saibamos que problemas cada um enfrenta, podemos afirmar com certa margem de segurança que todo mundo enfrenta um ou outro problema. Alguns, como eu naquele dia, enfrentam graves problemas financeiros. Outros, problemas sérios de saúde. Pessoas entre nós passam por dificuldades familiares. Não importa. O que é certo é que cada um enfrenta palpáveis e reais problemas. Não são coisas de nossa cabeça. Não são ilusões, nem são dificuldades fáceis de superar.
Jesus foi até lá, andando em cima das águas (Mt. 14. 25). Essa história me mostra com clareza que a Bíblia não nos diz que andando com Jesus não teremos problemas. Muito menos somos autorizados a não chamar problemas de problemas. O que podemos crer é que, ainda que Ele tenha de vir andando sobre as águas, Jesus estará ao nosso lado, nos ajudando a passar pelas dificuldades e cumprindo a Sua vontade – trazendo a Sua solução – a cada uma de nossas lutas.
Então os dois subiram no barco, e o vento se acalmou (Mt. 14. 32). A nossa fé e certeza é que o nosso Senhor é poderoso para nos amparar no meio de nossas lutas – que as vezes parecem ser insuportáveis – e para trazer o milagre que acalma o mar e o vento e nos faz navegar, mais uma vez, com paz e tranqüilidade na vida.
16.8.06
Encontrando
Imagine a cena. Você deseja encontrar-se com um amigo ou um parente bem próximo – quem sabe seu pai. O assunto que você tem a tratar é delicado, mas, ainda mais importante que isso, você deseja matar saudades, manifestar carinho e amor, experimentar uma companhia que você não vivencia há algum tempo. Você, então, liga para o seu amado e marca o encontro. Algumas horas depois, a alegria de revê-lo e de viver aquele momento invadem o seu coração.
Pense essa cena. Ela por acaso aconteceria se você duvidasse ou não soubesse da existência de seu amado? É inconcebível que a gente possa desejar relação com alguém de quem duvidamos a existência. Mais que isso, é inconcebível imaginar que alguém possa duvidar da existência de um pai, irmão ou amigo que amamos.
Eu fiquei pensando essas coisas hoje ao meditar sobre um texto bem conhecido da carta aos Hebreus: Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a Ele precisa crer que Ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-Lo melhor (Hb. 11. 6). Encontrar-se com Deus e viver em fé precisa seguir a lógica do encontro com o pai. Você precisa entrar em contato com Ele e realizar o encontro na premissa fundamental de que Ele existe. Não é possível se aproximar de alguém para uma conversa ou uma relação duvidando de sua existência. Ainda mais se esse Alguém é invisível aos olhos físicos.
Esses pensamentos, simples, me inquietaram porque percebo que não raras vezes me flagro em dúvida. Uma dúvida inquietante. Imagino que, sendo eu mais ou menos normal, não devo ser o único cristão no mundo que tenha passado por alguma crise de fé em que a própria fé na existência de Deus tenha sido questionada no interior do coração. Não devo ter sido o único cristão do mundo que tenha se dado conta do desespero que é viver sem fé neste mundo.
Por isso, a fé é o mais fundamental dom de Deus. Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus (Ef. 2. 8). A fé é um fruto da graça de Deus, é presente dado por Deus. Isso significa que para que um homem possa acreditar que o Deus que quer encontrar existe, ele precisa, primeiro, ser alvo da graça infinda do Senhor gerando em seu coração a fé. A certeza de que Deus é e tudo o de bom que existe, toda a beleza do universo e toda a grandeza da vida é dádiva gerada e cedida em Deus. A graça de Deus na forma da fé nos faz ter certeza de que não foi o acaso que nos formou aqui, no terceiro planeta deste sistema solar.
Tendo essa certeza, podemos marcar o encontro. Nossa vida passa a girar em função desse encontro feliz. E girando assim em torno da órbita certa, a felicidade e a realização na vida serão uma constante garantia. Nossa vida será encontro com o Deus que presenteia todo aquele que decide investir sua vida em conhecer melhor o Seu Amado.
Pensar essas coisas me faz ter confiança de esperar na graça de Deus para que tenha a fé renovada e restaurada quando a dúvida quiser se aninhar no meu coração. Estou certo de que a presença dEle em minha vida – mesmo que a fé fraqueje – foi a melhor coisa que eu descobri e tenho descoberto.
Pense essa cena. Ela por acaso aconteceria se você duvidasse ou não soubesse da existência de seu amado? É inconcebível que a gente possa desejar relação com alguém de quem duvidamos a existência. Mais que isso, é inconcebível imaginar que alguém possa duvidar da existência de um pai, irmão ou amigo que amamos.
Eu fiquei pensando essas coisas hoje ao meditar sobre um texto bem conhecido da carta aos Hebreus: Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a Ele precisa crer que Ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-Lo melhor (Hb. 11. 6). Encontrar-se com Deus e viver em fé precisa seguir a lógica do encontro com o pai. Você precisa entrar em contato com Ele e realizar o encontro na premissa fundamental de que Ele existe. Não é possível se aproximar de alguém para uma conversa ou uma relação duvidando de sua existência. Ainda mais se esse Alguém é invisível aos olhos físicos.
Esses pensamentos, simples, me inquietaram porque percebo que não raras vezes me flagro em dúvida. Uma dúvida inquietante. Imagino que, sendo eu mais ou menos normal, não devo ser o único cristão no mundo que tenha passado por alguma crise de fé em que a própria fé na existência de Deus tenha sido questionada no interior do coração. Não devo ter sido o único cristão do mundo que tenha se dado conta do desespero que é viver sem fé neste mundo.
Por isso, a fé é o mais fundamental dom de Deus. Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus (Ef. 2. 8). A fé é um fruto da graça de Deus, é presente dado por Deus. Isso significa que para que um homem possa acreditar que o Deus que quer encontrar existe, ele precisa, primeiro, ser alvo da graça infinda do Senhor gerando em seu coração a fé. A certeza de que Deus é e tudo o de bom que existe, toda a beleza do universo e toda a grandeza da vida é dádiva gerada e cedida em Deus. A graça de Deus na forma da fé nos faz ter certeza de que não foi o acaso que nos formou aqui, no terceiro planeta deste sistema solar.
Tendo essa certeza, podemos marcar o encontro. Nossa vida passa a girar em função desse encontro feliz. E girando assim em torno da órbita certa, a felicidade e a realização na vida serão uma constante garantia. Nossa vida será encontro com o Deus que presenteia todo aquele que decide investir sua vida em conhecer melhor o Seu Amado.
Pensar essas coisas me faz ter confiança de esperar na graça de Deus para que tenha a fé renovada e restaurada quando a dúvida quiser se aninhar no meu coração. Estou certo de que a presença dEle em minha vida – mesmo que a fé fraqueje – foi a melhor coisa que eu descobri e tenho descoberto.
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