Por esse motivo, eu me ajoelho diante do Pai
Efésios 3. 14
Sou devedor nesta reflexão de hoje, em parte, a uma pregação ouvida na noite de ontem na Igreja Batista Viva, aqui em Natal. Enquanto meditava no que expunha o pastor Orivaldo, fui pensando em algumas coisas nesse texto e Deus foi falando ao meu coração.
Esta é uma das orações registradas pelo texto sagrado. Pela segunda vez na carta aos Efésios, Paulo se põe de joelhos para interceder pela igreja naquela cidade. E é uma oração profundamente trinitária que vemos registrada aqui. A primeira grande implicação que tiramos disso é que somos convidados a manter comunhão e intimidade com cada Pessoa da Trindade Santa. Somos instados a nos pormos de joelhos em oração e mergulharmos na comunhão com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo. Qualquer vida com Deus que seja parcial nesse aspecto é incompleta em sua essência porque o Deus que se revela e nos quer próximos a Ele, é Pai, Filho e Espírito Santo.
A primeira petição que Paulo expressa se dirige ao Espírito: E peço a Deus, por meio do seu Espírito, dê a vocês poder para que sejam espiritualmente fortes (Ef. 3. 16). A coisa mais fundamental que precisamos para viver a vida cristã é do poder do Espírito. Talvez por isso seja esse o ponto de partida do apóstolo em sua súplica. O tempo todo Jesus deixou claro aos seus discípulos que, sem Ele, não se pode fazer nada. Por isso, o Espírito seria enviado, da parte do Pai e do Filho para, estando com cada um e com todos, trazer o poder necessário para que se viva a vida e se realize o ministério cristão.
Precisamos da força do Espírito em nosso interior para que sejamos espiritualmente capazes de realizar a obra para a qual fomos chamados e vivermos a vida de maneira digna deste chamado. Nada que façamos, sem o poder do Espírito, terá qualquer resultado do ponto de vista da eternidade porque é esse Espírito que é capaz de fazer as coisas em nossas vidas e através de nós.
É por isso que Jesus, ressuscitado, diz aos discípulos que esperem um tempo antes de iniciarem o ministério: E eu lhes mandarei o que o meu Pai prometeu. Mas esperem aqui em Jerusalém, até que o poder de cima venha sobre vocês (Lc. 24. 49). E é exatamente isso que eles fazem. Ficam em Jerusalém por mais dez dias, até que o milagre das línguas de fogo repartidas sobre cada um marca a descida do Poder de Cima, o Espírito Santo, no dia de Pentecostes (At. 2. 1 – 4).
O poder do Espírito derramado em nossas vidas marca a presença plena desse Espírito em nosso interior, nos fortalecendo. E é por isso que ora o apóstolo em primeiro lugar.
O segundo pedido de Paulo envolve a Pessoa do Filho: Peço também que, por meio da fé, Cristo viva no coração de vocês (Ef. 3. 17). Somos chamados para uma vida de tamanha intimidade com o Deus Filho que Ele passa a viver em nós. A presença do Deus Filho em nós, pela qual o apóstolo ora, é a presença da Sua vida em nós. Em nós mesmos não temos vida, do ponto de vista espiritual. Desta perspectiva, a verdadeira vida nasce da comunhão e intimidade com o Senhor Jesus. Ele é o Pão da Vida, Ele é a fonte das Águas Vivas. É a Sua presença quem conduz a vida plena, abundante, ao nosso interior. Somos instados à comunhão com o Filho para que a Sua vida seja gerada em nós. E, assim, possamos dizer com o mesmo apóstolo: Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a Si mesmo por mim (Gl. 2. 20). A comunhão com Jesus gera vida em lugares de morte e traz a vida ao nosso interior.
Para que essa vida venha, é preciso conhecer a enormidade do amor de Cristo. Embora seja impossível conhecê-lo perfeitamente, peço que vocês venham a conhecê-lo (Ef. 3. 19). Não consigo deixar de pensar no amor de Jesus, sem fim e sem condições, como um enorme rio que corre da presença do Pai. Não consigo imaginar que tudo o que eu mais quero é mergulhar nesse rio e me afogar em suas águas, para que seja impregnado no mais íntimo da realidade desse amor, que pode gerar a vida no interior do coração do homem. Se não posso conhecê-lo plenamente, posso me lançar a ele sem medo a fim de que a vida dele surja em mim sem restrições.
Como resultado desse mergulhar íntimo e profundo no amor de Jesus é que podemos, por fim, nos dirigirmos, com Paulo, ao Pai: para que assim Deus encha completamente o ser de vocês com a sua natureza (Ef. 3. 19). Uma das coisas que mais impacta no texto bíblico é a idéia de que Deus partilha Sua natureza comigo. Santificar-se é receber da parte do Senhor uma parte de Sua natureza até que sejamos plenamente reflexos de Sua pessoa e glória. Ser cheio do poder do Espírito e conhecer a imensidão do amor de Jesus parecem, na oração trinitária de Paulo, o caminho para sermos santificados pela natureza de Deus enchendo o nosso ser. Somos postos em tamanha intimidade com o Deus Triúno que recebemos o poder do Espírito, o amor e a vida do Filho e a plenitude do Pai. Em comunhão com Ele, somos postos como instrumentos de transformação no mundo, uma vez que fomos, plenamente, transformados no interior pelo Seu poder, Sua vida, Seu amor e Sua plenitude.
Que o Senhor nos conduza a vivermos as palavras dessa oração a cada instante em nossa vida.
2 comentários:
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